*..Página Principal..*..Quem Somos..*..Localização..*..Cooperação..*
Até entidades que não defendem a agricultura biológica reconhecem que a acumulação de pesticidas no organismo humano pode ser perigosa e que há frutas (como, por exemplo, os pêssegos, as nectarinas, as maçãs, as uvas, as peras, as cerejas, as framboesas e os morangos) e legumes (como, por exemplo, as alfaces, o feijão verde, os espinafres, o pimento, o aipo e as batatas) da agricultura convencional com maior teor de pesticidas. Estes são, portanto, alimentos vegetais biológicos prioritários.

Que dizer então dos produtos de origem animal (lacticínios, carne gorda, ovos, peixe de aquacultura), sobretudo os ricos em gorduras, que são a origem de 95 a 98% das dioxinas (*) consumidas? Além de que os produtos de origem animal nem sequer são obrigados a indicar a presença de ogm’s, o que já é obrigatório na UE para os alimentos de origem vegetal.
Quando se consomem produtos de origem animal que não sejam de pecuária biológica, corre-se o risco de estar a ingerir doses elevadas de dioxinas e de organismos geneticamente modificados (através das rações que os alimentaram), além dos antibióticos e outros químicos de síntese usados na criação e comercialização desses animais. Estes são, pois, outros alimentos biológicos prioritários (**).

Pelo que se disse, o consumo de produtos provenientes da agricultura biológica representa uma opção pelos alimentos mais saudáveis possível. Mas a opção pelos produtos biológicos é também a opção por uma agricultura sustentável e ecológica, e a opção por outras razões e por outros valores, nomeadamente os que desenvolvemos em outros artigos da secção “produtos biológicos” deste nosso blog.
Contudo, a opção pelo consumo de produtos biológicos ainda está associada a opções menos “fáceis” como, por exemplo, a opção por produtos com um preço de custo por vezes mais elevado, ou a opção por dar prioridade à qualidade alimentar relativamente a outros consumos, quando os recursos disponíveis não nos permitem ter tudo...
Cada um de nós pode tentar dar sentido à sua vida, fazer as suas opções e definir as suas próprias prioridades (de consumo e não só!...). Aqui, limitamo-nos a apresentar-lhe alguma informação e alguns argumentos que podem talvez ajudar na definição de algumas dessas suas prioridades!...

Notas:
(*) As dioxinas são poluentes orgânicos persistentes altamente tóxicos. Para mais informações, ler o estudo sobre poluentes orgânicos persistentes elaborado pela Escola Superior de Biotecnologia para a Direcção-Geral do Ambiente, que se pode consultar também na internet em http://www.escolasverdes.org/pops/index.htm.
(**) Afirmar a prioridade do biológico nestes casos não significa de modo nenhum a defesa dos produtos de origem animal como alimentos prioritários. Para reflexão sobre este assunto pode ler-se, nomeadamente, o artigo "É perfeitamente possível viver sem comer carne", entrevista de Gabriela Oliveira com Francisco Varatojo publicada no Notícias Magazine em 31 de Agosto de 2003 e consultável na internet em http://www.e-macrobiotica.com/artigos/cs/cs_nm_entfv.htm
Publicado por Vitorino às fevereiro 15, 2006 04:18 PM
Olá
Só agora conheci estes artigos.
Como tem razão acerca das dioxinas e outros venenos.
Mas acho que sou viciada em produtos animais...
Já praticamente não como carnes vermelha, reduzo ao mínimo as outras,mas sempre consumo leite , ovos etc e sinto falta de tempos a tempos .~
os artigos estão muito bem feitos. Obrigada
Elucidação é sempre bem vinda.
Publicado por: Maria I às agosto 7, 2006 10:47 PM