*..Página Principal..*..Quem Somos..*..Localização..*..Cooperação..*
« novembro 2006 | Entrada | janeiro 2007 »

Á sua saúde e à de todos os que lhe são queridos, brindamos com espumantes ou com vinhos biológicos (claro!) para que tenhamos no próximo ano um reforço da cooperação humana e dos seus frutos, na Biorege, no país e no mundo.
Brindemos juntos, partilhemos juntos a responsabilidade pela nossa vida e pela vida na Terra.
BOAS FESTAS e FELIZ ANO 2007!
Publicado por Vitorino às 10:51 AM na secção Notícias | Comentários (0)

A Biorege participa novamente este ano no Mercado de Natal Amigo da Terra (MNAT), uma iniciativa da Câmara Municipal de Almada, que conta com a colaboração de outras entidades que vendem artigos criados e comercializados com preocupações ambientais e/ou sociais, entre as quais artistas, artesãos e Instituições Particulares de Solidariedade Social.
No MNAT encontrará ideias para presentes de Natal amigos do Ambiente e solidários com as pessoas e o Planeta. Para que nesta quadra, as nossas prendas sejam também pequenos contributos para um futuro melhor!
O MNAT decorrerá de 15 a 20 de Dezembro na Oficina de Cultura, no centro de Almada (junto à Praça S. João Baptista), com o seguinte horário:
Dia 15 de Dezembro (6ª feira), entre as 17h00 e as 22h00 – Inauguração;
Dias 16 e 17 de Dezembro (fim-de-semana), entre as 11h00 e as 22h00;
Dias 18 a 20 de Dezembro (2ª a 4ª feira), entre as 13h00 e as 22h00.
Durante o Mercado de Natal Amigo da Terra haverá diversos momentos de animação, com ateliers, música, dança, projecção de filmes e outros, conforme o Programa que poderá aceder clicando na ligação abaixo:
Traga a família e os amigos e divirta-se enquanto aprecia as propostas de prendas amigas do Planeta que lhe são apresentadas.
Publicado por Vitorino às 02:59 AM na secção Notícias | Comentários (0)
Pelo seu interesse, reproduzimos abaixo um texto recente de José Raimundo Correia de Almeida, para a reflexão séria sobre a importância das sementes tradicionais para a agricultura (sobretudo a biológica), para a biodiversidade e não só...

Quinta das Flores, 23NOV06
Os guardadores de sementes
Agricultura e globalização
Guardei bem guardada esta reportagem publicada na PUBLICA da autoria de João Pacheco com fotografia de Rui Gaudêncio porque adivinhava a sua importância e na altura não a podia comentar (15OUT06).
Os meios de comunicação social muito pouco falam da transnacionalização da agricultura. As maiorias das sementes são híbridas ou são geneticamente modificadas (GM) e hoje os agricultores não podem renovar as suas sementeiras com as sementes de plantas anteriormente plantadas. Com as transgénicas criadas pelas transnacionais para a agricultura extensiva/intensiva a dependência será ainda maior.
È preciso ir destruindo as espécies autóctones e em nome disto ou daquilo ir implantando o que é produzido pelas multinacionais transgénicas e destruindo o que é produzido pela pequena agricultura ou pecuária... No Brasil, o movimento dos «sem terra» tem uma grande consciência desta situação.
A este propósito disse António Campos a João Pacheco: « Amanhã todo o mundo rural, hoje dependente de subsídios, ficará dependente das patentes das multinacionais».
Mas Portugal já não é hoje um país de grandes superfícies trigueiras de sequeiro. Os nossos grandes agrários, bem souberam o que tiveram de fazer...
Vamos então ao que ainda resta dos pequenos produtores agrícolas...
Em termos de maçã o que se vende nos hiper e supermercados? As padronizadas «golden» e « starking» muito brilhantes, que sabem a quê? A qualquer coisa que é para trincar e comer. É «fastfood» de fruta.
Felizmente, «a nossa rainha das maçãs», o bravo de Esmolfe, já vai aparecendo no mercado. Quanto às outras maçãs das Beiras, parece que anda por aí um engenheiro agrónomo «carola», chamado António Campos, que já foi responsável governamental pela agricultura de Portugal, a tentar recuperar nas suas propriedades de Oliveira do Hospital as velhas macieiras da Beira, tais como a malápio-de-Gouveia, a camoesa e a pardo-lindo referida insistentemente por Torga a Campos a propósito de Eça.
Senhor ministro da Agricultura Jaime Silva
O senhor alguma vez se lembrou de ir conversar com o experiente António Campos a Oliveira do Hospital?
Nesta coisa da preservação das nossas sementes há outros «carolas», que tentam conservar e cultivar chícharos, grão-de-bico preto, feijão papo-de-rola...
E quanto à oferta e procura do mercado diz o senhor Miguel Fonseca do Olival/Figueiró dos Vinhos: «O cozinheiro Barroyer do Palace, queria que lhe arranjasse trinta quilos do feijão papo-de-rola de um momento para o outro. Não pode ser assim, são pequenos produtores...»
Estes «doidos em extinção» ainda conseguem editar um boletim chamado o Chícharo, que tem sítio e mail na NET, uma pequena publicação da Associação Colher para Semear—Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais (RPTV). Curiosamente, o Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV) não consta de qualquer organismo do Ministério da Agricultura e nem sequer tem qualquer portal oficial..
Senhor ministro Jaime Silva
«Quem controlar as sementes, controla o resto da cadeia alimentar».
Acompanhei pela Comunicação Social seu opíparo almoço biológico na Companhia das Lezírias. Tratou-se «de um doce pecado» escreveu Sócrates e de mais uma operação de propaganda com o anúncio de umas verbas de apoio à produção e mercantilização deste tipo de agricultura, digo eu. Nada tenho contra esta nova agricultura, mas resumindo o que salientou António Campos «a agricultura de futuro é esta, a dos alimentos funcionais (...) Os centros de investigação portuguesa têm estado à margem». Já não me lembro de quem destruiu as estações agronómicas regionais...
Senhor ministro da Agricultura Jaime Silva
Está o seu Ministério em remodelação estrutural e a criar uma nova lei orgânica. Fico a aguardar um capítulo sobre a preservação da biodiversidade agrícola em Portugal e a investigação biológica com a respectiva dotação de pessoal científico e administrativo.
Não se esqueça senhor ministro:«três feijões da serra da Peneda podem reduzir a arterioesclerose», referiu o investigador Agostinho de Carvalho à Pública. Não se esqueça também dos trinta quilos de feijão papo-de-rola pedidos pelo cozinheiro Barroyer do Palace...
Atentamente
José Raimundo Correia de Almeida
Rua Ary dos Santos, 2, R/C, B
2660-233 St.º Ant.º Cav.os
BI 312963 Lx
correia.raimundo@sapo.pt
www.oxexe.com
Publicado por Vitorino às 02:40 AM na secção Opinião | Comentários (0)
Ingredientes
Cenouras
Azeite
Sal
Preparação
1. Unte o tacho com um pouco de azeite.
2. Salteie as cenouras cortadas em aparas muito finas, com uma pitada de sal, em lume muito brando.
É um acompanhamento simples e gostosíssimo, sobretudo se elaborado com ingredientes biológicos.
Bom apetite.
Publicado por Vitorino às 02:22 AM na secção Receitas | Comentários (0)
Ninguém esperava encontrar dificuldades. Nos Estados Unidos os resultados confirmavam o sucesso dos planos, os governos europeus mostravam-se deslumbrados, os produtos estavam a postos e o lucro em perspectiva excedia o dos melhores períodos da história destas empresas. Por isso a surpresa foi ainda maior quando o desastre se materializou...
Para ler o resto do texto, clique em http://stopogm.net/?q=node/139

Publicado por Vitorino às 01:17 AM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)
Reproduz-se seguidamente o discurso lido no XV Congresso do P.S. (Santarém), no dia 11/11/2006, pela congressista Rute Vaz a propósito do cultivo de ogm’s na lei portuguesa:
“«As pessoas boas não precisam de leis que lhes digam como agir de forma responsável (…)»
Especialmente quando o princípio de imutabilidade inerente à própria definição de Lei, é demolido pela inexistência de Senso Comum, com o seu carácter de prevalência.
Quando a Comissão Europeia se deixa influenciar pelas pressões da O.M.C., os representantes dos países que compõem o Conselho não podem lavar as mãos face à sua própria incapacidade em atingir decisões maioritárias qualificadas; remetendo o ónus dessas decisões para a Comissão.
Nem devem os governos dos diversos países da U.E., designadamente o português, eleito pelo P.S., assumir, por simpatia, esse papel.
Quando foi publicado, em Diário da República, o Decreto-Lei n.º 160/2005, o qual teria a pretensão de regular o cultivo de Variedades Geneticamente Modificadas, foi, igualmente, afirmado com aparente orgulho que Portugal tinha sido o 1.º país da U.E. a fazê-lo. Os 1.ºs nem sempre são os melhores. Este caso exemplifica bem isso.
Com distâncias de segurança, entre campos cultivados com milho transgénico, e campos com culturas convencionais ou biológicas, na ordem dos, respectivamente, 200 e 300m; mas (e este é um grande mas) podendo, na prática, ser reduzidas até pouco menos de 30m, é factual, e comprovadamente impossível impedir a contaminação por polinização cruzada pelo vento. Esta, pode ocorrer até 3 kms. Repito, 3 kms, o que corresponde a 3.000m.
Se dúvidas têm, perguntem a qualquer Engenheiro Agrónomo.
Perante esta evidência, quase que mais valia Portugal ter sido o último país da U.E. a publicar o seu decreto da coexistência, se isso lhe tivesse trazido mais rigor técnico-científico, imprescindível num país que pretende, e bem, apostar na Inovação Científica. De qualidade, sustentável, e promotora da biodiversidade!
Em Setembro de 2006, foi publicada a Portaria que pretende regulamentar a declaração, em território nacional, de Zonas Livres de Transgénicos.
E, pasme-se, não só é completamente omissa a referência à imediata declaração como Zonas Livres de Transgénicos dos Parques Naturais e das áreas integradas na Rede Natura; como é permitido a um único agricultor, ouviram bem, a um único agricultor, impedir, mesmo contra a opinião de todos os outros, a declaração de todo um município como Zona Livre de Transgénicos.
Deixo a questão democrática e jurídica que esta situação levanta à v. consideração; bem como a questão política referente à forma como se irá, agora, resolver o problema dos 24 municípios (e uma região) que já se declararam, antes e depois da publicação da portaria, Zonas Livres de Transgénicos, por deliberação das respectivas Assembleias Municipais, democraticamente eleitas.”
A Delegada ao Congresso,
Rute Vaz
Publicado por Vitorino às 12:59 AM na secção Opinião | Comentários (0)