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A recente apreensão pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) de 1861 bovinos sujeitos a engorda rápida com produtos (“betagonistas”) tóxicos para os consumidores é mais um exemplo dos riscos para a saúde que potencialmente nos fazem correr os alimentos humanos de origem animal não provenientes da agricultura biológica.
Nesta operação da ASAE, terão sido também confiscados 4350 quilos de aditivo alimentar, instauraram-se oito processos-crime, quatro processos de contra-ordenação; duas fábricas de ração visitadas pelos inspectores foram encerradas.

De facto, mesmo cumprida a legislação o regime de vida possibilitado aos animais, as rações que lhes são fornecidas (frequentemente com plantas geneticamente modificadas, ou com produtos animais) e os tratamentos aplicados (antibióticos, hormonas, etc.) na agro-pecuária convencional já constituem muitas vezes um perigo para a saúde.
O consumo de carne proveniente da agricultura biológica certificada é, pois, claramente uma prioridade na nossa alimentação (de quem consome carne, obviamente, como será o caso com os cereais integrais e muitos horto-frutícolas, mesmo para quem não consome carne).
Se estiver interessad@ neste tema poderá ler outros artigos do nosso blog, nomeadamente os das secções “Produtos biológicos” e “Sobre os transgénicos”.
Publicado por Vitorino às 06:11 PM na secção Notícias | Comentários (0)
por Silvia Chambel
Nos últimos tempos a agricultura biológica tem vindo a ter posição de destaque, resultante da crescente preocupação relativa à segurança alimentar e pelos impactes ambientais associados à agricultura tradicional.

Na União Europeia, a agricultura biológica é já um sector bastante dinâmico com um desenvolvimento anual de cerca de 25%.
A introdução da regulamentação comunitária nesta matéria, foi um marco para a decisão da sua adopção, como sendo uma forma sustentável de produção de bens , sendo vista como um objectivo essencial da actual política agrícola comum (PAC).
A agricultura biológica privilegia os recursos renováveis e a reciclagem, de forma a devolver ao solo os seus nutrientes, permitindo assim o seu equilíbrio nutritivo. Com esta metodologia, são respeitados os mecanismos ambientais de controlo de pragas e doenças, na produção vegetal e criação de animais, pela não utilização de pesticidas e fertilizantes químicos, que como se sabe tem grandes impactes na contaminação do solo e águas subterrâneas. Portugal como pais da UE também tem a missão de cumprir as normais ambientais associadas à agricultura, sem que isso implique alguma compensação financeira, sendo apenas uma obrigação que vem no seguimento do principio do “poluidor – pagador”.
Além disso, a agricultura biológica pode ser fomentada através do apoio aos investimentos, ao nível da produção primária, da transformação e da comercialização. Aqui as sementes são produzidas de forma biológica. A obtenção deste tipo de semente passa pelo estabelecimento de uma base de dados em linha, onde os fornecedores registem as sementes e batatas de semente produzidas biológicamente. Caso estas não se encontrem disponíveis, é possível solicitar ao organismo de inspecção uma derrogação que lhe permita utilizar sementes não produzidas pelo modo de produção biológico.
As vantagens da agricultura biológica prendem-se com:
• Contribui para a vitalidade das economias rurais através de um desenvolvimento sustentável.
• Abre novas perspectivas de emprego ao nível da produção, transformação e serviços afins.
• Vantagens ambientais
• Produz benefícios significativos tanto para a economia como para a coesão social das zonas rurais
Os alimentos resultantes desta produção atingem preços superiores ao convencionais, o que tem sido grande entrave ao seu desenvolvimento, no entanto a necessidade de garantir a segurança dos alimentos começa a ser já uma grande preocupação.
Presentemente, existem já muitos produtos biológicos, sendo já possível adquirir quase todos os produtos, sendo isto mais evidente em alguns Países, como é caso do Reino Unido.
É importante garantir a confiança do consumidor, garantindo a disponibilidade de informação relativa à qualidade dos alimentos, desde que produzidos até ao seu consumo final.
Em termos regulamentares, em 1991 surgiu o 1o regulamento (CEE) no 2092/91, tendo surgido outros mais tarde, relativo a normas de produção, Rotulagem e inspecção. Para ser um produtor biológico, este tem que se registar no organismo competente no respectivo Pais. Este será submetido ao controle desde as fases de produção, incluindo a armazenagem, a transformação e o acondicionamento. As explorações são inspeccionadas pelo menos uma vez por ano, sendo também efectuadas visitas sem aviso prévio. O incumprimento das normas, implica a retirada ao direito à referência ao modo de produção biológico para o produto em causa.

O logotipo biológico foi criado em 2000 pela Comissão Europeia e deve ser usado voluntariamente por produtores cujos sistemas e produtos tenham sido declarados, na sequência de inspecções, conformes à regulamentação da UE.
Adquirir produtos biológicos garante ao consumidor que:
• 95% dos ingredientes são de produção biológica
• o produto satisfaz as normas do regime de controlo oficial
• o produto, em embalagem selada, provém directamente do produtor ou do preparador
• o produto ostenta o nome do produtor, do preparador ou do vendedor e o nome ou código do organismo de inspecção.
Parece que afinal faz todo o sentido começarmos a usar produtos biológicos, uma vez que oferece grandes vantagens ao consumidor e ambiente. Quantas não são as vezes, que adquirimos produtos vegetais que se degradam rapidamente e outras vezes fruta que sabe a químicos? Já pensou em como ingere alimentos que representam um forte componente química associada a adubos e pesticidas?
Já experimentou a diferença? Então veja com os seus olhos e depois decida!
Autora do artigo : Silvia Chambel Data: 04/11/05 E-mail: info@ideiasambientais.com.pt
Publicado por Vitorino às 06:06 PM na secção Produtos biológicos | Comentários (0)

Este ano a Herdade do Freixo do Meio irá organizar a segunda edição do Encontro de Primavera. Neste encontro, a realizar no dia 25 de Abril, a partir das 9 horas, a Herdade abre as suas portas à população em geral, proporcionando um dia cheio de actividades associadas ao montado, ao mundo rural, à divulgação da Agricultura Biológica, da importância da Biodiversidade e da Conservação da Natureza.
Programa do Encontro:
- II Campeonato Internacional de Cães Pastores,
- Mostra de exemplares de cães pastores,
- Demonstração do trabalho de cães pastores com porcos, cabras e perus,
- Percursos pedestres de educação ambiental,
- Percursos temáticos para bicicletas,
- Visitas guiadas às unidades de transformação e produção,
- Demonstração da fileira da lã (da tosquia à fiação) e da bolota (da árvore ao pão),
- Exposições/venda de artistas locais (pintura, fotografia, escultura, cerâmica, landart…)
- Jogos no montado - actividades infantis,
- Serviços de cafetaria e restauração,
- Zona de piquenique,
- Prova e venda de produtos de Agricultura Biológica,
- Demonstração de falcoaria,
- Apresentação ao público e à imprensa, da adesão da Herdade do Freixo do Meio à rede Pan-Europeia “Countdown2010 – Travar a Perda da Biodiversidade na Europa”, em parceria com a AmBioDiv – Valor Natural.
A Herdade do Freixo do Meio localiza-se junto aos Foros de Vale de Figueira, perto de Montemor-o-Novo. A entrada é gratuita e convidamos todos os participantes a trazerem a sua bicicleta e binóculos, para poderem aproveitar este dia da melhor forma.
Para mais informações consultar: www.herdadedofreixodomeio.com ou www.sousacunhal.pt
Publicado por Vitorino às 11:57 PM na secção Notícias | Comentários (1)

Publicado por Vitorino às 11:50 PM na secção | Comentários (0)
Empresas esconderam informação e Ministério deixou-se enganar
PLATAFORMA E AUTARQUIA EXIGEM ANULAÇÃO DE ENSAIOS DE TRANSGÉNICOS JÁ APROVADOS
O Instituto do Ambiente recebeu, através do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Engº Carlos Nazaré, um documento de um munícipe que plantou milho nas proximidades do recém-aprovado campo para ensaios com transgénicos. Este documento mostra que a empresa Syngenta faltou à verdade com o Ministério do Ambiente e que este foi complacente com a posição da empresa, ao não verificar a veracidade dos documentos associados ao processo.
No passado dia 28 de Março o Ministério do Ambiente (MA) aprovou o pedido da empresa Syngenta para a realização de testes sobre milho transgénico no concelho de Rio Maior. MAS ESSA AUTORIZAçãO TEM DE SER IMEDIATAMENTE REVOGADA VISTO QUE O PRINCIPAL ARGUMENTO EM QUE SE SUSTENTA - A EXISTêNCIA DE UMA FAIXA DE SEGURANçA DE 400 METROS EM TORNO DO TERRENO PREVISTO POR FORMA A EVITAR A CONTAMINAçãO - ACABOU DE SE REVELAR INVáLIDO.*
Em Alcochete e em Salvaterra de Magos, outros dois concelhos visados no pedido, a autorização foi negada pois o MA considerou que nesses locais a distância mínima de segurança de 400 metros até aos restantes campos de milho não estava salvaguardada. No entanto, no caso de Rio Maior, a empresa Syngenta** apresentou duas declarações de vizinhos do terreno visado, dando assim a entender que os tais 400 metros exigidos de faixa de segurança estavam garantidos. Baseado nessa informação, o MA aprovou os ensaios.
Agora a verdade acabou de vir ao de cima: AS EMPRESAS ESCONDERAM O FACTO DE QUE HAVIA MAIS VIZINHOS NO PERíMETRO DA ZONA DE SEGURANçA, VIZINHOS ESSES QUE NãO SE COMPROMETERAM A PRESCINDIR DO CULTIVO DE MILHO E QUE NãO FORAM SEQUER AVISADOS OU CONTACTADOS. O MA já se encontra neste momento na posse da declaração de um desses vizinhos, que aliás tem milho doce semeado no seu terreno, situado a não mais de 150 metros da zona de ensaios.

Para além da evidente má fé e deplorável falta de rigor técnico por parte das empresas em causa (algo que levanta sérias dúvidas sobre o seu comportamento e cuidado durante os ensaios, se eles avançassem), é de salientar a manifesta incapacidade, por parte do Ministério do Ambiente, de analisar com cuidado o processo sobre o qual emitiu decisão. Em vez de verificar activamente os dados apresentados pelas empresas, o Ministério limitou-se a acreditar, ingenuamente, no que leu.
Segundo o Eng. Gualter Baptista, da Plataforma Transgénicos Fora, "o Ministério do Ambiente revelou não possuir capacidade técnica e humana enquanto Autoridade Competente para os transgénicos. Ao aprovar ensaios experimentais às cegas, o próprio Governo sai descredibilizado, perante a sua total incapacidade de salvaguarda da saúde humana, do ambiente e da própria economia da região". O activista acrescenta que "NãO SE COMPREENDE COMO é QUE UM ORGANISMO PúBLICO ACEITA E APROVA, SEM VERIFICAçãO, OS DOCUMENTOS APRESENTADOS POR UMA EMPRESA QUE TEM UM INTERESSE ECONóMICO ASSOCIADO à APROVAçãO DO PROJECTO."
Na opinião de Gualter Baptista, "ao Ministério do Ambiente não resta outra alternativa senão REVOGAR IMEDIATAMENTE A SUA DECISãO DE APROVAçãO DOS ENSAIOS EXPERIMENTAIS e COLOCAR UMA MORATóRIA A QUAISQUER NOVOS ENSAIOS DURANTE UM PERíODO MíNIMO DE 3 ANOS. No interesse dos cidadãos e dos agricultores que colocou em risco, deverá também apresentar a sua justificação perante esta grave negligência."
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* Muitas outras razões haveria para chumbar os ensaios – a Plataforma Transgénicos Fora emitiu, durante a consulta pública, um parecer técnico fundamentado onde expõe numerosas falhas de segurança e questões de fundo que não estão devidamente salvaguardadas pelas empresas... parecer esse que o Ministério optou por ignorar. O documento está disponível em www.stopogm.net/?q=taxonomy/term/31/
** E também a empresa Pioneer, que pretende igualmente realizar testes com milho transgénico no mesmo terreno e ao longo dos mesmos três anos e sobre a qual o Ministério do Ambiente deverá em breve emitir decisão.
Para mais informações contactar INFO@STOPOGM.NET ou WWW.STOPOGM.NET, ou GUALTER BAPTISTA, 91 909 0807.
Publicado por Vitorino às 11:41 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (1)

A edição deste ano da Terra Sã - Feira da Alimentação, Agricultura Biológica e Ambiente, organizada pela Agrobio - Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, irá ter lugar no Parque Urbano do Silvado, em Odivelas.
Esta feira promete ser "o grande encontro anual da Agricultura Biológica; lá estaremos todos: agricultores, transformadores, comerciantes, técnicos e consumidores de Agricultura Biológica. Lá provaremos novos produtos, aprenderemos novas técnicas, ouviremos novas comunicações" (António Marques da Cruz,no nº 82 da revista da Agrobio, A Joaninha).
A Biorege irá divulgando os desenvolvimentos desta iniciativa da Agrobio.
Publicado por Vitorino às 11:51 PM na secção Notícias | Comentários (0)

Na adolescência de cada existência humana, cada é indivíduo é confrontado com rápidos (complexos) processos de crescimento físico, associados aos processos cognitivos, emocionais e sociais de assunção da maioridade (de se tornar pessoa), que requerem um acréscimo de nutrientes. Na sua falta, dão-se desequilíbrios fisiológicos que poderão acrescentar ainda maiores dificuldades ao indivíduo. Por isso, o equilíbrio alimentar é tão importante na adolescência como na primeira infância, a primeira etapa crucial de estruturação de cada ser humano.

Nesta fase da vida, as práticas alimentares deverão satisfazer as elevadas necessidades do organismo em nutrientes, sem o esforço acrescido de alguns órgãos relativamente a outros e sem desequilíbrios físicos e emocionais. Também na adolescência, a velocidade acrescida do desenvolvimento fisiológico aumenta a possibilidade de influência (e das consequências) de práticas alimentares nocivas. Além de que os hábitos alimentares mantidos ou criados nesta fase tenderão a integrar a matriz comportamental futura dos indivíduos, constituindo padrões de consumo alimentar com repercussão, a médio ou longo prazo, na saúde futura do indivíduo maduro.

A complexidade das opções a tomar na adolescência comportarão tanto mais riscos quanto mais desequilibrada for a sociedade em que os adolescentes crescerem. O aumento de frequência do excesso de peso e da obesidade observado entre adolescentes, por exemplo, é preocupante, tal como é preocupante o aumento da frequência de casos de voluntária ingestão insuficiente de alimentos, sobretudo entre as raparigas adolescentes.

Como em outras dimensões da vida pessoal, nesta fase as opções de cada indivíduo, na continuidade e em ruptura com o seu passado, são condicionadas pelos recursos pessoais e sociais envolvidos: os alimentos disponíveis, o meio rural ou urbano, as influências familiares e de amigos, a informação e formação do próprio indivíduo, a influência dos meios de comunicação, são alguns dos factores a considerar.
A Biorege propõe-se contribuir, na medida das suas possibilidades, para o apoio a alternativas alimentares e ecológicas (e sociais) saudáveis. Precisamos do seu apoio, claro!
Publicado por Vitorino às 12:23 AM na secção Produtos biológicos | Comentários (0)