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Em artigo datado de 8 de Fevereiro de 2008, o editor de ciência do The Independent, dá conta de um estudo norte-americano que comprova a criação de resistência na mosca de casulo (“bollworm”), uma das pragas mais destrutivas das culturas do algodão e que se pensava combater eficazmente através das toxinas produzidas por plantas geneticamente modificadas (com genes Bt, ou seja, de uma bactéria chamada Bacillus thuringiensis).

(Larva de “bollworm”)
Pode ler-se nesse em partes desse artigo que “Um estudo científico descobriu que um insecto-praga supostamente morto por um tipo de algodão geneticamente modificado no qual foi inserido um gene de toxina desenvolveu resistência e está a espalhar-se pelos Estados Unidos. (…) é o primeiro exemplo documentado de uma praga na natureza se ter tornada resistente a esta espécie de cultura GM, que se julgava imune dos problemas que têm apresentado os pesticidas convencionais. (…) A forma resistente da lagarta da mosca foi encontrada numa dúzia de campos dos estados meridionais do Arkansas e Mississippi entre 2003 e 2006 onde foram conduzidas as pesquisas.”

(A “mosca de casulo”)
Embora escrito num tom muito calmo, este artigo (em inglês) mostra o que todos sabiam e ninguém queria ver: as pragas evoluem e tornam-se resistentes às plantas Bt.
E agora? Mais pesticidas, pesticidas mais fortes, num círculo vicioso sem fim?!... Mas as plantas transgénicas não vinham precisamente inverter essas tendências? Afinal, onde vão dar as alegadas vantagens das plantas transgénicas (ou geneticamente modificadas, ou OGM)?
Para ler o artigo original (de entomologistas da Universidade do Arizona, EUA), é favor aceder a http://uanews.org/node/18178 (Em http://uanews.org/node/18133 pode aceder ao vídeo)
Para ler o original do artigo do The Independent, é favor aceder a
http://www.independent.co.uk/news/science/pest-evolves-resistance-to-gm-crops-779794.html
Publicado por Vitorino às fevereiro 11, 2008 01:05 PM