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Na adolescência de cada existência humana, cada é indivíduo é confrontado com rápidos (complexos) processos de crescimento físico, associados aos processos cognitivos, emocionais e sociais de assunção da maioridade (de se tornar pessoa), que requerem um acréscimo de nutrientes. Na sua falta, dão-se desequilíbrios fisiológicos que poderão acrescentar ainda maiores dificuldades ao indivíduo. Por isso, o equilíbrio alimentar é tão importante na adolescência como na primeira infância, a primeira etapa crucial de estruturação de cada ser humano.

Nesta fase da vida, as práticas alimentares deverão satisfazer as elevadas necessidades do organismo em nutrientes, sem o esforço acrescido de alguns órgãos relativamente a outros e sem desequilíbrios físicos e emocionais. Também na adolescência, a velocidade acrescida do desenvolvimento fisiológico aumenta a possibilidade de influência (e das consequências) de práticas alimentares nocivas. Além de que os hábitos alimentares mantidos ou criados nesta fase tenderão a integrar a matriz comportamental futura dos indivíduos, constituindo padrões de consumo alimentar com repercussão, a médio ou longo prazo, na saúde futura do indivíduo maduro.

A complexidade das opções a tomar na adolescência comportarão tanto mais riscos quanto mais desequilibrada for a sociedade em que os adolescentes crescerem. O aumento de frequência do excesso de peso e da obesidade observado entre adolescentes, por exemplo, é preocupante, tal como é preocupante o aumento da frequência de casos de voluntária ingestão insuficiente de alimentos, sobretudo entre as raparigas adolescentes.

Como em outras dimensões da vida pessoal, nesta fase as opções de cada indivíduo, na continuidade e em ruptura com o seu passado, são condicionadas pelos recursos pessoais e sociais envolvidos: os alimentos disponíveis, o meio rural ou urbano, as influências familiares e de amigos, a informação e formação do próprio indivíduo, a influência dos meios de comunicação, são alguns dos factores a considerar.
A Biorege propõe-se contribuir, na medida das suas possibilidades, para o apoio a alternativas alimentares e ecológicas (e sociais) saudáveis. Precisamos do seu apoio, claro!
Publicado por Vitorino às abril 5, 2007 12:23 AM