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04 de julho de 2006

Mentha, a erva da estação

por Carlos Cera (bioalca@clix.pt)

A Hortelã-verde e a Hortelã-pimenta são ambas conhecidas por “menta” e, por isso, são vulgarmente confundidas. De facto, ambas pertencem ao género Mentha, porém têm sabor e odor totalmente distintos, o que lhes confere particularidades e predispõe a usos bem diferentes.

hortela_verde2.jpg

Hortelã-verde (M. spicata)
Na culinária é uma das ervas mais utilizadas em todo o mundo. Essencialmente em fresco é indispensável nas ervilhas, favas e pratos de borrego. Vai muito bem com legumes e como ingrediente de mlhos para acompanhar peixe e frango grelhados.
O efeito refrescante da hortelã realça saladas de fruta, ponches de fruta e é um perfeito complemento para vários tipos de sobremesas e bolos de chocolate.
A hortelã combina bem cm manjericão, cominhos, endro, gengibre, manjerona, orégão, salsa, pimenta e tomilho.

Em infusões apresenta-se com sabor mais suave que a hortelã-pimenta, doce e refrescante. Com propriedades digestivas, é óptima para tomar como refresco nas tardes quentes de Verão.
Muito utilizada também para decorar outras infusões – um raminho de 3 ou 4 folhas – conferindo-lhes um aroma refrescante.
No norte de África é indispensável para aromatizar o chá verde.

menta.jpg

Hortela-pimenta (Mentha x piperita)
Na culinária, por ser demasiado pungente para a maioria das utilizações, é essencialmente empregue para aromatizar doces, sobretudo à base de chocolate ou adicionada a bebidas referescantes (chás gelados, sumos de fruta, ponches, sangrias, etc.).
Em infusões, por ser fortemente aromática, a hortelã-pimenta faz uma infusão de sabor mentolado, extremamente agradável. Doce no primeiro contacto com a boca, deixa no final uma sensação de frescura.
Em misturas deve ser utlizada com moderação, pois o seu forte aroma pode sobrepor-se a aromas mais subtis.
Ao longo dos tempos tem sido utilizada com sucesso em problemas de indegestão, no tratamento de constipações e catarro.
O óleo essencial é muito apreciado, pois para além do seu particular aroma é anti-séptico e usado para aliviar a comichão e como insecticida.

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(Adaptado do artigo de Carlos Cera “Plantas aromáticas e Medicinais”, na revista Joaninha (Lisboa, Agrobio), nº 80, Verão 2006, pp. 8-9).

Publicado por Vitorino às julho 4, 2006 05:23 PM


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