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Em comunicado do passado dia 17 de Abril - Dia Internacional da Luta Camponesa-, a Plataforma Transgénicos Fora e a Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa exigiram políticas agrícolas e energéticas realmente sustentáveis e a defesa da Soberania Alimentar.
Neste comunicado, começa por referir-se que «a crise alimentar que está instalada é consequência das políticas agrícolas que diminuíram drasticamente o número de agricultores e fizeram crer à opinião pública que vivíamos num mundo de abundância e de excedentes agrícolas quando, no nosso país, estamos altamente dependentes de importações alimentares, que já ultrapassam os 80% do consumo.»
Refere-se ainda que o drama global da escassez e do aumento de preço de alimentos «não é uma supresa nem resulta de coincidências - constitui, isso sim, o culminar de um conjunto de opções políticas agrícolas (e, mais recentemente, energéticas) que os principais blocos económicos, incluindo a União Europeia (UE), têm vindo a implementar ao longo das últimas décadas. No entanto, em vez de reconhecer as causas e procurar novas estratégias, a agro-indústria portuguesa, em particular a dos alimentos compostos para animais, reclama mais do mesmo: apoios do estado e acesso irrestrito a transgénicos não autorizados na UE.»

MUDANÇAS, PRECISAM-SE
Assim, «de acordo com o princípio da precaução, e assumindo um ponto de vista assente na coerência, defende-se que a política europeia e nacional em matéria de agricultura e alimentação deve ser urgentemente corrigida:
- a importação de carne proveniente de animais alimentados com transgénicos não autorizados para consumo na UE deve ser proibida;
- a aprovação de novos transgénicos deve ser sujeita a uma avaliação de impacto na agricultura tradicional e familiar;
- a meta de incorporação de 10% de biocombustíveis (provenientes de produção agrícola) nos transportes até 2020 deve ser abandonada;
- os apoios à agricultura devem ser dirigidos para o apoio às actividades de diversificação e policultura, maximização da soberania alimentar, redução do consumo de agroquímicos, criação de postos de trabalho e sustentação das comunidades em espaço rural.»
PORTUGAL DEVE COMPETIR NA QUALIDADE E PELA DIVERSIDADE
Conclui-se pela evidência de sustentabilidade económica: «Todas as pequenas regiões têm necessariamente que optar por competir na qualidade e na diversidade e nunca no preço ou na quantidade. Infelizmente, em Portugal, constatamos que frequentemente, e em nome da competitividade, se envereda por estratégias das quais tendem a resultar elevados impactos não só ambientais, mas também sociais e económicos. Estas estratégias comprometem o desenvolvimento sustentável e o respeito pelas gerações futuras.»
A Biorege também está convicta de que «Portugal está num ponto de viragem em que a opção por novas estratégias, ecológicas e competitivas, ainda é possível!». Neste sentido, a agrícultura biológica é uma base consensual minima para as novas estratégias de sustentabilidade ecológica e agrícola sendo, por isso, um importante reduto de defesa da soberania alimentar.
Para ler todo o comunicado da Plataforma Transgénicos Fora, é favor clicar na ligação abaixo:
Publicado por Vitorino às abril 28, 2008 12:46 PM