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Artigo de Silvia Ribeiro * em La Jornada, traduzido em http://infoalternativa.org

A biologia sintética é uma nova rubrica científica e industrial, cujo objectivo é criar formas de vida artificiais para cumprir tarefas ao gosto do desenhador. Não satisfeitos com os problemas criados com os transgénicos – seres vivos nos que se inserem genes de outras espécies –, agora trata-se de construir organismos vivos do zero, desenhados à la carte, a partir da fabricação de módulos de ADN artificial, programados para serem montados uns com os outros. Não é ficção científica, mas uma realidade que se está a desenvolver para além de qualquer controle social e responsabilidade ética.

Segundo uma investigação do Grupo ETC, existem pelo menos 39 empresas, com financiamento privado e público – incluídos exércitos –, que se dedicam a fabricar ADN artificial ou partes deste. A Codon Devices (Cambridge, Massachussets), por exemplo, foi fundada este ano por investigadores de universidades públicas e empresas. Oferece troços de ADN sintetizado, que os compradores podem montar segundo o que queiram construir.
Diferentes grupos de investigadores têm sintetizado vírus completos: bacteriófagos, vírus da pólio e outros. Recentemente reconstruíram o vírus que provocou a epidemia de influenza espanhola em 1918. Ainda que os “avanços” sejam rápidos, os cientistas estão longe de controlar tudo o que sucede nestes processos. Os seres vivos criados artificialmente actuam muitas vezes de maneira inexplicável para eles. A vida, apesar dos esforços destes cientistas, não se pode reduzir a tijolos montáveis nem a programas de computação. (… continua...)
(*) Investigadora do Grupo ETC.
Se está interessad@ em ler o resto do artigo, é favor aceder ao sítio indicado abaixo:
http://infoalternativa.org/autores/sribeiro/sribeiro004.htm
Publicado por Vitorino às 06:58 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (1)
Receita de Marina Xavier

Ingredientes:
5 ovos
1 cs (colher de sopa) mel
1 cs azeite (mal cheia)
250g açúcar
Preparação:
1. Mistura-se o açúcar com os ovos;
2. Junta-se o mel e o azeite e bate-se bem;
3. Deitar a mistura numa forma;
4. Cozer em forno bem quente.
Simples, não é? O melhor vem a seguir!...
Publicado por Vitorino às 06:27 PM na secção Receitas | Comentários (0)
A associação Suiça Déclaration de Berne, apoiada por dezenas de outras organizações em todo o mundo, ACUSA:
Todos os anos, milhares de pessoas são envenenadas pelo PARAQUAT, o herbicida mais contestado em todo o mundo. Em muitos países, quer em grandes quer em pequenas explorações agrícolas, o PARAQUAT é utilizado para eliminar as ervas daninhas nos bananais, nas culturas de café, de óleo de palma, de borracha, de frutas, de chá e de muitas outras (obviamente, não é usada na agricultura biológica!). Além das consequências alimentares, este herbicida provoca anualmente a intoxicação de dezenas de milhar de pessoas, por acidente ou por tentativa de suicídio, sem que haja antídoto conhecido.

A multinacional Suiça Syngenta é o mais importante produtor mundial deste pesticida tornando-se, pois, cúmplice de inúmeras mortes e enveneamentos. Por isso, a Déclaration de Berne bate-se pela interdição mundial e pelo fim imediato da produção do PARAQUAT. Nesse sentido, convida a sociedade civil a condenar publicamente o comportamento intolerável da Syngenta. Neste momento, o objectifvo é que até ao final de Janeiro de 2007 pelo menos 50.000 cidadãos apoiem a sua iniciativa de declarar a Syngenta CULPADA pelos envenenamentos resultantes da utilização do PARAQUAT.
As organizações que o desejem podem comunicar o seu apoio à Déclaration de Berne através de mensagem para food@evb.ch.
Pode emitir o seu veredicto em http://www.stop-paraquat.net/ (em inglês, francês e alemão), onde encontrará outras sugestões de iniciativas ao seu alcance. Pode começar por divulgar esta mensagem.
O seu apoio é importante!
Saiba ainda que…
(…) “As características reveladas em relação a muitas substâncias químicas actualmente em utilização - como o facto de serem bioacumuláveis; persistentes; mutagénicas; cancerígenas ou tóxicas – e o facto de não ser conhecida informação básica sobre a segurança para a saúde humana e o ambiente de mais de 90% das substâncias químicas no mercado (estima-se que existam entre 30 000 a 70 000 substâncias químicas em utilização no presente), justificam o interesse e a imperatividade da proposta para uma nova política de químicos no seio da União Europeia- REACH” (comunicado da Quercus de 12/11/2007, em http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=1771).
Pois é!... Compre alimentos biológicos: é bom para todos!
Coopere com quem coopera. Junte-se à Biorege.Coop!
Publicado por Vitorino às 10:49 PM na secção Iniciativas | Comentários (0)
Receita de Marina Xavier

Ingredientes:
3 ovos
1 iogurte de 125g
3 medidas (*) açúcar
3 medidas (*) de farinha
1/2 medida (*) de óleo
q.b raspa de limão
q.b. fermento em pó
(*) medidas da embalagem de iogurte.
Preparação:
1. misturar tudo muito bem;
2. levar ao forno numa forma
Bom apetite!
Publicado por Vitorino às 10:36 PM na secção Receitas | Comentários (0)
Pelo seu interesse, transcrevemos aqui a recente posição da Assembleia Municipal de Aljezur sobre a Portaria 904/2006 que regula estabelecimento de zonas livre de transgénicos.

A Assembleia Municipal de Aljezur, em reunião ordinária realizada a 29 de Abril de 2005 aprovou por unanimidade para a área do Concelho de Aljezur, a proibição do cultivo de plantas geneticamente modificadas. Outras Assembleias Municipais aprovaram posições semelhantes. A AMAL aprovou posição semelhante para todo o Algarve.
Só em Setembro de 2006 foi publicada a Portaria nº. 904 de 2006 que estabelece as condições e o procedimento para o estabelecimento de zonas livres de cultivo de variedades geneticamente modificadas (DR nº. 170, I Série).
A referida portaria ignorou completamente as decisões desta e de outras Assembleias Municipais sobre este assunto.

Além disso, a Portaria 904 cria grandes dificuldades ao estabelecimento de uma zona livre de transgénicos, através de vários mecanismos, nomeadamente:
1) fazendo com que uma «Zona livre» só o seja para uma determinada espécie vegetal - obrigando a criar novas zonas livres para cada cultivo em que existam transgénicos;
2) exigindo dos agricultores da zona livre uma "declaração escrita conjunta de que nas suas explorações agrícolas se dedicam ao cultivo de uma espécie referida no anexo I do Decreto-Lei nº. 160/2005, de 21 de Setembro, e de que o modo de produção que praticam não contempla, em caso algum, o cultivo de variedades geneticamente modificadas nessa zona";
3) exigindo uma "relação e identificação de todos os agricultores interessados, incluindo a denominação das suas explorações, respectivas áreas e localização, bem como o comprovativo de que a área total do conjunto das explorações tem a área mínima" de "3000 ha contíguos";
4) exigindo que no caso em que os agricultores referidos anteriormente não sejam os proprietários das explorações agrícolas, seja apresentada "declaração escrita de consentimento destes de que o modo de produção agrícola a praticar não contempla o cultivo de variedades geneticamente modificadas nessa zona";
5) determinando que o estabelecimento de zona livre é válido por um período máximo de cinco anos;

6) determinando a caducidade da zona livre quando "haja violação às declarações escritas previstas no artigo 3º., nomeadamente pela existência de cultivo de variedades geneticamente modificadas em qualquer exploração agrícola da zona livre" mas não estabelecendo nenhuma sanção para quem viole a declaração;
7) exigindo que a deliberação sobre o pedido de estabelecimento de zona livre seja "aprovada por maioria qualificada de dois terços de todos os membros da assembleia municipal";
8) estabelecendo que basta que "algum agricultor da área proposta para zona livre declare por escrito a vontade de não participar na mesma" para que "a assembleia municipal fique impedida de prosseguir com o pedido de estabelecimento" de zona livre;
As exigências referidas em 1), 2), 3) e 4) são extraordinariamente difíceis de cumprir em zonas de minifúndio e em que uma parcela pode ter diversos proprietários devido a processos de herança não concluídos. O período de 5 anos referido na alínea 5) é manifestamente insuficiente, tendo em consideração o período de retorno de qualquer investimento agrícola, sobretudo se tiver uma perspectiva de agricultura sustentável. A caducidade referida na alínea 6) faz com que nenhum agricultor possa ter assegurado que continua numa zona livre de transgénicos no ano seguinte dado que basta que algum seu vizinho comece a cultivar transgénicos para que deixe de existir zona livre dos mesmos. É gritante o facto de o prevaricador não ser penalizado. De resto, o referido em 6) e em 8) permite que em qualquer caso a opinião de um único agricultor que queira cultivar transgénicos possa sobrepor-se à opinião de todos os restantes agricultores da sua zona e à decisão da Assembleia Municipal do seu município. A exigência referida em 7) é absolutamente insólita tenso em consideração as regras de aprovação de outras decisões nas Assembleias Municipais.
Com esta Portaria 904/2006 torna-se assim praticamente impossível estabelecer zonas livres de transgénicos em regiões com predominância de minifúndio e onde não existe o monocultivo de uma determinada espécie mas sim uma grande diversidade de cultivos. Fica portanto extremamente difícil impedir a entrada de transgénicos em zonas com as características acima descritas, como é o caso do Concelho de Aljezur.

A entrada de transgénicos pode constituir um risco para a saúde pública e provoca sérios prejuízos aos agricultores que pratiquem ou queiram praticar o modo de produção biológico (incompatível com a presença de transgénicos). Fica também em risco a agricultura tradicional baseada em variedades tradicionais mais valorizadas pela sua qualidade e diferenciação regional.
A entrada de transgénicos em parques naturais e em áreas da Rede Natura 2000 contraria os objectivos subjacentes ao estabelecimento destas zonas de protecção e como tal estas zonas deveriam ser consideradas zonas livres de OGMs.
Por todas as razões apontadas, a Assembleia Municipal de Aljezur, em reunião ordinária realizada a 29 de Dezembro de 2006, apela ao Governo para que revogue a Portaria 904/2006, de forma a respeitar o poder local democrático e a permitir efectivamente a criação de zonas livres de transgénicos. Apela ainda a que seja aprovada uma Portaria que respeite o Poder Local democrático, defenda a saúde pública e viabilize as diversas formas de agricultura sustentável, incluindo o modo de produção biológico.
A Assembleia Municipal de Aljezur
(posição aprovada por unanimidade na sessão ordinária realizada no dia 29/12/2006)
Publicado por Vitorino às 11:04 PM na secção Notícias | Comentários (0)
Na infância e na juventude os seres humanos têm especiais necessidades de nutrientes e de exercício físico para um desenvolvimento saudável de órgãos que deverão estar preparados para durar uma vida inteira.

Os cuidados com a saúde das crianças devem começar nos progenitores e muito em especial nas mulheres grávidas, que devem ter em conta que muitos pesticidas e outros químicos existentes em alimentos não biológicos podem atravessar a placenta e atingir o feto.
Na primeira infância são maiores os riscos de doença e de danos ao desenvolvimento humano, pela maior fragilidade dos seus pequenos corpos e pela menor variedade de dietas alimentares.

Os orgãos das crianças estão ainda em desenvolvimento e têm menor capacidade de eliminação dos químicos nocivos, que podem ter efeitos ainda mais nocivos para a sua saúde do que nos adultos. Os seus sistemas nervoso, circulatório e reprodutivo evoluem rapidamente e qualquer ruptura pode ter consequências duradouras. Além disso, os seus corpos têm uma maior percentagem de água do que os dos adultos, o que são mais facilmente portadores de químicos dissolúveis na água. Pelo que as práticas alimentares durante a infância condicionam fortemente os futuros recursos físicos e mentais dos indivíduos, com consequências para a saúde futura do indivíduo.
As crianças com um ano de idade, por exemplo, podem comer cerca de três vezes mais pêssegos e cerca de quatro vezes mais maçãs do que os adultos relativamente ao seu peso, pelo que são relativamente muito mais afectados pelos resíduos de pesticidas que possam neles existir; o que acontece, em maior ou menor grau, com todos os outros alimentos que ingerem, directamente ou através do seio materno. Daí a especial importância do consumo de alimentos provenientes da agricultura biológica nesta altura da sua existência.
Esta situação ainda se torna mais clara se tivermos em conta o efeito cumulativo da ingestão de resíduos de pesticidas, hormonas, conservantes, antibióticos e outros resíduos de químicos de síntese usados na produção alimentar convencional, além dos potencialmente perigosos organismos geneticamente modificados.

Hoje em dia é habitual o recurso a snaks que, frequentemente, contêm elevadas quantidades de ingredientes – como o sal, açucar convertido, gorduras saturadas e aditivos perigosos.
Para o desenvolvimento saudável das crianças é fundamental que existam modelos positivos em casa, mas também na escola (começando, obviamente, nas creches e infantários), que ganharão em ser acompanhados e apoiados por mensagens concordantes dos meios de comunicação social, dos serviços de saúde e outros. Como em outros aspectos da vida, também no que respeita à alimentação os modelos positivos incluem as mensagens transmitidas (e a resposta às interpelações e dúvidas das crianças) e o exemplo dos adultos.
A existência de mensagens contraditórias, em particular na família, na escola e nos meios de comunicação social mais influentes, tendem a enfraquecer e a prejudicar o desenvolvimento de hábitos de alimentação saudável nas crianças e nos jovens.
Algumas referências para mais informações (além de outros artigos no blog da Biorege):
http://www.apn.org.pt/apn/index.php?option=news&task=viewarticle&sid=570
http://www.francvert.org/pages/32dossierutilisationdespesticides.asp
http://www.organix.com/food_for_children
http://www.publico.clix.pt/docs/pesomedida/Promocao_de_Regimes_Alimentares_Saudav
http://www.mni.pt/destaques/?cod=8279
http://www.drgreene.com/21_868.html
http://www.checnet.org/healthehouse/education/articles-detail.asp?Main_ID=522
http://www.thegreenguide.com
http://www.ehponline.org/members/2005/8418/8418.html
http://ecolonews.info/article.php3?id_article=1017
Publicado por Vitorino às 07:33 PM na secção | Comentários (0)
Receita de Ana Pereira, para 4 pessoas.

Ingredientes:
2 tomates médios
1 cebola
2 dentes de alho
1 cenoura grande
1/2 pimento vermelho
1/2 couve lombarda
100g soja granulada fina
200g feijão encarnado
1 “moirinha” (chouriço de soja)
1 c. sopa de shoyu (molho de soja)
Azeite, q.b.
Sal, q.b.
Noz moscada, q.b.
Louro, q.b.
Preparação:
1. Deixar o feijão de molho durante 8 horas (de noite, por exemplo) e cozê-lo (cerca de 1 hora em panela, ou 1/3 hora em panela de pressão), tendo em atenção que não deve desfazer-se;
2. Demolhar o granulado de soja durante 2 horas;
3. Cortar a couve finamente e o tomate aos cubinhos, ralar a cenoura, cortar a “moirinha” às rodelas, e picar a cebola juntamente com o alho;
4. Colocar azeite num tacho, juntando-lhe a cebla e o alho, o tomate e a cenoura, deixando estufar um pouco;
5. Juntar a couve e o pimento, cortado fino, o feijão já cozido, o granulado e o molho de soja, e as rodelas da “moirinha”;
6. Tapar a panela e deixar apurar e cozer em lume brando, durante cerca de 30 minutos;
7. Verificar os temperos e, se necessário, adicionar sal, ou noz moscada, ou louro, a gosto;
8. Servir sozinho ou acompanhado de arroz branco.
Bom apetite!
Publicado por Vitorino às 06:59 PM na secção Receitas | Comentários (0)