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Mês julho 2006

28 de julho de 2006

Férias de Verão de 2006

A loja da Biorege encerrará entre os dias 1 e 19 de Agosto. Reabriremos, no horário habitual (ver acima, página “Localização”), em 22 de Agosto (3ª feira).

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As férias de Verão irão atrasar a renovação do nosso blog, que só deverá ter novidades no final de Agosto. Entretanto, poderá “passear” pelos artigos já publicados. Até breve!

Publicado por Vitorino às 05:06 PM na secção Notícias | Comentários (0)


19 de julho de 2006

Produção animal biológica: o que é?

A agricultura biológica (AB) é um modo de produção de animais e de vegetais que não emprega produtos químicos de síntese nem organismos geneticamente modificados e que visa minimizar a produção de impactos ambientais negativos na natureza. Esse modo de produção é certificado por entidades especializadas independentes, nos termos do Regulamento da CEE 2092/91, de 24 de Junho. O texto seguinte não substitui nem dispensa o conhecimento dos regulamentos em vigor.

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Na escolha das raças ou estirpes de animais a produzir em AB deve ter-se em conta a sua capacidade de adaptação às condições locais, a sua vitalidade e a sua resistência às doenças, o que contribui para a defesa e promoção da diversidade biológica. Dá-se preferência às raças e estirpes autóctones.

Os animais produzidos em AB devem dispor de uma área de movimentação livre, sendo o número de animais por unidade de superfície limitado de forma a garantir uma gestão integrada da produção animal e vegetal na unidade de produção, minimizando-se assim todas as formas de poluição, nomeadamente do solo, das águas superficiais e dos lençóis freáticos. A quantidade do efectivo deve estar estreitamente relacionada com as áreas disponíveis, de modo a evitar problemas de erosão e desgaste excessivo da vegetação e a permitir o espalhamento de estrume animal.

No âmbito da produção animal, todos os animais de uma mesma unidade de produção são criados de acordo com as regras uniformes.

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A alimentação destina-se a assegurar uma produção de qualidade e não a maximizar a produção, e respeita as exigências nutricionais dos animais nas diferentes fases do seu desenvolvimento. São autorizadas as práticas tradicionais de engorda, desde que sejam reversíveis em qualquer fase do processo de criação. Não é utilizada a alimentação forçada, e os animais são alimentados com alimentos produzidos segundo o modo de produção biológico.

A prevenção de doenças baseia-se nos seguintes princípios:
• Aplicação de práticas de produção animal adequadas às exigências de cada espécie, fomentando uma elevada resistência às doenças e a prevenção de infecções;
• Utilização de alimentos de boa qualidade, juntamente com o exercício regular e o acesso à pastagem, com o objectivo de incentivar as defesas imunológicas naturais do animal;
• Garantia de um encabeçamento adequado, evitando desse modo a sobrepopulação e os problemas que daí podem decorrer para a saúde dos animais.

A utilização de medicamentos veterinários no modo de produção biológico obedece aos seguintes princípios:
• Os produtos fitoterapêuticos e os oligoelementos são utilizados de preferência aos medicamentos veterinários alopáticos de síntese química ou antibióticos, desde que os seus efeitos terapêuticos sejam eficazes para a espécie animal e para o problema a que o tratamento se destina;
• Se a utilização dos produtos acima referidos não se revelar eficaz, ou se for provável que o não seja, para curar a doença ou a lesão, e se for essencial um tratamento para evitar o sofrimento ou a aflição do animal, são utilizados medicamentos veterinários alopáticos de síntese química ou antibióticos sob a responsabilidade de um veterinário;
• Não são utilizados medicamentos veterinários alopáticos de síntese química e de antibióticos nos tratamentos preventivos.

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Para além dos princípios acima enumerados, aplicam-se as seguintes regras:
• Não são utilizadas substâncias para estimular o crescimento ou a produção (incluindo antibióticos, coccidiostáticos e outras substâncias artificiais indutoras de crescimento) e de hormonas ou substâncias similares para controlar a ovulação (por exemplo, indução ou sincronização do cio) ou para outras finalidades.
• São realizados tratamentos veterinários dos animais, bem como as desinfecções dos edifícios, do equipamento e das instalações, obrigatórios ao abrigo da legislação nacional ou comunitária, incluindo a utilização de medicamentos veterinários imunológicos caso seja reconhecida a presença de uma doença numa zona especifica em que se situa a unidade de produção.
• As condições de alojamento dos animais satisfazem as suas necessidades biológicas e etológicas (por exemplo, necessidades comportamentais no que se refere à liberdade de movimentos adequada ao conforto).
• Os animais têm acesso fácil aos pontos de alimentação e abeberamento.
• O isolamento, o aquecimento e a ventilação asseguram que a circulação do ar, o nível de poeiras, a temperatura, a humidade relativa do ar e a concentração em gases se situem dentro de limites que não sejam prejudiciais para os animais.
• Os edifícios permitem uma entrada de luz e uma ventilação natural suficiente.

Para saber mais consultar, entre outros: http://www.sousacunhal.pt/menu2_1.html, e http://www.tojeirasdecima.com/

Publicado por Vitorino às 01:31 PM na secção Produtos biológicos | Comentários (0)


OGM e Agricultura

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Na ligação abaixo poderá aceder ao resumo de um documento intitulado “Organismos Geneticamente Modificados e Agricultura”, da autoria de Maria Alexandre Azevedo e com revisão de Fátima Teixeira, Filomena Conde, João Vieira e Niels Rump.

Este documento é uma síntese do conhecimento científico e de outros conhecimentos actuais sobre os OGM, nos aspectos com maior repercussão na agricultura e na pecuária.

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Publicado por Vitorino às 01:24 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


Endro

por Ana Paula Marum

O Endro(Anethum graveolens) é uma espécie botânica pertencente à Família Apiácea = Umbelífera.

Família de herbáceas de climas temperados, com mais de 3000 espécies e muitas delas cultivadas. Ricas em óleos essenciais com terpenoides, phenylpropanoides, poly-yne e furanocoumarins phytotoxicos típicos desta família - algumas delas tóxicas. Estão dentro desta família plantas como a cenoura (Daucus carota) amplamente consumida até à cicuta (Conium maculatum ) rica em alcalóides tóxicos.

Partes da Planta utilizáveis - Folhas, Flores e Sementes.
Excelente aroma na culinária com gosto muito peculiar semelhante ao funcho.
Também usado na perfumaria para aromatizar sabonetes e na cosmética para clarear a pele, fortalecer as unhas e perfumar o hálito. Tem também algumas aplicações medicinais pelos seus componentes típicos.

Constituintes químicos – 3-4% óleos essenciais – anetol, carveol, carvona, eugenol; Flavonóides – Kenferol; Ácidos fenólicos – cafeico; 10-20% Ácidos gordos; Fitoesteroides – β-sitosterol; Escopolamina, limonina.

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História:
Mencionado na Bíblia como produto para pagamento de impostos, com alto valor comercial entre os romanos. Para os romanos simbolizava vitalidade.
Os Egípcios já o conheciam como erva medicinal e os Gregos antigos usavam-no para curar soluços.

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Propriedades Medicinais:
O ponto de vista digestivo é estomáquica, dispéptica, anti-diarreica, anti-emética (contra o vómito), anti-espasmódica e laxante.Também é anti-inflamatória, anti-séptica, supurativa, depurativa, diurética e ainda galactogoga (estimula a lactação).

Aplicações medicinais:
Pode ser usado para as cólicas intestinais dos recém-nascidos nas más digestões, gases, hiper-acidez, espasmos e soluços. Descrita para aumentar o leite de parturientes, nas cólicas menstruais, e ainda na limpeza de feridas, queimaduras, úlceras dérmicas e resfriados.

Contra-Indicações:
Estes cuidados ou efeitos colaterais só dizem respeito ao uso do óleo essencial, o qual não é indicado nas grávidas, na amamentação, crianças,em doenças neurológicas. Pode dar fotodermatite e em doses elevadas é convulsiva.

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Receitas Medicinais Caseiras:

Soluço – Decocção de 5’ de uma colher de café de sementes em 250 ml de água e tomar com sumo de limão.
Lactação e gases – Decocção de 2 colheres de café de sementes em 250ml e ir tomando uma xícara antes da amamentação.
Resfriado - Ferver durante 5’ ¼ l de vinho com 1 colher de café de sementes de endro com um pau de canela e uma colher de café de eucalipto. Deixar abafar mais 5’ e tomar.
Inflamações oculares – Fazer compressas mornas com a infusão das sementes, na proporção de 5-10 gr para um litro de água.
Para parasitas do couro cabeludo usar uma infusão das flores.
Furúnculos – Ferver 10 gr de sementes em azeite e aplicar ainda quente, para amadurecer e aliviar a dor dos furúnculos.

Usar saquetas com flores nas gavetas para espantar as traças.

Usos Culinários:
Pode ser usado em dietas com exclusão do sal como seu substituto pois é muito rico em sais minerais.
As folhas frescas têm mais aroma. Colocar só no fim da cozedura para perder menos aroma e sabor. Estas usam-se em peixes como o salmão, saladas, ovos, cremes tipo maionese ou manteiga ou patês, arroz ou massa e sopas.
As sementes usam-se em pickles, conservas, vinagres aromáticos, bolos, pães.

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Receitas Culinárias:

Omelete com ervas
6-8 ovos batidos.
1 alho francês pequeno picado, 100gr de espinafres, 3 colheres de sopa de salsa picada, 3 colheres de sopa de uma erva tipo endro, coentro, cebolinho ou estragão.
1 colher de sopa de nozes picadas sal e pimenta.
Acrescentar aos ovos batidos todos os ingredientes temperar a gosto e colocar num prato redondo no forno.

Salada de batata com endro
4 batatas médias cozidas com a casca – Descascar e picar.
1 colher de sobremesa de cebola, cebolinho, salsa, endro
3 colheres de sobremesa de maionese,1 colher de sobremesa de natas ou yogurte
Sal pimenta.
Acrescentar esta mistura às batatas e esperar umas horas para adquirir o gosto das ervas.

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Ovos Mexidos com Salmão e Endro
1 colher de sopa de cebola picada.
2 colheres de sopa de manteiga ou azeite.
6 ovos.
6 colheres de sopa de natas.
100gr de salmão fumado.
1 xícara de folhas do endro picado.
Saltear a cebola com a manteiga. Preparar um banho-maria.
Colocar os ovos batidos com as natas e a cebola na tigela do banho-maria e temperar a gosto com sal e pimenta.Mexendo sempre acrescentar o salmão fumado picado e as folhas do endro.
Servir sobre tostas ou torradas.

Atenção: Seleccione ingredientes Biológicos de preferência.

Publicado por Vitorino às 01:07 PM na secção Outros alimentos saudáveis | Comentários (2)


Tofu (ou Seitan) Mexido com Alhos Franceses

(receita para 4 pessoas)

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Ingredientes:

c. 400 gr de Tofu (ou de Seitan);
2 alhos franceses;
1 folha de louro;
q.b. azeite;
q.b. vinagre de ameixa Umeboshi;
q.b. salsa
q.b. sal.

Preparação:

1. Unte o tacho com um pouco de azeite;
2. Salteie os alhos franceses cortados às rodelas, com uma pitada de sal e o louro;
3. Junte o tofu (ou o seitan) desfeito, com um pouco de água, e deixe cozinhar 10 minutos;
4. Junte um pouco de vinagre de ameixa umeboshi e cozinhe mais 5 minutos.

Sirva com salsa picada e... Bom apetite!

Publicado por Vitorino às 01:00 PM na secção Receitas | Comentários (0)


04 de julho de 2006

Mentha, a erva da estação

por Carlos Cera (bioalca@clix.pt)

A Hortelã-verde e a Hortelã-pimenta são ambas conhecidas por “menta” e, por isso, são vulgarmente confundidas. De facto, ambas pertencem ao género Mentha, porém têm sabor e odor totalmente distintos, o que lhes confere particularidades e predispõe a usos bem diferentes.

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Hortelã-verde (M. spicata)
Na culinária é uma das ervas mais utilizadas em todo o mundo. Essencialmente em fresco é indispensável nas ervilhas, favas e pratos de borrego. Vai muito bem com legumes e como ingrediente de mlhos para acompanhar peixe e frango grelhados.
O efeito refrescante da hortelã realça saladas de fruta, ponches de fruta e é um perfeito complemento para vários tipos de sobremesas e bolos de chocolate.
A hortelã combina bem cm manjericão, cominhos, endro, gengibre, manjerona, orégão, salsa, pimenta e tomilho.

Em infusões apresenta-se com sabor mais suave que a hortelã-pimenta, doce e refrescante. Com propriedades digestivas, é óptima para tomar como refresco nas tardes quentes de Verão.
Muito utilizada também para decorar outras infusões – um raminho de 3 ou 4 folhas – conferindo-lhes um aroma refrescante.
No norte de África é indispensável para aromatizar o chá verde.

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Hortela-pimenta (Mentha x piperita)
Na culinária, por ser demasiado pungente para a maioria das utilizações, é essencialmente empregue para aromatizar doces, sobretudo à base de chocolate ou adicionada a bebidas referescantes (chás gelados, sumos de fruta, ponches, sangrias, etc.).
Em infusões, por ser fortemente aromática, a hortelã-pimenta faz uma infusão de sabor mentolado, extremamente agradável. Doce no primeiro contacto com a boca, deixa no final uma sensação de frescura.
Em misturas deve ser utlizada com moderação, pois o seu forte aroma pode sobrepor-se a aromas mais subtis.
Ao longo dos tempos tem sido utilizada com sucesso em problemas de indegestão, no tratamento de constipações e catarro.
O óleo essencial é muito apreciado, pois para além do seu particular aroma é anti-séptico e usado para aliviar a comichão e como insecticida.

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(Adaptado do artigo de Carlos Cera “Plantas aromáticas e Medicinais”, na revista Joaninha (Lisboa, Agrobio), nº 80, Verão 2006, pp. 8-9).

Publicado por Vitorino às 05:23 PM na secção Outros alimentos saudáveis | Comentários (0)


Soja transgénica, não serve!

No endereço abaixo poderá encontrar o vídeo de uma reportagem sobre o desastre que foi a cultura de soja transgénica da Monsanto no Paraguai, com alerta do governador do Estado do Paraná (Brasil) aos agricultores, para não semearem soja transgénica.

http://youtube.com/watch?v=w5KPmBy5rYI

Publicado por Vitorino às 12:52 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


O verdadeiro significado de “Glúten Free”

por Ana Paula Marum, médica.

Este é um tema de grandes controvérsias e falsas interpretações. Dentro da temática da intolerância ao glúten cabem muitos tipos de desequilíbrios e não exclusivamente a doença celíaca. Para se entender isto é preciso saber o que é o glúten.

A definição técnica correcta de glúten inclui um conjunto de proteínas individuais que se encontram nos cereais e se dividem em poliaminas e gluteninas. Cada tipo de cereal tem uma poliamina diferente, que são:

Trigo – Gliadina (70%)
Centeio - Secalina (30-50%)
Cevada - Hordeína (50%)
Aveia - Avenina (16%)
Milho - Zeína (55%)
Arroz - Orzeína (5%)
Sorgo - Katirina

Visto por este prisma todos os cereais têm poliaminas e portanto não se pode dizer que há cereais isentos de glúten. Mas como só algumas poliaminas são tóxicas para os celíacos generalizou-se a ideia de que os cereais sem estas poliaminas tóxicas seriam sem glúten. As poliaminas que dão reacção aos celíacos são então:
Gliadina; Secalina, Hordeína, Avenina.

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Assim, o termo “Glúten Free” não é de todo rigoroso. Ele significa: Sem Gliadina, Sem Secalina, Sem Hordeína, Sem Avenina.
Nos países Sul Americanos usa-se o termo “Sin TACC”, que significa sem trigo, centeio, aveia e cevada.
Como conclusão, subentenda-se o termo “Sem Glúten“ que vem nos rótulos dos alimentos como “Apto para a Dieta de Celíacos”.

No entanto nem todas as intolerância ao glúten são Doença Celíaca e vários graus e tipos de intolerâncias se podem encontrar em pessoas normais e assintomáticas. Para se perceber a diferença vai aqui resumidamente a descrição de Doença Celíaca.

É uma doença auto-imune que surge em indivíduos geneticamente predispostos. Quando o sistema digestivo não é capaz de digerir bem a proteína do glúten por imaturidade do sistema ou déficit enzimático a gliadina entra em circulação e dá-se a exposição desta proteína ao sistema imune. Assim produzem-se anti-corpos que por reacção cruzada com enzima transglutaminase tecidual vão destruir as vilosidades do intestino. Assim o intestino perde a capacidade de absorção com as respectivas diarreias e todo restante quadro sintomático. Os indivíduos geneticamente predispostos são do tipo HLA DQ2 e HLA DQ8 mas existem indivíduos com estes genes herdados e sem a doenças porque existem outros factores em concomitância a contribuírem para a doença. A melhor forma de prevenir a doença é expor o organismo à proteína do trigo o mais tarde possível na alimentação da criança.

Nos doentes celíacos são comuns as intolerâncias concomitantes a outros alimentos como à soja, leite e ovos. O doente celíaco precisa eliminar totalmente as proteínas do trigo, centeio, cevada, aveia (alguns autores consideram a proteína da aveia tolerada por celíacos mas pelo grau de contaminação que esta normalmente tem com outros cereais, tem que ser evitada). O celíaco tolera com segurança a proteína do arroz, arroz selvagem, milho, millet, quinoa, amarante e trigo sarraceno. Ter em atenção que o trigo antigo considerado de fácil digestão como o Kamut e Espelta não são de todo indicados para celíacos. Para a recuperação mais rápida do celíaco este beneficia em evitar as proteínas alergénicas secundárias como o ovo, leite e soja para acelerar a regeneração da membrana mucosa. Apesar de ser uma informação controversa na prática clínica mostra utilidade. É evidente que se forem proteínas hidrolisadas estando totalmente transformadas em aminoácidos não dão qualquer reacção alérgica.

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Para informação suplementar descrevem-se algumas características gerais da proteína do trigo. Quando o grão é moído e misturado com água as proteínas unem-se numa massa insolúvel na água e que forma uma rede proteica à qual se deu o nome de glúten A gliadina dá a elasticidade e a plasticidade à proteína e glutenina dá a solidez. Outras proteínas em pequenas proporções são a albumina a 0,3%, globulina a 0,3% e protease a 0,2%. O glúten é considerado uma proteína de alta qualidade e substitui a carne na alimentação dos vegetariana – chamam-lhe a “carne vegetal”. Tem um alto conteúdo em aminoácidos como a prolina e ácido glutâmico. A prolina é componente do colagéneo e da elastina e o ácido glutâmico actua como neurotransmissor.

É essencial agora distinguir a situação descrita como Doença Celíaca, doença séria de origem genética que surge nos primeiros meses de vida após a introdução das papas com gluten, e que acompanha a vida da pessoa com rigorosas restrições e limitações, da situação mais comum de intolerância ao gluten que surge ao longo da vida de algumas pessoas por perca da capacidade normal enzimática e digestiva deste tipo de proteínas que têm em si ligações muito fortes e degradação mais difícil. A sintomatologia vai desde ligeiras queixas digestivas, até doenças auto-imunes. Nestes casos as intolerâncias são mais individuais e diversificadas e poderão tolerar melhor a proteína da espelta ou até do centeio e cevada.

A forma mais prática de descobrir estas intolerâncias é fazer a sua exclusão da dieta e depois progressiva introdução para averiguar os sintomas. É possível voltar a ganhar tolerância a estas proteínas após alguns meses de dieta de exclusão e posterior introdução moderada destes alimentos.

Outra situação totalmente distinta que é descrita por algumas pessoas é a incapacidade de consumir as fibras dos cereais por irritação da membrana mucosa do intestino. Quase sempre dentro de um quadro de Cólon Irritável que tem forte componente psicossomático. Neste caso devem-se evitar as fibras mais irritantes como as ligninas que existem no farelo do trigo. Usar o arroz semi-descorticado ou vaporizado, a quinoa o amarante e o trigo sarraceno são melhor tolerados. Não esquecer que uma boa mastigação para facilitar a digestão e diminuir a agressão das mucosas que já estão sensíveis.

Publicado por Vitorino às 12:33 PM na secção Diversos | Comentários (5)


Alguns insecticidas e fúngicos vegetais caseiros

por Jean-Claude Rodet

Como prevenção, aplicar todos os 15 dias entre Maio e Agosto. Juntar 2 ml de sabão da loiça ecológico por litro de mistura para aumentar a aderência.

Infusão (1) de camomila (estimulante)
50 g de flores secas para 1 litro de água. A camomila tem um efeito estimulante na sementeira.

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Decocção (2) de cavalinha (fungicida)
50 g de cavalinha seca num litro de água. A cavalinha é rica em silício que reforça a resistência às doenças (pedrado do tomate, míldio...). Diluir em 10 litros de água antes de aplicar.

Decocção de absinto (insecticida)
150 g de planta fresca ou 15 g de planta seca para 1 litro de água. Diluir em 4 litros de água antes de aplicar. Precaução: não aplicar em plantas jovens para evitar atrasar o desenvolvimento.

Decocção de tasneira (insecticida)
30 g de flores frescas ou 3 g de flores secas num litro de água. Diluir em 8 litros de água antes de aplicar. Precaução: não aplicar em plantas jovens para evitar atrasar o desenvolvimento.

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Maceração (3) de alho (fungicida, insecticida)
Macerar 100 g de alho cortado fino em 20 ml de óleo vegetal durante 24 horas. Juntar 1 litro de água. Filtrar. Diluir 20 vezes antes de aplicar.

Maceração de cinzas de madeira (insecticida, antifúngico, fertilizante)
Dmolhar durante 3 dias 200 ml de cinzas (de madeira preferencialmente de árvore de semente) num litro de água. Conservar a água clara sobre as cinzas.

Maceração de cebolinho (fungicida)
Demolhar durante 24 horas 60 mg de cebolinho num litro de água. Filtrar.

Fermentação(4) de consolda, de dente de leão, de urtiga (estimulante)
Encher um saco de juta com folhas frescas desta mistura de plantas. Cobrir de água e tapar. Deixar macerar entre 10 a 15 dias. Diluir uma parte desta fermentação em 10 partes de água. Regar o solo.

Fermentação de cavalinha (fungicida)
Encher um saco de juta com cavalinha. Cobrir de água e tapar. Deixar macerar entre 10 a 15 dias. Diluir uma parte desta fermentação em 5 partes de água. Regar o solo.

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Notas:
(1) Infusão: Deitar água quente sobre as plantas. Deixar repousar 12 horas. Filtrar.
(2) Decocção: Partir as plantas. Meter directamente as plantas na água fria. Ferver 30 minutos e deixar repousar todo o dia. Filtrar.
(3) Maceração: Pôr num recipiente as plantas partidas grossas. Cobrir com água e tapar. Deixar macerar 12 a 24 horas para obter um produto insecticida ou fungicida.
(4) Fermentação: Colocar as plantas num recipiente com um peso no fundo. Cobrir. Deixar repousar entre 10 a 15 dias mexendo todos os dias para estimular a fermentação. Iltrar.

(Adaptação de excertos do artigo de Jean-Claude Rodet “Cultivar uma abordagem ecológica para a saúde ambiental” na revista Beijaflor Natural, nº 57, Lisboa, Junho de 2006, pp. 34-35).

Publicado por Vitorino às 12:22 PM na secção Diversos | Comentários (1)



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