*..Página Principal..*..Quem Somos..*..Localização..*..Cooperação..*
« maio 2005 | Entrada | julho 2005 »
A saúde pública está estreitamente relacionada com a qualidade da alimentação suficiente das mulheres, dos homens e, sobretudo das crianças que a integram: cada vez mais tomamos consciência de que comer de uma forma adequada é vital para a prevenção e recuperação de muitas das doenças modernas, a aumentarem assustadoramente nestas últimas décadas. Por isso, a redução da capacidade nutritiva dos alimentos, a par da acumulação no organismo humano de resíduos de adubos, pesticidas, antibióticos, hormonas e outros produtos químicos de síntese tem uma grande influência nos gastos dos cidadãos e do estado com a saúde.

Esta situação é tanto mais grave quanto os alimentos que pomos diariamente no nosso prato, além de nos fornecerem nutrientes, podem se curativos e terapêuticos. Jean-Claude Rodet, agrobiólogo francês dá dois exemplos: as análises bioquímicas feitas em laboratório mostram que o feijão contém substâncias que ajudam à função renal; e o sumo de beterraba ajuda a regenerar o sangue e combater anemias.
Socialmente responsável
A Agricultura Biológica (AB) une os agricultores e os consumidores na responsabilidade de:
* Produzir alimentos e fibras de forma ambiental, social e economicamente sã e sustentável;
* Preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais;
* Permitir aos agricultores uma melhor valorização das suas produções e uma dignificação da sua profissão, bem como a possibilidade de permanecerem nas suas comunidades;
* Garantir aos consumidores a possibilidade de escolherem consumir alimentos de produção biológica, sem resíduos de pesticidas de síntese e, consequentemente, melhores para a saúde humana e para o ambiente.
A AB permite igualmente a revitalização das comunidades rurais e restitui aos agricultores a dignidade e o respeito que lhe são merecidos pelo seu papel de guardiães da paisagem e dos ecossistemas agrícolas.
Além de que os produtores agro biológicos seguem normas rigorosas, controladas por organismos de certificação independentes segundo regras internacionais reconhecidas, hoje em dia, pelos governos de inúmeros países.
Contributo para uma sociedade mais justa
Pelas características do seu modo de produção, a agricultura biológica faz apelo à fixação dos agricultores e requer a criação de postos de trabalho rurais. Graças à dimensão humana que as explorações agro biológicos assumem, às suas práticas ecológicas e à gestão adequada dos recursos locais, os produtores geram oportunidades de criação de empregos permanentes e dignos.
A par de outras actividades (preservação do património, turismo, energias alternativas, etc.), a AB contribui, pois, para a autonomia socio-económica do povoamento nas zonas rurais, criando condições para o desenvolvimento económico e cultural dos seus habitantes.
Ao favorecer a produção, o comércio e o consumo locais, a AB contribui para a autonomia e soberania alimentares das regiões em que se inscreve. Ao mesmo tempo que favorece a autonomia dos produtores, libertando-os da dependência das grandes empresas e das multinacionais de sementes e de produtos fitossanitários.
Publicado por Vitorino às 05:38 PM na secção Produtos biológicos
(receita de Miguel Pereira, para 4 pessoas)
Ingredientes
0,5 Kg Seitan*;
2 cebolas ou 1-2 alhos franceses;
2-3 cenouras ou 2 nabos;
q.b. molho de soja;
q.b. salsa picada ou cebolinho
q.b. sal.
Preparação
1. Aquecer um pouco de água ou óleo de sésamo num tacho.
2. Após a água levantar fervura ou o óleo estar suficientemente quente, junte-lhe a cebola cortada em meias luas, deixando cozer durante cerca de cinco minutos.
3. Junte a cenoura, cortada em rodelas ou em quadrados, e um pouco de sal marinho integral, e deixe cozer cerca de cinco minutos.
4. (opcional) Acrescentar uma alga á escolha (se for alga Hiziki, Wakamé ou Kombu tem que se por de molho previamente) e cozinhar mais 10 minutos.
5. Acrescentar o Seitan cortado aos quadrados, cozinhando tudo em lume brando durante cerca de 20 minutos**.
6. No final, 2-3 minutos antes de desligar o lume, pode acrescentar-se um pouco de molho de soja (Shoyu) e polvilhar com salsa ou cebolinho picados.
(*) Conhecido como “carne vegetal”. Em vez do Seitan, pode igualmente ser utilizado o Tofu (“queijo” de Soja).
(**) Deve-se ir verificando a evaporação e acrescentando, quando necessário, alguma água. No final da cozedura, o ideal é o cozinhado quase não ter água em excesso, sem estar seco.
Publicado por Vitorino às 04:59 PM na secção Receitas
Os seres humanos evoluíram com os cereais. A nossa estrutura biológica e particularmente a estrutura dentária e intestinal mostram que os cereais são o alimento por excelência da espécie humana: temos 32 dentes, dos quais 20 são molares (concebidos para moer grãos), 8 são incisivos (para cortar fibra vegetal) e 4 são caninos (para cortar fibra animal); os nossos intestinos são relativamente longos, muito maiores do que os intestinos de um animal carnívoro e mais pequenos do que um herbívoro e têm uma estrutura adequada para digerir particularmente a fibra dos cereais.
O grão de cereal integral é composto por gérmen, no interior do grão, que contém vitaminas B e E, e antioxidantes; endosperma, tecido nutritivo que fornece glícidos e proteínas; e farelo, que conserva intacta a camada externa do grão e que é rico em fibra, vitaminas B e minerais.
O que distingue os cereais integrais é o facto de as três partes que compõem o respectivo grão se manterem intactas. No processo de refinação dos cereais, só o endosperma se mantém intacto, sendo removidos o gérmen e o farelo, pelo que se perdem grande parte dos nutrientes essenciais, com o consequente empobrecimento do seu valor alimentar. Por isso, o valor dos cereais apenas atinge a sua plenitude nos cereais integrais biológicos (isentos de pesticidas e de manipulações genéticas).
Estudos realizados concluem que a associação das fibras com os minerais, as vitaminas e os glícidos nos cereais integrais torna-os essenciais para o regular desempenho do aparelho digestivo, e para o controlo da tensão arterial e dos níveis de açúcar no sangue. O consumo regular de cereais integrais terá, pois, também benefícios para a redução do risco de doenças cardiovasculares e na acção preventiva contra o cancro e a diabetes, entre outras doenças.
Seguidamente, abordaremos as características, usos e benefícios dos cereais mais usados na alimentação humana.
Publicado por Vitorino às 05:42 PM na secção
O trigo é o cereal por excelência do nosso país e da maioria dos países europeus. É igualmente o cereal mais produzido no mundo, sendo parte da sua produção canalizada para rações.
O nosso termo trigo vem do latim triticum, que significa cereal. No tempo do Império romano, cada legião transportava um moinho para cereais e uma provisão de trigo, sendo a carne considerada nesse tempo um alimento de segunda ordem.
A espelta é o antepassado do trigo actual e tem valor alimentar equivalente, sendo porém mais fácil de digerir.

O trigo contém todos os aminoácidos necessários à alimentação humana e é o segundo cereal mais rico em proteína e o que tem mais glúten, uma das suas proteínas. É exactamente esta qualidade que o faz levedar. Tem também uma boa diversidade de minerais e contém traços de bário, essencial para a saúde do coração. Tem um óleo de excelente qualidade.
Estes nutrientes não estão presentes no trigo refinado, já que 80% das vitaminas, nomeadamente a E, e dos minerais desaparecem com a refinação, assim como 93% das fibras. O trigo tem portanto muito boas qualidades nutritivas. Porém a sua fama de ser muito superior aos outros cereais não se justifica.
O uso deste cereal integral é recomendado a quem tem de dispender muito esforço físico, sendo apontado por muitos como muito importante para a prevenção de problemas cardíacos. O investigador canadiano Wilfred Shute defende mesmo que as doenças cardíacas, epidémicas nas sociedades modernas, tiveram a sua origem nos processos de moagem introduzidos em 1879, que removem o germe do cereal, que contém mais de metade da totalidade das suas vitaminas. O trigo integral é considerado benéfico para o fígado e é recomendado para a obstipação, especialmente na forma de flocos.
O trigo germinado é particularmente recomendado em casos de carência de vitaminas e de minerais pois após a germinação aumentam as percentagens desses elementos relativamente aos existentes no grão, como segue: Tiamina (Vit. B1), +28%; Riboflavina (Vit. B2), +315%; Niacina (Vit. B3), +66%; Ácido Pantoténico (Vit. B5), +65%; Biotina (Vit. B8), +111%; Ácido Fólico (B9), +278%; e Vitamina C, +300%.

O trigo é particularmente saboroso quando cozinhado com feijões ou com o arroz integral (3 partes de arroz para 1 de trigo). As massas de trigo são um excelente alimento para quem necessita de energia rápida, quem tem pouco tempo para cozinhar. Sob a forma de farinha, o trigo integral pode utilizar-se em cremes e papas, para engrossar sopas, e em padaria e doçaria.
Derivados do trigo como o cuscuz ou o bulgur são bastante versáteis: cozem rapidamente e são mais saborosos quando cozinhados juntamente com vegetais.
O pão integral produzido com farinha integral biológica e levedo natural é muito mais digerível e também mais saboroso. Para quem tem problemas intestinais como obstipação ou problemas pancreáticos, aconselha-se não comer muito pão, em especial torrado; aquecendo-se o pão no vapor durante 2 ou 3 minutos obtém-se uma verdadeira delícia e um alimento muito mais fácil de digerir do que o pão torrado. Uma boa forma de comer este tão tradicional alimento é, à boa maneira alentejana, demolhado na sopa.
(Fontes: Francisco Varatojo em www.e-macrobiotica.com , e www.providanatural.com)
Publicado por Vitorino às 04:48 PM na secção Cereais
A Plataforma Transgénicos Fora do Prato convocou para a próxima Terça-feira, dia 21 de Junho, entre as 16:00 e as 18:00h uma concentração em Lisboa, na Praça do Comércio, em frente ao Ministério da Agricultura, sob o lema “Vem dizer NÃO ao cultivo de transgénicos em solo português”.
A direcção da Biorege apoia esta concentração e pede aos seus cooperadores e aos defensores da agricultura biológica para divulgarem a iniciativa e, se possível, para se associarem a este apelo público.
Junta-se o texto da convocatória.
Publicado por Vitorino às 04:21 PM na secção Iniciativas
Um dos grandes buracos do sistema europeu de aprovação de OGM é o facto de que todas as decisões são tomadas apenas e exclusivamente com base no estudos realizados pela indústria. É preciso ser muito anjinho para achar que esta situação não coloca a indústria em conflito de interesses e pode levar a manipulação de resultados. Numa notícia da agência de notícias Reuters do passado dia 30 de Maio (http://www.reuters.com/newsArticle.jhtml?type=scienceNews&storyID=8643298) a Itália põe o dedo na ferida e diz que a Agência Europeia de Segurança Alimentar tem de ser capaz de conduzir avaliações independentes das da indústria.
(Baseado em texto de Margarida Silva, da Plataforma Transgénicos Fora do Prato - msilva@esb.ucp.pt)
Publicado por Vitorino às 01:59 PM na secção Sobre os transgénicos
A agricultura biológica permite produzir alimentos de alta qualidade em suficiente quantidade.
A acreditar nos dados que apontam para que uma percentagem elevada das doenças degenerativas têm origem nas deficiências alimentares, o consumo sistemático e generalizado de alimentos biológicos representará uma poupança nas despesas com a saúde, tanto para as famílias como para as sociedades. Poupança essa que poderá satisfazer com vantagem as acrescidas despesas com uma maior utilização de mão-de-obra.

Por outro lado, a agricultura biológica não é nociva para os seres humanos e o ambiente, contribuindo até para a regeneração e o enriquecimento do património natural. Contrariamente ao que acontece com a agricultura industrial ou agro química e com as culturas geneticamente modificadas, que praticam preços que não têm em conta os gastos sociais (de saúde e de despesa pública, nomeadamente) com as contaminações que provocam.
A agricultura biológica protege o património genético, não só porque não usa organismos geneticamente modificados (OGMs), mas também porque requer a utilização de plantas rústicas, adaptadas à região, ou seja, autóctones. A biodiversidade agrícola tem uma importância enorme para a saúde humana, para a sustentabilidade das comunidades agrícolas e para o desenvolvimento sustentado da agricultura.
A utilização de composto (estrume fresco e resíduos vegetais) como base da fertilização torna o solo adequado à vida dos microorganismos produtores dos elementos necessários ao desenvolvimento saudável das plantas, microorganismos que são destruídos com a fertilização química.

Ao seleccionar plantas adaptadas ao meio, fertilizadas naturalmente, e ao manter os habitats dos animais silvestres, tornando viável a vida de numerosas espécies, a agricultura biológica mantém e fomenta a biodiversidade e contribui para combater a desertificação. Também protege os aquíferos, não só por haver menor risco de contaminação, como por favorecer a retenção da água no solo.
Ao aliar novas tecnologias com a valorização das metodologias produtivas tradicionais e as trocas locais e regionais, a agricultura biológica contribui para reduzir a poluição e para evitar os desperdícios energéticos.
O modo de produção biológico constitui, pois, uma opção pelo uso racional de recursos agrícolas e ambientais, com elevados benefícios para a alimentação e a saúde humanas.
Publicado por Vitorino às 12:05 PM na secção Produtos biológicos
Produtos de agricultura Biológica, Restaurantes (almoços, jantares, degustações, só de alimentos biológicos), Conferências sobre saúde, ambiente, modo de produção biológico, Artesanato, Educação ambiental (jogos para crianças, conferências), Livraria temática sobre agricultura biológica e ambiente.
Publicado por Vitorino às 11:52 AM na secção Notícias
A agricultura convencional moderna utiliza numerosos agro químicos sintéticos, para matar insectos e outras pragas, para destruir plantas que nascem junto às culturas, para combater doenças, para alterar o crescimento...
Estes produtos não são inócuos, mesmo se usados nas doses indicadas. Como não são inócuos os seus efeitos a longo prazo nos campos, nem os efeitos das suas inúmeras combinações no nosso organismo.
Além disso, em relação a alguns vegetais sem a garantia da agricultura biológica há um elevado risco de contaminação por organismos geneticamente modificados, com consequências imprevisíveis para a saúde humana (por falta das necessárias precauções na sua produção e comercialização).

A agricultura biológica respeita os ritmos naturais das plantas, não aplica produtos químicos de síntese, nem utiliza sementes transgénicas. Com os alimentos biológicos frescos, usufrui-se da totalidade dos nutrientes e do verdadeiro sabor dos alimentos. Além de que torna possível a existência de uma indústria alimentar saudável, equilibrada e nutritiva. Por isso, os produtos da agricultura biológica são realmente alimentos seguros, que contribuem para a saúde dos agricultores e dos consumidores.

Por exemplo: o consumo de cereais integrais é importante, dada a sua riqueza em fibras e em minerais. No entanto, é especialmente importante que os cereais integrais consumidos sejam provenientes de agricultura biológica, pois é na casca que se acumulam mais os pesticidas das culturas convencionais de cereais.
Publicado por Vitorino às 01:46 PM na secção Produtos biológicos

As ervas aromáticas transformam positivamente os alimentos: permitindo variar os sabores e enriquece-los, são o “sal” saudável da vida gastronómica.
Algumas combinações parecem mesmo ter nascido para ser utilizadas: o manjericão com tomate, o estragão com frango, o tomilho e o alecrim com borrego, e os orégãos com queijo e ovos.
Todavia, as combinações não deverão ser obrigatórias e o campo abre-se à imaginação experimental.
Também não é obrigatório aprender a usar estes odores e sabores da Natureza, bálsamos ancestrais para os sentidos e antigos segredos de feiticeiros para inúmeras maleitas.
Este mês, vamos mergulhar nestes sabores e odores. Se estiver tentad@, considere-se convidado!...
Apareça!
Publicado por Vitorino às 02:17 PM na secção Notícias
Ingredientes:
2 molhos de beldroegas;
4 cabeças de alho;
1,5 dl de azeite;
2 queijos de cabra brancos;
1 kg de batatas;
4 ovos;
q.b. pão;
q.b. sal.
Preparação
1. Arranje as beldroegas*, aproveitando só as folhas ou também os caules mais tenros junto às folhas, e escalde-as em água quente;
2. Retire as capas de fora a 4 cabeças de alho;
3. Deite o azeite num tacho e frite ligeiramente as cabeças de alho, que devem ser deitadas inteiras**;
4. Junte as beldroegas para refogarem ligeiramente;
5. Deite água suficiente para a sopa – cerca de 1-1,5 litros, conforme o gosto – e os queijos de cabra*** partidos em quartos;
6. Junte as batatas, cortadas às rodelas;
7. Quando as batatas estiverem quase cozidas, escalfe os ovos;
8. Tempere de sal, atendendo ao sal do queijo de cabra.
Serve-se sem pão ou com pão (tipo regional) cortado às fatias****. Numa travessa separada, deitam-se as beldroegas, as cabeças de alho, as batatas e os ovos.
Notas:
(*) As selvagens, de cultura biológica, são as melhores.
(**) A receita original manda deitar as cabeças inteiras, mas poder-se-á por apenas metade da quantidade em dentes com casca ligeiramente batidos.
(***) Há quem ponha queijos de ovelha.
(****)Esta sopa fica bem apenas com batatas.
Publicado por Vitorino às 02:05 PM na secção Receitas