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Adaptado de artigo de JV/RS, 03 Dezembro 2007 – em http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=79370
A Almargem suspeita que plantações de milho transgénico em Silves estejam na origem da morte de 7 colmeias e do prejuízo de outras 18 na mesma zona, todas do mesmo apicultor de Poço Barreto.
“Esta é uma situação grave que torna a colocar em cima da mesa a possível relação entre o cultivo de milho transgénico e a perda de vitalidade das colmeias situadas nos arredores da plantação”, defende a Almargem.
A associação ambientalista baseia-se num estudo de investigadores portugueses da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, publicado primeiro no «Journal of Apicultural Research» e depois na revista «O Apicultor».
De acordo com o estudo, o milho transgénico produz uma toxina que mata lagartas e borboletas que limpam os favos desocupados das colmeias. Sem estas lagartas a limpeza não é feita e proliferam agentes patogénicos prejudiciais às abelhas.
Perante isto, a Almargem considera que o Ministério da Agricultura deve “suspender imediatamente qualquer nova autorização para cultivo comercial de plantas transgénicas em Portugal e, em particular, no Algarve”, e que o ministério deve mandar fazer “análises independentes às amostras de mel produzido na zona de Poço Barreto, com vista a detectar uma eventual contaminação que ponha em risco a saúde pública”.
A situação já terá sido comunicada à Direcção Regional de Agricultura do Algarve.
Publicado por Vitorino às dezembro 12, 2007 12:46 PM