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O arroz terá sido em primeiro lugar cultivado na Índia, expandindo-se há cerca de cinco mil anos o seu uso à China, depois ao resto do continente asiático e posteriormente ao resto do mundo, nomeadamente à América do Sul onde foi introduzido por portugueses e espanhóis. O arroz é actualmente o alimento base, por vezes único, na Ásia, nomeadamente no Extremo Oriente. “Comer” diz-se “comer arroz” em vietnamita e em japonês. Os japoneses apreciam-no especialmente quando, depois de cozido, é batido até a sua goma natural o tornar elástico e compacto: é o mochi.
À semelhança de outros cereais, o arroz foi venerado como divindade, sendo riquíssima a tradição de cânticos, celebrações, ritos religiosos e sociais e todo o simbolismo associados ao arroz.

O arroz integral tem um valor nutricional muito superior ao arroz branco, constituindo uma fonte importante de vitaminas do complexo B e outras, proteínas (contem lisina, ausente de outros cereais) e minerais, nomeadamente silício, que facilita a fixação do cálcio, do fósforo e do magnésio. É muito bom para os intestinos, vias respiratórias, sistema nervoso, cérebro, olhos, pele e cabelo. No entanto, há que ter cuidado com o seu consumo excessivo (uso como cereal exclusivo ou quase) que origina uma magreza exagerada e uma tez macilenta. É especialmente importante o consumo de arroz de cultura biológica porque em cultura convencional é muito sobrecarregado com fungicidas e herbicidas.
O arroz integral pode ser consumido simples (muito mais saboroso se cozinhado na panela de pressão), com leguminosas ou vegetais, em sopas e até em sobremesas.
É aconselhável demolhá-lo sempre antes de o cozinhar o que não só o torna mais saboroso, como promove o desdobramento do ácido fítico, tornando muito mais fácil a absorção de diferentes oligoelementos, particularmente o zinco.
O arroz glutinoso é uma variedade da planta do arroz com elevado teor em glúten, o que o torna contra-indicado para os celíacos. Esta variedade contém mais proteína e gorduras que o arroz integral comum.
O “arroz selvagem” não é, na realidade, um arroz, mas sim um cereal aquático da família da aveia originário da região dos Grandes Lagos dos Estados Unidos e Canadá. Tal como outras plantas selvagens, também esta é nutricionalmente muito rica. É uma boa fonte de proteína e também de tiamina, niacina, riboflavina, iodina, ferro, potássio, selénio e vitamina E. Tem um baixo teor em gorduras. Diurético, beneficia rins e bexiga.
(Fontes: www.providanatural.com e Francisco Varatojo, in http://www.e-macrobiotica.com/artigos/a_cereais_2.htm).
Publicado por Vitorino às julho 6, 2005 12:26 PM