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« agosto 2008 | Entrada | outubro 2008 »
Divulgam-se duas iniciativas interessantes no âmbito do vegetarianismo, que consideramos corresponderem tanto mais a um estilo de vida mais saudável, ético e ecológico quanto mais optam por alimentos provenientes da agricultura biológica.

A primeira dessas iniciativas é a Semana Vegetariana, iniciativa da Associação Centro Vegetariano a decorrer em vários locais, de 29 de Setembro (2ª feira) a 5 de Outubro (domingo), cujo objectivo principal é a promoção e divulgação do vegetarianismo.
Nesta Semana participam várias associações e organizações de todo o pais, que nos propõem diferentes actividades. Para tomar conhecimento do programa completo, pode visitar o site da Semana Vegetariana, em www.semanavegetariana.com.
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A segunda iniciativa é um Jantar vegetariano acompanhado de concerto de guitarra portuguesa ao vivo, com o guitarrista João Manso. Este concerto vegetariano terá lugar no próximo dia 3 de Outubro (6ª feira), pelas ás 20 horas, n' “O Nosso Espaço”, que se situa na Rua dos Correeiros, 205, 2º andar (Baixa de Lisboa). O preço será 15 €uros por pessoa. (Jantar + concerto). Para esclarecimentos e inscrições, é favor enviar mail para migcostaper@gmail.com, ou contactar para os telem. 914907446 ou 967055233. Lugares limitados.
Publicado por Vitorino às 04:50 PM na secção Notícias | Comentários (0)
A Associação portuguesa Colher para Semear promove nos dias 11 e 12 de Outubro, na Quinta do Olival, em Figueiró dos Vinhos, localidade de Aguda (sede da associação), um conjunto de oficinas práticas sobre os processos de fabricação artesanal de sumos e conservas naturais.

Condições de participação:
- O custo das oficinas é de 12 euros para não sócios e de 4 euros para sócios;
- O alojamento pode efectuar-se em tendas próprias em espaços da quinta, ou em residenciais/ hotéis na região (ficando a procura e o contacto a cargo dos próprios);
- A alimentação é da responsabilidade de cada um, pelo que podem trazer comida própria para merendar ou fazer piquenique, ou ainda, procurar alternativas na região;
O número de inscrições é limitado pelo que deverão efectuar a vossa inscrição até 5 de Outubro, através dos seguintes contactos: José Miguel Fonseca (236622218); Graça Ribeiro (914909334) ou José Mariano Fonseca (919969311).
Em caso de previsão de condições climatéricas adversas para as datas mencionadas, todos os participantes inscritos serão avisados com 48 horas de antecedência sobre possíveis alterações.
Primeiras latas de conserva.
Indicações para chegar à Quinta do Olival (Aguda):
A auto-estrada A1 é o caminho mais fácil. Sair no acesso para Pombal e apanhar o IC 8 em direcção a Castelo Branco.
Sensivelmente 20 km após entrar no IC 8 passará pela localidade de Ansião.
Após 8 km irá aparecer uma saída que indica Aguda/ Avelar, devendo virar no sentido de Aguda (à direita).
Encontra-se agora na antiga estrada de Figueiró dos Vinhos, deve seguir a estrada até à saída que indica Aguda, a qual deve ignorar e seguir em frente até encontrar do seu lado direito uma ETAR, a seguir à qual deve virar na primeira estrada à esquerda. A referida estrada sobe ao longo de 400 metros até encontrar uma fonte (mina de água) do seu lado esquerdo, atrás da qual encontra o pátio de entrada da Quinta do Olival.
Nota: No caso de ter ignorado alguma destas indicações e ter seguido até à localidade de Aguda, pergunte pelo acesso à Quinta do Olival do Zé Miguel que qualquer pessoa lhe indica ou telefone para 236 622 218/ 919969311.
P.S. – A Colher para Semear a exemplo de outras actividades que já tem vindo a desenvolver, pretende que esta oficina seja um espaço de convívio e de troca de conhecimentos e saberes entre amigos. Deste modo, endereçamos o convite aos participantes que tenham consigo receitas de conservas artesanais ou mesmo variedades de fruta que pretendam ver transformadas em sumo ou conserva, que as tragam consigo e as partilhem com todos os presentes, enriquecendo ainda mais as experiências que todos desejamos viver nestes dois dias.
Publicado por Vitorino às 04:31 PM na secção Notícias | Comentários (0)

“Em Abril de 2008, a Universidade do Kansas publicou um estudo que demonstra, depois de analisar a produção da cintura cerealífera dos Estados Unidos durante os últimos três anos, que a produtividade dos cultivos transgénicos (soja, milho, algodão e canola) foi menor que na época anterior à introdução de transgénicos. A soja apresenta uma diminuição de rendimento de até 10 por cento. A produtividade do milho transgénico foi em vários anos menor e em alguns igual ou imperceptivelmente maior, dando um resultado total negativo comparado com as variedades convencionais. Também mostram menor rendimento a canola e o algodão transgénico tomados em períodos de vários anos. (E, em todos os casos, as sementes são mais caras que as convencionais, pelo que a margem de ganho dos agricultores também é menor).
Este estudo corrobora vários anteriores. Em 2007, a Universidade de Nebraska descobriu que a soja transgénica da Monsanto produzia 6 por cento menos que a mesma variedade da empresa em versão não transgénica e até 11 por cento menos que a melhor variedade disponível de soja não transgénica. Outros estudos, inclusive um do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em Abril 2006, mostram resultados similares: definitivamente, os transgénicos não são mais produtivos.
A razão principal, explicam os estudos, é que a transgenia altera o metabolismo das plantas, o que em alguns casos inibe a absorção de nutrientes, e em general, exige maior energia para expressar características que não são naturais da planta, retirando‑lhe capacidade para se desenvolver plenamente.
A explicação da Monsanto face ao estudo da Universidade do Kansas, foi que «os transgénicos não estão desenhados para aumentar a produtividade» (The Independent, 20/04/2008).”
Excerto do artigo de Sílvia Ribeiro “Quer baixar a produção? Use transgénicos!” publicado por La Jornada (http://www.jornada.unam.mx/2008/07/19/index.php?section=economia&article=021a1eco) em 19 de Julho de 2008. Traduzido em http://infoalternativa.org/spip.php?article46
Publicado por Vitorino às 04:14 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)
A globalização a que temos assistido durante as últimas décadas conduziu a uma uniformização de produtos e serviços em todo o mundo. De facto, a cultura, as tradições e os saberes ancestrais ocupam hoje um lugar cada vez mais secundário nas nossas vidas.
No mundo do vinho o panorama não é diferente. Surgiram novos países produtores sem tradições ou conhecimentos ancestrais, que se impuseram no mercado munidos de brilhantes estratégicas de marketing, com produtos feitos à medida dos novos consumidores.

Felizmente existem regiões que souberam preservar intactas as práticas de produção das uvas e do vinho. Os produtores do Concelho de Ourém, nas suas pequenas adegas artesanais, ainda produzem o vinho segundo métodos ancestrais e, embora tenham passado mais de 800 anos, a tradição mantém-se.
O vinho Medieval de Ourém tem a sua origem na fundação de Portugal, quando D. Afonso Henriques celebrou com os Monges de Cister, também conhecidos pelos monges agricultores, vários acordos, cedendo-lhes terras para que fossem cultivadas. Pela sua influência em toda a região, estes monges brancos de Cister terão transmitido aos Oureenses o seu método de produção de vinho.
As vinhas, com uma área média de 2500 m2, normalmente não aramadas, têm compassos de plantação apertados com encepamentos de castas brancas e tintas na proporção necessária à produção do vinho. Possuem uma densidade de plantação superior a 4000 cepas por hectare, podendo chegar às 10.000, sendo que esta não visa uma maior produção, mas sim uma melhor qualidade das uvas produzidas.
Nas vinhas mais antigas é bastante frequente encontrar oliveiras e outras árvores de fruto como macieiras, pereiras e pessegueiros, dispersas no meio das cepas, ou em bordadura. As cepas são conduzidas em taça, com poda a talão e menos frequentemente à vara. São em tudo muito semelhantes às vinhas da Idade Média.

Nas adegas de Ourém, simples, frescas, escuras, pouco húmidas e que muitas vezes ocupam o rés-do-chão da habitação do viticultor, são utilizadas, exclusivamente, uvas das castas Fernão Pires para mosto branco e Trincadeira para mosto tinto, sendo a vindima feita, obrigatoriamente, à mão e de modo a que as uvas brancas e tintas sejam transportadas em recipientes diferentes até à adega.
As uvas brancas são prensadas em lagares e os mostos obtidos são envasilhados logo após o esmagamento, em vasilhas de madeira de modo a não exceder os 80% da sua capacidade total.
Posteriormente, as uvas tintas são desengaçadas com as cirandas e fazem a fermentação com curtimenta em lagares ou dornas, durante 4 a 10 dias, sendo efectuado o recalque a pé ou com um rodo de madeira, no mínimo duas vezes por dia, de modo a obter mosto tinto com os parâmetros de qualidade adequados. O mosto tinto (20%) não é prensado, sendo envasilhado directamente na vasilha que já contém o mosto branco (80% da vasilha), de modo a completar o seu enchimento.
Sendo feito maioritariamente de uvas brancas muito maduras e imitando a cor, ainda que ligeira, do vinho vermelho, este vinho é “tinto”, “guloso” e “forte”. Tem aromas de vinho branco, que variam com o estado de maturação das uvas, bem “casados” com aromas de tinto, normalmente amora, framboesa e morango. Este método permite-nos obter vinhos macios no beber, untuosos e que preenchem a boca.
Este vinho, protegido pela portaria 167/2005, acompanha não só a rica gastronomia da região, mas também muitos pratos típicos portugueses. É excelente para acompanhar pratos pouco condimentados, saladas e pastas. Combina bem com pratos ricos em azeite como o bacalhau com chícharos.

A chegada do vinho medieval aos nossos dias só pode ser explicada pelas suas excepcionais qualidades e pela perfeita adaptação do método às condições edafo-climáticas de Ourém.
Mais uma vez este ano, os sócios e amigos da Biorege irão contribuir para a vindima de uma das vinhas de Ourém que há largos anos fazem em modo de produção biológico este medieval tradicional. Pode vir provar o resultado à loja da Biorege, em Almada (Portugal).
Publicado por Vitorino às 12:51 AM na secção Notícias | Comentários (0)

Para quem quer promover uma agricultura livre de OGM, o site da campanha oficial da União Europeia para a promoção da Agricultura Biológica - http://ec.europa.eu/agriculture/organic/home_pt - dá uma mãozinha!...
Publicado por Vitorino às 12:35 AM na secção Notícias | Comentários (0)
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A Erva Daninha é uma publicação do GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental que acabou de sair, "bem quentinha, com um novo formato, muitas páginas...muitos estranhas ligações críticas mas nada crípticas..."
Eles dizem que amam e adoram as ervas daninhas! Porque será?
Eles dizem que é por serem lindas, maravilhosas e de daninhas terem pouco ou nada, que é por serem muito desvalorizadas pela maioria, mas serem mais que úteis úteis e cheias de propriedades terapêuticas por descobrir. Pode consultar o nº 3 do boletim informativo do GAIA e avaliar você mesmo a sua qualidade, aqui: http://gaia.org.pt/node/14573.
Para adquirir a Erva Daninha basta enviar um mail para ervadaninha@gaia.org.pt //.
Publicado por Vitorino às 12:19 AM na secção Novidades | Comentários (0)

Tendo passado recentemente um ano sobre a acção de desobediência civil contra os OGM - a polémica destruição de milho transgénico na Herdade da Lameira, em Silves, pelo "Movimento Verde Eufémia" -, já se discutiu muito (pode rever aqui no blogue, na Secção "Opinião", o texto de Boaventura de Sousa Santos sobre o assunto - "O Descodificador", que divulgámos em 30 de Agosto de 2007). Podem, pois, tomar-se posições mais racional e assumidamente!
Neste primeiro aniversário da primeira acção deste tipo em Portugal, um grupo de pessoas que se reúne sob a sigla soliMoVE lançou na internet uma petição de solidariedade com o Movimento Verde Eufémia que, num acto simbólico, mas determinado, destruiu menos de um hectare do primeiro campo de milho geneticamente modificado na região do Algarve, previamente declarada Zona Livre de Transgénicos pelas autoridades locais.
Esta petição pretende dar apoio moral e político a todas as pessoas, movimentos e organizações que sofrem ou venham a sofrerconsequências legais, políticas ou pessoais em consequência da acção do Movimento Verde Eufémia.
A petição pode ser vista e assinada em http://gopetition.com/online/21252.html
Publicado por Vitorino às 11:57 PM na secção Notícias | Comentários (0)