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O cultivo do milho em Portugal realiza-se sobretudo no Minho, Douro Litoral e Beira Litoral (a necessidade de um elaborado sistema de rega envolvendo diversos interesses está, por vezes, na origem de zangas e de acidentes associados a este cultivo), e em algumas zonas de regadio no Alentejo.

Cultivado desde há milhares de anos, o milho (do Lat. miliu) é originário da América Central, onde foi o principal cereal das civilizações Azteca e Maia. É actualmente o terceiro cereal mais cultivado no mundo, depois do trigo e do arroz, pelo seu reconhecido valor alimentar para os humanos, com beneficio para o coração e o intestino delgado.
Pode ser comido sob a forma de maçarocas, pipocas, pão (a famosa broa de milho portuguesa), arepas (panquecas tradicionais da América Latina) e polenta (tradicional de Itália e produzido a partir de farinha ou carolo de milho).
O milho tem sido alvo nos últimos anos de muitos estudos ligados à biotecnologia e é um dos alimentos geneticamente modificados mais difundidos (juntamente com a soja e a colza), nomeadamente pelos EUA. Para quem está informado sobre os riscos associados aos transgénicos é, pois, um dos alimentos relativamente aos quais a certificação biológica é mais importante. Para mais informações sobre os alimentos transgénicos, pode consultar a nossa secção sobre o assunto e o sítio da Plataforma Transgénicos Fora do Prato, em http://www.stopogm.net.
Nos fins de Setembro, princípios de Outubro cortam-se as canas do milho que são transportadas para a eira, onde tradicionalmente se fazia a conhecida desfolhada.
DESFOLHADA
A desfolhada tradicional é um duro trabalho agrícola em que se retira a espiga (ou maçaroca) da planta. À medida que se desfolha vai-se amontoando as espigas em cestos que, depois de cheios, são despejados no canastro ou espigueiro. Os jovens participavam entusiasmados nas desfolhadas, sempre na esperança de encontrar milho-rei ou rainha – a espiga vermelha – para poderem dar um beijo ou um abraço à namorada (quando a pessoa que desfolha encontra esta espiga, tem que dar um abraço a todas as pessoas presentes).
A desfolhada – ou esfolhada ou descamisada – terminava sempre com uma festa (com comes-e-bebes), ao som das concertinas e de um baile que durava até largas horas da noite.
(Adaptado de http://www.rede-nonio.min-edu.pt/1cic/agrup_ovar/outono_desfolha.htm)
Milho Verde
(cancioneiro popular)
Milho verde, milho verde
Ai milho verde, milho verde
Ai milho verde, maçaroca.
À sombra do milho verde
Ai à sombra do milho verde
Ai namorei uma cachopa
Milho verde, milho verde
Ai milho verde, milho verde
Ai milho verde, miudinho
À sombra do milho verde
Ai à sombra do milho verde
Ai namorei um rapazinho
Mondadeiras do meu milho
Ai mondadeiras do meu milho
Ai mondai o meu milho bem
Não olhais para o caminho
Ai Não olhais para o caminho
Pois a merenda já lá vêm
O milho da nossa terra,
ai, o milho da nossa terra,
é tratado com carinho.
É a riqueza do povo,
ai, é a riqueza do povo,
é o pão dos pobrezinhos.
Publicado por Vitorino às outubro 12, 2005 09:36 AM
Oi eu adore essa poesia eu a imda nao entendi mas eu sei que foi feito com amor com o amor da orta e eu tambem sei que foi feito com carimnho
Publicado por: larissa às maio 31, 2006 01:11 AM
Conheci essa "canção" milho verde, em janeiro deste ano aqui no Brasil, por ocasião da visita de um namorado alemão (hoje ex) que tb esteve em Portugal. Ele cantarolava "milho verde, milho, verde, ai milho verde" E acho que foi uma das boas lembranças. Eu desconhecia que fazia parte da cultura (folclore) portuguesa.
Publicado por: Solange Paixão às outubro 24, 2006 07:54 PM