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Mês fevereiro 2009

28 de fevereiro de 2009

URGENTE APELAR À SENSATEZ DO MINISTRO!

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A partir de segunda-feira dia 2 de Março de 2009, em Bruxelas, haverá uma série de votações sobre transgénicos que são decisivas para o futuro próximo desta tecnologia na UE.

Trata-se essencialmente de decidir sobre dois pacotes de propostas da Comissão Europeia: para impedir os Estados Membros de proibir certos transgénicos no seu território, e para autorizar para cultivo mais duas variedades de milho transgénico, a juntar à que já está autorizada.

De acordo com as votações prévias já realizadas, a maioria de dois terços necessária para bloquear estas propostas está prestes a ser atingida, mas pode perder-se por muito poucos votos. Portugal, que se tem abstido ou votado a favor da Comissão Europeia, precisa de mudar de posição. Por isso, a Biorege associa-se á iniciativa da Plataforma Transgénicos Fora!.

ASSIM, para mostrar ao Ministro do Ambiente que só votando contra é que serve os interesses dos agricultores e consumidores, portugueses e europeus, e do ambiente, apelamos-lhe a ir a http://www.stopogm.net/?q=node/626 para assinar uma proposta de carta a ser posteriormente remetida por email para o nosso ministro do ambiente.

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Publicado por Vitorino às 09:44 PM na secção | Comentários (0)


23 de fevereiro de 2009

Tribunal europeu diz que cidadãos têm o direito a saber onde estão os campos trangénicos

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Nos últimos anos, no nosso país e em França, os Ministérios da Agricultura têm recusado divulgar a localização das culturas transgénicas dos respectivos países.

Em Portugal, a Plataforma Transgénicos Fora! já apresentou várias vezes reclamação relativamente a essa recusa quer junto do Ministério da Agricultura quer junto do Ministério do Ambiente, entidade pública responsável pela divulgação desta informação. Sem sucesso! A CADA - Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, já deu razão às queixas da Plataforma. Continuarão os ministérios a desrespeitar a lei?

Recentemente, o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias deu razão a um cidadão francês que quiz saber onde estava plantado o milho transgénico no seu município, anunciando que os cdadãos têm o direito de serem informados da localização dos campos de ensaio de OGM. A notícia seguinte do Público - com o título adoptado para esta nossa entrada - esclarece alguns fundamentos do recente caso francês: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1365585&idCanal=2100

Publicado por Vitorino às 12:18 PM na secção Notícias | Comentários (0)


12 de fevereiro de 2009

Videoteca online sobre alimentação, saúde e ambiente.

MAIS DE 100 FILMES DISPONÍVEIS NO SITE DA PLATAFORMA!

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A Plataforma Transgénicos Fora! recolheu dos vários sites de vídeos da Internet mais de uma centena de filmes relacionados com transgénicos (e com o tema mais vasto da alimentação, na sua relação com a saúde e com o ambiente) e sistematizou-os numa videoteca online onde todos podem ir. O endereço directo é: http://stopogm.net/?q=node/543 mas também está facilmente acessível através da página geral de entrada (em http://www.stopogm.net/; aí, basta clicar no botão lateral que diz "vídeos").

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Nem todos os ficheiros estão em português - há-os em francês, castelhano, inglês... - mas todos são úteis para informar, inspirar, animar discussões em escolas ou debates e difundir para amigos e conhecidos. Pode deixar comentários em cada filme, para benefício de plateias futuras.

Bons visionamentos!

Publicado por Vitorino às 01:09 PM na secção Notícias | Comentários (0)


Uma “bomba” contra os transgénicos

Na ligação abaixo pode aceder ao texto com este título (sem aspas...), com a entrevista de Jeffrey Smith – autor do livro Seeds of Deception – à revista brasileira Caros Amigos.

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Nessa entrevista, o ex-executivo americano denuncia que cientistas foram demitidos por terem pesquisado os riscos dos alimentos transgénicos e que a FDA - Food and Drug Administration americana autoriza (libera) os alimentos geneticamente modificados a partir de pesquisas precárias patrocinadas pelos próprios fabricantes.

Link:http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed81/natalia_viana.asp

Publicado por Vitorino às 01:02 PM na secção Notícias | Comentários (0)


05 de fevereiro de 2009

A árvore das patacas somos nós

Excertos do artigo de Luísa Schmidt com o mesmo título, editado emm 1 de Fevereiro de 2009 no “Expressoonline

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"(…) Particularmente no plano alimentar, Portugal tem recursos fantásticos infelizmente malbaratados por gerações sucessivas.
Basta ver a espantosa oferta sobretudo italiana e francesa, e também alguma espanhola, para perceber que qualquer coisa neste país anda enganada.

Há um sector então onde tudo parece ainda mais especial: o dos chamados produtos biológicos. Portugal tem condições óptimas para estes produtos - que, além de objectivamente excelentes, têm ainda uma condição comercial muito favorável. Em plena crise, a procura deste produtos não só não diminuiu, como continua a justificar a abertura de mais pontos de venda um pouco por todo o país.
Para mais, segundo um relatório internacional, ao nível do mercado mundial continua a existir uma procura muito superior à oferta.
Acresce que em vários países europeus, com destaque para a Itália, há uma aposta crescente neste tipo de consumos: desde as cantinas escolares e hospitalares, aos agro-turismos que são cada vez mais procurados.

A agricultura biológica que se estende à pecuária e à agro-indústria, tem, como se sabe, inúmeras vantagens ambientais e nutricionais. Produz sem recurso a pesticidas químicos, usa adubos naturais, e dela resultam produtos muito mais saborosos e duradouros.
E é nisto então que o país aposta em força e com coragem? Não. Uma velha sensibilidade bronca que gerações sucessivas de responsáveis vêm herdando e transmitindo desde os tempos heróicos das campanhas do trigo, não consegue deixar de rir com descrédito destas coisas que considera pueris e ilusórias, quando afinal são elas que permitem colher patacas de árvores.

A agricultura industrialista gosta de produções musculadas. Contudo (sobretudo num país como Portugal), o negócio está cada vez mais nas agriculturas cuidadosas e subtis, quase artísticas. Produtora de excelência, a agricultura biológica beneficia o ambiente, o consumidor, o empresário e ainda outros sectores.

Se, além disso, for transmitida a ideia de que a excelência destes produtos oferece uma experiência superlativa quando consumidos no local de produção, teremos ainda um movimento de cultura local e de turismo de excelência.

E perante isto, que empenhos movemos nós? Prédios e apartamentos encavalitados com vista para o mar, para onde fazemos desaguar os esgotos de todas aquelas casas numa cacafonia urbanística que nos não distingue de todos os outros sítios!
(…)
Impõe-se uma mudança de paradigma como agora tanto se diz também. As produções bio que acrescem em valor à excelência natural dos produtos tradicionais são verdadeiramente as patacas das árvores que temos.
E tudo isto pensando apenas no produto natural e fresco. Se lhe acrescentarmos a transformação (conservas, caldas, doces, fumados) e ligarmos tudo isto aos recursos naturais e à paisagem - imagine-se o potencial de riqueza que temos.

Foi isso que o 'velho' Porter nos veio dizer há anos e, mesmo assim, não parámos de destruir as condições ambientais necessárias à nossa boa árvore das patacas.

Os espanhóis já perceberam isto, tanto que a ministra da Agricultura de Espanha esteve há pouco tempo em Portugal para assinar uma Carta Ibérica das produções biológicas que, para eles, constituem um grande horizonte de esperança e investimento.

Por cá ao facto foi dada tanta importância, que o nosso ministro da Agricultura, tão hábil a mobilizar os media, não se dignou considerá-lo notícia.

O país não tem que se queixar da sorte e do destino. O que tem à mão é precioso. A riqueza em Portugal consiste antes de mais em não estragá-la.

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Não há zonas livres...

Passados dois anos da publicação da portaria que permite às autarquias e regiões declararem-se livres de OGM, ou seja, interditarem o cultivo de organismos geneticamente modificados, Portugal tem apenas uma: o município de Lagos. A portaria está de tal modo armadilhada que torna quase inviável a existência destas zonas.
Começa por exigir que haja um mínimo de 3 mil hectares de exploração agrícola contínua por acordo entre todos os agricultores. Depois, os municípios que pretendem ser livres de OGM têm de obter a aprovação da proposta em Assembleia Municipal por maioria de dois terços; mas basta que um único agricultor da zona não queira participar nesta classificação, para todo o processo se gorar. Há qualquer coisa de transgénico nesta legislação... A portaria que, em princípio, viria regular as zonas livres; na prática veio bloqueá-las. Era mais rápido dizer que são proibidas!

Acresce que o princípio secretista em Portugal continua tão fundo que é impossível saber onde ficam todas as explorações de OGM. Isto apesar do Ministério da Agricultura estar obrigado por lei a publicar esta informação online e ter já dois pareceres da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos a considerar que a informação deveria ser imediatamente disponibilizada. Um país como o nosso, que deveria apostar em nichos de produção de excelência, tem muito pouco interesse em apoiar os 'interesses' da indústria das plantas geneticamente modificadas.

Cimento ou alimento?

Com uma dependência alimentar externa cada vez maior – por exemplo, mais de 85% dos cereais e leguminosas que consumimos são importados – a nossa Reserva Agrícola Nacional (RAN) deveria ser escrupulosamente acautelada, quanto mais não seja por uma questão de segurança estratégica.

Os nossos solos classificados como 'muito férteis' já correspondem apenas a 4,5% da superfície cultivável e somos o país da UE com maior percentagem de solos férteis impermeabilizados por construções de vária ordem. Apesar disto, o processo continua justamente sobre os nossos solos de melhor qualidade: as grandes plataformas logísticas, desde a de Castanheira de Pêra à da Trofa – estão a ser construídas nos tais 4,5% de solos muito férteis. Tal como a futura cidade aeroportuária também se projecta para cima de uma das melhores zonas hortícolas do país.

Esta fúria de destruição das reservas agrícolas tornou-se tão insistente e regular que o próprio Ministério da Agricultura criou a dada altura um gabinete de... "Desanexação da RAN"! É bizarro ver um Ministério da Agricultura tão zelosamente anti-agrícola...
(…)"

Para ler a totalidade do artigo, é favor aceder a http://aeiou.expresso.pt/a_arvore_das_patacas_somos_nos=f494981

Publicado por Vitorino às 11:58 AM na secção Opinião | Comentários (0)



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