*..Página Principal..*..Quem Somos..*..Localização..*..Cooperação..*

« março 2008 | Entrada | maio 2008 »

Mês abril 2008

28 de abril de 2008

Agricultura Ganhará em Cooperar pela Qualidade e Diversidade

diversidadeAgr_AraripeBR.jpg

Em comunicado do passado dia 17 de Abril - Dia Internacional da Luta Camponesa-, a Plataforma Transgénicos Fora e a Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa exigiram políticas agrícolas e energéticas realmente sustentáveis e a defesa da Soberania Alimentar.

Neste comunicado, começa por referir-se que «a crise alimentar que está instalada é consequência das políticas agrícolas que diminuíram drasticamente o número de agricultores e fizeram crer à opinião pública que vivíamos num mundo de abundância e de excedentes agrícolas quando, no nosso país, estamos altamente dependentes de importações alimentares, que já ultrapassam os 80% do consumo

Refere-se ainda que o drama global da escassez e do aumento de preço de alimentos «não é uma supresa nem resulta de coincidências - constitui, isso sim, o culminar de um conjunto de opções políticas agrícolas (e, mais recentemente, energéticas) que os principais blocos económicos, incluindo a União Europeia (UE), têm vindo a implementar ao longo das últimas décadas. No entanto, em vez de reconhecer as causas e procurar novas estratégias, a agro-indústria portuguesa, em particular a dos alimentos compostos para animais, reclama mais do mesmo: apoios do estado e acesso irrestrito a transgénicos não autorizados na UE

semsaida.jpg

MUDANÇAS, PRECISAM-SE

Assim, «de acordo com o princípio da precaução, e assumindo um ponto de vista assente na coerência, defende-se que a política europeia e nacional em matéria de agricultura e alimentação deve ser urgentemente corrigida:

- a importação de carne proveniente de animais alimentados com transgénicos não autorizados para consumo na UE deve ser proibida;
- a aprovação de novos transgénicos deve ser sujeita a uma avaliação de impacto na agricultura tradicional e familiar;
- a meta de incorporação de 10% de biocombustíveis (provenientes de produção agrícola) nos transportes até 2020 deve ser abandonada;
- os apoios à agricultura devem ser dirigidos para o apoio às actividades de diversificação e policultura, maximização da soberania alimentar, redução do consumo de agroquímicos, criação de postos de trabalho e sustentação das comunidades em espaço rural


PORTUGAL DEVE COMPETIR NA QUALIDADE E PELA DIVERSIDADE

Conclui-se pela evidência de sustentabilidade económica: «Todas as pequenas regiões têm necessariamente que optar por competir na qualidade e na diversidade e nunca no preço ou na quantidade. Infelizmente, em Portugal, constatamos que frequentemente, e em nome da competitividade, se envereda por estratégias das quais tendem a resultar elevados impactos não só ambientais, mas também sociais e económicos. Estas estratégias comprometem o desenvolvimento sustentável e o respeito pelas gerações futuras.»

A Biorege também está convicta de que «Portugal está num ponto de viragem em que a opção por novas estratégias, ecológicas e competitivas, ainda é possível!». Neste sentido, a agrícultura biológica é uma base consensual minima para as novas estratégias de sustentabilidade ecológica e agrícola sendo, por isso, um importante reduto de defesa da soberania alimentar.

Para ler todo o comunicado da Plataforma Transgénicos Fora, é favor clicar na ligação abaixo:

Download file

Publicado por Vitorino às 12:46 PM na secção Notícias | Comentários (0)


23 de abril de 2008

Postal para Stravos Dimas

Em Outubro de 2007, o Comissário Europeu do Ambiente, Stravos Dimas, propôs aos restantes comissários europeus que fosse chumbado o pedido de cultivo de dois tipos de milho transgénico (Bt-11 e 1507) devido às evidências científicas quanto ao seu impacto ambiental negativo. A Biorege fez eco dessa posição através do seu blogue.
 
Mas o sentimento maioritário na Comissão Europeia é pró-OGM (ao contrário do sentimento maioritário entre os cidadãos europeus, vá-se lá saber porquê...), e a decisão final foi adiada duas vezes por falta de consenso. Entretanto, a Greenpeace liderou uma campanha de apoio que recolheu mais de 130.000 emails em cerca de um mês.
terra_verde.png
AGORA, em Abril de 2008, o presidente da Comissão pediu ao Comissário Dimas para retirar a sua proposta de rejeição e pedir novo parecer à Autiridade Europeia de Segurança Alimentar (AESA), que nunca viu nenhum OGM de que não gostasse... para tentar tirar legitimidade à proposta do Comissário Dimas.

ACÇÃO: pedimos-lhe, para arranjar um postal ilustrado a seu gosto (não servem emails! Pois é... desses de papel, à antiga ou “à turista”!...), para escrever no postal a sua mensagem (por favor, não se esqueça de indicar o local e a data, e de assinar), coloque a franquia adequada e envie-o para:
 
Commissioner Stravos Dimas
European Commission
Rue de la Loi 200
1040 Brussels
BÉLGICA
 
A mensagem pode ser muito simples, e pode ser escrita em português, francês ou inglês. Basta dizer algo como "Força, por uma Europa sem OGM!" ou "Obrigado por proteger a agricultura dos OGM". O mais importante é que o Comissário Dimas sinta o seu apoio, e que a Comissão sinta a pressão pública através dos sacos cheios de correio levados por Stravos Dimas para as reuniões: é uma bela demonstração visual do apoio dos cidadãos! Mãos à obra!


Pode ver exemplos de postais já enviados em http://www.greenpeace.org/international/campaigns/genetic-engineering/solidarity-send-commissioner.

Publicado por Vitorino às 11:52 AM na secção Iniciativas | Comentários (0)


18 de abril de 2008


Publicado por Vitorino às 10:55 AM na secção Notícias | Comentários (0)


OGMs: fome de lucro sem ética.

Terminator.jpg
Alegoria das sementes transgénicas “terminator


A ideia que os trangénicos são a solução para a fome do mundo é, infelizmente, demasiado frequente, até na boca de quem tem informação para não o fazer.

Felizmente o discurso inverso já também já tem alguns anos. Há quase cinco anos, o director da FAO - Jaques Diouf - afirmou que a fome é um problema de vontade política política. Os OGMs podem trazer muita coisa (boa e má) ao mundo, mas a vontade política para acabar com a fome não é uma delas certamente.

logo-foodfirst.png

A ligação abaixo leva ao resumo (em língua inglesa) do livo 12 mitos acerca da fome, incluído na página web da Food First, uma ONG internacional dedicada aos problemas da fome. Os mitos 1 e 5 desse livro referem-se precisamente aos trangénicos.

http://www.foodfirst.org/pubs/backgrdrs/1998/s98v5n3.html

Publicado por Vitorino às 10:51 AM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


“A colheita de mêdo da Monsanto”

Um artigo recente de Donald Bartlet e James Steele publicado na Vanity Fair sob o título “A colheita de mêdo da Monsanto”, aborda a multinacional Monsanto que, além de dominar a cadeia alimentar norte-americana com as suas sementes geneticamente modificadas (OGM), está agora a lançar-se na produção leiteira. Pode ler-se nesse artigo que “Tão assustadoras como as tácticas da corporação – ferozes batalhas legais contra pequenos agricultores – é a sua história de décadas de contaminação tóxica”.

Para ler todo o artigo (em língua inglesa) é favor aceder a http://www.vanityfair.com/politics/features/2008/05/monsanto200805

Publicado por Vitorino às 10:15 AM na secção Notícias | Comentários (0)


16 de abril de 2008

Conselho científico da AEA defende suspensão da meta da UE para agrocombustíveis

Com base em novos estudos, o conselho científico da AEA - Agência Europeia para o Ambiente defendeu no passado dia 10 de Abril de 2008 que a União Europeia (UE) deve suspender a meta dos dez por cento dos biocombustíveis utilizados nos transportes, até 2020.

Segundo a AEA, “o solo arável necessário para a UE conseguir cumprir a meta dos dez por cento excede a área disponível”, pelo que a consequência da intensificação da produção de biocombustíveis é o “aumento das pressões no solo, água e biodiversidade”.

Agrofuel.jpg

Este conselho consultivo, composto por 20 cientistas independentes de 15 Estados membros, considera que a meta dos dez por cento terá efeitos “difíceis de prever e de controlar”. Por isso aconselha a sua suspensão e a realização de um novo estudo sobre os riscos e benefícios dos biocombustíveis, bem como a “definição de uma meta mais moderada e a longo prazo, se a sustentabilidade não puder ser garantida”.

Segundo o comunicado da AEA, actuamente a produção de biocombustíveis ainda liberta gases com efeito de estufa em quantidades significativas. Além de que “A utilização da biomassa implica a combustão de recursos muito valiosos e finitos”, escrevem os cientistas. “Estes recursos devem ser preservados sempre que possível. Por isso, a utilização da biomassa deve, necessariamente, andar a par e passo com as melhorias na eficiência energética. O que não é o caso para a maioria das aplicações nos sectores automóvel e residencial”.

desmatamento_Amazonia.jpg Desmatamento na Amazónia.

Além de tudo isto, cumprir os dez por cento implica a importação de biocombustíveis. “A destruição acelerada das florestas tropicais devido ao aumento da produção de biocombustíveis já está a acontecer em alguns países em desenvolvimento. A produção sustentável fora da Europa é difícil de conseguir e de monitorizar”.

Adaptado de http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1325403&idCanal=92

Publicado por Vitorino às 04:42 PM na secção Notícias | Comentários (0)


Segurança alimentar e consumo responsável

Maria-Manuel Valagão, investigadora do INRB - Instituto Nacional de Recursos Biológicos, em Lisboa, tem uma interessante reflexão sobre a segurança alimentar e o consumo responsável dos cidadãos na plataforma Pluridoc.

criancas_comem_as_cegas.jpg

No texto referido, a autora debate em particular: a abrangência do conceito de segurança alimentar ("de que segurança alimentar falamos?"), a percepção dos riscos alimentares e ambientais por parte dos consumidores, e o papel da segurança alimentar na educação para a co-responsabilidade (enquanto ponto de partida para uma cidadania exigente).

Img_Logo_pluridoc.gif

Se estiver interessada/o, poderá descarregar gratuitamente em http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx\?Module=Files/FileDescription&ID=1720&lang=pt o documento "Segurança Alimentar e Consumo Responsável, um novo desafio", e aproveitar para explorar os outros recursos do portal Pluridoc, “uma plataforma comunitária de alojamento, pesquisa, e download de documentos técnicos de qualquer área temática, mas excluindo explicitamente documentos de conteúdo ilegal, violento, xenófobo e/ou pornográfico”.

Publicado por Vitorino às 04:34 PM na secção Formação | Comentários (0)


14 de abril de 2008

Teste sumário aos agrocombustíveis

Pergunta / [Resposta]

agrocombustibles-bomba.jpg

1. Os agrocombustíveis (o que alguns chamam biocombustíveis) contribuem para atenuar a mudança climática ? [Não]

2. A produção de agrocombustíveis esgota os recursos naturais e degrada a biodiversidade ? [Sim]

3. A estrutura produtiva dos agrocimbustíveis ameaça a segurança alimentar ? [Sim]

4. Existe alguma relação entre a monocultura de agrocombustíveis e as violações dos direitos humanos ? [Sim]

5. Os agrocombustíveis são um instrumento promocional das sementes geneticamente modificadas ? [Sim]

6. Existem alternativas aos agrocombustíveis ? [Sim]

Este teste foi retirado de http://eyfa.org/newsletter/on_agrofuels (onde se pode ler o desenvolvimento, em língua inglesa, das questões que aborda, e encontrar ligações para mais informação sobre o assunto). Ver mais informação também no blog da Biorege e em www.stopogm.net

Publicado por Vitorino às 07:12 PM na secção Diversos | Comentários (0)


Biorege já tem OLEÃO

recicle.gif

Dando continuidade à colaboração que a Biorege tem vindo a desenvolver com algumas instituições ligadas á protecção do meio ambiente, informamos que já instalámos na nossa loja um "OLEÃO", ou seja, um ponto de recolha de óleos alimentares usados.

A direcção da Biorege convida todos os seus associados, amigos e vizinhos a depositarem o seu óleo usado no nosso OLEÃO, para também dessa forma evitamos a poluição da água e dos sistemas de saneamento, fazendo com que o nosso concelho seja cada vez mais verde.

oleao.gif

Sabia que…

> Os óleos alimentares usados, tal como os óleos de automóveis usados, quando depositados em locais indevidos (rede de esgotos, solo, meio hídrico) são um foco de contaminação e poluição ?

> 1 litro de óleo usado pode contaminar 1.000.000 l de água (o equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos) ?

Publicado por Vitorino às 07:06 PM na secção Iniciativas | Comentários (0)


05 de abril de 2008

Açores: qualidade alimentar e equilíbrio ecológico... ou OGMs ?

Segundo a edição online do "Correio dos Açores" de 28 de Março de 2008 (artigo de João Paz “Cereais transgénicos dividem Governo e Lavoura”, em http://www.correiodosacores.net/view.php?id=6808), “A proibição, pela União Europeia, da importação de alguns cereais geneticamente manipulados, que estão a preços baixos no mercado internacional, gera desentendimento entre governo dos Açores e Associação Agrícola de São Miguel”.

pastagens_IlhaSMiguel_Acores.jpg
(Pastagens na Ilha de S. Miguel, Açores)

Jorge Rita, presidente da Associação Agrícola de São Miguel, considera “uma hipocrisia que a União Europeia proíba a comercialização de alguns cereais geneticamente modificados que estão a preços competitivos no mercado internacional e, em simultâneo, permita a entrada no mercado europeu de carnes de bovino e aves dos Estados Unidos, Argentina e Brasil que tiveram na sua cadeia alimentar os alimentos geneticamente manipulados“, com o que concordamos inteiramente. Contudo, não podemos concordar com as conclusões a que chega Jorge Rita sobre as medidas a tomar para acabar com essa hipocrisia.

De facto, “importar cereais mais baratos, [geneticamente modificados] utilizados na cadeia alimentar dos Estados Unidos”, como defende Jorge Rita, parece-nos ser a opção por imitar os dominantes, a solução aparentemente mais fácil e imediata.

Vacas_terceirenses.jpg

É verdade que “os aumentos de preços dos cereais a nível internacional trouxeram muitos constrangimentos quer à agricultura, quer à sociedade com o inevitável aumento dos custos de produção e subida dos preços dos produtos alimentares da alimentação”, mas optar pelos transgénicos não resolverá estes problemas e criará muitos outros. A solução passará, quanto a nós, por fortalecer a corrente de países e regiões (também em Portugal) que se tornam livres de transgénicos, e recusar a crescente utilização de cereais e outras plantas para produzir agrocombustíveis, à custa de enormes aumentos de preços e de consequências ambientais inaceitáveis.

Numa análise esclarecida e corajosa veículada pelo referido artigo do Correio dos Açores, Noé Rodrigues, Secretário Regional da Agricultura e Florestas, diz que “entre a opção de adoptar formas de pressão para obter autorização de importação de cereais geneticamente manipulados até agora proibidos e, por esta via, competir no mercado e a de manter incólume a imagem dos Açores enquanto Região com uma produção agrícola de qualidade e ambientalmente sustentável, o governo regional defende esta última forma de estar no mercado apesar dos inconvenientes em termos de custos e, consequentemente, de preços finais dos produtos."

selo_reg_auton_Acores.gif
(Selo da R.A. Açores)

Sabendo que a qualidade do alimento dos animais se reflectirá na qualidade da carne deles proveniente para consumo humano, “Noé Rodrigues reconhece que o governo opta pela via em que o alimento animal é mais caro, reduzindo, assim, margens de competitividade. Mas, diz, é uma opção clara pela qualidade, pela diferenciação, pelo equilíbrio ambiental e pela certificação do produto. Com isso afirma estamos a ganhar oportunidades no mercado. Espreitar outros vectores comerciais que não os da massificação e da economia de escala. Porque, aliás, não temos dimensão nenhuma para termos economia de escala, realça o governante. Nesta óptica, conclui, não faz muito sentido estarmos aqui a dar vivas aos organismos geneticamente modificados pensando que vamos ser os maiores na comercialização de produtos.” (sublinhados nossos)

Talvez a competição com futuro - diremos nós - tenha de ser feita com produtos ecologicamente “puros” (a qualidade que os consumidores procuram nos produtos açoreanos) e talvez as cooperativas tenham também esse serviço a prestar aos seus associados, em São Miguel e não só...

Publicado por Vitorino às 10:39 AM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


Roménia proíbe cultivo de milho transgénico

GMOfreeEurope.gif

A Roménia, o maior produtor de milho da Europa – cerca de 3 milhões de hectares por ano -, anunciou no final de Março a proibição do cultivo de milho transgénico MON810, a única variedade autorizada para cultivo na União Europeia.

Após o anúncio do ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Roménia tornou-se assim no 8º país europeu a proibir o cultivo de transgénicos no seu território, seguindo os passos da França, Hungria, Itália, Áustria, Grécia, Suíça e Polónia. O maior produtor de milho da Europa irá tornar-se livre de transgénicos.

A proibição de OGM (organismos geneticamente modificados) na Roménia representa uma poderosa crítica a esta tecnologa perigosa, que não deveria ser tolerada na Europa. Por isso, a Biorege continua a defender a protecção dos agricultores e consumidores europeus, e do ambiente, através da proibição do cultivo de OGM em todo o território europeu, na esteira do defendido pela Plataforma Transgénicos Fora e por muitas outras organizações em Portugal e por todo o mundo, em particular pela Greenpeace International.

Para mais informações sobre esta notícia, é favor aceder a http://gaia.org.pt/node/14346

Publicado por Vitorino às 10:30 AM na secção Notícias | Comentários (0)


04 de abril de 2008

Importação de cereais transgénicos não acaba com ruptura de stocks

Na sequência da recente alegação do grupo Valouro – o maior produtor nacional de rações animais, que também produz óleo de soja geneticamente modificada para consumo humano – de que poderia dar-se uma eventual ruptura no fabrico dos seus produtos caso a União Europeia não aprovasse a importação de cereais feitos com as novas variedades de OGM, a Plataforma Transgénicos Fora já veio esclarecer que a importação de cereais geneticamente modificados, solicitada pela Valouro não resolve o problema da ruptura de stocks que se regista em todo o mundo.

armazem_cereais.jpg

De facto, a ligação entre a Valouro, os cereais transgénicos e os agrocombustíveis parece tornar-se cada vez mais evidente. Em 2007, a Valouro colocou em funcionamento uma unidade de produção de agrocombustíveis com capacidade de produção de 100 mil toneladas por ano (ver em http://www.biodieselbr.com/noticias/biodiesel/mercado-biocombustiveis-gera-330-milhoes-investimento-17-01-07.htm e em http://www.frenteoeste.com/modules.php?name=News&file=article&sid=3230). Agora, perante o aumento da procura global e a subida de preços de cereais, querem forçar as importações de novas variedades geneticamente modificadas.

A responsabilidade pela crescente procura de cereais para agrocombustíveis não é exclusivamente da iniciativa privada. Pelo contrário, tem sido fortemente apoiada pela meta comunitária para alcançar 10% de biocombustíveis em 2020 e por incentivos nacionais à produção destes cultivos e das suas unidades de produção.

espanta.png

«Reconheço que existem problemas ao nível mundial com a subida de preço dos cereais e que começa a haver competição entre encher o prato ou o depósito [com os cereais agora usados para produzir agrocombustíveis]. Mas esses problemas de fornecimento também existem nos países onde são autorizados todos os OGM (organismos geneticamente modificados)», afirmou à Agência Lusa a Professora Margarida Silva, coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora. Mas «o problema da ruptura dos stocks tem a ver com o desvio dos cereais para os biocombustíveis, nada tem a ver com os OGM. A autorização de novas variedades de OGM em nada resolve o problema», adiantou.

Publicado por Vitorino às 06:20 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


Incompatibilidades alimentares

alimentacao1.jpg

Na sequência das “dicas práticas” já publicadas, vimos desenvolver um pouco mais o tema das incompatibilidades.

As incompatibilidades alimentares (in + compatível = não compatível) são conflitos bioquímicos que resultam da ingestão de certos alimentos na mesma refeição.

Um exemplo clássico de incompatibilidade alimentar é o da digestão das proteínas, sobretudo a de origem animal, que ocorre pela ação de enzimas que atuam num meio ácido enquanto os alimentos ricos em amido (batatas, massas, cereais, etc) exigem um meio alcalino. Quando ingeridos conjuntamente, ocorre a neutralização da acidez. Isso impede a digestão completa das proteínas e gera resíduos tóxicos no organismo. Por isso se aconselha a não ingerir simultaneamente hidratos de carbono e proteína animal.

Indicam−se de seguida algumas regras cuja observação poderá evitar digestões lentas, transtornos gastrointestinais, sonolência, dores de cabeça, azia e intoxicações do sangue e do tecido celular.

frutos.jpg

ALGUMAS REGRAS relativas a Incompatibilidades Alimentares

Proteína OU amiláceos (alimentos ricos em amido)

Os dois juntos, é de evitar, pelo que já se disse antes.

Frutas com verduras NÃO !

As frutas não ligam bem com as verduras, porque os ácidos das frutas impedem a absorção dos sais minerais das verduras. As frutas deverão ser consumidas isoladamente, de preferência antes das refeições.

Frutas doces e outros doces com gorduras e oleaginosas: cuidado com o fígado !

As frutas doces (frescas e secas) e outros alimentos açucarados (bolos, compotas e mel, por exemplo) não combinam bem com as gorduras (azeite, óleos, manteiga, etc.) nem com as oleaginosas (amêndoas, avelãs, nozes, pinhões...) porque os acúcares, ao misturarem−se com as gorduras, provocam uma fermentação alcoólica que atinge o fígado, podendo provocar dores de cabeça.
Algumas frutas doces (ou não-ácidas): banana (fresca e seca), figo (fresco e seco), maçã branca, mamão, tâmara, cana-de-açúcar; frutas hídricas: melancia e melão.

Frutas ácidas VERSUS amiláceos

As frutas ácidas não devem misturar-se com alimentos farináceos ou ricos em amido (com digestão alcalina), porque os ácidos das frutas impedem o desdobramento do amido em maltose e glicose e, ao provocar a permanência dos alimentos no intestino mais tempo do que o necessário, provoca aumento das fermentações intestinais.
Algumas frutas ácidas: abacaxi, ameixa fresca, acerola, caju, cidra, damasco, framboesa, laranja, llimão, maçã Fuji, maçã verde, marmelo, romã, tangerina, tomate, lima.
Algumas frutas semi-ácidas: ameixa (fresca ou seca), cereja, diospiro, goiaba, maçã, manga, maracujá, morango, nêspera, pera, pessego, uva.

Leite com clara de ovo NÃO !

O leite provoca uma menor secreção do suco gástrico, pelo que dificulta a digestão estomacal da gema do ovo (não da clara) e de outras proteínas (carne e peixe).

Feculentos com farináceos NÃO !

Os alimentos feculentos (batatas, inhame e mandioca, por exemplo) não devem misturar-se com os farináceos (pão, arroz, massa, etc.) porque têm tempos de digestão diferentes; a ingestão conjunta provocará maiores fermentações intestinais tóxicas.

TABELA DE COMBINAÇÕES ALIMENTARES

Na ligação abaixo pode aceder a uma tabela onde se sugerem diferentes níveis de compatibilidade alimentar, para facilitar as combinações de alimentos na mesma refeição: http://www.paulasoveral.net/receitas/quadro-compatibilidades.html

PARA SABER MAIS::

http://www.psiquiatrianutricional.com.br/adicional/ralimentar1.htm

http://www.caferomano.org/qualivida/alimentacao/cyro1.html#Combinacoes

http://www.escola-amor.com.br/artigos/a3.php

http://www.medicinaealimentacao.com/?id=5&INCOMPATIBILIDADE-vs-COMPATIBILIDADE-ALIMENTAR

http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2001/vivamelhor/

http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=1506&Itemid=127

http://www.comidaviva.com/

http://www.helenismos.com/naturismo/001_sistemas-alimentares/combinacao-alimentos.html

Publicado por Vitorino às 06:04 PM na secção Outros alimentos saudáveis | Comentários (0)


O cultivo de OGM é incompatível com as actividades turísticas

Pelo interesse da análise e por constituir uma nova perspectiva sobre os perigos associados às plantações de transgénicos em céu aberto, transcreve-se o seguinte trecho de um artigo de Gualter Baptista intitulado “Cultivos experimentais de OGM: um repelente para os turistas”:

turismo_rural.jpg

Os mesmos efeitos de risco, incerteza e indeterminação perante os produtos da engenharia genética fazem com que esta tecnologia possa ter repercussões muito graves ao nível sócio-económico. Gostaria de focar em particular nos potenciais efeitos negativos sobre o turismo..
Segundo dados da Direcção Geral do Turismo e do Instituto Nacional de Estatística,
«o sector do turismo é um dos mais importantes da economia portuguesa, representando cerca de 11% do PIB. O aumento do número de turistas e a importância estratégica deste sector, traduzida nas receitas que proporciona, na mão-de-obra que ocupa e no efeito multiplicador que induz em várias áreas, podem contribuir positivamente para reforçar a imagem externa de Portugal, para a valorização do património cultural e natural do País, bem como a melhoria da qualidade de vida dos Portugueses» [6]. As receitas do turismo ascenderam a cerca a 6600 milhões de euros em 2006, segundo dados do Banco de Portugal [6].
A libertação deliberada de organismos geneticamente modificados no ambiente, seja para fins experimentais ou para cultivo comercial, constitui um aspecto de despromoção do potencial turístico de Portugal aos olhos de uma parte significativa dos europeus que visitam o país. Este dado torna-se ainda mais relevante quando um dos grandes factores de promoção turística do país é a cultura gastronómica. Aqui podemos incluir como elementos de risco, sujeitos a contaminação, o mel ou a broa de milho. Tal risco não se materializa exclusivamente em análises de campo, pois depende largamente da percepção que os visitantes têm dos produtos e da sua percepção do risco de contaminação (e não exclusivamente da contaminação real, já em si difícil de analisar e, até ao momento, ausente de qualquer monitorização ou controlo no território português).
Os principais países de origem dos turistas são o Reino Unido (29,2%) e a Alemanha (15,2%). Estes países são dos que têm tido mais mobilizações contra o cultivo de transgénicos por parte da sociedade civil. A taxa de rejeição desta tecnologia na agricultura atinge os 79% na Alemanha e os 70% no Reino Unido. Simultaneamente, verifica-se uma elevada tendência de diminuição dos apoiantes da comercialização de alimentos geneticamente modificados entre 2002 e 2005
.”

indigea_logo.png

Para ler o artigo completo, é favor aceder a http://ingenea.pegada.net/?p=23

Publicado por Vitorino às 05:51 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


Conhecer e usar as plantas medicinais

AtelierPlantas_AbrMai2008.jpg

Publicado por Vitorino às 05:35 PM na secção Formação | Comentários (0)


AGRICULTORES FAZEM QUEIXA: milho biológico com traços de OGM

Dois agricultores franceses anunciaram recentemente numa conferência de imprensa em Villiers-en-Plaine (Deux Sèvres) que decidiram apresentar queixa contra o Estado no Tribunal Administrativo de Poitiers para denunciar a contaminação do seu campo de milho biológico por milho geneticamente modificado (OGM).

milho_maoscheias.jpg

O milho contaminado encontra-se numa parcela de um hectare em Echiré (Deux Sèvres) pertencente a Christian Veillat e ao seu filho Julien e situada a mais de 25 km da primeira parcela de milho OGM oficialmente cultivada no sector.

Serge Morin, vice-presidente da Região Poitu-Charentes, disse à imprensa que para se verificar esta situação ou a polinização se propaga a mais de 25 km e isso demonstra um risco real ou há neste sector agricultores que cultivam OGMs sem os declarar.

De qualquer forma, “É a prova que os organismos geneticamente modificados são incontroláveis”, acrescentou Julien Veillat, que estima em 1200 euros o prejuízo causado porque a sua produção do milho biológico destinado ao consumo humano foi desclassificada e orientada para a produção convencional de rações animais (!...).

Segundo o agricultor, a análise antes da colheita detectou a presença de OGM oriundo do MON810 inferior a 0,9 % e as contraprovas confirmaram o primeiro resultado.

A cooperativa da tutela, Cooperativa Regional da Agricultura Biológica (CORAB) decidiu constituir-se como parte civil, assim com o Conselho Regional Poitou-Charentes.

O Sr. Morin afirmou: “queremos que os responsáveis sejam condenados pois os agricultores foram prejudicados no seu trabalho e desejamos defender a imagem de excelência ambiental da região".

Georges Castiel, médico e porta-voz da associação Vigilância OGM, de Poitou-Charentes, entende que este caso “é um que fará escola”: “Vê-se os limites do projecto de lei discutido na assembleia. Não é possível a coexistência das duas culturas”, afirmou.

Fonte: NIORT (01.04.2008)

Publicado por Vitorino às 05:26 PM na secção Notícias | Comentários (0)



Contacte-nos por e-mail