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Pelo interesse da análise e por constituir uma nova perspectiva sobre os perigos associados às plantações de transgénicos em céu aberto, transcreve-se o seguinte trecho de um artigo de Gualter Baptista intitulado “Cultivos experimentais de OGM: um repelente para os turistas”:

“Os mesmos efeitos de risco, incerteza e indeterminação perante os produtos da engenharia genética fazem com que esta tecnologia possa ter repercussões muito graves ao nível sócio-económico. Gostaria de focar em particular nos potenciais efeitos negativos sobre o turismo..
Segundo dados da Direcção Geral do Turismo e do Instituto Nacional de Estatística, «o sector do turismo é um dos mais importantes da economia portuguesa, representando cerca de 11% do PIB. O aumento do número de turistas e a importância estratégica deste sector, traduzida nas receitas que proporciona, na mão-de-obra que ocupa e no efeito multiplicador que induz em várias áreas, podem contribuir positivamente para reforçar a imagem externa de Portugal, para a valorização do património cultural e natural do País, bem como a melhoria da qualidade de vida dos Portugueses» [6]. As receitas do turismo ascenderam a cerca a 6600 milhões de euros em 2006, segundo dados do Banco de Portugal [6].
A libertação deliberada de organismos geneticamente modificados no ambiente, seja para fins experimentais ou para cultivo comercial, constitui um aspecto de despromoção do potencial turístico de Portugal aos olhos de uma parte significativa dos europeus que visitam o país. Este dado torna-se ainda mais relevante quando um dos grandes factores de promoção turística do país é a cultura gastronómica. Aqui podemos incluir como elementos de risco, sujeitos a contaminação, o mel ou a broa de milho. Tal risco não se materializa exclusivamente em análises de campo, pois depende largamente da percepção que os visitantes têm dos produtos e da sua percepção do risco de contaminação (e não exclusivamente da contaminação real, já em si difícil de analisar e, até ao momento, ausente de qualquer monitorização ou controlo no território português).
Os principais países de origem dos turistas são o Reino Unido (29,2%) e a Alemanha (15,2%). Estes países são dos que têm tido mais mobilizações contra o cultivo de transgénicos por parte da sociedade civil. A taxa de rejeição desta tecnologia na agricultura atinge os 79% na Alemanha e os 70% no Reino Unido. Simultaneamente, verifica-se uma elevada tendência de diminuição dos apoiantes da comercialização de alimentos geneticamente modificados entre 2002 e 2005.”

Para ler o artigo completo, é favor aceder a http://ingenea.pegada.net/?p=23
Publicado por Vitorino às abril 4, 2008 05:51 PM