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Mês junho 2008

30 de junho de 2008

400 especialistas mundiais ARRASAM os OGM

IAASTDLogo.png

O equivalente agrícola do IPCC ̶ o painel internacional sobre alterações climáticas, que ganhou o Prémio Nobel da Paz ̶ chama-se IAASTD (International Assessment of Agricultural Science and Technology for Development); e foi esse painel internacional sobre agricultura que durante quatro anos envolveu cerca de 400 dos maiores especialistas de todo o mundo num processo liderado por um alto funcionário do governo britânico, a pedido do Banco Mundial, FAO e Organização Mundial de Saúde, entre outros.

Em Abril de 2008 o IAASTD publicou o seu relatório cujo objectivo era clarificar qual o futuro papel da agricultura e do conhecimento e tecnologias agrícolas face aos objectivos mundiais de redução da fome e pobreza, melhoria da vida rural e facilitação de um desenvolvimento ambiental, social e economicamente equilibrado. É a primeira vez que as instituições internacionais desenvolvem tal esforço de visão global e perspectivação do que deve ser a evolução da agricultura face aos desafios da Humanidade.

Em relação aos OGM o relatório do IAASTD - que já foi ratificado por mais de 60 governos - considera-os incompatíveis com os métodos ecológicos e a produção de pequena escala, sendo que estes últimos oferecem as melhores hipóteses de solução integrada e devem ser objecto do máximo investimento por parte de países e agricultores.

In http://www.stopogm.net/?q=node/349

Publicado por Vitorino às 02:52 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


10 de junho de 2008

Autorizados ensaios de milho OGM a céu aberto em Portugal

 OGMilho.jpg
Através da Agência Portuguesa do Ambiente, o Ministério do Ambiente acaba de autorizar a realização de ensaios experimentais com milho geneticamente modificado (dos tipos 98140 e GA21) solicitados pelas empresas Pioneer e Syngenta para Monforte e Ferreira do Alentejo. O terreno experimental de Monforte localiza-se numa área classificada pertencente à Rede Natura 2000...

Com estas autorizações o Ministério do Ambiente mostra que dá mais importância aos interesses comerciais de duas grandes multinacionais da engenharia genética do que à protecção da saúde e do ambiente portugueses. Porque será?

Pode ler o comunicado de imprensa da Plataforma Transgénicos Fora, de 09.06.2008, sobre esta decisão governamental no ficheiro anexo: Download file

Publicado por Vitorino às 11:37 PM na secção Notícias | Comentários (0)


“O mundo não está à venda!”

No passado dia 3 de Junho, 237 organizações não governamentais, sindicatos e movimentos sociais de 50 países – entre os quais a Action Aid International, a Africa Trade Network, a Asian Peasant Coalition, a Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo e o Oakland Institute – enviaram uma carta ao Director-geral da da OMC - Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, que manifestou vontade de concluir a Ronda de Doha como “solução para a crise alimentar”.

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Afirma-se nessa carta [1] que “as negociações comerciais da Ronda de Doha não abordam os principais desafios com que se defronta o sistema alimentar mundial, entre os quais se incluem as mudanças climáticas, o esgotamento dos recursos naturais, a quadruplicação do preço do petróleo, a falta de concorrência nos mercados mundiais de produtos essenciais, a especulação financeira e a expansão acelerada da produção de agrocombustíveis.”

Mais á frente, afirma-se que “a incapacidade para enfrentar a actual crise alimentar é uma manifestação do fracasso de três décadas de desregulação dos mercados agrícolas. Nem a Ronda de Doha da OMC, nem outros tratados de comércio livre bilaterais e regionais que actualmente se estão a negociar poderão resolver a crise alimentar, porque a liberalização do comércio minou a capacidade de um grande número de países para terem autonomia alimentar”.

As organizações subscritoras desta carta dirigida a Pascal Lamy reivindicam, nomeadamente:

1. Políticas que aumentem a soberania alimentar, estimulem os mercados locais e apoiem a agricultura biológica em pequena escala.

2. Políticas e acções destinadas a prevenir as crises alimentares e a garantir aos pequenos produtores rurais rendimentos estáveis, seguros e justos.

3. Os governos devem criar redes de segurança e sistemas públicos de distribuição de alimentos.

4. Uma reforma do sistema de ajuda alimentar para que se comprem alimentos produzidos localmente.

5. A não liberalização do comércio.

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Na mesma data, enquanto os Governos se reuniam em Roma na cimeira sobre segurança alimentar, sob os auspícios da FAO, cerca de 800 organizações de todo o mundo, impulsionadas pela Via Campesina e pelo Comité Internacional de Planificação para a Soberania Alimentar subscreveram a >“Declaração da sociedade civil sobre a emergência alimentar mundial: Que não se repitam os erros de sempre!”. Na referida carta, declara-se o “Estado de Emergência dos Povos pela actual crise de alimentos”. [2]

Nessa declaração, apela-se ao Conselho para os Direitos Humanos da ONU e ao Tribunal Internacional de Justiça para que investiguem as responsabilidades nas violações do Direito à alimentação. Pede-se o fim imediato do aumento dos cultivos para a produção industrial de agrocombustíveis. Reclama-se a criação de uma Comissão da ONU para a Produção Alimentar, o Consumo o Comércio, com a participação dos pequenos produtores e dos consumidores marginalizados.

Pensamos que o Direito à Comida está acima dos acordos comerciais e de outras políticas internacionais. Na actual emergência alimentar, as negociações mercantis relacionadas com a comida e a agricultura devem interromper-se”, afirma a declaração. Terminando com a recusa dos modelos da Revolução Verde, e a aposta na participação da sociedade civil na definição de uma estratégia integral para responder às mudanças climáticas.
Notas:
[1] A carta com as assinaturas está disponível em: http://www.oaklandinstitute.org
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[2] A carta com as assinaturas está disponível em: www.nyeleni.eu/foodemergency a declaração também pode ser consultada em http://www.viacampesina.org/main_en/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1
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Publicado por Vitorino às 11:28 PM na secção Notícias | Comentários (0)


A FAO, o produtivismo e os agrocombustíveis para o meu automóvel

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Pelo seu interesse, chamamos aqui a atenção para um artigo de Gualter Baptista datado de 3 de Junho de 2008:

Num discurso totalmente anacrónico, o Secretário-Geral da ONU anunciou hoje, na abertura da cimeira sobre segurança alimentar que decorre em Roma, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que a solução para a crise alimentar global passa por um aumento da produção de alimentos. Como se pode ler no artigo do Público [in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1331014&idCanal=62], «a comunidade internacional deve apoiar os países que estão a ajudar os seus agricultores fornecendo-lhes sementes e fertilizantes, os dois factores de produção que mais repercutiram o aumento do preço do petróleo».
Este discurso assente na lógica produtivista apresenta dois problemas essenciais: por um lado não leva em consideração os principais factores de aumento dos preços dos alimentos; por outro lado promove uma solução baseada na produtividade e no apoio por “países desenvolvidos” que pode agravar o problema da fome e da subsistência das populações do Sul.

Para ler o artigo é favor aceder a http://ingenea.pegada.net/?p=26

Publicado por Vitorino às 10:36 PM na secção Opinião | Comentários (0)



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