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A Biorege está a organizar uma visita aos Moinhos do Casal de Santo Isidro e à Quinta do Poial, ambos no distrito de Setúbal, no próximo dia 28 de Outubro de 2006.

Esta iniciativa é aberta aos sócios e ao público em geral, sujeito a inscrição junto da organização (presencial, por telefone ou via e-mail, com indicação do nome e nº de telefone de pessoa responsável e nº de pessoas a inscrever. As Inscrições são gratuitas, mas limitadas. O almoço é da responsabilidade das pessoas inscritas, podendo ser sugerido um local. A deslocação será em viaturas particulares.

Saída de Almada (Av. Cristo Rei, 23-A) pelas 10h15 desse dia 28, com destino aos moinhos do Casal de Sto. Isidro, em plena Serra do Louro, no Parque Natural da Arrábida, onde se produz pão caseiro (tradicional e biológico). Faremos uma visita guiada a um forno tradicional de alvenaria, alimentado a lenha e rama de pinheiro. Os “Moinhos de Palmela” estiveram abandonados durante meio século mas foram recuperados em 1996 pela firma Biosani.

Depois do almoço, seremos recebidos na Quinta do Poial, em Azeitão, onde visitaremos a pequena mas bem organizada exploração agrícola da Maria José Macedo, de onde a Biorege recebe semanalmente alguns dos seus vegetais biológicos frescos.
Quem tiver vontade poderá depois concluir o dia com a visita ao Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, com um acervo representativo do trabalho a nível nacional, nomeadamente o trabalho agrícola, mas também a componente local, baseada na actividade preponderante do sector secundário da região sadina: a da indústria conserveira. Nesse dia haverá ainda uma iniciativa de divulgação da cultura chinesa.
Venha daí!...
Publicado por Vitorino às 07:36 PM na secção Iniciativas | Comentários (0)
(receita de Klaas Zwart, produtor de cogumelos)

Ingredientes
400g de Shii-take*;
60g manteiga;
3 dentes de alho esmagados;
½ chávena de farinha de trigo;
4 chávenas de caldo de frango;
1 chávena de natas;
sal e pimenta.

Preparação
1. Aqueça a manteiga num tacho grande, acrescente o alho e os cogumelos e refogue-os durante 5 minutos ou até os cogumelos estarem tenros.
2. Acrescente a farinha e mexa durante 1 minuto. Junte o caldo do frango e deixe cozer tapado e em lume brando, durante 10 minutos.
3. Passe a mistura pela varinha mágica até estar homogénea.
4. Seguidamente acrescente as natas e deixe cozer em lume brando até o creme estar quente. Tempere com sal e pimenta e sirva.
Bom apetite!!!!
(*) – Variedade de cogumelo.
Publicado por Vitorino às 07:27 PM na secção Receitas | Comentários (0)
Neste Outono é oportuno reler o que foi escrito anteriormente sobre a gripe das aves (ver artigo “Gripe das aves: a doença não é uma fatalidade”, na “Secção Notícias” deste blog).

Com ou sem a mediação das aves, é de bom aviso reforçar as defesas do organismo nesta época do ano.
Recomendamos-lhe, pois, que (re)leia esse artigo e que considere a possibilidade de adoptar as soluções de dietética, de oligoterapia, de aromaterapia e de higiene aí sugeridas. Além, obviamente, do maior consumo regular possível de produtos da agricultura biológica, o que já contribui para o reforço das defesas do organismo numa alimentação saudável.
Publicado por Vitorino às 07:17 PM na secção Notícias | Comentários (0)

A Biorege tem na sua loja uma “Mini Biblioteca” (em “construção” permanente) especializada em agricultura biológica, ambiente e alimentação, que está acessível ao público em geral, exclusivamente para consulta no local (Av. Do Cristo Rei, 23-A 2800-056 Almada, Tel./Fax: 212744054).
Esta biblioteca ainda é pequena (pode ajudá-la a crescer, com as suas ofertas) mas está à disposição de todos os interessados, e pode ser útil ao esclarecimento de muitas dúvidas.
Aproveite-a!
Publicado por Vitorino às 06:52 PM na secção Iniciativas | Comentários (0)
A Biorege está ao seu dispôr.
Aproveite os seus produtos e divulgue-a! O cartaz abaixo é para ajudar...

Publicado por Vitorino às 05:47 PM na secção Iniciativas | Comentários (0)
(receita de Eugénia Varatojo in Macro Apetite*)

Ingredientes
½ chávena de chá de farinha de trigo;
2 chávenas de chá de caldo Kombu (**) (ou água);
1 chávena de cogumelos cortados finos;
azeite ou óleo de sésamo, q.b.;
um pouco de sal e de shoyu (***);
1 chávena de chá de leite de soja.

Preparação
1. Salteie durante alguns minutos a cebola e os cogumelos no óleo de sésamo;
2. Junte o sal e um pouco de shoyu;
3. Adicione o leite de soja e deixe cozinhar mais alguns minutos;
4. Desfaça a farinha no caldo de kombu ou em água e junte ao molho;
5. Mexa bem até engrossar ligeiramente e cozinhar a farinha.
Sirva com coentros picados.
(*) – Edições Floresta, do Instituto Macrobiótico de Portugal/Francisco Varatojo e Provida, Produtos Naturais, Lda., Lisboa e Cortegaça, p. 51.
(**) – Kombu é uma alga.
(***) – Shoyu é molho de soja.
Publicado por Vitorino às 05:41 PM na secção Receitas | Comentários (0)
Pelo seu interesse e pela aplicação que facilmente pode ser feita à realidade portuguesa, reproduz-se abaixo um texto do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do Brasil, recentemente divulgado pela cooperativa Mó de Vida em http://www.modevida.com/agenda1.html#5.
«Adital - O fornecimento de alimentos no planeta está ameaçado. Se alguma das dez companhias que controlam a venda de sementes no planeta decidir suspender a comercialização, por exemplo, do arroz, este item vai faltar na mesa dos brasileiros e brasileiras. Trata-se de um mercado de 21 mil milhões de dólares, que pode ser manipulado conforme a vontade de seus accionistas maioritários, sem a preocupação de assegurar a alimentação no mundo. As principais indústrias actualmente são a Monsanto, a Dupont – as duas de origem norte americana – e a Syngenta – vinda da Suíça. A Syngenta é responsável pelo maior caso de contaminação genética ilegal comprovada no mundo. Durante quatro anos, a empresa comercializou o milho da variedade Bt10, que tinha sua venda proibida, como sendo Bt11, autorizado para circulação. As sementes contaminaram o milho exportado para vários países.

Da mesma forma arbitrária, essas empresas decidiram implantar os transgenicos em todo o mundo, apesar da falta de aceitação pública. Em 1996, esse comércio movimentava 280 milhões de dólares e em 2004 passou para 4,7 mil milhões de dólares. Um aumento de 17 vezes em nove anos. O Brasil já é o terceiro produtor mundial de organismos geneticamente modificados, apesar de seu plantio só ter sido aprovado pelo governo em casos muito específicos. Perdemos apenas para Estados Unidos e Argentina.

Syngenta não respeita a lei ambiental
Junto com o crescimento da venda das sementes, cresce também o uso de agro tóxico. De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo cientista Charles Benbrook, o uso de agro tóxicos sobre plantações transgenicas tende a crescer a cada ano. Desde 1996, o aumento foi de 4,1%. Além disso, as sementes modificadas respondem a herbicidas específicos, em geral a base de glifosato, produzidos pelas próprias empresas que a comercializaram.
No Brasil, a disputa desleal de espaços para cultivo transgenico ficou mais evidente com o caso da Sygenta no Paraná. Assim como fez nos Estados Unidos, a empresa desrespeitou as leis brasileiras: em Março deste ano ela foi multada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em 1 milhão de reis, por praticar experimento e plantio de soja e milho transgenicos na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, em Santa Tereza do Oeste (PR). Das 18 propriedades denunciadas e vistoriadas, foram encontrados em 14 delas plantios a quatro quilómetros do parque.
Além do cultivo de milho transgenico não estar liberado no Brasil, a Lei de Biossegurança vigente é clara ao vetar o plantio de organismos modificados nas zonas de amortecimento de parques e unidades de conservação. Segundo o texto da lei 11.105, de 2005, o plantio é proibido "nas áreas de unidades de conservação e respectivas zonas de amortecimento, nas terras indígenas, áreas de protecção de mananciais de água efectiva ou potencialmente utilizáveis para o abastecimento público e nas áreas declaradas como prioritárias para a conservação da biodiversidade". O texto estabelece ainda uma faixa mínima de 10 quilómetros para proteger essas áreas.
Para denunciar as acções ilegais cometidas pela transnacional contra a biodiversidade, cerca de 600 integrantes da Via Campesina ocuparam o campo de experimento da Syngenta em 14 de Março deste ano. Foram os trabalhadores e trabalhadoras rurais que solicitaram a vistoria do Ibama.

Actualmente, cerca de 100 famílias permanecem acampadas nos 123 hectares da transnacional, que agora têm o nome de "Terra Livre". Os camponeses e as camponesas pretendem transformar o ex-campo de experimentos com transgenicos em um campo de sementes crioulas e modelo de produção agro ecológica, como já acontece em outros lugares do país. A Syngenta, em repúdio à decisão do governo do Paraná de manter as famílias na área, declarou que deixará o país.
Para o MST, a saída da empresa é mais uma demonstração de que hoje o controle das sementes não tem pátria. Quando a empresa deixa de ter lucros e explorar o meio ambiente, ela se muda de lugar e continua a exploração. Durante milhares de anos, os seres humanos foram melhorando e seleccionando as espécies e variedades mais interessantes para o seu uso, principalmente do ponto de vista alimentar, cultural e religioso, buscando na natureza o seu alimento, em abundância e perenemente. As sementes são historicamente as bases da sobrevivência humana e não podem der consideradas mercadorias, mas sim um património da humanidade!
Que futuro você prefere: o da agricultura familiar, que gera cinco empregos a cada hectare, ou o de grandes empresas, como a Aracruz Celulose, que gera um emprego a cada 185 hectares? Você prefere um país de 2.810 propriedades com 20 hectares, que destinam toda a sua produção para a mesa do trabalhador, ou um país em que apenas uma empresa detém 56,2 mil hectares e envia 97% da sua produção para o exterior?»
Publicado por Vitorino às 05:30 PM na secção Notícias | Comentários (0)