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Com base em novos estudos, o conselho científico da AEA - Agência Europeia para o Ambiente defendeu no passado dia 10 de Abril de 2008 que a União Europeia (UE) deve suspender a meta dos dez por cento dos biocombustíveis utilizados nos transportes, até 2020.
Segundo a AEA, “o solo arável necessário para a UE conseguir cumprir a meta dos dez por cento excede a área disponível”, pelo que a consequência da intensificação da produção de biocombustíveis é o “aumento das pressões no solo, água e biodiversidade”.

Este conselho consultivo, composto por 20 cientistas independentes de 15 Estados membros, considera que a meta dos dez por cento terá efeitos “difíceis de prever e de controlar”. Por isso aconselha a sua suspensão e a realização de um novo estudo sobre os riscos e benefícios dos biocombustíveis, bem como a “definição de uma meta mais moderada e a longo prazo, se a sustentabilidade não puder ser garantida”.
Segundo o comunicado da AEA, actuamente a produção de biocombustíveis ainda liberta gases com efeito de estufa em quantidades significativas. Além de que “A utilização da biomassa implica a combustão de recursos muito valiosos e finitos”, escrevem os cientistas. “Estes recursos devem ser preservados sempre que possível. Por isso, a utilização da biomassa deve, necessariamente, andar a par e passo com as melhorias na eficiência energética. O que não é o caso para a maioria das aplicações nos sectores automóvel e residencial”.
Desmatamento na Amazónia.
Além de tudo isto, cumprir os dez por cento implica a importação de biocombustíveis. “A destruição acelerada das florestas tropicais devido ao aumento da produção de biocombustíveis já está a acontecer em alguns países em desenvolvimento. A produção sustentável fora da Europa é difícil de conseguir e de monitorizar”.
Adaptado de http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1325403&idCanal=92
Publicado por Vitorino às abril 16, 2008 04:42 PM