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« junho 2005 | Entrada | setembro 2005 »
Hoje em dia aceita-se como natural o convívio diário com pesticidas, quer na alimentação, quer nas nossas casas ou jardins. Porém, os pesticidas sintéticos (incluindo insecticidas, herbicidas e fungicidas) não são naturais e a sua toxicidade não depende unicamente da quantidade do princípio activo, que as leis procuram acautelar.
Os regulamentos existentes apenas se referem à quantidade de resíduos de pesticidas admissíveis nos produtos que chegam ao mercado. Um estudo recente (2002) da comissão europeia revelou que cerca de 53% das frutas, hortícolas e cereais consumidos em França contêm resíduos de pesticidas. Pior ainda, em 8,9% destes alimentos o teor dos resíduos ultrapassa os limites europeus permitidos. Na UE, 20,7% das amostras analisadas apresentavam resíduos de vários pesticidas em simultâneo.
Porém, os valores de resíduos de pesticidas admissíveis não garantem a defesa do consumidor: eles são definidos com base em testes que não têm em conta a maior vulnerabilidade das crianças, nem os efeitos relativos à perturbação do sistema endócrino. Além de que os testes efectuados estudam apenas o efeito de uma substância isolada e o efeito da presença conjunta de mais do que uma substância pode ser totalmente diferente da soma de cada uma delas.

Quantidades infinitesimais que actuam no longo prazo.
A exposição a quantidades infinitesimais destes tóxicos numa fase crucial do desenvolvimento, como a gestação e os primeiros anos de vida de uma criança, é suficiente para causar danos que se repercutem por toda a sua vida. Danos que põem em causa a sua saúde imediata, a capacidade reprodutora, a inteligência e o comportamento em sociedade. O facto de não serem naturais, torna difícil a sua degradação e, por isso, acumulam-se nos ecossistemas. A factura que as pessoas e animais selvagens estão a pagar por esta acumulação é alarmante em efeitos e extensão.
Problemas de desenvolvimento, aprendizagem e comportamento em crianças.
Diversos estudos evidenciam a ligação entre a exposição a pesticidas e a ocorrência de lesões no sistema nervoso em crianças. Essas lesões traduzem-se numa diminuição significativa da capacidade mental e num aumento de comportamento agressivo. Pensa-se que estas dificuldades resultam da exposição aos tóxicos em períodos em que o sistema nervoso se estrutura, determinando em grande medida o seu potencial para o resto da vida.
Os estudos já realizados permitem afirmar que uma variedade de produtos químicos usados vulgarmente na indústria e nos lares podem contribuir para a ocorrência de dificuldades de aprendizagem, problemas de desenvolvimento e comportamentais. Os principais neurotóxicos incluem: metais pesados; a nicotina; pesticidas; dioxinas e PCB; e solventes usados em pinturas, colas e soluções de limpeza. Estes produtos químicos podem ser directamente tóxicos para as células ou interferir com as hormonas, neurotransmissores ou outros factores de crescimento.
“Não vou esperar por mais provas para mudar os meus hábitos alimentares”.
Walter J. Crinnion, médico nutricionista, dirige um programa de desintoxicação para poluentes ambientais e integra o corpo docente da Universidade de Ciências da Saúde Natural Bastyr de Seatle, nos EUA. Ele tem tratado de doentes cujas análises ao sangue revelam vários pesticidas que, como o DDT, vão entrando no corpo lentamente ao longo dos anos e se acumulam nos tecidos adiposos. O Dr. Crinnion afirma que “evitar resíduos de pesticidas nos alimentos pode salvar muitas vidas e reduzir o custo do sistema de saúde”. Os seus doentes recuperam a saúde após submeterem-se a um longo programa de tratamento para eliminar os pesticidas do corpo e adoptarem uma alimentação biológica.
(Texto anterior adaptado do artigo “Pesticidas, a situação é alarmante e urgente”, em A Joaninha, órgão da Agrobio, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica).
Junte-se à Biorege, pela saúde dos seus filhos... e a sua!
Foi a actual situação alarmante relativamente à contaminação dos alimentos por pesticidas e a urgência de acções que a enfrentem que esteve na origem da criação da Biorege. Somos uma cooperativa de consumidores dos concelhos de Almada e Seixal que adquire e põe ao dispor dos sócios unicamente produtos provenientes da agricultura biológica certificada. Se partilha das nossas preocupações e quer optar por mudanças nos seus hábitos alimentares, não hesite, junte-se a nós. Pela sua saúde (... e o ambiente agradece...)!
Publicado por Vitorino às 01:03 PM na secção Produtos biológicos
Valor nutritivo
Cultivados em solos equilibrados por fertilizantes naturais, os alimentos biológicos alcançam melhor qualidade quanto ao teor em vitaminas, minerais, hidratos de carbono e proteínas: são capazes de saciar graças ao equilíbrio dos seus constituintes.
Biodiversidade
A diminuição da diversidade biológica é um dos principais problemas ambientais dos dias de hoje. A Agricultura Biológica dá continuidade à diversidade das sementes e das variedades locais e recusa os OGM, que põem em perigo numerosas variedades de grande valor nutritivo e cultural.
Sabor
Nos solos regenerados e fertilizados organicamente, as plantas crescem saudáveis e desenvolvem, da melhor forma, o seu verdadeiro aroma, as suas autênticas cor e sabor, os quais permitem redescobrir o verdadeiro gosto dos alimentos não processados.
Harmonia
A Agricultura Biológica respeita o equilíbrio da Natureza e contribui para um ecossistema saudável. O equilíbrio entre a agricultura e a floresta as rotações das culturas, etc. permitem a preservação de um espaço rural capaz de satisfazer as gerações vindouras.
Garantia de Saúde
Numerosos pesticidas proibidos em determinados países devido à sua toxicidade continuam a ser utilizados, por vezes vendidos ilegalmente e obtidos por contrabando. Os estudos toxicológicos reconhecem as relações existentes entre os pesticidas e certas patologias, como o cancro, as alergias e a asma.
Água Pura
A prática de agricultura ecológica, que não utiliza produtos perigosos nem grandes quantidades de azoto que contaminam os lençóis de água potável, é uma garantia da obtenção de água pura nos tempos futuros.
Educação
A Agricultura Biológica é uma grande escola prática de Educação Ambiental. Ela apresenta um modelo de desenvolvimento sustentável no meio rural, deveras promissor para todos os jovens a quem, um dia, caberão as tomadas de decisão da sociedade.
Certificação
Os produtores agro biológicos seguem normas rigorosas, controladas por organismos de certificação independentes segundo regras internacionais reconhecidas, hoje em dia, pelos governos de inúmeros países.
Emprego
Além da dimensão humana e socialmente responsável que esta actividade assume, as práticas ecológicas e a gestão adequada dos recursos locais das explorações leva a que os produtores agro biológicos gerem oportunidades de criação de empregos permanentes e dignos.
(O texto anterior foi adaptado de Jean-Claude Rodet, in www.agrobio.pt)
A Agricultura Biológica em Portugal
Em Portugal, o desenvolvimento da Agricultura Biológica ainda é insuficiente para as necessidades. No entanto, é notória a sua evolução positiva.
No sítio da AGROBIO (Associação Portuguesa de Agricultura Biológica) – www.agrobio.pt – poderá obter informações genéricas.
Para dados estatísticos mais detalhados, por favor consulte o sítio do Instituto de Desenvolvimento Rural e Hidráulica, em http://www.idrha.min-agricultura.pt/agricultura_biologica/dados_estatisticos.
Publicado por Vitorino às 09:38 AM na secção Produtos biológicos
A loja da Biorege irá encerrar para férias entre 1 e 15 de Agosto (inclusive).
Por forma a evitar inconvenientes no seu abastecimento de produtos alimentares durante o período de encerramento da loja, informa-se sobre a data em que recebemos pela última vez os seguintes produtos antes das férias:
• Dia 22 de Julho: carnes de pato, de vitela, de borrego, de peru e de porco, e pintadas; ovos de perua; enchidos.
• Dia 27 de Julho: bebidas de cereais e a maior parte de outras mercearias secas e líquidas; tofu, seitan e cogumelos Shiitake.
• Dia 29 de Julho: carne de frango; ovos de galinha; legumes frescos.
Solicita-se aos sócios da Cooperativa a encomenda dos produtos de que necessitem com o mínimo de uma semana de antecedência relativamente à data prevista para a última entrega, sobretudo quando se trate de maiores quantidades e de produtos frescos.
Publicado por Vitorino às 12:33 PM na secção Notícias
O arroz terá sido em primeiro lugar cultivado na Índia, expandindo-se há cerca de cinco mil anos o seu uso à China, depois ao resto do continente asiático e posteriormente ao resto do mundo, nomeadamente à América do Sul onde foi introduzido por portugueses e espanhóis. O arroz é actualmente o alimento base, por vezes único, na Ásia, nomeadamente no Extremo Oriente. “Comer” diz-se “comer arroz” em vietnamita e em japonês. Os japoneses apreciam-no especialmente quando, depois de cozido, é batido até a sua goma natural o tornar elástico e compacto: é o mochi.
À semelhança de outros cereais, o arroz foi venerado como divindade, sendo riquíssima a tradição de cânticos, celebrações, ritos religiosos e sociais e todo o simbolismo associados ao arroz.

O arroz integral tem um valor nutricional muito superior ao arroz branco, constituindo uma fonte importante de vitaminas do complexo B e outras, proteínas (contem lisina, ausente de outros cereais) e minerais, nomeadamente silício, que facilita a fixação do cálcio, do fósforo e do magnésio. É muito bom para os intestinos, vias respiratórias, sistema nervoso, cérebro, olhos, pele e cabelo. No entanto, há que ter cuidado com o seu consumo excessivo (uso como cereal exclusivo ou quase) que origina uma magreza exagerada e uma tez macilenta. É especialmente importante o consumo de arroz de cultura biológica porque em cultura convencional é muito sobrecarregado com fungicidas e herbicidas.
O arroz integral pode ser consumido simples (muito mais saboroso se cozinhado na panela de pressão), com leguminosas ou vegetais, em sopas e até em sobremesas.
É aconselhável demolhá-lo sempre antes de o cozinhar o que não só o torna mais saboroso, como promove o desdobramento do ácido fítico, tornando muito mais fácil a absorção de diferentes oligoelementos, particularmente o zinco.
O arroz glutinoso é uma variedade da planta do arroz com elevado teor em glúten, o que o torna contra-indicado para os celíacos. Esta variedade contém mais proteína e gorduras que o arroz integral comum.
O “arroz selvagem” não é, na realidade, um arroz, mas sim um cereal aquático da família da aveia originário da região dos Grandes Lagos dos Estados Unidos e Canadá. Tal como outras plantas selvagens, também esta é nutricionalmente muito rica. É uma boa fonte de proteína e também de tiamina, niacina, riboflavina, iodina, ferro, potássio, selénio e vitamina E. Tem um baixo teor em gorduras. Diurético, beneficia rins e bexiga.
(Fontes: www.providanatural.com e Francisco Varatojo, in http://www.e-macrobiotica.com/artigos/a_cereais_2.htm).
Publicado por Vitorino às 12:26 PM na secção Cereais