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19 de maio de 2007

A AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DOS OGM SOBRE A SAÚDE E O AMBIENTE NÃO TEM RIGOR

(entrevista ao Prof. Gilles-Éric Séralini)

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Reproduz-se abaixo (com adaptações) um trecho da entrevista da revista francesa LA REVUE DURABLE, nº 24 (Março/Abril 2007) com Gilles-Éric Séralini, Professor de Biologia Molecular na Universidade de Caen (França):

Desde o começo do seu percurso científico que Gilles-Éric Séralini se apaixona pelo funcionamento do ser vivo e pelo impacto dos poluentes – os pesticidas em particular - sobre a saúde.

Com a Comissão de investigação e informação independentes sobre a engenharia genética (Crii-gen), a cujo Conselho científico preside, este biólogo molecular procura fazer progredir a legislação internacional sobre a avaliação dos organismos geneticamente modificados (OGM). Os OGM, considera, permanecerão inaceitáveis enquanto não sairmos de uma situação caracterizada pela ausência de controlos credíveis.

A sua meta principal é assim a de melhorar a avaliação dos OGM. Por um lado, testando muito melhor os efeitos sobre a saúde dos OGM destinados à alimentação que produzam e/ou absorvam pesticidas, por outro, analisando nos campos as contaminações das culturas não OGM. Além disso Gilles-Éric Séralini luta pela rastreabilidade da etiquetagem.

A entrevista:

R. D. - Para si as manipulações genéticas são uma ferramenta de trabalho quotidiano. Poderá relembrar-nos as razões que o levaram a assinar o Apelo dos cientistas e dos médicos para uma moratória sobre os OGM, quando em Maio de 1996 os primeiros OGM comerciais chegaram à Europa?

G.-É. Séralini - Assinei esse apelo porque os efeitos sobre a saúde dos primeiros OGM comerciais - plantas inteiramente concebidas para absorver ou produzir um pesticida - foram mal avaliados. Informei-me lendo os relatórios da Comissão de Engenharia Molecular (CGB) que na França avalia todos os pedidos de comercialização de OGM. Com mais de 3 000 ensaios de 1986 a 1996, a França era na época líder na Europa das experiências no campo dos OGM. Esses relatórios fizeram-me compreender que esta primeira geração de OGM comerciais fazia regredir a avaliação sanitária dos pesticidas, que aliás já não era satisfatória. Os pesticidas aumentam as doenças de reprodução nos animais e no homem. Favorecem as doenças crónicas da sociedade: cancros, doenças imunitárias ou nervosas, etc.

Para ler o resto, ir a: http://www.stopogm.net/

Publicado por Vitorino às maio 19, 2007 11:42 AM


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