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Por palavras poderosamente simples, o texto seguinte fala-nos da importância estratégica das pequenas hortas e explorações agrícolas. Leia que vai gostar.
«(...) Por uma questão de comodidade ou falta de tempo cada vez mais os consumidores procuram as grandes unidades comerciais. No entanto, quando calcorreamos os corredores das grandes superfícies onde maioritariamente nos abastecemos de víveres frescos, muitos de nós desconhecemos que por vezes não muito distante das nossas residências, existem outras possibilidades para a sua obtenção, onde para além de acesso a produtos de qualidade ímpar, o nosso contributo pode ser imensamente ampliado.

O papel que desempenhamos enquanto consumidores e quando adquirimos os bens de consumo assume um papel importantíssimo, se equacionarmos que ao adquirir produtos em lojas de comércio tradicional, em mercados municipais (praças), em mercados de produtores locais ou nas suas quintas, estamos a “subsidiar” o direito à existência de todas estas vertentes: desfrutamos de produtos de cariz artesanal (com cunho pessoal do produtor), contribuímos para minorar em muito o gasto energético associado ao processo de conservação e transporte de alimentos importados, revitalizamos a economia local e ajudamos a criar novas oportunidades de emprego, associamo-nos a iniciativas que visam a permanência das pessoas numa actividade profissional que é imprescindível a todos nós enquanto seres humanos. São os agricultores que produzem o que comemos, onde muitas vezes o escoamento das suas produções é o único estímulo e subsídio [rendimento] de que necessitam para continuar a pôr em prática os seus ancestrais conhecimentos ou legados que, de outra forma, ficarão votados ao abandono e ao esquecimento.
A sabedoria dos antigos provérbios chineses ensina-nos que não devemos colocar todos os ovos no mesmo cesto, sob pena deste se virar e ficarmos desgovernados.
Imagine-se as consequências no futuro de continuarmos a centralizar e aglutinar no sector agrícola, a exemplo do que há muito se faz na indústria. Sugiro um pequeno exercício de reflexão: suponha-se que os milhares de produtores de pequena escala, que ainda subsistem numa região, abastecendo centenas de pequenas unidades de venda, são entretanto substituídos por algumas dezenas de produtores agro-industriais que abastecem algumas dezenas de grandes unidades comerciais. Considere-se que a conjuntura económica a que essa região está sujeita se torna desfavorável, levando ao colapso de toda a estrutura produtiva e comercial entretanto montada. Os consumidores perdem poder de compra, os produtores abrem falência porque o preço de custo das suas produções não possibilita o cumprimento dos encargos fiscais e bancários para fazer frente aos investimentos dos seus megaempreendimentos, verificando-se o abandono da actividade. As estruturas comerciais mudam para regiões em que a conjuntura económica seja mais favorável (condições sócio-económicas mais vantajosas). Imagine-se a dimensão da catástrofe.

As pequenas explorações familiares não se tranferem de região, antes consolidam a sua existência com o incremento da sua actividade, que se quer sustentável e, como tal, pouco dependente das flutuações das conjunturas económicas globais. A bem da sobrevivência económica do nosso país e da sua sustentabilidade, é mais do que tempo de enquadrar condignamente as pequenas produções, criando um estatuto de pequeno produtor adequado às várias realidades, que reconheça o direito ao exercício da multiplicidade de actividades que esta realidade encerra, pois o que está em vigor não se aplica a este contexto. Enquanto continuarmos a ignorar o direito à sua exixtência, todos perdemos a oportunidade de apreciar a beleza de ser pequeno»
O texto que acaba de ler é da autoria de José Mariano Fonseca e constitui a parte final do seu artigo “Small is beautiful (o que é pequeno é belo)” publicado no nº 9 – Primavera 2008 - de O Gorgulho, boletim informativo da Associação Colher para Semear; sugerimos-lhe que o (re)leia pensando na agricultura biológica, que é a praticada pelo autor, pois a convencional tem os mesmos problemas nas pequenas explorações agrícolas e nas grandes (ou até mais nas pequenas!...).
Contactos para O Gorgulho ou para a Colher para Semear – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais: Quinta do Olival, Aguda, 3260 FIGUEIRÓ DOS VINHOS, Tels. 236622218 / 914909334, e-mail colherparasemear@gmail.com
Publicado por Vitorino às 01:53 AM | Comentários (0)

Para quem compreenda a língua inglesa, terá interesse ler no Ecologist Online (em www.theecologist.org) os artigos “10 razões pelas quais os produtos biológicos podem alimentar o mundo” (“10 reasons why organic can feed the world”) e “10 razões pelas quais os OGM não alimentarão o mundo” (“10 reasons why GM won't feed the world”).
Publicado por Vitorino às 05:09 PM | Comentários (0)
Logo actual
O actual logótipo europeu para os produtos provenientes do Modo de Produção Biológico irá ser em breve substituído por outro, aprovado pelo Comité Permanente da Agricultura Biológica na União Europeia, em reunião havida nos dias 16 e 17 do passado mês de Janeiro.

Novo logo
Com este novo símbolo, a Comissão Europeia pretende criar uma imagem mais simples e perceptível, que possa ser partilhada por todas as àreas deste modo de produção e em todos os Estados-Membros.
A utilização deste novo logótipo entrará em vigor no terceiro dia após a publicação do regulamento, estando previstas medidas transitórias para existências em stock, quer de rótulos impressos com a anterior imagem, quer de produtos previamente embalados.
Publicado por Vitorino às 12:58 PM | Comentários (0)
O rebento de Rettich é um irmão verde do rebento de rabanete, com um sabor mais suave. Delicioso em saladas, é mencionado como um excelente auxiliar no tratamento da broquite, da asma e da constipação.
Pela sua riqueza em vitaminas e minerais e pela sua energia vital, os rebentos biológicos são alimentos excelentes sob a forma de saladas, sopas, como guarnição, em crepes, etc. Têm sabores distintos, sempre frescos, por vezes suaves, noutros casos mais fortes ou picantes, “estranhos”, diferentes.
Rebentos de Sango, com sabor a rabanete, geralmente usado fresco em saladas e sandes mas que também fica delicioso em pratos estufados. O anthocyano é o antioxidante flavanóide que lhe confere a côr rosada, além de especiais características protectoras do organismo.
Alguns rebentos biológicos têm, alem disso, especiais qualidades antioxidantes (caso do sango e da couve roxa), outras são usadas como auxiliares no tratamento de bronquite, asma e constipação (caso dos rebentos de rettich e rabanete), ou ainda auxiliares relativamente a problemas gástricos, cardiovasculares ou cancerígenos (caso dos rebentos de brocco ou de alfafa), por exemplo. EXPERIMENTE!
Rebentos de Brocco: com o sabor a uma mistura de brócolos e rabanetes, é vulgarmente consumido fresco, em sandes e em saladas. Com uma percentagem de glucosinolate (SGS) ainda mais elevada do que a dos brócolos, por essa característica mencionados como auxiliares na protecção contra o cancro, doenças cardiovasculares e gástricas.
O rebento de feijão adzuki – da família japonesa do feijão de soja – tem um sabor neutro, pelo que é frequentemento usado para dar cor e textura a saladas, sopas e salteado. Contém percentagens consideráveis de vitaminas B1 e B2, de ferro e de potássio, sendo usado contra afecções renais e do baço)
Para informação sobre germinação e germinadores, pode consultar outro artigo do blog da Biorege.
Lembre-se: os alimentos podem ser os nossos melhores medicamentos, se forem de agricultura biológica.
Publicado por Vitorino às 11:30 PM | Comentários (0)
É fundamental que os governos, a indústria e cada um de nós reduza drasticamente a utilização de combustíveis fósseis, para contrariar o aquecimento global e reduzir as enormes consequências dessa alteração em curso para a vida na Terra.
Mas também podemos desempenhar um forte papel para uma mudança ambiental positiva através de mudanças na nossa alimentação. De facto, a mudança do clima global está directamente relacionada com a agricultura através da perca das áreas silvestres para pastos de criação de bovinos, através da liberação de metano pelos animais e do uso intensivo de energia para fertilizantes, pesticidas, e para o processamento e o transporte dos alimentos. Comendo baixo na cadeia alimentar, alimentos biológicos (ou orgânicos, como se diz em Espanha, no Brasil ou em Inglaterra) e cultivados localmente podemos, pois, marcar uma diferença significativa.

Na realidade, através das nossas opções de consumo, em particular as alimentares, cada um de nós está constantemente a votar com os seus euros (ou outra moeda qualquer!...) alimentares. Com as nossas opções podemos apoiar os métodos da agricultura biológica (ou orgânica) e simultaneamente a dizer NÃO à agricultura com produtos químicos de síntese ou com fertilizantes químicos (ou, nomeadamente, de lamas de esgotos) e NÃO às sementes e plantas modificadas geneticamente.
Os agricultores biológicos tendem ainda a usar métodos de cultivo tradicionais, mais sustentáveis e saudáveis para os solos, para as plantas e para os animais e, por isso, mais saudáveis para os seres humanos e, em ultima instância, para todo o planeta. Entre as práticas da agricultura biológica (ou orgânica) contam-se a diversificação e rotação de culturas, a atracção de insectos benéficos (predadores de infestantes), adubação com composto orgânico.
LEMBRE-SE:
» comer alimentos na base da cadeia alimentar (vegetais e, em particular plantas verdes, em percentagem cada vez maior relativamente aos alimentos de origem animal),
» alimentos biológicos (ou orgânicos, como se diz em Espanha, no Brasil ou em Inglaterra)
» e alimentos cultivados localmente
» contribui significativamente para lutar contra o aquecimento global e por uma economia ecologicamente sustentável.
Para saber mais, pode consultar, por exemplo, o artigo de Steve Leckie “Climate change: The inconvenient truth about what we eat” em: http://veg.ca/content/view/136/111/
Publicado por Vitorino às 03:12 PM | Comentários (0)
Do Sunday Times de 28 de Outubro de 2007

O maior estudo sobre alimentos biológicos (também designados em alguns países por orgânicos ou por ecológicos) jamais feito e que implicou um gasto de 12 milhões de libras em quatro anos estabelece que estes produtos são mais nutritivos do que os convencionais. As conclusões irão provavelmente inverter a posição do governo de que a escolha de produtos orgânicos era uma opção de estilo.
O estudo revela um maior nível de antioxidantes e de elementos químicos considerados benéficos e susceptíveis de diminuir o risco de cancro e doenças coronárias que são as causas maiores de morte na Inglaterra. O Professor Carlo Leifert, coordenador deste projecto apoiado pela União Europeia, declarou que as diferenças eram tais que uma quantidade menor do que a actualmente recomendada seria suficiente para fornecer os nutrientes necessários.
Os ministros e a Foods Standard Agency afirmavam não haver diferença entre as duas fileiras de produção mas agora, face aos resultados do estudo, a Agência está a rever o assunto para decidir se altera a sua posição.
A experiência, levada a cabo numa herdade de mais de 700 hectares ligada à Universidade de Newcastle e em outros pontos da Europa, consistiu em cultivar frutas e legumes em talhões distintos, de agricultura biológica e não biológica, e ainda em criar gado alimentado com os diferentes produtos.
O leite dos animais criados com produtos biológicos tinha um nível de antioxidantes 90% superior ao dos animais alimentados convencionalmente.
Nos legumes, o nível de antioxidantes dos talhões cultivados segundo as regras da agricultura biológica foi 40% superior ao dos legumes dos talhões da agricultura convencional.Por tudo isto, o Professor Leifert afirma que os resultados desta experiência, em que colaboraram mais de 30 instituições científicas independentes, mostram que o governo está errado.

Para saber mais, consultar os seguintes endereços:
Letter from the Food Standards Agency – (http://extras.timesonline.co.uk/organicfood1.pdf)
The Food Standards Agency's current stance on organic food – (http://extras.timesonline.co.uk/organicfood2.pdf)
Publicado por Vitorino às 09:58 PM | Comentários (0)
Por Dr. Mae-Wan Ho, 06/09/07 (em http://www.i-sis.org.uk/organicagriculturefeedtheworld.php, traduzido por António Dinis e Ambra Sedlmayer.)
ARTIGO CIENTÍFICO. Um estudo mais compreensivo mostra que a afirmação muito comum de que a agricultura biológica não pode alimentar o mundo, porque tem produtividade baixa e existe insuficiente fertilizante orgânico, é uma mentira.
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Duas objecções são comuns à proposta de que a agricultura biológica pode alimentar o mundo. A agricultura biológica, segundo os oponentes, é pouco produtiva e não existe fertilizante orgânico suficiente para aumentar a produção suficientemente.
Um grupo de cientistas encabeçado por Catherine Badgley da Universidade Ann Arbor de Michigan nos Estados Unidos refutou agora estas concepções erróneas sobre a agricultura biológica.
A agricultura biológica é aproximadamente tão produtiva como a agricultura convencional nos países desenvolvidos, e bastante mais produtiva nos países em vias de desenvolvimento; e mais do que suficiente azoto pode ser fixado no solo através da adubação verde.
O grupo de investigação comparou a produtividade da agricultura biológica e convencional (incluindo produção pouco intensiva de alimentos) em 293 casos, e estimou a produtividade média calculando um índice (produtividade biológica vs convencional) de diferentes tipos de alimentos e para países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Os resultados obtidos indicam que os métodos biológicos poderiam produzir alimentos suficientes para sustentar a população humana actual, e, potencialmente, uma população superior, sem necessitar de um aumento da área de cultivo.
A quantidade de azoto passível de ser fixada por leguminosas como culturas de cobertura também foi estimada. Dados oriundos de agro-ecossistemas temperados e tropicais sugerem que leguminosas poderiam fixar nitrogénio suficiente para substituir todos os fertilizantes sintéticos actualmente em uso.
O estudo concluiu: “Estes resultados indicam que a agricultura biológica tem o potencial de contribuir substancialmente para a oferta global de alimentos, minimizando os impactes ambientais associados à produção convencional.”
(...)
Para ler o resto do artigo, é favor clicar na ligação abaixo:
Publicado por Vitorino às 06:09 PM | Comentários (0)

Não aceitamos que nos enfiem o “barrete” de conservadores por discordarmos de João Miranda, que se auto-apelida de inovador e justifica assim a libertação de plantas transgénicas no ambiente:
“Se as autorizações para plantação de OGM forem atribuídas ao nível regional, as regiões que optem por permitir o seu cultivo poderão beneficiar de uma importante vantagem económica.Claro que os inovadores [e, claro, todos os outros seres humanos, além de outros animais e plantas] arriscam-se a sofrer as consequências para a saúde e para o ambiente dos OGM. Mas a compartimentação permite que os conservadores aprendam, sem risco, com a experiência dos inovadores. Se a experimentação revelar que os riscos são menores que aqueles que os conservadores temiam, os conservadores poderão aderir à inovação. Se a experimentação se revelar problemática, os inovadores acabarão por se tornar eles próprios mais conservadores.”. (em http://dn.sapo.pt/2007/08/25/opiniao/os_riscos_transgenicos.html; sublinhados e texto entre parênteses rectos são nossos)

As consequências de “inovações” com estes riscos, para a nossa saúde e para o ambiente são inaceitáveis. Defendemos o princípio da precaução, ou seja, que mais vale prevenir do que remediar contaminações, epidemias, redução da biodiversidade e outros riscos associados aos transgénicos.

A nossa convicção é racional e fundamentada. Em http://stopogm.net/?q=node/85 poderá aceder ao ficheiro com o mais recente folheto da Plataforma Transgénicos Fora, intitulado “O que se passa?”, que sintetiza os nossos argumentos, presentes em outros artigos do blog.
A recente monografia, Organismos Geneticamente Modificados e Agricultura, da autoria de Alexandra Azevedo (em http://stopogm.net/files/OGMAgricultura.pdf) desenvolve esses argumentos no que respeita à agricultura. Para mais informações, poderá consultar outros artigos do nosso blog e aceder ao sítio da Platafroma, em http://stopogm.net/

Além das muitas e importantes vantagens dos produtos da agricultura biológica para a saúde humana, para o ambiente, para o desenvolvimento sustentável, etc., conforme desenvolvido em vários artigos desta secção, a opção pelos produtos biológicos é também uma opção pelo fortalecimento das alternativas à expansão irresponsável das plantas geneticamente modificadas.
Publicado por Vitorino às 12:04 AM | Comentários (0)
O estudo publicado na edição de Setembro de 2005 pela revista Deco Proteste salientava a gravidade de as refeições escolares serem geralmente pouco equilibradas, nomeadamente por serem escassas em vegetais e em peixe e por abusarem dos fritos.
Claro que grande parte da responsabilidade pela criação de hábitos alimentares malsãos reside nas pressões consumistas e na incapacidade de muitos pais para as submeterem a um juízo crítico. Mas as autoridades escolares também têm um papel importante a desempenhar e são responsáveis pela alimentação que fornecem aos alunos.

(Palácio Santelmo, sede da Junta de Andalucia)
Já nos referimos ao exemplo de Itália (ver secção “Produtos biológicos”). Recentemente, soubemos que na vizinha Andaluzia está em curso uma iniciativa para introduzir produtos da agricultura biológica nas ementas escolares. A bem das futuras mulheres e dos futuros homens, mas também uma clara opção pelo apoio à produção agrícola regional e nacional de qualidade.
É caso para perguntar: que autoridades defendem os interesses dos jovens (e, em geral, dos consumidores) e dos agricultores biológicos portugueses? Para quando refeições biológicas nas escolas do ensino básico e secundário nacionais?
Publicado por Vitorino às 01:13 PM | Comentários (1)
Porque, mesmo sendo biológicos, nem todos os frutos são iguais para quem conta as calorias, atente no seguinte:
- Frutos de baixo valor calórico, ou seja, que fornecem pequenas quantidades de energia por cem gramas de parte comestível são, por exemplo: melancia (25 calorias), morango (37), pêssego (38 a 49), pêra Rocha e Francesa (43), toranja (43), tangerina (46), ananás (49), kiwi (49), laranja (49), damasco (53), nêspera (54), ameixa (55), maçã (60) e pêras mais doces (60).

- Frutos de valor calórico médio - entre 60 e 120 calorias - são, por exemplo: romãs e cerejas (63), nectarinas (64), figos (65), manga (66), uvas (75) e banana (90).

- Frutos gordos e amiláceos, com elevado valor calórico, devido à sua composição, rica em proteínas, gorduras, hidratos de carbono, vitaminas e sais minerais: castanha (200 calorias), azeitona (206 a 226) e miolo de noz (686).
Publicado por Vitorino às 01:15 AM | Comentários (0)
por Silvia Chambel
Nos últimos tempos a agricultura biológica tem vindo a ter posição de destaque, resultante da crescente preocupação relativa à segurança alimentar e pelos impactes ambientais associados à agricultura tradicional.

Na União Europeia, a agricultura biológica é já um sector bastante dinâmico com um desenvolvimento anual de cerca de 25%.
A introdução da regulamentação comunitária nesta matéria, foi um marco para a decisão da sua adopção, como sendo uma forma sustentável de produção de bens , sendo vista como um objectivo essencial da actual política agrícola comum (PAC).
A agricultura biológica privilegia os recursos renováveis e a reciclagem, de forma a devolver ao solo os seus nutrientes, permitindo assim o seu equilíbrio nutritivo. Com esta metodologia, são respeitados os mecanismos ambientais de controlo de pragas e doenças, na produção vegetal e criação de animais, pela não utilização de pesticidas e fertilizantes químicos, que como se sabe tem grandes impactes na contaminação do solo e águas subterrâneas. Portugal como pais da UE também tem a missão de cumprir as normais ambientais associadas à agricultura, sem que isso implique alguma compensação financeira, sendo apenas uma obrigação que vem no seguimento do principio do “poluidor – pagador”.
Além disso, a agricultura biológica pode ser fomentada através do apoio aos investimentos, ao nível da produção primária, da transformação e da comercialização. Aqui as sementes são produzidas de forma biológica. A obtenção deste tipo de semente passa pelo estabelecimento de uma base de dados em linha, onde os fornecedores registem as sementes e batatas de semente produzidas biológicamente. Caso estas não se encontrem disponíveis, é possível solicitar ao organismo de inspecção uma derrogação que lhe permita utilizar sementes não produzidas pelo modo de produção biológico.
As vantagens da agricultura biológica prendem-se com:
• Contribui para a vitalidade das economias rurais através de um desenvolvimento sustentável.
• Abre novas perspectivas de emprego ao nível da produção, transformação e serviços afins.
• Vantagens ambientais
• Produz benefícios significativos tanto para a economia como para a coesão social das zonas rurais
Os alimentos resultantes desta produção atingem preços superiores ao convencionais, o que tem sido grande entrave ao seu desenvolvimento, no entanto a necessidade de garantir a segurança dos alimentos começa a ser já uma grande preocupação.
Presentemente, existem já muitos produtos biológicos, sendo já possível adquirir quase todos os produtos, sendo isto mais evidente em alguns Países, como é caso do Reino Unido.
É importante garantir a confiança do consumidor, garantindo a disponibilidade de informação relativa à qualidade dos alimentos, desde que produzidos até ao seu consumo final.
Em termos regulamentares, em 1991 surgiu o 1o regulamento (CEE) no 2092/91, tendo surgido outros mais tarde, relativo a normas de produção, Rotulagem e inspecção. Para ser um produtor biológico, este tem que se registar no organismo competente no respectivo Pais. Este será submetido ao controle desde as fases de produção, incluindo a armazenagem, a transformação e o acondicionamento. As explorações são inspeccionadas pelo menos uma vez por ano, sendo também efectuadas visitas sem aviso prévio. O incumprimento das normas, implica a retirada ao direito à referência ao modo de produção biológico para o produto em causa.

O logotipo biológico foi criado em 2000 pela Comissão Europeia e deve ser usado voluntariamente por produtores cujos sistemas e produtos tenham sido declarados, na sequência de inspecções, conformes à regulamentação da UE.
Adquirir produtos biológicos garante ao consumidor que:
• 95% dos ingredientes são de produção biológica
• o produto satisfaz as normas do regime de controlo oficial
• o produto, em embalagem selada, provém directamente do produtor ou do preparador
• o produto ostenta o nome do produtor, do preparador ou do vendedor e o nome ou código do organismo de inspecção.
Parece que afinal faz todo o sentido começarmos a usar produtos biológicos, uma vez que oferece grandes vantagens ao consumidor e ambiente. Quantas não são as vezes, que adquirimos produtos vegetais que se degradam rapidamente e outras vezes fruta que sabe a químicos? Já pensou em como ingere alimentos que representam um forte componente química associada a adubos e pesticidas?
Já experimentou a diferença? Então veja com os seus olhos e depois decida!
Autora do artigo : Silvia Chambel Data: 04/11/05 E-mail: info@ideiasambientais.com.pt
Publicado por Vitorino às 06:06 PM | Comentários (0)

Na adolescência de cada existência humana, cada é indivíduo é confrontado com rápidos (complexos) processos de crescimento físico, associados aos processos cognitivos, emocionais e sociais de assunção da maioridade (de se tornar pessoa), que requerem um acréscimo de nutrientes. Na sua falta, dão-se desequilíbrios fisiológicos que poderão acrescentar ainda maiores dificuldades ao indivíduo. Por isso, o equilíbrio alimentar é tão importante na adolescência como na primeira infância, a primeira etapa crucial de estruturação de cada ser humano.

Nesta fase da vida, as práticas alimentares deverão satisfazer as elevadas necessidades do organismo em nutrientes, sem o esforço acrescido de alguns órgãos relativamente a outros e sem desequilíbrios físicos e emocionais. Também na adolescência, a velocidade acrescida do desenvolvimento fisiológico aumenta a possibilidade de influência (e das consequências) de práticas alimentares nocivas. Além de que os hábitos alimentares mantidos ou criados nesta fase tenderão a integrar a matriz comportamental futura dos indivíduos, constituindo padrões de consumo alimentar com repercussão, a médio ou longo prazo, na saúde futura do indivíduo maduro.

A complexidade das opções a tomar na adolescência comportarão tanto mais riscos quanto mais desequilibrada for a sociedade em que os adolescentes crescerem. O aumento de frequência do excesso de peso e da obesidade observado entre adolescentes, por exemplo, é preocupante, tal como é preocupante o aumento da frequência de casos de voluntária ingestão insuficiente de alimentos, sobretudo entre as raparigas adolescentes.

Como em outras dimensões da vida pessoal, nesta fase as opções de cada indivíduo, na continuidade e em ruptura com o seu passado, são condicionadas pelos recursos pessoais e sociais envolvidos: os alimentos disponíveis, o meio rural ou urbano, as influências familiares e de amigos, a informação e formação do próprio indivíduo, a influência dos meios de comunicação, são alguns dos factores a considerar.
A Biorege propõe-se contribuir, na medida das suas possibilidades, para o apoio a alternativas alimentares e ecológicas (e sociais) saudáveis. Precisamos do seu apoio, claro!
Publicado por Vitorino às 12:23 AM | Comentários (0)
Integrada na Semana Bio, a Biorege promoverá na sua loja em Almada, nos próximos dias 24 de Novembro, entre as 16 e as 20 horas, e 25 de Novembro, entre as 10 e as 14 horas, uma degustação de queijos, azeitonas e pão.

Míriades de prazer saudável, para entradas ou refeições ligeiras, é o que se propõe a partir do pão, alimento secular, do queijo e das azeitonas (e da sua deliciosa pasta) de produtores nacionais.

Prove! Consumir alimentos biológicos é bom para todos.
Veja também neste blog o artigo “Promoções e descontos, pela agricultura biológica”.
Publicado por Vitorino às 08:48 AM | Comentários (0)
A este propósito, diz-nos Angeles Parra, Secretária-Geral da VIDA SANA, que "Apesar do seu crescimento, os investigadores ligados à Agricultura Biológica indicam que é possível alimentar a população mundial prevista em 2020 sem recorrer aos agroquímicos nem às manipulações genéticas."
Para maior fundamentação da resposta à questão suscitada nesta entrada do blog recomenda-se, nomeadamente, a leitura do artigo com este título publicado em http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=2453&iLingua=1
Publicado por Vitorino às 04:59 PM | Comentários (0)
Pela sua Saúde, Pelo Ambiente... Por um Mundo melhor!

O que é a Agricultura Biológica?
«A Agricultura Biológica é um sistema de produção holístico, que promove e melhora a saúde do ecossistema agrícola, ao fomentar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a actividade biológica do solo. Privilegia o uso de boas práticas de gestão da exploração agrícola, em lugar do recurso a factores de produção externos, tendo em conta que os sistemas de produção devem ser adaptados às condições regionais. Isto é conseguido, sempre que possível, através do uso de métodos culturais, biológicos e mecânicos em detrimento da utilização de materiais sintéticos.»
Codex Alimentarius Comission, FAO/WHO, 1999
A Agricultura Biológica, também conhecida como “agricultura orgânica” (Brasil e países de língua inglesa), “agricultura ecológica” (Espanha, Dinamarca) ou “agricultura natural” (Japão) caracteriza-se por:
Possuir uma base ecológica, pois:
- Baseia-se no funcionamento do ecossistema agrário e recorre a práticas – como rotações culturais, adubos verdes, consociações, luta biológica contra pragas e doenças - que fomentam o seu equilíbrio e biodiversidade;
- Baseia-se na interacção dinâmica entre o solo, as plantas, os animais e os humanos, considerados como uma cadeia indissociável, em que cada elo afecta os restantes;

Ser uma agricultura sustentável, na medida em que visa:
- manter e melhorar a fertilidade do solo a longo prazo, preservando os recursos naturais solo, água e ar e minimizar todas as formas de poluição que possam resultar de práticas agrícolas;
- reciclar restos de origem vegetal ou animal de forma a devolver nutrientes à terra, minimizando deste modo o uso de recursos não-renováveis;
- depender de recursos renováveis em sistemas agrícolas organizados a nível local. Assim, exclui a quase totalidade dos produtos químicos de síntese como adubos, pesticidas, reguladores de crescimento e aditivos alimentares para animais.

Ser socialmente responsável, pois a Agricultura Biológica une os agricultores e os consumidores na responsabilidade de:
- Produzir alimentos e fibras de forma ambiental, social e economicamente sã e sustentável;
- Preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais;
- Permitir aos agricultores uma melhor valorização das suas produções e uma dignificação da sua profissão, bem como a possibilidade de permanecerem nas suas comunidades;
- Garantir aos consumidores a possibilidade de escolherem consumir alimentos de produção biológica, sem resíduos de pesticidas de síntese e, consequentemente, melhores para a saúde humana e para o ambiente.
Comprar produtos da agricultura biológica é alimentar-se de qualidade, mas é também uma opção de qualidade de vida, de ambiente e de sociedade.
Consuma alimentos biológicos: é bom para todos!
Mais informações:
http://www.idrha.min-agricultura.pt/agricultura_biologica/
Compre Biológico:
Biorege.Coop, C.R.L. – Avenida do Cristo Rei, 23-A – Almada – Tel./Fax: 212744054
Publicado por Vitorino às 05:48 PM | Comentários (0)
A agricultura biológica (AB) é um modo de produção de animais e de vegetais que não emprega produtos químicos de síntese nem organismos geneticamente modificados e que visa minimizar a produção de impactos ambientais negativos na natureza. Esse modo de produção é certificado por entidades especializadas independentes, nos termos do Regulamento da CEE 2092/91, de 24 de Junho. O texto seguinte não substitui nem dispensa o conhecimento dos regulamentos em vigor.

Na escolha das raças ou estirpes de animais a produzir em AB deve ter-se em conta a sua capacidade de adaptação às condições locais, a sua vitalidade e a sua resistência às doenças, o que contribui para a defesa e promoção da diversidade biológica. Dá-se preferência às raças e estirpes autóctones.
Os animais produzidos em AB devem dispor de uma área de movimentação livre, sendo o número de animais por unidade de superfície limitado de forma a garantir uma gestão integrada da produção animal e vegetal na unidade de produção, minimizando-se assim todas as formas de poluição, nomeadamente do solo, das águas superficiais e dos lençóis freáticos. A quantidade do efectivo deve estar estreitamente relacionada com as áreas disponíveis, de modo a evitar problemas de erosão e desgaste excessivo da vegetação e a permitir o espalhamento de estrume animal.
No âmbito da produção animal, todos os animais de uma mesma unidade de produção são criados de acordo com as regras uniformes.

A alimentação destina-se a assegurar uma produção de qualidade e não a maximizar a produção, e respeita as exigências nutricionais dos animais nas diferentes fases do seu desenvolvimento. São autorizadas as práticas tradicionais de engorda, desde que sejam reversíveis em qualquer fase do processo de criação. Não é utilizada a alimentação forçada, e os animais são alimentados com alimentos produzidos segundo o modo de produção biológico.
A prevenção de doenças baseia-se nos seguintes princípios:
• Aplicação de práticas de produção animal adequadas às exigências de cada espécie, fomentando uma elevada resistência às doenças e a prevenção de infecções;
• Utilização de alimentos de boa qualidade, juntamente com o exercício regular e o acesso à pastagem, com o objectivo de incentivar as defesas imunológicas naturais do animal;
• Garantia de um encabeçamento adequado, evitando desse modo a sobrepopulação e os problemas que daí podem decorrer para a saúde dos animais.
A utilização de medicamentos veterinários no modo de produção biológico obedece aos seguintes princípios:
• Os produtos fitoterapêuticos e os oligoelementos são utilizados de preferência aos medicamentos veterinários alopáticos de síntese química ou antibióticos, desde que os seus efeitos terapêuticos sejam eficazes para a espécie animal e para o problema a que o tratamento se destina;
• Se a utilização dos produtos acima referidos não se revelar eficaz, ou se for provável que o não seja, para curar a doença ou a lesão, e se for essencial um tratamento para evitar o sofrimento ou a aflição do animal, são utilizados medicamentos veterinários alopáticos de síntese química ou antibióticos sob a responsabilidade de um veterinário;
• Não são utilizados medicamentos veterinários alopáticos de síntese química e de antibióticos nos tratamentos preventivos.

Para além dos princípios acima enumerados, aplicam-se as seguintes regras:
• Não são utilizadas substâncias para estimular o crescimento ou a produção (incluindo antibióticos, coccidiostáticos e outras substâncias artificiais indutoras de crescimento) e de hormonas ou substâncias similares para controlar a ovulação (por exemplo, indução ou sincronização do cio) ou para outras finalidades.
• São realizados tratamentos veterinários dos animais, bem como as desinfecções dos edifícios, do equipamento e das instalações, obrigatórios ao abrigo da legislação nacional ou comunitária, incluindo a utilização de medicamentos veterinários imunológicos caso seja reconhecida a presença de uma doença numa zona especifica em que se situa a unidade de produção.
• As condições de alojamento dos animais satisfazem as suas necessidades biológicas e etológicas (por exemplo, necessidades comportamentais no que se refere à liberdade de movimentos adequada ao conforto).
• Os animais têm acesso fácil aos pontos de alimentação e abeberamento.
• O isolamento, o aquecimento e a ventilação asseguram que a circulação do ar, o nível de poeiras, a temperatura, a humidade relativa do ar e a concentração em gases se situem dentro de limites que não sejam prejudiciais para os animais.
• Os edifícios permitem uma entrada de luz e uma ventilação natural suficiente.
Para saber mais consultar, entre outros: http://www.sousacunhal.pt/menu2_1.html, e http://www.tojeirasdecima.com/
Publicado por Vitorino às 01:31 PM | Comentários (0)
As hortas escolares podem ser uma “ferramenta” de grandes potencialidades, no que se refere ao estímulo da curiosidade e da descoberta, do desenvolvimento da capacidade interventiva e criativa, da partilha de regras e responsabilidades, da transmissão e consolidação de conhecimentos, da promoção de estilos de vida saudáveis e de valores associados à estética. As Hortas Escolares permitem, como poucos instrumentos de trabalho, o desenvolvimento de todas estas competências e a concretização de todos estes objectivos.

Num contexto sócio-económico em que cada vez mais se apela à necessidade de implementar, nas escolas, as actividades de complemento curricular, em que a escassez de recursos é muitas vezes apontada como entrave à sua implementação, um pequeno talhão de terra ou um discreto canteiro, para instalação de uma horta pedagógica, pode assumir um papel importante na dinamização de novas práticas pedagógicas, pode colmatar a falta de um espaço de laboratório, ou mesmo constituir motivo para o desenvolvimento de novas temáticas.

Sugestão de leitura: “Uma Horta Biológica na Escola” – Manual Prático para Professores (Lisboa, Agrobio).
(Extracto adaptado do artigo com o mesmo título da autoria de José Mariano Fonseca – bioeducar@tugamail.com – na revista A Joaninha (Lisboa, Agrobio), nº 80, Verão 2006, p. 19.
Publicado por Vitorino às 04:29 PM | Comentários (3)
Dois estudos recentes revelaram que a mudança global para a agricultura biológica produziria mais alimentos, e não menos, para combater a fome no mundo, escreve Brian Halweil, investigador senior do Worldwatch Institute em "Pode a Agricultura Biológica Alimentar-nos a Todos?".
A agricultura biológica tende a aumentar o rendimento dos agricultores em países pobres, precisamente naquelas regiões onde há fome e não existem meios para fazer agricultura intensiva utilizando produtos químicos.

É nos países mais ricos que tende a existir um fosso maior entre os rendimentos das sementes biológicas e o das sementes convencionais, devido á utilização de enormes quantidades de fertilizantes e de pesticidas sintéticos por parte dos agricultores, numa busca constante da maximização dos rendimentos. “Nos países mais pobres, as técnicas de agricultura biológica, como a produção de composto, a adubação ecológica e o controlo biológico das pragas, pode ser a melhor fonte de esperança dos agricultores na melhoria da produção e na redução da fome”, escreve Halweil.

Para além desta vantagem relativa ao rendimento, a agricultura biológica tem provado ser benéfica para a vida selvagem, para a qualidade da água e do ar e para a segurança alimentar. Halweil afirma que “a falta de um amplo apoio á agricultura biológica por parte de governos, da indústria e das organizações de agricultores mostra falta de visão e pode em última análise contribuir para a fome no mundo”.
(Tradução livre de parte do resumo de um artigo em inglês de Brian Halweil na World Watch Magazine: May/ June 2006, que pode ser obtido em http://www.worldwatch.org/pubs/mag/)
Publicado por Vitorino às 01:31 PM | Comentários (0)
Até entidades que não defendem a agricultura biológica reconhecem que a acumulação de pesticidas no organismo humano pode ser perigosa e que há frutas (como, por exemplo, os pêssegos, as nectarinas, as maçãs, as uvas, as peras, as cerejas, as framboesas e os morangos) e legumes (como, por exemplo, as alfaces, o feijão verde, os espinafres, o pimento, o aipo e as batatas) da agricultura convencional com maior teor de pesticidas. Estes são, portanto, alimentos vegetais biológicos prioritários.

Que dizer então dos produtos de origem animal (lacticínios, carne gorda, ovos, peixe de aquacultura), sobretudo os ricos em gorduras, que são a origem de 95 a 98% das dioxinas (*) consumidas? Além de que os produtos de origem animal nem sequer são obrigados a indicar a presença de ogm’s, o que já é obrigatório na UE para os alimentos de origem vegetal.
Quando se consomem produtos de origem animal que não sejam de pecuária biológica, corre-se o risco de estar a ingerir doses elevadas de dioxinas e de organismos geneticamente modificados (através das rações que os alimentaram), além dos antibióticos e outros químicos de síntese usados na criação e comercialização desses animais. Estes são, pois, outros alimentos biológicos prioritários (**).

Pelo que se disse, o consumo de produtos provenientes da agricultura biológica representa uma opção pelos alimentos mais saudáveis possível. Mas a opção pelos produtos biológicos é também a opção por uma agricultura sustentável e ecológica, e a opção por outras razões e por outros valores, nomeadamente os que desenvolvemos em outros artigos da secção “produtos biológicos” deste nosso blog.
Contudo, a opção pelo consumo de produtos biológicos ainda está associada a opções menos “fáceis” como, por exemplo, a opção por produtos com um preço de custo por vezes mais elevado, ou a opção por dar prioridade à qualidade alimentar relativamente a outros consumos, quando os recursos disponíveis não nos permitem ter tudo...
Cada um de nós pode tentar dar sentido à sua vida, fazer as suas opções e definir as suas próprias prioridades (de consumo e não só!...). Aqui, limitamo-nos a apresentar-lhe alguma informação e alguns argumentos que podem talvez ajudar na definição de algumas dessas suas prioridades!...

Notas:
(*) As dioxinas são poluentes orgânicos persistentes altamente tóxicos. Para mais informações, ler o estudo sobre poluentes orgânicos persistentes elaborado pela Escola Superior de Biotecnologia para a Direcção-Geral do Ambiente, que se pode consultar também na internet em http://www.escolasverdes.org/pops/index.htm.
(**) Afirmar a prioridade do biológico nestes casos não significa de modo nenhum a defesa dos produtos de origem animal como alimentos prioritários. Para reflexão sobre este assunto pode ler-se, nomeadamente, o artigo "É perfeitamente possível viver sem comer carne", entrevista de Gabriela Oliveira com Francisco Varatojo publicada no Notícias Magazine em 31 de Agosto de 2003 e consultável na internet em http://www.e-macrobiotica.com/artigos/cs/cs_nm_entfv.htm
Publicado por Vitorino às 04:18 PM | Comentários (1)
Os alimentos cultivados no modo de produção biológica caracterizam-se por terem aroma e sabor mais intensos e maior valor nutritivo – pela sua maior concentração em matéria seca e em nutrientes – e por serem seguros mas, além disso, constituem também o paradigma do alimento como preventivo da doença.

De facto, usados correctamente, os alimentos biológicos promovem a saúde e o bem estar. Em primeiro lugar, porque não associam os nutrientes de que precisamos a produtos que nos podem prejudicar gravemente: estão isentos de contaminação química de síntese (herbicidas, pesticidas, antibióticos, conservantes, etc.) e de organismos geneticamente modificados (para mais informação, é favor ler outros artigos nas respectivas secções). Mas também porque dão mais e melhores recursos ao organismo para se defender da doença.
Os produtos vegetais são a melhor fonte de anti-oxidantes – importantes na alimentação humana por capturarem os radicais livres, moléculas que destroem os nossos tecidos, conduzindo a doenças degenerativas.
Os anti-oxidantes mais comuns são o beta-caroteno (que se encontra em maior quantidade na abóbora, na cenoura, na batata doce,na manga, nos espinafres, nos damascos, no pimento verde, nos brócolos e hortaliças verdes de folha e na alga espirulina, por exemplo), a vitamina C (que se encontra em maior quantidade na papaia, na goiaba, na laranja e em outros citrinos, no kiwi, na manga, nos brócolos, no pimento, na couve e nos morangos), os flavóides (que se encontra em maior quantidade na cebola, na salsa, no ruibarbo, na toranja, na laranja, na maçã, no damasco, na pêra, no pêssego, no tomate, na cereja, na groselha, na uva, na ameixa, na framboesa, no morango, nas leguminosas, na salva, no chá verde e no vinho tinto), o licopeno (que se encontra em maior quantidade no tomate, na cenoura, no pimento verde, no damasco, na toranja e no melão) e a luteína (que se encontra em maior quantidade nas sementes de oleaginosas, nos óleos de primeira pressão a frio e nos gérmen de cereais; o processo de refinação e a fritura dos óleos destroem a vitamina E).
A maior eficácia dos alimentos biológicos em relação aos produzidos na agricultura convencional resulta da quantidade e qualidade desses anti-oxidantes, mas também da sua conjugação com outras substâncias (antibióticos naturais e óleos essenciais, por exemplo) com os quais geram sinergias que resultam globalmente em claras vantagens para a fecundidade e para o reforço das defesas imunitárias dos seres humanos que os consomem.
(Fonte: adaptado de “Vantagens de comer «biológico»”, por Alexandra Costa e Jean-Claude Rodet in http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=3882&iLingua=1).
Publicado por Vitorino às 09:49 AM | Comentários (0)
Desde o ano 2000 é legalmente obrigatória a utilização de pelo menos alguns produtos biológicos nas refeições fornecidas nas escolas e nos hospitais italianos, “...para promover a produção biológica e de alta qualidade”.

Apesar das limitações da lei que, nomeadamente, não prevê penalizações para os incumprimentos, o facto de essa lei ser cumprida na maioria das cidades faz com que mais de um quarto das crianças italianas já se alimentem com produtos biológicos. Nas escolas da cidade de Roma, por exemplo, 140.000 alunos alimentam-se exclusivamente com produtos biológicos.
Além da lei nacional, seis regiões italianas promulgaram leis próprias nesta matéria. Quatro dessas regiões concedem apoios aos municípios que usem pelo menos 50 a 60% de produtos alimentares biológicos nas refeições escolares.

Em Novembro de 2002 foi promulgada uma lei na Região Emília Romana (uma das regiões mais prósperas, no Norte do país, onde se situam as províncias de Bolonha, Ferrara e Ravena, entre outras) que determina uma dieta exclusivamente biológica nas creches e escolas primárias (dos 3 meses aos 10 anos de idade) e pelo menos 35% biológica nas escolas secundárias, nas universidades e nos hospitais.
De acordo com essa lei, à medida que forem acabando os actuais contratos, os fornecimentos das refeições escolares deverão ser contratados por forma a se alcançar o objectivo de até 2005 todas as 350.000 crianças da região (e 35.000 professores e auxiliares) passarem a alimentar-se com produtos biológicos.
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As leis nacional e regionais italianas sobre as refeições biológicas podem ser consultadas em http://www.consortium-bio.info/mense/leggi.htm
A totalidade do artigo aqui traduzido e adaptado resumidamente, datado de Junho de 2004, pode ser consultado em http://www.organicconsumers.org/organic/italy062804.cfm
Publicado por Vitorino às 04:44 PM | Comentários (0)
Hoje em dia aceita-se como natural o convívio diário com pesticidas, quer na alimentação, quer nas nossas casas ou jardins. Porém, os pesticidas sintéticos (incluindo insecticidas, herbicidas e fungicidas) não são naturais e a sua toxicidade não depende unicamente da quantidade do princípio activo, que as leis procuram acautelar.
Os regulamentos existentes apenas se referem à quantidade de resíduos de pesticidas admissíveis nos produtos que chegam ao mercado. Um estudo recente (2002) da comissão europeia revelou que cerca de 53% das frutas, hortícolas e cereais consumidos em França contêm resíduos de pesticidas. Pior ainda, em 8,9% destes alimentos o teor dos resíduos ultrapassa os limites europeus permitidos. Na UE, 20,7% das amostras analisadas apresentavam resíduos de vários pesticidas em simultâneo.
Porém, os valores de resíduos de pesticidas admissíveis não garantem a defesa do consumidor: eles são definidos com base em testes que não têm em conta a maior vulnerabilidade das crianças, nem os efeitos relativos à perturbação do sistema endócrino. Além de que os testes efectuados estudam apenas o efeito de uma substância isolada e o efeito da presença conjunta de mais do que uma substância pode ser totalmente diferente da soma de cada uma delas.

Quantidades infinitesimais que actuam no longo prazo.
A exposição a quantidades infinitesimais destes tóxicos numa fase crucial do desenvolvimento, como a gestação e os primeiros anos de vida de uma criança, é suficiente para causar danos que se repercutem por toda a sua vida. Danos que põem em causa a sua saúde imediata, a capacidade reprodutora, a inteligência e o comportamento em sociedade. O facto de não serem naturais, torna difícil a sua degradação e, por isso, acumulam-se nos ecossistemas. A factura que as pessoas e animais selvagens estão a pagar por esta acumulação é alarmante em efeitos e extensão.
Problemas de desenvolvimento, aprendizagem e comportamento em crianças.
Diversos estudos evidenciam a ligação entre a exposição a pesticidas e a ocorrência de lesões no sistema nervoso em crianças. Essas lesões traduzem-se numa diminuição significativa da capacidade mental e num aumento de comportamento agressivo. Pensa-se que estas dificuldades resultam da exposição aos tóxicos em períodos em que o sistema nervoso se estrutura, determinando em grande medida o seu potencial para o resto da vida.
Os estudos já realizados permitem afirmar que uma variedade de produtos químicos usados vulgarmente na indústria e nos lares podem contribuir para a ocorrência de dificuldades de aprendizagem, problemas de desenvolvimento e comportamentais. Os principais neurotóxicos incluem: metais pesados; a nicotina; pesticidas; dioxinas e PCB; e solventes usados em pinturas, colas e soluções de limpeza. Estes produtos químicos podem ser directamente tóxicos para as células ou interferir com as hormonas, neurotransmissores ou outros factores de crescimento.
“Não vou esperar por mais provas para mudar os meus hábitos alimentares”.
Walter J. Crinnion, médico nutricionista, dirige um programa de desintoxicação para poluentes ambientais e integra o corpo docente da Universidade de Ciências da Saúde Natural Bastyr de Seatle, nos EUA. Ele tem tratado de doentes cujas análises ao sangue revelam vários pesticidas que, como o DDT, vão entrando no corpo lentamente ao longo dos anos e se acumulam nos tecidos adiposos. O Dr. Crinnion afirma que “evitar resíduos de pesticidas nos alimentos pode salvar muitas vidas e reduzir o custo do sistema de saúde”. Os seus doentes recuperam a saúde após submeterem-se a um longo programa de tratamento para eliminar os pesticidas do corpo e adoptarem uma alimentação biológica.
(Texto anterior adaptado do artigo “Pesticidas, a situação é alarmante e urgente”, em A Joaninha, órgão da Agrobio, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica).
Junte-se à Biorege, pela saúde dos seus filhos... e a sua!
Foi a actual situação alarmante relativamente à contaminação dos alimentos por pesticidas e a urgência de acções que a enfrentem que esteve na origem da criação da Biorege. Somos uma cooperativa de consumidores dos concelhos de Almada e Seixal que adquire e põe ao dispor dos sócios unicamente produtos provenientes da agricultura biológica certificada. Se partilha das nossas preocupações e quer optar por mudanças nos seus hábitos alimentares, não hesite, junte-se a nós. Pela sua saúde (... e o ambiente agradece...)!
Publicado por Vitorino às 01:03 PM
Valor nutritivo
Cultivados em solos equilibrados por fertilizantes naturais, os alimentos biológicos alcançam melhor qualidade quanto ao teor em vitaminas, minerais, hidratos de carbono e proteínas: são capazes de saciar graças ao equilíbrio dos seus constituintes.
Biodiversidade
A diminuição da diversidade biológica é um dos principais problemas ambientais dos dias de hoje. A Agricultura Biológica dá continuidade à diversidade das sementes e das variedades locais e recusa os OGM, que põem em perigo numerosas variedades de grande valor nutritivo e cultural.
Sabor
Nos solos regenerados e fertilizados organicamente, as plantas crescem saudáveis e desenvolvem, da melhor forma, o seu verdadeiro aroma, as suas autênticas cor e sabor, os quais permitem redescobrir o verdadeiro gosto dos alimentos não processados.
Harmonia
A Agricultura Biológica respeita o equilíbrio da Natureza e contribui para um ecossistema saudável. O equilíbrio entre a agricultura e a floresta as rotações das culturas, etc. permitem a preservação de um espaço rural capaz de satisfazer as gerações vindouras.
Garantia de Saúde
Numerosos pesticidas proibidos em determinados países devido à sua toxicidade continuam a ser utilizados, por vezes vendidos ilegalmente e obtidos por contrabando. Os estudos toxicológicos reconhecem as relações existentes entre os pesticidas e certas patologias, como o cancro, as alergias e a asma.
Água Pura
A prática de agricultura ecológica, que não utiliza produtos perigosos nem grandes quantidades de azoto que contaminam os lençóis de água potável, é uma garantia da obtenção de água pura nos tempos futuros.
Educação
A Agricultura Biológica é uma grande escola prática de Educação Ambiental. Ela apresenta um modelo de desenvolvimento sustentável no meio rural, deveras promissor para todos os jovens a quem, um dia, caberão as tomadas de decisão da sociedade.
Certificação
Os produtores agro biológicos seguem normas rigorosas, controladas por organismos de certificação independentes segundo regras internacionais reconhecidas, hoje em dia, pelos governos de inúmeros países.
Emprego
Além da dimensão humana e socialmente responsável que esta actividade assume, as práticas ecológicas e a gestão adequada dos recursos locais das explorações leva a que os produtores agro biológicos gerem oportunidades de criação de empregos permanentes e dignos.
(O texto anterior foi adaptado de Jean-Claude Rodet, in www.agrobio.pt)
A Agricultura Biológica em Portugal
Em Portugal, o desenvolvimento da Agricultura Biológica ainda é insuficiente para as necessidades. No entanto, é notória a sua evolução positiva.
No sítio da AGROBIO (Associação Portuguesa de Agricultura Biológica) – www.agrobio.pt – poderá obter informações genéricas.
Para dados estatísticos mais detalhados, por favor consulte o sítio do Instituto de Desenvolvimento Rural e Hidráulica, em http://www.idrha.min-agricultura.pt/agricultura_biologica/dados_estatisticos.
Publicado por Vitorino às 09:38 AM
A saúde pública está estreitamente relacionada com a qualidade da alimentação suficiente das mulheres, dos homens e, sobretudo das crianças que a integram: cada vez mais tomamos consciência de que comer de uma forma adequada é vital para a prevenção e recuperação de muitas das doenças modernas, a aumentarem assustadoramente nestas últimas décadas. Por isso, a redução da capacidade nutritiva dos alimentos, a par da acumulação no organismo humano de resíduos de adubos, pesticidas, antibióticos, hormonas e outros produtos químicos de síntese tem uma grande influência nos gastos dos cidadãos e do estado com a saúde.

Esta situação é tanto mais grave quanto os alimentos que pomos diariamente no nosso prato, além de nos fornecerem nutrientes, podem se curativos e terapêuticos. Jean-Claude Rodet, agrobiólogo francês dá dois exemplos: as análises bioquímicas feitas em laboratório mostram que o feijão contém substâncias que ajudam à função renal; e o sumo de beterraba ajuda a regenerar o sangue e combater anemias.
Socialmente responsável
A Agricultura Biológica (AB) une os agricultores e os consumidores na responsabilidade de:
* Produzir alimentos e fibras de forma ambiental, social e economicamente sã e sustentável;
* Preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais;
* Permitir aos agricultores uma melhor valorização das suas produções e uma dignificação da sua profissão, bem como a possibilidade de permanecerem nas suas comunidades;
* Garantir aos consumidores a possibilidade de escolherem consumir alimentos de produção biológica, sem resíduos de pesticidas de síntese e, consequentemente, melhores para a saúde humana e para o ambiente.
A AB permite igualmente a revitalização das comunidades rurais e restitui aos agricultores a dignidade e o respeito que lhe são merecidos pelo seu papel de guardiães da paisagem e dos ecossistemas agrícolas.
Além de que os produtores agro biológicos seguem normas rigorosas, controladas por organismos de certificação independentes segundo regras internacionais reconhecidas, hoje em dia, pelos governos de inúmeros países.
Contributo para uma sociedade mais justa
Pelas características do seu modo de produção, a agricultura biológica faz apelo à fixação dos agricultores e requer a criação de postos de trabalho rurais. Graças à dimensão humana que as explorações agro biológicos assumem, às suas práticas ecológicas e à gestão adequada dos recursos locais, os produtores geram oportunidades de criação de empregos permanentes e dignos.
A par de outras actividades (preservação do património, turismo, energias alternativas, etc.), a AB contribui, pois, para a autonomia socio-económica do povoamento nas zonas rurais, criando condições para o desenvolvimento económico e cultural dos seus habitantes.
Ao favorecer a produção, o comércio e o consumo locais, a AB contribui para a autonomia e soberania alimentares das regiões em que se inscreve. Ao mesmo tempo que favorece a autonomia dos produtores, libertando-os da dependência das grandes empresas e das multinacionais de sementes e de produtos fitossanitários.
Publicado por Vitorino às 05:38 PM
A agricultura biológica permite produzir alimentos de alta qualidade em suficiente quantidade.
A acreditar nos dados que apontam para que uma percentagem elevada das doenças degenerativas têm origem nas deficiências alimentares, o consumo sistemático e generalizado de alimentos biológicos representará uma poupança nas despesas com a saúde, tanto para as famílias como para as sociedades. Poupança essa que poderá satisfazer com vantagem as acrescidas despesas com uma maior utilização de mão-de-obra.

Por outro lado, a agricultura biológica não é nociva para os seres humanos e o ambiente, contribuindo até para a regeneração e o enriquecimento do património natural. Contrariamente ao que acontece com a agricultura industrial ou agro química e com as culturas geneticamente modificadas, que praticam preços que não têm em conta os gastos sociais (de saúde e de despesa pública, nomeadamente) com as contaminações que provocam.
A agricultura biológica protege o património genético, não só porque não usa organismos geneticamente modificados (OGMs), mas também porque requer a utilização de plantas rústicas, adaptadas à região, ou seja, autóctones. A biodiversidade agrícola tem uma importância enorme para a saúde humana, para a sustentabilidade das comunidades agrícolas e para o desenvolvimento sustentado da agricultura.
A utilização de composto (estrume fresco e resíduos vegetais) como base da fertilização torna o solo adequado à vida dos microorganismos produtores dos elementos necessários ao desenvolvimento saudável das plantas, microorganismos que são destruídos com a fertilização química.

Ao seleccionar plantas adaptadas ao meio, fertilizadas naturalmente, e ao manter os habitats dos animais silvestres, tornando viável a vida de numerosas espécies, a agricultura biológica mantém e fomenta a biodiversidade e contribui para combater a desertificação. Também protege os aquíferos, não só por haver menor risco de contaminação, como por favorecer a retenção da água no solo.
Ao aliar novas tecnologias com a valorização das metodologias produtivas tradicionais e as trocas locais e regionais, a agricultura biológica contribui para reduzir a poluição e para evitar os desperdícios energéticos.
O modo de produção biológico constitui, pois, uma opção pelo uso racional de recursos agrícolas e ambientais, com elevados benefícios para a alimentação e a saúde humanas.
Publicado por Vitorino às 12:05 PM
A agricultura convencional moderna utiliza numerosos agro químicos sintéticos, para matar insectos e outras pragas, para destruir plantas que nascem junto às culturas, para combater doenças, para alterar o crescimento...
Estes produtos não são inócuos, mesmo se usados nas doses indicadas. Como não são inócuos os seus efeitos a longo prazo nos campos, nem os efeitos das suas inúmeras combinações no nosso organismo.
Além disso, em relação a alguns vegetais sem a garantia da agricultura biológica há um elevado risco de contaminação por organismos geneticamente modificados, com consequências imprevisíveis para a saúde humana (por falta das necessárias precauções na sua produção e comercialização).

A agricultura biológica respeita os ritmos naturais das plantas, não aplica produtos químicos de síntese, nem utiliza sementes transgénicas. Com os alimentos biológicos frescos, usufrui-se da totalidade dos nutrientes e do verdadeiro sabor dos alimentos. Além de que torna possível a existência de uma indústria alimentar saudável, equilibrada e nutritiva. Por isso, os produtos da agricultura biológica são realmente alimentos seguros, que contribuem para a saúde dos agricultores e dos consumidores.

Por exemplo: o consumo de cereais integrais é importante, dada a sua riqueza em fibras e em minerais. No entanto, é especialmente importante que os cereais integrais consumidos sejam provenientes de agricultura biológica, pois é na casca que se acumulam mais os pesticidas das culturas convencionais de cereais.
Publicado por Vitorino às 01:46 PM