*..Página Principal..*..Quem Somos..*..Localização..*..Cooperação..*
Hoje em dia aceita-se como natural o convívio diário com pesticidas, quer na alimentação, quer nas nossas casas ou jardins. Porém, os pesticidas sintéticos (incluindo insecticidas, herbicidas e fungicidas) não são naturais e a sua toxicidade não depende unicamente da quantidade do princípio activo, que as leis procuram acautelar.
Os regulamentos existentes apenas se referem à quantidade de resíduos de pesticidas admissíveis nos produtos que chegam ao mercado. Um estudo recente (2002) da comissão europeia revelou que cerca de 53% das frutas, hortícolas e cereais consumidos em França contêm resíduos de pesticidas. Pior ainda, em 8,9% destes alimentos o teor dos resíduos ultrapassa os limites europeus permitidos. Na UE, 20,7% das amostras analisadas apresentavam resíduos de vários pesticidas em simultâneo.
Porém, os valores de resíduos de pesticidas admissíveis não garantem a defesa do consumidor: eles são definidos com base em testes que não têm em conta a maior vulnerabilidade das crianças, nem os efeitos relativos à perturbação do sistema endócrino. Além de que os testes efectuados estudam apenas o efeito de uma substância isolada e o efeito da presença conjunta de mais do que uma substância pode ser totalmente diferente da soma de cada uma delas.

Quantidades infinitesimais que actuam no longo prazo.
A exposição a quantidades infinitesimais destes tóxicos numa fase crucial do desenvolvimento, como a gestação e os primeiros anos de vida de uma criança, é suficiente para causar danos que se repercutem por toda a sua vida. Danos que põem em causa a sua saúde imediata, a capacidade reprodutora, a inteligência e o comportamento em sociedade. O facto de não serem naturais, torna difícil a sua degradação e, por isso, acumulam-se nos ecossistemas. A factura que as pessoas e animais selvagens estão a pagar por esta acumulação é alarmante em efeitos e extensão.
Problemas de desenvolvimento, aprendizagem e comportamento em crianças.
Diversos estudos evidenciam a ligação entre a exposição a pesticidas e a ocorrência de lesões no sistema nervoso em crianças. Essas lesões traduzem-se numa diminuição significativa da capacidade mental e num aumento de comportamento agressivo. Pensa-se que estas dificuldades resultam da exposição aos tóxicos em períodos em que o sistema nervoso se estrutura, determinando em grande medida o seu potencial para o resto da vida.
Os estudos já realizados permitem afirmar que uma variedade de produtos químicos usados vulgarmente na indústria e nos lares podem contribuir para a ocorrência de dificuldades de aprendizagem, problemas de desenvolvimento e comportamentais. Os principais neurotóxicos incluem: metais pesados; a nicotina; pesticidas; dioxinas e PCB; e solventes usados em pinturas, colas e soluções de limpeza. Estes produtos químicos podem ser directamente tóxicos para as células ou interferir com as hormonas, neurotransmissores ou outros factores de crescimento.
“Não vou esperar por mais provas para mudar os meus hábitos alimentares”.
Walter J. Crinnion, médico nutricionista, dirige um programa de desintoxicação para poluentes ambientais e integra o corpo docente da Universidade de Ciências da Saúde Natural Bastyr de Seatle, nos EUA. Ele tem tratado de doentes cujas análises ao sangue revelam vários pesticidas que, como o DDT, vão entrando no corpo lentamente ao longo dos anos e se acumulam nos tecidos adiposos. O Dr. Crinnion afirma que “evitar resíduos de pesticidas nos alimentos pode salvar muitas vidas e reduzir o custo do sistema de saúde”. Os seus doentes recuperam a saúde após submeterem-se a um longo programa de tratamento para eliminar os pesticidas do corpo e adoptarem uma alimentação biológica.
(Texto anterior adaptado do artigo “Pesticidas, a situação é alarmante e urgente”, em A Joaninha, órgão da Agrobio, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica).
Junte-se à Biorege, pela saúde dos seus filhos... e a sua!
Foi a actual situação alarmante relativamente à contaminação dos alimentos por pesticidas e a urgência de acções que a enfrentem que esteve na origem da criação da Biorege. Somos uma cooperativa de consumidores dos concelhos de Almada e Seixal que adquire e põe ao dispor dos sócios unicamente produtos provenientes da agricultura biológica certificada. Se partilha das nossas preocupações e quer optar por mudanças nos seus hábitos alimentares, não hesite, junte-se a nós. Pela sua saúde (... e o ambiente agradece...)!
Publicado por Vitorino às julho 26, 2005 01:03 PM