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Segundo o jornal Público, na sua edição de 18 de Maio, o município de Ponte da Barca recusa a cultura de milho transgénico no seu território.
Em conferência de imprensa realizada no dia 17/05/2005, o Presidente da Câmara de Ponte da Barca, Armindo Silva, “anunciou que, no âmbito do respectivo processo de consulta pública em curso até 15 de Julho, emitiu o seu parecer desfavorável e de «total oposição» a um programa de ensaios de cultura de milho transgénico proposto pela empresa Pionneer Hib-Bred Sementes de Portugal para a freguesia de Vila Nova de Muía.”
“A preservação e a valorização das variedades tradicionais de milho cultivadas na actividade agrícola do concelho, a salvaguarda do equilíbrio ecológico dos ecossistemas agrícolas e selvagens, o risco de contaminação das produções que não empregam tecnologia OGM e a probabilidade de o milho transgénico se tornar ambientalmente persistente e invasor, sob a forma de infestante”, constituem os principais argumentos com que esta autarquia sustenta a reclamação do direito a declarar Ponte da Barca Zona Livre de Transgénicos.
Em Portugal, os concelhos de Mora, Aljezur e Cadaval, nomeadamente, que já se declararam como Zonas Livres de Transgénicos, continuam à espera da prometida regulamentação com vista à formalização legal deste objectivo de protecção ambiental e agrícola.
Na sequência da decisão da Comissão Europeia, tomada em Setembro 2004, de autorizar o cultivo de dezassete variedades de milho transgénico do tipo MON 810 em toda a União Europeia sem a prévia existência de regras de coexistência credíveis, países como a Áustria, Polónia, Hungria e Itália optaram por impor moratórias, de lei ou de facto, para proteger a sua agricultura da contaminação que um cultivo desregrado de plantas transgénicas inevitavelmente acarreta.
Pode ler aqui o parecer da Plataforma Transgénicos Fora do Prato sobre os ensaios de plantações trangénicas para os quais a Pioneer pretende autorização.
Publicado por Vitorino às maio 23, 2005 01:05 PM