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Mês fevereiro 2006

24 de fevereiro de 2006

Quinoa com anis estrelado


anis estrelado 3.jpg

Ingredientes:

200 g de quinoa
500 ml de caldo de legumes
1 folha de louro
1 anis estrelado
2 colheres de sopa de azeite
2 cebolas, cortadas em meias luas
100 g de queijo ralado
1 colher de sopa de hortelã picada
2 colheres de chá de sumo de limão

Preparação:

1. Lavar o quinoa com água fria e escorrer bem.
2. Num tacho, colocar o quinoa, o caldo de legumes, a folha de louro e o anis estrelado, e deixar levantar fervura. Depois de estar a ferver, reduzir o lume e cozinhar durante 15 minutos, ou então até o quinoa ficar translúcido. Retirar do lume, tirar a folha de louro e o anis estrelado, e deixar repousar durante 5 minutos.
3. Numa frigideira aquecer o azeite, juntar as cebolas e cozinhar em lume médio, até alourarem.
4. Juntar as cebolas ao quinoa, assim como queijo ralado, a gosto. Levar ao lume, brando, durante 3 minutos.
5. Antes de servir, juntar hortelã picadinha e sumo de limão.

anis estrelado 2.jpg

Nota 1: o prato ficará, em princípio, um pouco seco, mas bastante saboroso. Quem gostar dele mais líquido, deve ter isso em atenção e colocar mais água quando da cozedura do quinoa.

Nota 2: esta receita é a adaptação por um sócio da Biorege de uma receita intitulada “Cogumelos recheados com quinoa”, que vem n’”O Livro essencial da Cozinha Vegetariana”, edição da Konemann.

Publicado por Vitorino às 06:21 PM na secção Receitas | Comentários (0)


Plantas aromáticas, especiarias e condimentos - III PARTE (Conclusão)

Especiarias

Especiaria é a designação comum a diversas plantas aromáticas usadas para adubar alimentos e para os conservar. As especiarias devem ser utilizadas com bom senso, pois qualquer excesso pode resultar num desequilíbrio desastroso para o prato preparado.

Tal como é melhor utilizar ervas frescas, também o sabor das especiarias é mais pronunciado quando as compramos inteiras e apenas as moemos aquando da sua utilização. Antes de usar especiarias (inteiras ou moídas) pode aquecê-las rapidamente numa frigideira seca, para realçar os aromas. Se puder, use um moínho de café eléctrico só para moer especiarias, mas pode usar um almofariz, embora desse modo seja mais difícil moer as especiarias mais duras, como a canela, o cravinho-da-índia e o anis-estrelado.

Poderá fazer experiências com diferentes especiarias, do mesmo modo que com as ervas, o que suscitará a curiosidade e talvez a admiração dos comensais. Também poderá fazer a sua própria mistura de especiarias.

É geralmente difícil saber que bebida servir com comida muito condimentada; a cerveja combina geralmente bem e, se quiser festejar-se algum acontecimento, poderá servir champanhe ou qualquer outro vinho espumoso.

Gengibre (Zingiber officinale)

gengibre.jpg

É uma das mais antigas especiarias tropicais, rizoma de uma erva medicinal da família das zingiberáceas (Zingiber zingiber) que pode ser utilizado fresco, apenas ralado, ou em conserva (doce ou azeda).

A sua origem, mal conhecida, poderá ser a Malásia, a Índia ou a China. Conhecido dos antigos gregos e romanos, o gengibre era usado nas mesas da aristocracia da Idade Média.
Confúcio dizia que não se devia comer carne sem gengibre: este condimento estimulará a eliminação das toxinas da carne e evitará a putrefacção intestinal, dizia.

O gengibre (o fresco muito mais do que o seco ou em conserva) possui odor a limão e sabor picante, que serve para aromatizar todos os tipos de pratos, mas sobretudo os molhos. Permite realçar agradavelmente o paladar dos pratos sem sal.
Consome-se fresco – ralado ou em pequenos cubos –, cortado em rodelas nas sopas, pastelaria, sobremesas, pudins. Associa-se bem com carnes ensopadas, carne de aves, grelhados e peixe. É amplamente utilizado em pratos indianos e orientais e na cozinha inglesa. Na forma de pó, pode ser utilizado em bolos, doces, frutas secas e biscoitos natalícios.
O gengibre será de adicionar aos alimentos cujos efeitos são demasiado arrefecedores, demasiado “yin” (espinafre, beringela, tomate). Pelo contrário, deve-se evitar o gengibre em períodos de grande calor
Utiliza-se em pequenas quantidades (+/- 10 gramas por pessoa).

Cardamomo (Elleteria cardamomum)

cardamono 2.jpg

O cardamomo provém de uma planta indiana e é muito usado em pratos dessa região, tanto salgados como doces. Esta especiaria sabe vagamente a eucalipto, mas é mais doce e mais rica. É uma planta da família das zingiberáceas, do S.E. asiático, cultivada por suas sementes, utilizadas como condimento aromático. Depois do açafrão, é uma das especiarias mais caras do mundo. As vagens são naturalmente verdes, mas, por vezes, mostram-se esbranquiçadas; os cardamomos maiores, pretos, são mais grosseiros e têm um gosto menos bom.

O cardamomo é maravilhoso em pudins de leite. Pode ser utilizado em marinados, pratos com arroz, pães, bolos e doces. Utilize as vagens inteiras se pretender um sabor subtil, mas parta-as se o pretender mais forte. Moído perde os seus melhores óleos, pelo que convém usar sementes frescas e moê-las quando necessário.

Cominho (Cuminum cyminum)

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Planta de da família das umbelíferas cujo fruto contém sementes aromáticas, condimentares e oleaginosas. Na forma de sementes ou em pó, é utilizado na preparação de carnes. É muito utilizado na culinária árabe, marroquina, indiana e mexicana.

Curcuma (Curcuma longa, Curcuma domestica, Curcuma aromatica)

É um produto de coloração amarelo-laranja, obtido a partir do rizoma de uma planta de origem asiática cujo nome deriva de "kurkum", a sua designação árabe.
Existem muitos registros de usos medicinais destas plantas, especialmente na China, Índia e Indonésia. As espécies com rizomas grandes ou tubérculos são usadas como especiarias, fontes de amido e corantes. É utilizada em curries, pickles e na coloração do ensopado de frango.

Curry

curry - molho.jpg

Trata-se de uma mistura de especiarias preparado na Índia, visando principalmente o mercado externo. O curry encontrado à venda, é geralmente uma combinação de coentro, cominho, feno-grego, alho, gengibre,canela, cravo, curcuma, cardamomo, pimenta-do-reino e pimenta vermelha.

Açafrão

É uma planta herbácea da família das iridáceas (Crocus sativus), de procedência européia, e possuidora de um bolbo perene. A flor dessa planta denomina-se açaflor.

Existem muitas plantas usadas para imitar o seu aroma, porque a verdadeira é muito cara. São necessárias cerca de 100 mil flores para se obter 5 kg de estigmas e é o pó preparado com esses estigmas que é utilizado como matéria corante, tempero culinário e medicamento. Usa-se para a elaboração da bouillabaise (sopa de peixe francesa originária de Marselha), do “risotto a la milanesa” (o risoto de arroz italiano com açafrão).e da paella (espécie de risoto espanhol).

Alcaravia (Carum Carvi)

Planta herbácea da família das umbelíferas cujas sementes, que contêm um óleo volátil, têm uso em medicina e culinária, também pode ser denominada de cominho-armênio ou cariz.

As suas sementes castanhas, em forma de crescente, são utilizadas para condimentar bolos, biscoitos, pão, queijo e picles. As sementes de alcaravia também são muito eficazes quando espalhadas sobre legumes cozidos, especialmente raízes, e já são clássicas no repolho quente. È utilizado também na aguardente escandinava, denominada Aquavit.

Anis estrelado (Illicium anisatum)

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É uma bonita vagem em forma de estrela, utilizada nos pratos chineses clássicos e tem um sabor adocicado e anilado, mas algo picante. Utilizar em peixe estufado e purés de legumes de raízes, e com couve, alho francês e abóbora.

Erva da família das umbelíferas (Pimpinella anisum), originária do Egipto. A partir das sementes obtém-se a essência utilizada na confeitaria (balas, doces e bolos) e no fabrico de licores e xaropes. É utilizado também para aromatizar o “patis” francês, o “ouzo” grego e o “áraque” do Oriente Médio, bebidas típicas, normalmente degustadas com água e gelo.

Canela (Cinnamomum zeylanicum)

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Extraída da casca de uma planta perene originária da Ásia Meridional, pode ser obtida em “paus” ou moída, e conserva-se bem. A cássia é semelhante à canela, mas tem uma textura mais grosseira e um gosto menos delicado.

Na forma de casca a canela não pode ser ingerida, devendo ser retirada dos cozinhados após utilização. É muito usado nesta forma para aromatizar doces, principalmente as compotas, mas também condimentar o frango, o borrego ou legumes estufados.

Na forma de pó, a canela tem os mesmos usos culinários que a casca podendo, neste caso, ser ingerida (polvilhada com açúcar sobre um bolo, por exemplo). O sabor é especialmente bom com maçãs, pêras e chocolate. Para temperar carnes e aves, a canela é geralmente misturada com pimenta da Jamaica e pimenta do reino, composição denominada de pimenta da Síria.

Cravo-da-índia (cravinho) – (Caryophyllus aromaticus)

Tradicionalmente associado a maçãs, o cravinho é também usado com canela em vinhos condimentados e ponches, e nos pickles. Pode ainda usar-se em carne de vaca ou rabo de boi estufado, e no caril.

Endro

endro - planta.jpg

Semelhante às sementes de alcaravia ou de funcho, mas de gosto mais suave. Conjuga-se bem com puré de batata e couve cozida e com carne de porco estufada ou picada.

Funcho (Foeniculum vulgare)

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Estas delicadas sementes, de gosto adocicado, são usadas em pratos com molho de caril, e são boas em pratos de legumes e feijão seco guisados e em certos bolos.

Mostarda (Brassica sinapis)

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A mostarda pode ser consumida na forma de sementes, em pó ou na forma de pastas. As sementes podem ser brancas, pretas ou castanhas; estas últimas contêm os óleos mais picantes e são geralmente usadas nos pratos indianos, mas podem dar gosto também a estufados de criação, caça ou carne de porco. A mostarda inteira em boiões (“à antiga”) é útil para misturar em molhos cremosos e condimentar bifes.

Com a mostarda são preparados vários condimentos muito picantes, é também usado como remédio, em cataplasmas. Pode ser utilizada em molhos para carnes e saladas, ou na forma de pasta, com frios, embutidos e sanduíches.

Noz-moscada (Myristica fragans)

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É uma especiaria versátil com um sabor pungente a noz. É tradicionalmente usada para polvilhar pudins de leite, como o pudim de arroz ou a coalhada, mas também é um condimento perfeito para puré de batata, batatas no forno (simples ou gratinadas com queijo), pratos com abóbora, espinafres e massa, e é maravilhosa combinada com queijo (em tortas ou quiches, por exemplo) e em todos os purés de legumes de raízes. Deve ralar-se a noz-moscada na altura de usar, pois os seus óleos essenciais e o seu sabor perdem-se rapidamente.

Pimenta (Piper nigrum)

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Este grupo de especiarias inclui os grãos de pimenta pretos, verdes e brancos. São as bagas do pimenteiro. Pode-se comprar pimenta moída, mas é muito melhor conservar os grãos secos num moinho de pimenta e moê-los quando necessário. Pode também fazer a sua própria mistura.

Os grãos de pimenta verde inteiros em salmoura são óptimos em molhos para frango, carne de vaca e bifes. Embora não se trate de verdadeira pimenta, os grãos cor-de-rosa são mais suaves, muito aromáticos, e fazem um bonito efeito.

Pimenta-de-caiena (Capsicum baccatum)

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Urna especiaria muito picante, derivada das malaguetas secas de um pimento vermelho, natural da América Central. Torna mais picantes os pratos de caril e condimenta queijos e pratos de peixe.

Piripiri (Caosicum frutescens)

piripiri - frasco.jpg

Este membro da grande família das pimentas tem várias formas, tamanhos e cores. É o ingrediente que torna picantes os pratos de caril, mas cada espécime varia em força. o piripiri verde fresco é apanhado antes de amadurecer, o vermelho já está maduro, mas não é necessariamente mais picante. Em geral, o piripiri mais carnudo é mais suave do que o pequeno e fino. As sementes são a parte mais picante e convém retirá-Ias. Prepare sempre o piripiri debaixo de água e não toque nos olhos ou na boca.

Tamarindo (Tamarindus indica)

tamarindo.jpg

Utilizado especialmente em pratos de caril, é uma substância castanha, ligeiramente pegajosa, que provém das vagens do tamarindo. Tem um gosto a fruta amarga, que adiciona um sabor mais complexo do que o do limão aos pratos de caril, a outros pratos condimentados e às sopas. Geralmente vendido em forma compacta ou seco, é um ingrediente vital em chutneys e em muitos pratos indianos e do Extremo Oriente.

Zimbro (Juniperus communis)

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Conhecidas como o sabor do gin, estas pequenas bagas de um negro-arroxeado, com cheiro a pinheiro, também são úteis em marinadas, estufados e terrinas -em especial de carne de porco e peças de caça -, para condimentar carne de vaca e na choucroute.


Condimentos

Sinónimo de tempero ou adubo, condimento deriva do latim condimentum, que tem origem em condire (preservar), significando aquilo que se junta aos alimentos para realçar o seu sabor. Utilizam-se em quantidades moderadas, para temperar a comida.

No passado, quando havia muito menos alimentos importados e processados, os condimentos permitiam que se pudessem apreciar diariamente os mesmos alimentos das mais diversas formas.

No Extremo Oriente, os mais utilizados foram o Miso, molho de soja, ameixas Umeboshi, pó de algas, mostarda, rábano ralado, entre outros; no Médio Oriente, sementes de sésamo, cebolas picadas, cebolinho ralado e sumo de limão foram os favoritos; nos países ocidentais demos preferência a temperos e guarnições como salsa ou coentros picados, chucrute, pickles, vinagre de maçã, azeitonas e uma grande variedade de molhos produzidos a partir da farinha de trigo como o molho Bechamel.

Na culinária e medicina orientais (assim como nos primórdios da medicina ocidental, a medicina hipocrática), considera-se que todas as refeições por mais simples que sejam nos devem fornecer 5 sabores distintos – doce, picante, salgado, ácido, amargo. Segundo a milenar teoria das 5 transformações chinesas o sabor doce tonifica o baço, o pâncreas e o estômago, o picante estimula os pulmões e o intestino grosso, o salgado, os rins, a bexiga e os órgãos reprodutores, o ácido, o fígado e a vesícula, e o amargo o coração e o intestino delgado. No entanto, uma quantidade excessiva ou má qualidade de cada um destes sabores acaba por danificar o órgão que por ele seria nutrido.

Sabor doce. Numa alimentação centrada em cereais e vegetais o sabor doce é relativamente fácil de obter uma vez que a maioria dos cereais e bastantes legumes são naturalmente adocicados. No entanto, se desejarmos uma qualidade de doce mais intensa (sem com isso recorrer ao açúcar) podemos, por exemplo, tentar a utilização de: Miso, Miso cozinhado com cebolas ou pimentos vermelhos, salsa ou coentros secos, creme de maçã, malte de cevada ou mel de arroz.

Sabor picante. Os condimentos picantes (sem recorrer a especiarias nocivas para a saúde) são agrião, cebola crua, gengibre, nabo ou rabanetes ralados, mostarda e algumas ervas selvagens.

Sabor salgado. Ao cozinharmos com sal, mesmo se em pequenas quantidades, já estamos a ingerir este sabor; para um toque mais salgado sugere-se a utilização, por exemplo, dos seguintes condimentos: Gomásio (sementes de sésamo tostadas e moídas com sal), pequena quantidade de Shoyu nos vegetais ou massas, pó de algas, ameixas Umeboshi (pickles tradicionais de ameixa muito utilizados no Oriente que têm, além disso, excelentes propriedades terapêuticas).

umeboshi - ameixas.jpg Ameixas Umeboshi

Sabor ácido. Obtém-se em alimentos como o sumo de limão, os vinagres de arroz e de maçã, a raspa de limão, os pickles de vegetais, o chucrute e as azeitonas.

Sabor amargo. Os condimentos amargos incluem sementes de sésamo levemente tostadas, condimentos à base de grelos ou nabiças, nozes tostadas, alga Nori e Tekka (condimento preparado a partir de raízes salteadas e temperadas com Miso).

grelos.jpg Grelos

Assim, um bom cozinheiro será aquele que sabe escolher os ingredientes adequados e consegue criar um bom equilíbrio destes cinco sabores numa refeição (ou simplesmente num prato), conseguindo assim um menu saboroso, esteticamente harmonioso, que nos deixa satisfeitos e nos faz bem à saúde.

Baunilha (Vannila aromatica)

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Este condimento é o fruto alongado (vagens) de uma orquídea originária da América Central. A melhor baunilha cresce em Madagáscar, e são os cristais brancos da vanilina que se agarram à vagem que lhe dão o seu sabor e magnífico aroma. As vagens são caras, mas podem ser utilizadas várias vezes e guardadas num boião de açúcar, a que transmitem o sabor, para utilização em pudins.

A baunilha é muito utilizada em gelados e em doces à base de leite e creme, mas também em chocolate e frutas de sabor suave (não muito ácidas). É usada também para condimentar pratos salgados – peixe estufado, molhos para peixe –, resultando em combinações de sabores diferenciados.

O sabor da essência de baunilha sintética não se compara ao que se obtém com a baunilha verdadeira, mas pode-se comprar essência de baunilha natural.

Sal Marinho Integral

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Apesar de o sal ser essencial para uma boa saúde, na alimentação moderna utiliza-se, regra geral, uma enorme quantidade deste "alimento" e , pior ainda, o sal moderno é sal refinado, 99,9% cloreto de sódio ao qual muitas vezes é adicionado iodo e dextrose (açúcar). O sal refinado provoca muito mais sede e pode afectar o funcionamento renal.

Em contrapartida, o sal marinho integral preserva muitos dos minerais e oligoelementos inexistentes no sal refinado e tem um sabor menos salgado e ligeiramente adocicado.

No sal marinho integral encontramos uma quantidade aceitável de magnésio, flúor, brómio, cloreto de cálcio, e de elementos traço e consequentemente numa alimentação saudável uma das primeiras alterações a fazer é substituir o sal refinado pelo sal integral.

O sal deve ser utilizado na preparação dos alimentos e não à mesa, a não ser muito excepcionalmente. O hábito português de salpicar a comida com sal (mesmo que seja de boa qualidade) é prejudicial para a saúde, pelo que deve ser o mais possível evitado.

Quando comprar sal integral, certifique-se que está a adquirir sal integral branco e não cinzento; o sal marinho integral de cor cinzenta tem muito mais magnésio do que o branco e pode afectar os rins e as articulações.

Molho de Soja Natural - o Shoyu

Shoyu - molho soja.jpg

Apesar de relativamente pouco conhecido em Portugal, o molho de soja é um tempero básico em todo o Oriente e na culinária natural e pode ser usado em sopas, massas, vegetais, feijões, algas. O seu sabor subtil combina bem com sabores doces, picantes ou ácidos.

O Shoyu é produzido a partir do feijão soja, trigo e sal marinho que são fermentados e envelhecidos em barricas de madeira.

O molho de soja Shoyu deve ser utilizado na culinária, e só excepcionalmente à mesa. Ajuda a digerir os cereais integrais e os vegetais; tem uma enorme quantidade de proteína, minerais e vitaminas do grupo B.

Pasta de Soja - o Miso

miso de cevada - mugi miso.jpg Miso de Cevada (Mugi Miso)

O Miso é utilizado no Oriente há séculos e os japoneses dizem que este alimento foi um presente dos deuses para a humanidade; o Miso é um puré com um sabor salgado e levemente doce, produzido a partir de feijão de soja e sal fermentados com cevada ou arroz (as variedades mais conhecidas); é principalmente utilizado na preparação de sopa, a famosa sopa de Miso, mas pode também ser usado na preparação de pratos à base de vegetais, molhos, pastas e pickles.

As principais variedades de Miso incluem o Mugi Miso (Miso de cevada), Hatcho Miso (Miso de soja) e o Genmai Miso (Miso de arroz integral); no dia a dia, dá-se geralmente preferência ao Miso de cevada, que tem um sabor mais equilibrado.

O Miso contem enzimas que melhoram a digestão e fortalecem a qualidade de sangue; tem um elevado teor em proteína, vitaminas e minerais; segundo muitos estudos realizados o Miso ajuda a prevenir e a tratar o cancro da mama, doenças cardiovasculares e doenças provocadas por radiação.

Paprica

paprica 2.jpg

É utilizada na forma de condimento em pó produzido a partir de pimentas vermelhas de tamanho médio. A pimenta vermelha é obtida de uma erva alta, da família das solanáceas (Capsicum annuum) muito cultivada como hortaliça. Os frutos chegam aos 20 cm, podendo ser verdes ou vermelhos. É um condimento versátil, podendo ser utilizado em muitos pratos. A versão doce utiliza as variedades não picantes. As variedades picantes podem substituir a pimenta vermelha moída.
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Fontes e referências:

Ervas aromáticas, Jardim Botânico da Ajuda, Lisboa, Outubro 2004;
Vasconcelos, J.C. (1949) Plantas Medicinais e Aromáticas, Lisboa, D.G.S.A.;
O Prazer das Ervas Aromáticas, Lisma, Lisboa, 2004;
http://www.gastronomias.com/ervas/,
http://www.priberam.pt/, http://pt.wikipedia.org/,
http://www.naturlink.pt/,
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=2324&iLingua=1, http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=2324&iLingua=1, http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=1803&iLingua=1, http://www.infojardin.com/aromaticas/jardin_de_hierbas.htm, http://www.infojardin.com/aromaticas/que-son-hierbas.htm,
http://www.alimentacion-sana.com.ar/informaciones/novedades/condimentos.htm,
http://www.e-macrobiotica.com/artigos/a_condimentos.htm,
http://ci-66.ciagri.usp.br/pm/index.asp
http://www.gastronomias.com/especiarias/,
http://www.setor1.com.br/especiarias/.

Publicado por Vitorino às 05:52 PM na secção Outros alimentos saudáveis | Comentários (23)


15 de fevereiro de 2006

Gripe das aves: a doença não é uma fatalidade!

A gripe das aves é uma doença grave. No entanto, o conhecido terapeuta e especialista agro-pecuário canadiano Jean-Claude Rodet afirma existirem os meios terapêuticos eficazes para gerir a situação de crise que já atinge diversas regiões. Reproduzimos abaixo a tradução (reduzida e adaptada) de um texto que pode ser lido no original e na íntegra (em francês, também com sugestões para o tratamento das aves) no seguinte endereço: http://www.iirhb.org/fr/JCR/dossiers/aviaire.htm.

O vírus H5N1 da gripe das aves parece estar a propagar-se em vários países. Devemos concluir daí que estamos à beira de uma pandemia?
O pânico, a psicose criada e alimentada por uma bem orquestrada actividade dos órgãos de informação (ou por uma desinformação eficaz) fazem a felicidade dos accionistas dos laboratórios Roche: o medicamento antiviral vende-se que nem pãezinhos quentes. Mas a utilização prematura ou preventiva do medicamento Tamiflu pode ser problemática, podendo dar origem a fenómenos de resistência a antibióticos.

Existem meios naturais para evitar a pandemia. Recorde-se a história da medicina e como os óleos essenciais debelaram epidemias, que não foi com os antibióticos que foi debelada a peste na Idade Média mas com medidas de higiene mais rigorosas, com o alho, com a aromaterapia...

Acabemos com o pânico. A verdadeira epidemia é a do medo. A gripe das aves é uma doença grave. No entanto, existem meios terapêuticos eficazes para lidar com a situação.

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Algumas sugestões para os humanos

A gripe das aves é uma doença viral altamente contagiosa que pode afectar todas as aves, domésticas ou selvagens. Contudo a patologia resulta de falta de prevenção bem conduzida e, frequentemente, o resultado de condutas aberrantes nas pecuárias intensivas.

São as seguintes as nossas sugestões para uma boa prevenção inteligente da doença pelos seres humanos:

1) Dietética:

Atenção à qualidade da flora intestinal, consumindo bifidobactérias como, por exemplo:
1. Lacto B, contendo L. rhamnosus, S. thermophilus, L. delbrueckii bulgaricus.
2. Bifidus, contendo B. longum de reconhecidamente boa aderência intestinal (referem-se os produtos dos laboratórios Lyo-San).

2) Oligoterapia:

Dissolver 40 g de cloreto de magnésio em um litro de água e tomar meio copo de manhã, em jejum, com cinco gotas de tintura de equinácia púrpura (Echinacea purpurea).

3) Aromaterapia:

» Aerossóis de óleos essenciais de plantas medicinais, em casa e nos locais de trabalho. Refere-se a eficácia das fórmulas do Comptoir de Plantes Médicinales de France (Tea tree / Melaleuca alternifolia).
» Óleos essenciais em aplicação trans-cutânea nas costas, ao nível da zona vertebral: Refere-se a eficácia das fórmulas do Comptoir de Plantes Médicinales de France, Ravintsare camphrier (Cinnamomum camphora ct cineol) et Cyprès (Cupressus sempervirens).

4) Higiene:

» Evitar as visitas e as deslocações desnecessárias às explorações avícolas e a mercados de aves.
» Afastar-se da propaganda e dos meios de informação sensacionalistas como medida de higiene mental, para evitar a epidemia de medo do vírus.

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Referências
» Laboratório Lyo-San: www.horizonsante.com, ou http://www.lyo-san.ca
» Comptoir de Plantes Médicinales de France: www.comptoirdesplantes.com

Publicado por Vitorino às 04:28 PM na secção Notícias | Comentários (1)


Prioridades

Até entidades que não defendem a agricultura biológica reconhecem que a acumulação de pesticidas no organismo humano pode ser perigosa e que há frutas (como, por exemplo, os pêssegos, as nectarinas, as maçãs, as uvas, as peras, as cerejas, as framboesas e os morangos) e legumes (como, por exemplo, as alfaces, o feijão verde, os espinafres, o pimento, o aipo e as batatas) da agricultura convencional com maior teor de pesticidas. Estes são, portanto, alimentos vegetais biológicos prioritários.

Culturas coexistindo fluidez de nutrientes e energia.jpg

Que dizer então dos produtos de origem animal (lacticínios, carne gorda, ovos, peixe de aquacultura), sobretudo os ricos em gorduras, que são a origem de 95 a 98% das dioxinas (*) consumidas? Além de que os produtos de origem animal nem sequer são obrigados a indicar a presença de ogm’s, o que já é obrigatório na UE para os alimentos de origem vegetal.
Quando se consomem produtos de origem animal que não sejam de pecuária biológica, corre-se o risco de estar a ingerir doses elevadas de dioxinas e de organismos geneticamente modificados (através das rações que os alimentaram), além dos antibióticos e outros químicos de síntese usados na criação e comercialização desses animais. Estes são, pois, outros alimentos biológicos prioritários (**).

vacas a pastar.jpg

Pelo que se disse, o consumo de produtos provenientes da agricultura biológica representa uma opção pelos alimentos mais saudáveis possível. Mas a opção pelos produtos biológicos é também a opção por uma agricultura sustentável e ecológica, e a opção por outras razões e por outros valores, nomeadamente os que desenvolvemos em outros artigos da secção “produtos biológicos” deste nosso blog.

Contudo, a opção pelo consumo de produtos biológicos ainda está associada a opções menos “fáceis” como, por exemplo, a opção por produtos com um preço de custo por vezes mais elevado, ou a opção por dar prioridade à qualidade alimentar relativamente a outros consumos, quando os recursos disponíveis não nos permitem ter tudo...

Cada um de nós pode tentar dar sentido à sua vida, fazer as suas opções e definir as suas próprias prioridades (de consumo e não só!...). Aqui, limitamo-nos a apresentar-lhe alguma informação e alguns argumentos que podem talvez ajudar na definição de algumas dessas suas prioridades!...


cultivo do arroz.jpg

Notas:
(*) As dioxinas são poluentes orgânicos persistentes altamente tóxicos. Para mais informações, ler o estudo sobre poluentes orgânicos persistentes elaborado pela Escola Superior de Biotecnologia para a Direcção-Geral do Ambiente, que se pode consultar também na internet em http://www.escolasverdes.org/pops/index.htm.

(**) Afirmar a prioridade do biológico nestes casos não significa de modo nenhum a defesa dos produtos de origem animal como alimentos prioritários. Para reflexão sobre este assunto pode ler-se, nomeadamente, o artigo "É perfeitamente possível viver sem comer carne", entrevista de Gabriela Oliveira com Francisco Varatojo publicada no Notícias Magazine em 31 de Agosto de 2003 e consultável na internet em http://www.e-macrobiotica.com/artigos/cs/cs_nm_entfv.htm

Publicado por Vitorino às 04:18 PM na secção Produtos biológicos | Comentários (1)


Bifes com cogumelos e Piripiri

bife com cogumelos.jpg

Ingredientes:

1 bife por pessoa;
piripiri q.b.;
½ pimento vermelho;
azeite q.b.;
azeitonas q.b.;
sal q.b.;
salsa q.b.;
200 g de cogumelos.

Preparação:

1. Tempere os bifes com pouco sal e unte-os com um pouco de azeite.
2. Lave muito bem os cogumelos e deixe-os a escorrer.
3. Aloure os cogumelos numa frigideira com um pouco de azeite.
4. Grelhe os bifes durante cerca de 5 minutos, temperando-os depois com piripiri.
5. Disponha os cogumelos à volta dos bifes numa travessa e decore-os com azeitonas, pimento vermelho e pés de salsa.

Publicado por Vitorino às 04:12 PM na secção Receitas | Comentários (1)


03 de fevereiro de 2006

Plantas aromáticas, especiarias e condimentos - II PARTE

Plantas aromáticas (continuação da I Parte)

Feno-grego (Trigonella foenum-graecum)

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É uma erva verde e macia, semelhante ao trevo, e a sua semente é muito utilizada na cozinha indiana, porque o seu sabor amargo e aromático se mistura bem com as outras especiarias. As folhas sabem a noz, com gosto de caril. Pode-se usar também em carnes e em pickles.

Funcho (Foeniculum vulgare)

funcho 3.jpg

Os caules e folhas desta erva aromática têm um delicado sabor adocicado. As folhas plumosas do funcho são uma boa guarnição para legumes e pratos de peixe. Os caules secos são muito eficazes como base para colocar o peixe enquanto está a ser grelhado. As sementes aromatizam pastéis de maçã, enchidos e vinagres.

Hortelã (Mentha viridis)

Entre as mais importantes ervas culinárias encontra-se a hortelã, que tem uma vasta gama de sabores, conforme a variedade. Como alternativa ao molho de hortelã, é excelente espetada num assado ou estufado de borrego; picada, fica bem em sopas de creme e em almôndegas. Tem um sabor interessante quando adicionada a molhos picantes de frutas e especiarias, a groselha negra, ameixas e outros frutos de Verão em calda, e fica óptima em saladas de fruta. A hortelã picada também pode ser espalhada sobre legumes cozidos.

Louro (Laurus nobilis)
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As aromáticas folhas de louro são utilizadas frescas ou secas e têm um lugar essencial num ramo de cheiros. Ficam particularmente bem no peixe e também com caça e com legumes como o feijão. Depois de extraída a nervura central das folhas e de as picar finamente pode-se conseguir com elas um magnífico efeito nos molhos de natas e ovos. Nos cremes doces, faz-se uma infusão das folhas inteiras em leite quente, antes de levar ao lume. Ao cozer batatas, junte-as à água. Usam-se ainda em caldos,, ensopados, marinadas e refogados, entre outros.

Manjericão (Ocimum basilicum)

É uma das ervas mais versáteis que se pode cultivar em casa. As folhas verdes têm um aroma tentador e estonteante e um sabor pungente. Se cozinhar com ela adicione-a no final, para que conserve o sabor.
O manjericão é muito usado nas cozinhas italiana e francesa, para dar sabor ao tomate, com o qual tem uma extraordinária afinidade. É também misturado em saladas, pizzas e massas e em diversos molhos, sendo o mais popular o pesto italiano.
Só para fazer o pesto é que as folhas de manjericão devem ser cortadas, porque perdem a cor; nos outros casos, rasgue-as com os dedos, em pequenos pedaços.

Manjerona (Origanum marjorana)

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É uma erva adocicada, semelhante aos orégãos, mas muito menos agressiva. O seu sabor delicado é destruído pela cozedura prolongada, pelo que é preferível adicioná-la pouco antes de servir. É boa quando adicionada a frango estufado ou sopa de legumes, mas pode também ser usada em saladas, massas, molhos, carnes e enchidos, ou em doces.

Orégãos (Origanum virens)

Estreitamente relacionados com a manjerona, mas de sabor mais forte e aromático, os orégãos são muito úteis, pois são a única erva que fica melhor seca do que fresca. Ligam bem com carne vermelha, frango, legumes, com queijo e ovos, e também ficam bem em molhos.
Esta erva é muito conhecida pela sua utilização nas cozinhas italiana (pizzas), grega e portuguesa.

Ramo de Cheiros

É um molho de ervas frescas, como tomilho, pés de salsa e folhas de louro, utilizado para dar gosto, às sopas, aos guisados e aos molhos. Faça a sua própria versão de ramo de cheiros com quaisquer ervas - e especiarias - à sua escolha.

Rúcula (Eruca sativa Mill.)

Ela vem da mesma família que a mostarda. E também possui sabor picante, forte e amargo.

Esta verdura deliciosa é originária do Mediterrâneo e da Ásia Ocidental. É muito difundida na Itália, de onde vem seu nome e, no Brasil, é mais conhecida nas estados do Sul.

Por ter um gosto muito forte, a rúcula é mais utilizada como complemento de refeições, pois seu sabor forte elimina o sabor dos outros alimentos. Pode ser preparada crua, em saladas, ou refogada, preparo excelente para recheio de pizzas.

Sabugueiro (Sambucus nigra L.)

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Tanto as flores como as bagas desta erva viçosa podem ser usadas na cozinha; no início do Verão, as suas flores magníficas têm uma breve duração, pois não podem ser congeladas nem secas. O seu odor almiscarado não sugere o sabor requintado (semelhante ao das uvas moscatel} que de facto adicionam a xaropes, sorvetes, geleias, compotas e bebidas cordiais, bem como às groselhas e damascos em calda. No Outono, as bagas podem ser usadas em compotas, geleias e chutneys.

Salsa (Petroselinum hortense)

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Existem duas variedades, com folhas lisas (“francesa”) ou frisadas, sendo a de folhas lisas mais decorativa e de sabor mais forte.
Embora tradicionalmente utilizada apenas para guarnição, a salsa fresca também dá um excelente sabor a sopas e molhos. Muita salsa picada, um pouco de alho esmagado e azeite extra virgem aromatizado constituem um excelente toque de acabamento para pratos de carne e peixe grelhados.
A salsa também pode ser frita e servida com o peixe, ou reduzida a puré, com um pouco de manteiga, para obtenção de um molho rápido para servir com frango ou vitela. Em alturas de abundância, a salsa faz uma boa salada e pode ser utilizada para fazer um molho verde.

Salva (Salvia officinalis)

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Usar em carnes, marinadas, massas, pães, vinagre e vinho.
Combina com tomate, alho e azeite. A salva é uma erva óptima quando utilizada com carnes gordas, como a de porco ou pato, ou com fígado. Também fica surpreendentemente bem em carne estufada com tomate, assim como em pratos quentes com queijo. A salva tem um sabor potente, pelo que deve ser usada com parcimónia. É excelente para recheios.

Segurelha (Satureia hortensis)

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Usar em queijos, patés, feijão, verduras, carnes, guisados e sopas.
As variedades de Inverno e de Verão desta erva sabem vagamente a tomilho, mas são mais amargas. A segurelha de Inverno é ligeiramente mais suave.
Utiliza-se (com discrição) em sopas de feijão verde, feijão com massa, em guisados e carne estufada.

Sementes de Anis (erva doce) (Pimpinella anisum)

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Cultivado desde os tempos dos faraós, o anis é actualmente muito popular em bebidas mediterrânicas como o ouzo. Também se podem espalhar algumas sementes nas sopas de peixe, guisados e legumes cozidos, ao cozer castanhas, ou nas massas para biscoitos, bolos e mesmo cremes de ovos.

Tomilho (Tymus vulgaris)

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É adequado para pratos de longa cozedura e estufados. Ao contrário da maior parte das ervas, com excepção dos orégãos, o tomilho é tão bom seco como fresco. É maravilhoso com borrego, mas também é bom com porco, frango, peixe e ovos. Também se usa em enchidos, marinadas saladas, molhos e legumes. Deve ser utilizado com parcimónia porque o seu sabor se sobrepõe facilmente a todos os outros.

Verbena

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Muito frequentemente utilizada nos pratos tailandeses e vietnamitas, a verbena pode ser utilizada fresca ou seca. Tem um sabor a limão que se conjuga bem com o peixe. Quando seca, deverá ser demolhada em água durante algumas horas, antes de ser servida.

A CONTINUAR...

Publicado por Vitorino às 05:44 PM na secção Outros alimentos saudáveis | Comentários (1)


Abaixo-assinado para rotulagem de produtos de origem animal

Que os transgénicos são uma praga, já se sabe. Mas o segredo bem guardado (até agora) é que eles só são produzidos porque têm um nicho de mercado muito especial: as rações animais.
Nos alimentos transformados de origem vegetal os transgénicos são, em princípio, identificáveis, graças à lei da rotulagem. Esta lei, embora não proíba os transgénicos, na prática limita-os grandemente, devido à sua rejeição pela maioria dos consumidores europeus. Mas no caso dos produtos alimentares de origem animal (leite, ovos, carne, peixe de aquacultura) não há qualquer legislação, não há rotulagem, não há direito à escolha. SE houvesse rotulagem, é certo e sabido que o mercado para matérias primas transgénicas se evaporava em pouco tempo.

É por isso que quem preza a segurança e a liberdade de escolha alimentar pode (e deve) exprimir a sua opinião, nomeadamente através do abaixo-assinado da Greenpeace que se junta, que a Plataforma Transgénicos Fora do Prato está a dinamizar em Portugal, também com o apoio da Biorege. Com a colaboração de todos podemos marcar presença positiva neste esforço europeu.

Colabore nesta iniciativa. É bom para todos!

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Publicado por Vitorino às 02:19 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)



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