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04 de julho de 2008

Os GRANDES pequenos agricultores

Por palavras poderosamente simples, o texto seguinte fala-nos da importância estratégica das pequenas hortas e explorações agrícolas. Leia que vai gostar.

«(...) Por uma questão de comodidade ou falta de tempo cada vez mais os consumidores procuram as grandes unidades comerciais. No entanto, quando calcorreamos os corredores das grandes superfícies onde maioritariamente nos abastecemos de víveres frescos, muitos de nós desconhecemos que por vezes não muito distante das nossas residências, existem outras possibilidades para a sua obtenção, onde para além de acesso a produtos de qualidade ímpar, o nosso contributo pode ser imensamente ampliado.

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O papel que desempenhamos enquanto consumidores e quando adquirimos os bens de consumo assume um papel importantíssimo, se equacionarmos que ao adquirir produtos em lojas de comércio tradicional, em mercados municipais (praças), em mercados de produtores locais ou nas suas quintas, estamos a “subsidiar” o direito à existência de todas estas vertentes: desfrutamos de produtos de cariz artesanal (com cunho pessoal do produtor), contribuímos para minorar em muito o gasto energético associado ao processo de conservação e transporte de alimentos importados, revitalizamos a economia local e ajudamos a criar novas oportunidades de emprego, associamo-nos a iniciativas que visam a permanência das pessoas numa actividade profissional que é imprescindível a todos nós enquanto seres humanos. São os agricultores que produzem o que comemos, onde muitas vezes o escoamento das suas produções é o único estímulo e subsídio [rendimento] de que necessitam para continuar a pôr em prática os seus ancestrais conhecimentos ou legados que, de outra forma, ficarão votados ao abandono e ao esquecimento.

A sabedoria dos antigos provérbios chineses ensina-nos que não devemos colocar todos os ovos no mesmo cesto, sob pena deste se virar e ficarmos desgovernados.

Imagine-se as consequências no futuro de continuarmos a centralizar e aglutinar no sector agrícola, a exemplo do que há muito se faz na indústria. Sugiro um pequeno exercício de reflexão: suponha-se que os milhares de produtores de pequena escala, que ainda subsistem numa região, abastecendo centenas de pequenas unidades de venda, são entretanto substituídos por algumas dezenas de produtores agro-industriais que abastecem algumas dezenas de grandes unidades comerciais. Considere-se que a conjuntura económica a que essa região está sujeita se torna desfavorável, levando ao colapso de toda a estrutura produtiva e comercial entretanto montada. Os consumidores perdem poder de compra, os produtores abrem falência porque o preço de custo das suas produções não possibilita o cumprimento dos encargos fiscais e bancários para fazer frente aos investimentos dos seus megaempreendimentos, verificando-se o abandono da actividade. As estruturas comerciais mudam para regiões em que a conjuntura económica seja mais favorável (condições sócio-económicas mais vantajosas). Imagine-se a dimensão da catástrofe.

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As pequenas explorações familiares não se tranferem de região, antes consolidam a sua existência com o incremento da sua actividade, que se quer sustentável e, como tal, pouco dependente das flutuações das conjunturas económicas globais. A bem da sobrevivência económica do nosso país e da sua sustentabilidade, é mais do que tempo de enquadrar condignamente as pequenas produções, criando um estatuto de pequeno produtor adequado às várias realidades, que reconheça o direito ao exercício da multiplicidade de actividades que esta realidade encerra, pois o que está em vigor não se aplica a este contexto. Enquanto continuarmos a ignorar o direito à sua exixtência, todos perdemos a oportunidade de apreciar a beleza de ser pequeno»


O texto que acaba de ler é da autoria de José Mariano Fonseca e constitui a parte final do seu artigo “Small is beautiful (o que é pequeno é belo)” publicado no nº 9 – Primavera 2008 - de O Gorgulho, boletim informativo da Associação Colher para Semear; sugerimos-lhe que o (re)leia pensando na agricultura biológica, que é a praticada pelo autor, pois a convencional tem os mesmos problemas nas pequenas explorações agrícolas e nas grandes (ou até mais nas pequenas!...).

Contactos para O Gorgulho ou para a Colher para Semear – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais: Quinta do Olival, Aguda, 3260 FIGUEIRÓ DOS VINHOS, Tels. 236622218 / 914909334, e-mail colherparasemear@gmail.com

Publicado por Vitorino às 01:53 AM na secção Produtos biológicos | Comentários (0)


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Publicado por Vitorino às 01:02 AM na secção Diversos | Comentários (0)


Risco consensual, escolhas opostas

Sobre os OGM (plantas ou organismos geneticamente modificados) há pelo menos consenso quanto a um aspecto: a sua disseminação na Natureza é incontrolável!

Por isso, deve-se seguir o princípio da precaução e esperar por consensos científicos mais alargados, dizem muitos (entre os quais nos encontramos), para não nos vermos futuramente confrontados com eventuais catástrofes em vidas humanas ou ecológicas.

Há que correr o risco, porque... dizem outros. Porquê? Quem fica a ganhar com isso? Quem se responsabilizará por eventuais catástrofes?

VOTEMOS COM AS NOSSAS OPÇÕES DE COMPRA

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Num mundo dominado pelo consumo de mercadorias, em que as vantagens financeiras comandam geralmente a produção, o comércio e as decisões dos poderes que governam as instituições económicas (instituições essas que, por regra, desprezam a participação dos cidadãos nas decisões e desvalorizam os valores morais e a justiça social), há que perguntar: quem ganha com os OGM´s?
Na nossa secção “Sobre os transgénicos” informamos sobre os perigos dos ogm's. As multinacionais que os produzem não desistem de os vender, compreende-se porquê... Mas porque será que agora a Comissão Europeia lhes quer facilitar o negócio?

Porque será que se ocultam e desprezam os gigantescos perigos da disseminação de plantas e animais geneticamente manipulados no ambiente? Porquê atacar o princípio da precaução nesta matéria tão importante? Porque será que há quem prescinda de testes científicos incontestáveis e se sirva da manipulação da comunicação social para intoxicar a vontade maioritária dos europeus, contrária aos alimentos geneticamente modificados? Em nome de que interesses se pode fazer mal à saúde das populações e contaminar animais e plantas?

Não seria melhor acabar com os actuais desperdícios de alimentos nos países “civilizados” e distribuir por todos os alimentos que, já hoje, chegariam para todos se a todos pudessem chegar? Não seria melhor deixar os agricultores de todo o mundo terem a terra e os outros recursos locais necessários para poderem produzir e trocar alimentos?

Afinal, o que é que eu (nós) tenho (temos) de fazer para cumprirmos com o dever de dizer NÃO aos ogm's? - leia os nossos textos e... pergunte-o à sua consciência!

Publicado por Vitorino às 12:56 AM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


Massa com galinha (ou tofu) e molho de ervas aromáticas

(receita para 4 pessoas)

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Ingredientes (todos de agricultura biológica, claro):

750 g de galinha (ou de tofu)
2 colheres de sopa de azeite
300 ml de caldo vegetal
750 g de tomate pelado
½ pimento vermelho
1 c. sopa de rosmaninho
1 c. chá sal integral
q.b. Pimenta branca
250 ml creme (“natas”) de aveia
100 g salsa
1 c. chá de farinha de milho
300 g massa (esparguete tricolor, por exemplo)

Preparação:

1. corte a galinha às tiras (ou o tofu aos quadrados pequenos) e aloure no azeite;
2. dilua o caldo vegetal e corte fino o tomate e o pimento:
3. ferva o caldo vegetal com o rosmaninho, o tomate e o pimento, durante 5 minutos;
4. escorra a galinha (ou o tufu) e junte as “natas” de aveia e a farinha de milho, deixando ferver 5-10 minutos em lume brando;
5. entretanto, ferva a água para a massa e deixe-a cozinhar cerca de 8 minutos, deitando-lhe um fio de azeite depois de escorrida (para não “colar”).

Sirva com uma salada verde (alface e rúcula, por exemplo) decorada com flores comestíveis.

Publicado por Vitorino às 12:40 AM na secção Receitas | Comentários (0)


30 de junho de 2008

400 especialistas mundiais ARRASAM os OGM

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O equivalente agrícola do IPCC ̶ o painel internacional sobre alterações climáticas, que ganhou o Prémio Nobel da Paz ̶ chama-se IAASTD (International Assessment of Agricultural Science and Technology for Development); e foi esse painel internacional sobre agricultura que durante quatro anos envolveu cerca de 400 dos maiores especialistas de todo o mundo num processo liderado por um alto funcionário do governo britânico, a pedido do Banco Mundial, FAO e Organização Mundial de Saúde, entre outros.

Em Abril de 2008 o IAASTD publicou o seu relatório cujo objectivo era clarificar qual o futuro papel da agricultura e do conhecimento e tecnologias agrícolas face aos objectivos mundiais de redução da fome e pobreza, melhoria da vida rural e facilitação de um desenvolvimento ambiental, social e economicamente equilibrado. É a primeira vez que as instituições internacionais desenvolvem tal esforço de visão global e perspectivação do que deve ser a evolução da agricultura face aos desafios da Humanidade.

Em relação aos OGM o relatório do IAASTD - que já foi ratificado por mais de 60 governos - considera-os incompatíveis com os métodos ecológicos e a produção de pequena escala, sendo que estes últimos oferecem as melhores hipóteses de solução integrada e devem ser objecto do máximo investimento por parte de países e agricultores.

In http://www.stopogm.net/?q=node/349

Publicado por Vitorino às 02:52 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


10 de junho de 2008

Autorizados ensaios de milho OGM a céu aberto em Portugal

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Através da Agência Portuguesa do Ambiente, o Ministério do Ambiente acaba de autorizar a realização de ensaios experimentais com milho geneticamente modificado (dos tipos 98140 e GA21) solicitados pelas empresas Pioneer e Syngenta para Monforte e Ferreira do Alentejo. O terreno experimental de Monforte localiza-se numa área classificada pertencente à Rede Natura 2000...

Com estas autorizações o Ministério do Ambiente mostra que dá mais importância aos interesses comerciais de duas grandes multinacionais da engenharia genética do que à protecção da saúde e do ambiente portugueses. Porque será?

Pode ler o comunicado de imprensa da Plataforma Transgénicos Fora, de 09.06.2008, sobre esta decisão governamental no ficheiro anexo: Download file

Publicado por Vitorino às 11:37 PM na secção Notícias | Comentários (0)


“O mundo não está à venda!”

No passado dia 3 de Junho, 237 organizações não governamentais, sindicatos e movimentos sociais de 50 países – entre os quais a Action Aid International, a Africa Trade Network, a Asian Peasant Coalition, a Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo e o Oakland Institute – enviaram uma carta ao Director-geral da da OMC - Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, que manifestou vontade de concluir a Ronda de Doha como “solução para a crise alimentar”.

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Afirma-se nessa carta [1] que “as negociações comerciais da Ronda de Doha não abordam os principais desafios com que se defronta o sistema alimentar mundial, entre os quais se incluem as mudanças climáticas, o esgotamento dos recursos naturais, a quadruplicação do preço do petróleo, a falta de concorrência nos mercados mundiais de produtos essenciais, a especulação financeira e a expansão acelerada da produção de agrocombustíveis.”

Mais á frente, afirma-se que “a incapacidade para enfrentar a actual crise alimentar é uma manifestação do fracasso de três décadas de desregulação dos mercados agrícolas. Nem a Ronda de Doha da OMC, nem outros tratados de comércio livre bilaterais e regionais que actualmente se estão a negociar poderão resolver a crise alimentar, porque a liberalização do comércio minou a capacidade de um grande número de países para terem autonomia alimentar”.

As organizações subscritoras desta carta dirigida a Pascal Lamy reivindicam, nomeadamente:

1. Políticas que aumentem a soberania alimentar, estimulem os mercados locais e apoiem a agricultura biológica em pequena escala.

2. Políticas e acções destinadas a prevenir as crises alimentares e a garantir aos pequenos produtores rurais rendimentos estáveis, seguros e justos.

3. Os governos devem criar redes de segurança e sistemas públicos de distribuição de alimentos.

4. Uma reforma do sistema de ajuda alimentar para que se comprem alimentos produzidos localmente.

5. A não liberalização do comércio.

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Na mesma data, enquanto os Governos se reuniam em Roma na cimeira sobre segurança alimentar, sob os auspícios da FAO, cerca de 800 organizações de todo o mundo, impulsionadas pela Via Campesina e pelo Comité Internacional de Planificação para a Soberania Alimentar subscreveram a >“Declaração da sociedade civil sobre a emergência alimentar mundial: Que não se repitam os erros de sempre!”. Na referida carta, declara-se o “Estado de Emergência dos Povos pela actual crise de alimentos”. [2]

Nessa declaração, apela-se ao Conselho para os Direitos Humanos da ONU e ao Tribunal Internacional de Justiça para que investiguem as responsabilidades nas violações do Direito à alimentação. Pede-se o fim imediato do aumento dos cultivos para a produção industrial de agrocombustíveis. Reclama-se a criação de uma Comissão da ONU para a Produção Alimentar, o Consumo o Comércio, com a participação dos pequenos produtores e dos consumidores marginalizados.

Pensamos que o Direito à Comida está acima dos acordos comerciais e de outras políticas internacionais. Na actual emergência alimentar, as negociações mercantis relacionadas com a comida e a agricultura devem interromper-se”, afirma a declaração. Terminando com a recusa dos modelos da Revolução Verde, e a aposta na participação da sociedade civil na definição de uma estratégia integral para responder às mudanças climáticas.
Notas:
[1] A carta com as assinaturas está disponível em: http://www.oaklandinstitute.org
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[2] A carta com as assinaturas está disponível em: www.nyeleni.eu/foodemergency a declaração também pode ser consultada em http://www.viacampesina.org/main_en/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1
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Publicado por Vitorino às 11:28 PM na secção Notícias | Comentários (0)


A FAO, o produtivismo e os agrocombustíveis para o meu automóvel

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Pelo seu interesse, chamamos aqui a atenção para um artigo de Gualter Baptista datado de 3 de Junho de 2008:

Num discurso totalmente anacrónico, o Secretário-Geral da ONU anunciou hoje, na abertura da cimeira sobre segurança alimentar que decorre em Roma, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que a solução para a crise alimentar global passa por um aumento da produção de alimentos. Como se pode ler no artigo do Público [in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1331014&idCanal=62], «a comunidade internacional deve apoiar os países que estão a ajudar os seus agricultores fornecendo-lhes sementes e fertilizantes, os dois factores de produção que mais repercutiram o aumento do preço do petróleo».
Este discurso assente na lógica produtivista apresenta dois problemas essenciais: por um lado não leva em consideração os principais factores de aumento dos preços dos alimentos; por outro lado promove uma solução baseada na produtividade e no apoio por “países desenvolvidos” que pode agravar o problema da fome e da subsistência das populações do Sul.

Para ler o artigo é favor aceder a http://ingenea.pegada.net/?p=26

Publicado por Vitorino às 10:36 PM na secção Opinião | Comentários (0)


30 de maio de 2008

«TIREM AS MÃOS DAS COOPERATIVAS!» - assine a petição.

A prática efectiva da cooperação é um contributo dos cidadãos para a coesão e para o desenvolvimento social, importantes para a continuidade e estabilidade sociais. Por isso, em 25 dos 27 Estados-membros da UE as empresas cooperativas têm um enquadramento jurídico e fiscal distinto do das empresas privadas.
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Contudo, algumas empresas italianas, espanholas e francesas que se regem exclusivamente pela concorrência no mercado deram origem junto da Comissão Europeia a um conjunto de processos que visam mudar o enquadramento das cooperativas, sob pretexto de que são ajudas contrárias à legislação europeia da concorrência. Não o podemos permitir! É o cooperativismo que se quer atacar – agora naqueles países, depois nos restantes – pelo que não podemos hesitar em defendê-lo: é uma questão de princípios.

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Por isso a Biorege apoia a iniciativa da COOPERATIVAS EUROPA – estrutura europeia da Aliança Cooperativa Internacional, de promover a seguinte petição online dirigida à Comissão Europeia:

«COOPERATIVAS EUROPA

PETIÇÃO ONLINE: "TIREM AS MÃOS DAS COOPERATIVAS - ELAS CONCORREM DUMA FORMA LEAL!"

Os actuais processos jurídicos apresentados à Comissão Europeia constituem tentativas para mudar as legislações e os regimes jurídicos das cooperativas. São tentativas por parte dos nossos concorrentes para reduzir a escolha do consumidor, para roubar a quota de mercado das cooperativas e para pôr cobro ao nosso desafio ético.

Qualquer decisão da Comissão que tome o partido das empresas privadas por acções pode afectar não só algumas grandes cooperativas, mas representar igualmente um risco para o sistema cooperativo global em todos os sectores económicos da União Europeia.

Estão a dizer-nos que os nossos “Princípios e Valores Cooperativos” não servem para nada?

Actualmente, 263.000 empresas cooperativas servem os seus 160 milhões de membros (1 em cada 3 cidadãos Europeus). Elas contribuem activamente para os objectivos económicos e sociais da UE.

As Cooperativas não pretendem privilégios, desejam tão só concorrer em pé de igualdade num mercado aberto, que reconheça a sua “diferença cooperativa”.»


Essa petição pode ser subscrita no seguinte endereço:
Online petition - Hands off our Coops! - they compete fairly!

O novo Tratado da União Europeia, actualmente em processo de ratificação, cria a obrigação de a Comissão discutir as propostas assinadas por mais de um milhão de cidadãos. A nossa petição antecipa-se a este novo instrumento. Temos de obter estes número de assinaturas, para exercer mais impacto na Comissão.
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Esta é também uma nova oportunidade para reforçar os valores cooperativos e corrigir práticas menos sãs nas organizações cooperativas. Os cooperadores não são meros agentes económicos, são membros por inteiro da construção colectiva de uma sociedade mais justa e solidária (aquém da concorrência); e os dirigentes não podem esquecer os princípios sociais e os valores éticos que distinguem as lideranças das empresas cooperativas. Para que a petição simbilize a força de um verdadeiro Movimento Cooperativo, há que praticar a cooperação.

Publicado por Vitorino às 12:25 PM na secção | Comentários (0)


29 de maio de 2008

OGMs não permitem coexistência com outras culturas

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A delegação da Greenpeace no país vizinho publicou ontem um relatório sobre as plantas transgénicas intitulado “A coexistência continua impossível – Testemunhos da contaminação”, revelando as consequências das culturas transgénicas em Espanha.

Pode ler ou descarregar esse relatório em http://www.greenpeace.org/espana/

Publicado por Vitorino às 07:04 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


Agricultura e jardinagem biológica: formação Agrobio.

Agrobio_logo1.jpg
Nas ligações abaixo pode conhecer as ofertas de formação da Agrobio durante o primeiro semestre de 2008, em agricultura biológica (introdução), Download file

... e em jardinagem biológica (amadores): Download file

Publicado por Vitorino às 07:00 PM na secção Formação | Comentários (0)


Monsanto: um império do mal nos OGMs e não só...

Alguns dos principais argumentos contra a influência dos transgénicos e de uma das principais multinacionais que os produz e comercializa, a Monsanto, podem ser encontrados no artigo “Esta companhia pode ser a maior ameaça para a sua saúde futura” (“This Company May Be the Biggest Threat to Your Future Health”), em http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2008/05/01/this-company-may-be-the-biggest-threat-to-your-future-health.aspx?source=nl
Mercola-logo.gif

Uma investigação da revista Vanity Fair online revela a “Colheita de medo da Monsanto” (Monsanto’s Harvest of Fear), em
http://www.vanityfair.com/politics/features/2008/05/monsanto200805?printable=true¤tPage=all

Perante os variados factos e argumentos relativos à maléfica acção da Monsanto, são muitas as pessoas e organizações que a denunciam e combatem. Deixamos-lhe mais uma ligação importante, desta vez em língua francesa, da Combat Monsanto, “para que o mundo da Monsanto não se transforme no nosso mundo”: http://www.combat-monsanto.org/
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Publicado por Vitorino às 06:45 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


21 de maio de 2008

Biorege ADIOU a visita à horta-jardim biológica na Costa da Caparica – dia 1 de Junho

A Biorege promoverá proximamente uma visita à horta-jardim existente numa parcela de terreno autónoma das “Terras da Costa” Costa da Caparica, Almada, integrada no Projecto 270. A visita programada para o dia 1 de Junho será realizada, em finais de Junho / início de Julho, em data a anunciar.
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PROGRAMA DA VISITA:

10:30h encontro dos participantes junto à loja da Biorege (Avª Cristo Rei, 23-A, Almada. Contacto: tel. nº 212744054).
11:00h início da visita à horta-jardim (Costa da Caparica).
11:30h visita à parcela agrícola.
13:00h almoço biológico (com a seguinte ementa: Download file)
15:00h apresentação do projecto270.
15:30h apresentação das conclusões da conferência internacional “Planet Diversity sobre a diversidade ecológica e sobre o futuro da agricultura e da alimentação mundial.
16:00h tertúlia.

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CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO:

1ª) Inscrições (limitadas) para a visita: até às 16 horas de dia 28 de Maio, pelo e-mail biorege@hotmail.com, pelo fax nº 212744054, ou directamente na loja da Biorege.Coop, na Avª do Cristo Rei, 23-A, em Almada, com indicação do nome, nº de pessoas a inscrever e contacto.

2ª) Contribuíção de 15 euros por pessoa, para o almoço biológico (a entregar ao Projecto 270).

NOTA: reserva-se a possibilidade de cancelamento da visita, caso não seja alcançado o limite mínimo de 10 participantes, do que serão avisadas as pessoas que se tenham inscrito.

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Publicado por Vitorino às 01:45 PM na secção Iniciativas | Comentários (0)


Biorege na Feira da Saúde, em Pinhal Novo, no dia 24‏

Na tarde do próximo sábado, dia 24 de Maio, a Biorege irá participar na Feira da Saúde, no Pinhal Novo (distrito de Setúbal), organizada pela Associação Juvenil Odisseia e pela Associação de Dadores de Sangue dessa localidade, entre os dias 22 e 24 de Maio.
 
Junta-se o cartaz com o programa desta Feira, que irá ter lugar nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo: Download file

Publicado por Vitorino às 01:34 PM na secção Iniciativas | Comentários (0)


19 de maio de 2008

Sementes e aromas da Península de Setúbal - Sesimbra em Maio

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No âmbito do Festival da Serra e do Mar , a decorrer em Sesimbra até ao próximo dia 1 de Junho, no dia 21 de Maio (4ª feira), pelas 21 horas, irá acontecer o Lançamento do Catálogo de Variedades Regionais da Península de Setúbal , elaborado com base no levantamento realizado em 2006 pela Associação "Colher para Semear".

Salientamos ainda neste Festival da Serra e do Mar a Feira dos Aromas e Sabores da Primavera (ZimbraPrimavera), que se realizará na Fortaleza de Santiago, em Sesimbra, nos dias 24 e 25 de Maio (sábado e domingo).

Para mais informações, é favor aceder a www.cm-sesimbra.pt/pt/programas/ ou contactar o Gabinete de Animação Cultural da Câmara Municipal de Sesimbra através do telefone nº 21 228 82 55.

Publicado por Vitorino às 05:13 PM na secção Notícias | Comentários (0)


Agricultura biológica pode alimentar o mundo, os transgénicos não!

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Para quem compreenda a língua inglesa, terá interesse ler no Ecologist Online (em www.theecologist.org) os artigos “10 razões pelas quais os produtos biológicos podem alimentar o mundo” (“10 reasons why organic can feed the world”) e “10 razões pelas quais os OGM não alimentarão o mundo” (“10 reasons why GM won't feed the world”).

Publicado por Vitorino às 05:09 PM na secção Produtos biológicos | Comentários (0)


14 de maio de 2008

O FMI e a fome

Excerto de artigo de Serge Halimi, no Le Monde Diplomatique (ed. portuguesa), Maio 2008

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) haviam prometido que o aumento do fluxo de mercadorias contribuiria para erradicar a pobreza e a fome. Culturas agrícolas locais? Autonomia alimentar? Eles tinham encontrado soluções mais inteligentes: a agricultura local seria abandonada ou orientada para a exportação. Desse modo, tirar-se-ia o melhor partido, não de condições naturais – mais favoráveis, por exemplo, ao tomate mexicano ou ao ananás filipino – mas de custos de exploração mais baixos nesses dois países do que na Florida ou na Califórnia.

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O agricultor maliano confiaria a sua alimentação às firmas cerealíferas da Beauce ou do Midwest, mais mecanizadas, mais produtivas. Retirando-se dos seus campos, iria aumentar a população das cidades tornando-se operário numa empresa ocidental, que deslocalizara as suas actividades para tirar proveito da mão-de-obra mais barata. Do mesmo passo, os Estados costeiros de África diminuiriam o peso da sua dívida externa vendendo os seus direitos de pesca aos navios-fábricas dos países mais ricos. Bastaria depois que os guineenses comprassem conservas de peixe dinamarquesas ou portuguesas [1]. E apesar do aumento da poluição gerada pelos transportes, o paraíso estava garantido. O lucro dos intermediários (empresas de distribuição, transitários, seguradoras, publicitários) também…

Subitamente, o Banco Mundial, preceptor desse modelo de «desenvolvimento», anuncia que vai haver motins da fome em 33 países. E a OMC alarma-se com um regresso ao proteccionismo, notando que vários países exportadores de géneros alimentícios (Índia, Vietname, Egipto, Cazaquistão…) decidiram reduzir as suas vendas ao estrangeiro de modo a garantir – que impudência! – o sustento da sua população. O Norte, de imediato, sentiu-se chocado com o egoísmo dos outros. É porque os chineses comem muita carne que os egípcios têm falta de trigo…”

Para ler a totalidade do artigo, é favor aceder a http://pt.mondediplo.com/spip.php?article184

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Publicado por Vitorino às 09:29 AM na secção Opinião | Comentários (0)


DEBATE: Especulação, crise alimentar, motins da fome

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Encontros com o Le Monde Diplomatique

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que está a organizar uma cimeira especial em Roma, trinta e sete países estão sob a ameaça de uma crise alimentar. As instâncias internacionais prevêem o pior: multiplicação de motins (que já fizeram vários mortos no Sul) e milhares de pessoas atingidas pela escassez. Estão a ser anunciadas ajudas financeiras, mas estará o software da globalização adaptado à necessária mudança de rumo económico?

Para mais informações, é favor aceder a http://pt.mondediplo.com/

Publicado por Vitorino às 09:16 AM na secção Notícias | Comentários (0)



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