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Secção Cereais

dezembro 05, 2005

Millet

O nome vem do latim mille, com o significado de mil, significativo da proliferação deste cereal na época. Também designado por milho miúdo e milheto, millet é o termo francês e inglês. Botanicamente é um cereal mais antigo que o arroz, a cevada, o trigo ou o centeio. Uma enorme variedade de plantas pertence à espécie do milho painço, entre elas o sorgo.

millet - desenho.jpg

É oriundo das Índias Orientais e do Norte de África, onde foi um dos primeiros cereais a ser cultivado. É desde há muito cultivado na Índia e Médio Oriente. No antigo Egipto era usado para fazer pão. A sua utilização também era frequente em grandes regiões da Ásia, antes da introdução do arroz, há cerca de 12 000 anos.

millet - cereal 3.jpg

Na Índia e em terras dos Hunza – povo Himalaia célebre pela extraordinária percentagem de centenários – o seu uso é muito popular. Foi alimento entre os europeus durante séculos. O seu consumo continua a ser comum em zonas como a Etiópia, onde o prato nacional, Injera, é feito com farinha de milho painço.

(Fonte: www.providanatural.com).

Publicado por Vitorino às 03:52 PM | Comentários (0)

novembro 25, 2005

Kamut

O kamut é uma variedade de trigo que teve a sua origem no Egipto. Foi aí cultivado durante milhares de anos até ter sido substituído por variedades de trigo com maior rendimento.

kamut 2 espigas.jpg

Esta variedade de trigo foi recentemente recuperada pela Agricultura Biológica, sendo uma cultura exclusiva deste modo de produção. Pelo facto de ter existido este “iato” temporal no seu cultivo, o Kamut não sofreu qualquer manipulação através das técnicas da agricultura moderna.
Contém entre 20 e 40% mais proteínas, amino-acidos, vitaminas e minerais que as variedades de trigo comuns. Possibilita uma digestão muito fácil e por vezes pessoas que são alérgicas ao trigo reagem bem ao kamut.
De sabor muito agradável, é muito rico em selénio que “juntamente com as vitaminas C e E e a beta-carrotena, reduzem os radicais livres que são em parte responsáveis pelas doenças cardiovasculares e algumas formas de cancro.” – Professor Dr. Werner Pfannhauser, Universidade de Viena, 4.2.1997)
A ingestão de kamut contribui para a absorção das quantidades mínimas diárias recomendáveis de selênio, presentes no kamut em percentagens muito superiores às existentes no trigo comum.
Poderá encontrar kamut em muitas formas: em grão, em flocos, em farinha, couscous, massas – as massas feitas com kamut dispensam a utilização de ovos pois o kamut contém uma percentagem superior de proteínas e o seu glúten é de melhor qualidade.

Quer saber mais? Sugerimos-lhe que consulte o site www.kamut.com

Publicado por Vitorino às 11:53 AM | Comentários (2)

novembro 08, 2005

Amaranto

O seu nome vem do grego amarantos que significa “que não morre, que não murcha” e tanto para os antigos gregos como para os primeiros cristãos o amaranto representou um símbolo de imortalidade. Em 1653 a Rainha Cristina da Suécia instituiu a Ordem dos Cavaleiros do Amaranto, obviamente tendo em conta as suas implicações místicas.

Apesar de botanicamente não ser exactamente um cereal, é usado como se fosse. Tem as suas origens na Índia e nas Américas e dá-se nos climas mais diversos, do nível do mar a altas montanhas, das regiões tropicais húmidas às semidesérticas, em solos ácidos ou muito alcalinos.

O amaranto sustentou a cultura azteca, onde integrava importantes cerimónias rituais até 1521, quando Cortez proibiu o uso deste grão, condenando quem lhe desobedecesse a ter as duas mãos decepadas. Desde então a planta sobreviveu em sítios inacessíveis e em estado selvagem, só tendo sido redescoberta em 1972. Desde então foi “adoptado” pela alimentação natural e biológica, que o divulgou e o fez renascer. Na segunda metade dos anos 90 foi proposto pela NASA como alimento para os astronautas e a FAO declarou-o “tesouro da humanidade”.

(Fonte: www.providanatural.com).

Publicado por Vitorino às 12:52 PM | Comentários (0)

outubro 20, 2005

Cevada

A cevada é um cereal bastante nutritivo, remeneralizante e energético de fácil digestão e que favorece a função hepato-billiar.

Modo de usar: cozinhe uma chávena de cevada em duas chávenas e meia de água durante cinquenta minutos em lume muito brando.

Informação Nutricional (por 100g)
Calorias, 311; Proteína, 10; Gorduras, 1,8; Fibras, 4; Nlacinamina, 0,961; Ferro, 3,6; Fósforo, 264; Potássio, 452; Sódio, 12; Vitaminas, 0,642; Magnésio, 133; Minerais, 33,0; Hidratos de carbono, 57.

(Fonte: www.providanatural.com).

Publicado por Vitorino às 09:22 AM | Comentários (12)

outubro 12, 2005

Milho

O cultivo do milho em Portugal realiza-se sobretudo no Minho, Douro Litoral e Beira Litoral (a necessidade de um elaborado sistema de rega envolvendo diversos interesses está, por vezes, na origem de zangas e de acidentes associados a este cultivo), e em algumas zonas de regadio no Alentejo.

Milho - espigas.jpg

Cultivado desde há milhares de anos, o milho (do Lat. miliu) é originário da América Central, onde foi o principal cereal das civilizações Azteca e Maia. É actualmente o terceiro cereal mais cultivado no mundo, depois do trigo e do arroz, pelo seu reconhecido valor alimentar para os humanos, com beneficio para o coração e o intestino delgado.

Pode ser comido sob a forma de maçarocas, pipocas, pão (a famosa broa de milho portuguesa), arepas (panquecas tradicionais da América Latina) e polenta (tradicional de Itália e produzido a partir de farinha ou carolo de milho).

O milho tem sido alvo nos últimos anos de muitos estudos ligados à biotecnologia e é um dos alimentos geneticamente modificados mais difundidos (juntamente com a soja e a colza), nomeadamente pelos EUA. Para quem está informado sobre os riscos associados aos transgénicos é, pois, um dos alimentos relativamente aos quais a certificação biológica é mais importante. Para mais informações sobre os alimentos transgénicos, pode consultar a nossa secção sobre o assunto e o sítio da Plataforma Transgénicos Fora do Prato, em http://www.stopogm.net.

Nos fins de Setembro, princípios de Outubro cortam-se as canas do milho que são transportadas para a eira, onde tradicionalmente se fazia a conhecida desfolhada.

DESFOLHADA

A desfolhada tradicional é um duro trabalho agrícola em que se retira a espiga (ou maçaroca) da planta. À medida que se desfolha vai-se amontoando as espigas em cestos que, depois de cheios, são despejados no canastro ou espigueiro. Os jovens participavam entusiasmados nas desfolhadas, sempre na esperança de encontrar milho-rei ou rainha – a espiga vermelha – para poderem dar um beijo ou um abraço à namorada (quando a pessoa que desfolha encontra esta espiga, tem que dar um abraço a todas as pessoas presentes).
A desfolhada – ou esfolhada ou descamisada – terminava sempre com uma festa (com comes-e-bebes), ao som das concertinas e de um baile que durava até largas horas da noite.

(Adaptado de http://www.rede-nonio.min-edu.pt/1cic/agrup_ovar/outono_desfolha.htm)


Milho Verde
(cancioneiro popular)

Milho verde, milho verde
Ai milho verde, milho verde
Ai milho verde, maçaroca.
À sombra do milho verde
Ai à sombra do milho verde
Ai namorei uma cachopa

Milho verde, milho verde
Ai milho verde, milho verde
Ai milho verde, miudinho
À sombra do milho verde
Ai à sombra do milho verde
Ai namorei um rapazinho

Mondadeiras do meu milho
Ai mondadeiras do meu milho
Ai mondai o meu milho bem
Não olhais para o caminho
Ai Não olhais para o caminho
Pois a merenda já lá vêm

O milho da nossa terra,
ai, o milho da nossa terra,
é tratado com carinho.
É a riqueza do povo,
ai, é a riqueza do povo,
é o pão dos pobrezinhos.

Publicado por Vitorino às 09:36 AM | Comentários (2)

setembro 19, 2005

Quinoa

A quinoa era um cereal venerado pelos Incas. Cresce no estado selvagem nos maciços ocidentais dos Andes até 4.000 metros de altitude. A sua cultura realizada desde há 3.000 anos constituía um dos alimentos de base do império dos Incas onde era denominado Chisia Mama o que significa em quetchua “a grande mãe”.

Era para os Incas uma planta sagrada sendo o imperador quem deitava à terra todos os anos as primeiras sementes da época, com a ajuda dum utensílio em ouro ou durante um ritual dedicado à fertilidade. A sua cultura foi banida pelos conquistadores espanhóis e caiu no esquecimento. Actualmente a quinoa é revalorizada pelas suas propriedades dietéticas e altamente nutritivas.

De pequena dimensão, a quinoa não precisa de ser descascada. Robusta, sobrevive às condições climátéricas mais duras e mais variadas. Tem um gosto a avelã.

Qualidades Alimentares:
• Rico em proteínas (16 a 18% e até 22% em certas variedades), a quinoa é muito equilibrado em amino-ácidos essenciais e pode-se quase considerar como uma proteína completa. É particularmente rico em lisina (muito útil para os vegetarianos), em arginina e histidina, duas substâncias essenciais para os bebés.
• Em relação ao trigo, o quinoa contém mais 50% de cálcio, 50% de magnésio, 3 vezes mais ferro, 2 vezes mais zinco. Estas percentagens elevadas fazem do quinoa um alimento completo muito recomendado e em particular para as pessoas que não consomem lacticínios.
• Leve, de digestão muito fácil, é uma boa fonte de fibras, minerais e vitaminas (B1, B6, C e E) e mesmo de óleos (ácido linoleico e linolénico) o que o torna numa boa fonte de vitamina F. A quinoa não contém glúten proveniente em particular do trigo.
• A quinoa tonifica os rins e as funções do pericárdio.
• Reforça todo o corpo.

Modos de consumo:
• A quinoa utiliza-se de múltiplas formas: em sopas, saladas, gratinados ou cozinhado como o arroz.
• Lavar a quinoa. Prever 70 gramas por pessoa. Rejeitar a água de lavagem. Deixar ferver 8 a 12 minutos. Quando as sementes libertam um pequeno germe branco o quinoa está cozido.
• Pode-se fazer farinha para entrar na composição do pão, até ao máximo de 30% devido à ausência de glúten.

(Fonte (adapt.): www.providanatural.com).

Publicado por Vitorino às 04:52 PM | Comentários (1)

setembro 01, 2005

Aveia

A aveia é um cereal tradicional do norte das Ilhas Britânicas, nomeadamente da Escócia e da Irlanda, mas também da Nova Inglaterra. É muito consumido sob a forma de flocos (que devem ser cozinhados em água), mas também pode ser apreciada em grão: basta adicionar 4 a 5 vezes mais de água e deixar cozinhar em chama baixa durante 2 a 3 horas.

Muito nutritiva, a aveia é o cereal mais rico em proteínas (13,5%), incluindo o glúten, em gorduras (7%), e em vitamina B1. O teor em vitaminas do complexo B e em minerais é muito elevado, sendo um dos alimentos mais ricos em silício. Também contém fósforo. É um alimento muito bom para bebés e crianças, assim como mães em período de aleitamento.

(Fonte: www.providanatural.com).

Publicado por Vitorino às 06:44 PM | Comentários (0)

Germinação e germinadores de cereais

A germinação de sementes para a alimentação humana era já usada pelos Sumérios há 6000 anos, pelos Chineses desde a época do Imperador Shang Nung e pelo povo Hunza na sua época áurea.

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Germinados de várias sementes

O que são os germinados?
As sementes germinadas - ou os germinados - são um super alimento para a nossa saúde. A germinação pode ser feita em qualquer cozinha, bastando juntar água e calor ambiente para se obter o resultado pretendido. Alguns minutos por dia para cuidar das sementes são o suficiente.

O que têm os germinados de especial?
As sementes germinadas têm um elevado valor energético e tónico. O seu incomparável valor biológico recomenda a sua utilização regular por todos, devendo ser consumidas de preferencia ao almoço, ao natural, em saladas, em sopas, acompanhando legumes ou em sanduíches...

Particulares qualidades
O consumo das sementes germinadas é particularmente apropriado em situações de doença por carências (raquitismo, escorbuto, anemia) ou por degenerescência (senilidade, debilidade, instabilidade nervosa), em caso de problemas alérgicos (asma, dermatoses) e digestivos, no emagrecimento extremo, na esterilidade, na impotência, na gravidez, em situações de cancro e na convalescência de operações.

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Que sementes se podem usar?
Os cereais integrais: Trigo, centeio, aveia e cevada...
As leguminosas: Soja, lentilha, grão, tremoço, ervilha...
As crucíferas: Agrião mostardela, rabanetes,...

Que quantidade de sementes se deve usar?
As quantidades de sementes secas a usar em cada “andar” do germinador depende da sua superfície. No germinador da imagem recomendam-se as seguintes quantidades: 1 colher de café rasa para sementes pequenas (luzerna); 1 colher de café para sementes médias (trigo); 1 colher de sopa para sementes grandes (soja, grão).

(Fonte: www.providanatural.com)

Publicado por Vitorino às 06:24 PM | Comentários (4)

Centeio

O centeio alimenta os humanos desde há milhares de anos, mas foram os romanos que iniciaram o seu cultivo. Há indícios de que se desenvolveu a partir de um grão selvagem do Nordeste da Europa. Justificando a sua origem, é um cereal resistente que sobrevive em climas duros e terras desfavoráveis.

Apesar de actualmente ser um cereal pouco usado – constitui só 2% da produção mundial dos cereais –, chegou a ser alimento base, em forma de pão, por longos períodos da Idade Média em certas regiões da Europa, principalmente central e oriental mas também em Portugal. Este cereal, é tradicional no norte do nosso país, em mistura com o milho, sendo também antigo o uso do pão de trigo e centeio. Esta é, aliás, provavelmente a melhor das misturas para pão, tanto gastronómica como dieteticamente.

Ainda hoje o pão negro feito com este cereal, de mistura ou só de centeio, rico de sabor e de força é o preferido em zonas como a Escandinávia e a Rússia. Os primeiros colonizadores holandeses levaram-no para o continente americano e os franceses lançaram aí as primeiras plantações deste cereal no século XVII na Nova Escócia. A meio do século XIX milhares de acres eram dedicados a esta cultura na América do Norte. O whisky de centeio, rye whiskey, de sabor mais “rude” que o de cevada, continua a ser extremamente popular nos E. U.. Outras bebidas à base de centeio são o gin, originário da Holanda e a cerveja russa.
O centeio é menos nutritivo do que os outros cereais mas é o cereal mais rico no aminoácido essencial lisina. Não contém glúten. Além de depurativo do sangue, oferece a grande qualidade de facilitar a circulação sanguínea, o que útil na prevenção e no tratamento das doenças cardiovasculares e da arteriosclerose. É particularmente bom no tempo frio.A farinha de centeio integral preparada de forma cuidadosa por processos artesanais permite conservar todas as propriedades do grão. O centeio integral tem vantagens a nível de sabor, textura digestibilidade, nutrientes e outras a nível metabólico.
Pode ser usada na confecção de cremes e papas, para engrossar sopas, e em padaria e doçaria.

(Fonte: www.providanatural.com).

Publicado por Vitorino às 06:15 PM | Comentários (1)

julho 06, 2005

Arroz

O arroz terá sido em primeiro lugar cultivado na Índia, expandindo-se há cerca de cinco mil anos o seu uso à China, depois ao resto do continente asiático e posteriormente ao resto do mundo, nomeadamente à América do Sul onde foi introduzido por portugueses e espanhóis. O arroz é actualmente o alimento base, por vezes único, na Ásia, nomeadamente no Extremo Oriente. “Comer” diz-se “comer arroz” em vietnamita e em japonês. Os japoneses apreciam-no especialmente quando, depois de cozido, é batido até a sua goma natural o tornar elástico e compacto: é o mochi.
À semelhança de outros cereais, o arroz foi venerado como divindade, sendo riquíssima a tradição de cânticos, celebrações, ritos religiosos e sociais e todo o simbolismo associados ao arroz.

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O arroz integral tem um valor nutricional muito superior ao arroz branco, constituindo uma fonte importante de vitaminas do complexo B e outras, proteínas (contem lisina, ausente de outros cereais) e minerais, nomeadamente silício, que facilita a fixação do cálcio, do fósforo e do magnésio. É muito bom para os intestinos, vias respiratórias, sistema nervoso, cérebro, olhos, pele e cabelo. No entanto, há que ter cuidado com o seu consumo excessivo (uso como cereal exclusivo ou quase) que origina uma magreza exagerada e uma tez macilenta. É especialmente importante o consumo de arroz de cultura biológica porque em cultura convencional é muito sobrecarregado com fungicidas e herbicidas.

O arroz integral pode ser consumido simples (muito mais saboroso se cozinhado na panela de pressão), com leguminosas ou vegetais, em sopas e até em sobremesas.
É aconselhável demolhá-lo sempre antes de o cozinhar o que não só o torna mais saboroso, como promove o desdobramento do ácido fítico, tornando muito mais fácil a absorção de diferentes oligoelementos, particularmente o zinco.

O arroz glutinoso é uma variedade da planta do arroz com elevado teor em glúten, o que o torna contra-indicado para os celíacos. Esta variedade contém mais proteína e gorduras que o arroz integral comum.

O “arroz selvagem” não é, na realidade, um arroz, mas sim um cereal aquático da família da aveia originário da região dos Grandes Lagos dos Estados Unidos e Canadá. Tal como outras plantas selvagens, também esta é nutricionalmente muito rica. É uma boa fonte de proteína e também de tiamina, niacina, riboflavina, iodina, ferro, potássio, selénio e vitamina E. Tem um baixo teor em gorduras. Diurético, beneficia rins e bexiga.

(Fontes: www.providanatural.com e Francisco Varatojo, in http://www.e-macrobiotica.com/artigos/a_cereais_2.htm).

Publicado por Vitorino às 12:26 PM

junho 22, 2005

Trigo

O trigo é o cereal por excelência do nosso país e da maioria dos países europeus. É igualmente o cereal mais produzido no mundo, sendo parte da sua produção canalizada para rações.
O nosso termo trigo vem do latim triticum, que significa cereal. No tempo do Império romano, cada legião transportava um moinho para cereais e uma provisão de trigo, sendo a carne considerada nesse tempo um alimento de segunda ordem.
A espelta é o antepassado do trigo actual e tem valor alimentar equivalente, sendo porém mais fácil de digerir.

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O trigo contém todos os aminoácidos necessários à alimentação humana e é o segundo cereal mais rico em proteína e o que tem mais glúten, uma das suas proteínas. É exactamente esta qualidade que o faz levedar. Tem também uma boa diversidade de minerais e contém traços de bário, essencial para a saúde do coração. Tem um óleo de excelente qualidade.
Estes nutrientes não estão presentes no trigo refinado, já que 80% das vitaminas, nomeadamente a E, e dos minerais desaparecem com a refinação, assim como 93% das fibras. O trigo tem portanto muito boas qualidades nutritivas. Porém a sua fama de ser muito superior aos outros cereais não se justifica.

O uso deste cereal integral é recomendado a quem tem de dispender muito esforço físico, sendo apontado por muitos como muito importante para a prevenção de problemas cardíacos. O investigador canadiano Wilfred Shute defende mesmo que as doenças cardíacas, epidémicas nas sociedades modernas, tiveram a sua origem nos processos de moagem introduzidos em 1879, que removem o germe do cereal, que contém mais de metade da totalidade das suas vitaminas. O trigo integral é considerado benéfico para o fígado e é recomendado para a obstipação, especialmente na forma de flocos.

O trigo germinado é particularmente recomendado em casos de carência de vitaminas e de minerais pois após a germinação aumentam as percentagens desses elementos relativamente aos existentes no grão, como segue: Tiamina (Vit. B1), +28%; Riboflavina (Vit. B2), +315%; Niacina (Vit. B3), +66%; Ácido Pantoténico (Vit. B5), +65%; Biotina (Vit. B8), +111%; Ácido Fólico (B9), +278%; e Vitamina C, +300%.

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O trigo é particularmente saboroso quando cozinhado com feijões ou com o arroz integral (3 partes de arroz para 1 de trigo). As massas de trigo são um excelente alimento para quem necessita de energia rápida, quem tem pouco tempo para cozinhar. Sob a forma de farinha, o trigo integral pode utilizar-se em cremes e papas, para engrossar sopas, e em padaria e doçaria.

Derivados do trigo como o cuscuz ou o bulgur são bastante versáteis: cozem rapidamente e são mais saborosos quando cozinhados juntamente com vegetais.

O pão integral produzido com farinha integral biológica e levedo natural é muito mais digerível e também mais saboroso. Para quem tem problemas intestinais como obstipação ou problemas pancreáticos, aconselha-se não comer muito pão, em especial torrado; aquecendo-se o pão no vapor durante 2 ou 3 minutos obtém-se uma verdadeira delícia e um alimento muito mais fácil de digerir do que o pão torrado. Uma boa forma de comer este tão tradicional alimento é, à boa maneira alentejana, demolhado na sopa.

(Fontes: Francisco Varatojo em www.e-macrobiotica.com , e www.providanatural.com)

Publicado por Vitorino às 04:48 PM