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A alimentação é um acto indispensável à vida. Mas a má qualidade dos alimentos e os hábitos alimentares errados (muitas vezes associados a outros erros, como a falta de exercício, o consumo de tabaco, e outros) são responsáveis por patologias crónicas como o cancro, a doenças cardiovasculares, diabetes ou osteoporose. Por isso, é importante divulgar princípios básicos de uma alimentação diversificada e equilibrada.
O que é a “roda dos alimentos”?
A “roda dos alimentos” é uma representação gráfica em forma de círculo – forma que facilmente se associa à forma dos pratos vulgarmente usados nas nossas refeições – que se divide em segmentos de diferentes tamanhos, os chamados grupos de alimentos.
A “roda dos alimentos” transforma a complexidade da informação nutricional em conceitos simples e fáceis de aplicar. Foi criada por portugueses e usada desde 1977 no âmbito da Campanha de Educação Alimentar “Saber comer é saber viver”, para nos ajudar a escolher e combinar os tipos de alimentos que deverão fazer parte da alimentação diária saudável. Porque a alimentação consciente não serve só para nos permitir sobreviver, constituindo uma prática essencial para promover a saúde, melhorar o humor e habilita o corpo a desempenhar algumas actividades com mais facilidade.
Em muitos outros países a roda dá lugar à “pirâmide dos alimentos”, que hierarquiza os alimentos, dando mais importância a uns que a outros, o que não está correcto, pois deve-se dar igual importância a todos os alimentos: uma alimentação saudável tem de ser completa, equilibrada e variada.
A “roda dos alimentos” dos anos 70

Fonte: www.consumidor.pt
Na primeira “roda” existiam 5 grupos de alimentos sem indicação das porções recomendadas por dia.
Os grupos de alimentos eram os seguintes:
I - Leite e derivados
II - Carne, peixe e ovos
III - Óleos e gorduras
IV - Cereais e leguminosas
V - Hortaliças, legumes e frutos
A NOVA “RODA DOS ALIMENTOS”
Com a passagem do tempo, alteraram-se hábitos alimentares e evoluíram os conhecimentos sobre alimentação humana, pelo que surgiram novas prioridades para uma alimentação saudável, que se traduziram em propostas para melhorar a “roda dos alimentos”, defendendo a continuidade dos valores culturais e sociais saudáveis dos portugueses, ao promoverem-se produtos tradicionais como o pão, o azeite ou as hortícolas.
A nova versão da roda dos alimentos foi desenvolvida pela Faculdade de ciências da Nutrição da Universidade do Porto e pelo Instituto do Consumidor, no âmbito do programa “Saúde XXI”.
O seu formato original, o círculo, mantém-se. Mas, ao invés de cinco, passamos a ter sete grupos de alimentos, onde estão reunidos alimentos nutricionalmente semelhantes entre si (para que possam ser consumidos em alternativa), mais a água, que ocupa o lugar central do círculo.
Além disso, foram considerados objectivos pedagógicos e nutricionais. Com a nova roda introduziu-se o conceito de porção de modo a facilitar opções mais fáceis na escolha das quantidades de alimentos a ingerir. Assim, a dimensão de cada um dos 7 grupos de alimentos representados no círculo que indica, precisamente, a proporção de peso – ou a porção de alimento – com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária:

Fonte: www.consumidor.pt
1. Cereais e derivados, tubérculos – 28% (4 a 11 porções)
2. Hortícolas – 23% (3 a 5 porções)
3. Fruta – 20% (3 a 5 porções)
4. Lacticínios – 18% (2 a 3 porções)
5. Carnes, pescado e ovos – 5% (1,5 a 4,5 porções)
6. Leguminosas – 4% (1 a 2 porções)
7. Gorduras e óleos – 2% (1 a 3 porções)
Cada um dos grupos apresenta funções e características nutricionais específicas, pelo que todos devem estar presentes na alimentação diária (na proporção indicada) com vários dos alimentos que o integram.
O número de porções recomendado depende das necessidades energéticas de cada indivíduo. As crianças de 1 a 3 anos devem guiar-se pelos limites inferiores, e os homens activos e rapazes adolescentes pelos limites superiores; a restante população deve orientar-se pelos valores intermédios.
Não possuindo um grupo próprio, a água assume a posição central na nova roda dos alimentos por ser imprescindível à vida. Isto porque, esta representada em todos eles pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos. Por ser um bem tão essencial à vida recomenda-se o seu consumo diário na ordem dos 1,5 e 3 litros.
É ainda dado destaque à importância da manutenção de um peso saudável e à prática de actividade física moderada e regular.
Na ligação abaixo poderá aceder ao folheto do programa “Saúde XXI” explicativo da “nova roda dos alimentos”.
Para outras informações consulte o site:
http://www.consumidor.pt/pls/ic/app_ver_canal?id=5451&p_acc=0&plingua=1
ALÉM DA “RODA DOS ALIMENTOS”
De uma forma simples e directa, a nova “Roda dos Alimentos” ajuda-nos a manter uma alimentação saudável, ou seja, completa, equilibrada e variada.
Mas para que a alimentação de acordo com a “roda dos alimentos” seja verdadeiramente saudável é preciso que os alimentos não contenham agroquímicos ou outros aditivos (conservantes, corantes, manipulações genéticas e outros). Daí a importância da opção pelos alimentos da agricultura biológica, como se elicida em vários outros artigos do blog da Biorege.
Publicado por Vitorino às fevereiro 19, 2008 10:10 AM