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Na infância e na juventude os seres humanos têm especiais necessidades de nutrientes e de exercício físico para um desenvolvimento saudável de órgãos que deverão estar preparados para durar uma vida inteira.

Os cuidados com a saúde das crianças devem começar nos progenitores e muito em especial nas mulheres grávidas, que devem ter em conta que muitos pesticidas e outros químicos existentes em alimentos não biológicos podem atravessar a placenta e atingir o feto.
Na primeira infância são maiores os riscos de doença e de danos ao desenvolvimento humano, pela maior fragilidade dos seus pequenos corpos e pela menor variedade de dietas alimentares.

Os orgãos das crianças estão ainda em desenvolvimento e têm menor capacidade de eliminação dos químicos nocivos, que podem ter efeitos ainda mais nocivos para a sua saúde do que nos adultos. Os seus sistemas nervoso, circulatório e reprodutivo evoluem rapidamente e qualquer ruptura pode ter consequências duradouras. Além disso, os seus corpos têm uma maior percentagem de água do que os dos adultos, o que são mais facilmente portadores de químicos dissolúveis na água. Pelo que as práticas alimentares durante a infância condicionam fortemente os futuros recursos físicos e mentais dos indivíduos, com consequências para a saúde futura do indivíduo.
As crianças com um ano de idade, por exemplo, podem comer cerca de três vezes mais pêssegos e cerca de quatro vezes mais maçãs do que os adultos relativamente ao seu peso, pelo que são relativamente muito mais afectados pelos resíduos de pesticidas que possam neles existir; o que acontece, em maior ou menor grau, com todos os outros alimentos que ingerem, directamente ou através do seio materno. Daí a especial importância do consumo de alimentos provenientes da agricultura biológica nesta altura da sua existência.
Esta situação ainda se torna mais clara se tivermos em conta o efeito cumulativo da ingestão de resíduos de pesticidas, hormonas, conservantes, antibióticos e outros resíduos de químicos de síntese usados na produção alimentar convencional, além dos potencialmente perigosos organismos geneticamente modificados.

Hoje em dia é habitual o recurso a snaks que, frequentemente, contêm elevadas quantidades de ingredientes – como o sal, açucar convertido, gorduras saturadas e aditivos perigosos.
Para o desenvolvimento saudável das crianças é fundamental que existam modelos positivos em casa, mas também na escola (começando, obviamente, nas creches e infantários), que ganharão em ser acompanhados e apoiados por mensagens concordantes dos meios de comunicação social, dos serviços de saúde e outros. Como em outros aspectos da vida, também no que respeita à alimentação os modelos positivos incluem as mensagens transmitidas (e a resposta às interpelações e dúvidas das crianças) e o exemplo dos adultos.
A existência de mensagens contraditórias, em particular na família, na escola e nos meios de comunicação social mais influentes, tendem a enfraquecer e a prejudicar o desenvolvimento de hábitos de alimentação saudável nas crianças e nos jovens.
Algumas referências para mais informações (além de outros artigos no blog da Biorege):
http://www.apn.org.pt/apn/index.php?option=news&task=viewarticle&sid=570
http://www.francvert.org/pages/32dossierutilisationdespesticides.asp
http://www.organix.com/food_for_children
http://www.publico.clix.pt/docs/pesomedida/Promocao_de_Regimes_Alimentares_Saudav
http://www.mni.pt/destaques/?cod=8279
http://www.drgreene.com/21_868.html
http://www.checnet.org/healthehouse/education/articles-detail.asp?Main_ID=522
http://www.thegreenguide.com
http://www.ehponline.org/members/2005/8418/8418.html
http://ecolonews.info/article.php3?id_article=1017
Publicado por Vitorino às janeiro 2, 2007 07:33 PM