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04 de julho de 2008

Risco consensual, escolhas opostas

Sobre os OGM (plantas ou organismos geneticamente modificados) há pelo menos consenso quanto a um aspecto: a sua disseminação na Natureza é incontrolável!

Por isso, deve-se seguir o princípio da precaução e esperar por consensos científicos mais alargados, dizem muitos (entre os quais nos encontramos), para não nos vermos futuramente confrontados com eventuais catástrofes em vidas humanas ou ecológicas.

Há que correr o risco, porque... dizem outros. Porquê? Quem fica a ganhar com isso? Quem se responsabilizará por eventuais catástrofes?

VOTEMOS COM AS NOSSAS OPÇÕES DE COMPRA

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Num mundo dominado pelo consumo de mercadorias, em que as vantagens financeiras comandam geralmente a produção, o comércio e as decisões dos poderes que governam as instituições económicas (instituições essas que, por regra, desprezam a participação dos cidadãos nas decisões e desvalorizam os valores morais e a justiça social), há que perguntar: quem ganha com os OGM´s?
Na nossa secção “Sobre os transgénicos” informamos sobre os perigos dos ogm's. As multinacionais que os produzem não desistem de os vender, compreende-se porquê... Mas porque será que agora a Comissão Europeia lhes quer facilitar o negócio?

Porque será que se ocultam e desprezam os gigantescos perigos da disseminação de plantas e animais geneticamente manipulados no ambiente? Porquê atacar o princípio da precaução nesta matéria tão importante? Porque será que há quem prescinda de testes científicos incontestáveis e se sirva da manipulação da comunicação social para intoxicar a vontade maioritária dos europeus, contrária aos alimentos geneticamente modificados? Em nome de que interesses se pode fazer mal à saúde das populações e contaminar animais e plantas?

Não seria melhor acabar com os actuais desperdícios de alimentos nos países “civilizados” e distribuir por todos os alimentos que, já hoje, chegariam para todos se a todos pudessem chegar? Não seria melhor deixar os agricultores de todo o mundo terem a terra e os outros recursos locais necessários para poderem produzir e trocar alimentos?

Afinal, o que é que eu (nós) tenho (temos) de fazer para cumprirmos com o dever de dizer NÃO aos ogm's? - leia os nossos textos e... pergunte-o à sua consciência!

Publicado por Vitorino às julho 4, 2008 12:56 AM


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