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Secção Sobre os transgénicos

março 17, 2009

Por alimentação e agricultura livres de transgénicos

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É o nosso grito, em uníssono om os Amigos de la Tierra e muitas outras organizações da vizinha Espanha que mais uma vez se manifestam: ESTAMOS CONVOSCO, amigos! Nós também não queremos os transgénicos!

Para mais informações, vá a http://www.tierra.org/spip.php?rubrique70/.

Publicado por Vitorino às 01:51 PM | Comentários (0)

novembro 18, 2008

Transgénicos? NÃO, obrigado!

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UM MANIFESTO EM 10 PONTOS

Os alimentos transgénicos, ou plantas geneticamente modificadas, têm sido apresentados como solução para tudo: fome no mundo, alterações climáticas, agricultura química, doenças e subnutrição... Mas a verdade pode ser bem diferente, e as razões abaixo, entre outras, justificam a proibição pura e simples destes frutos da engenharia genética.

1. Os transgénicos não resolvem a crise alimentar

"A crise climática foi usada para promover os biocombustíveis, o que ajudou a criar a crise alimentar. E agora a crise alimentar está a ser usada para dar um novo fôlego à indústria da engenharia genética."
Daniel Howden, correspondente em África do jornal britânico The Independent

"O cínico que há em mim acha que eles estão a usar a actual crise alimentar e energética como mola para impulsionar os transgénicos a nível político. Percebe-se porque é que o fazem, mas o problema é que essas alegações de que os transgénicos vão resolver os problemas da seca ou da fome no mundo não passam de palermice."
Prof Denis Murphy, Director de Biotecnologia da Universidade de Glamorgan, Reino Unido

Um relatório de 2008 do Banco Mundial concluiu que a produção de biocombustíveis é responsável pela subida dos preços dos alimentos a nível mundial. A Monsanto, a maior multinacional dos transgénicos, tem estado na primeira linha a fazer pressão política a favor deste tipo de energia, que usa os alimentos para alimentar carros, e não pessoas. Ao mesmo tempo, enquanto a crise atingia o auge, a empresa conseguia lucros inimagináveis com a venda de sementes e pesticidas a preços inflacionados. Para 2008 a Monsanto já anunciou lucros líquidos de 11 mil milhões de dólares - em relação a 2007 isto representa um aumento de três mil milhões de dólares! Para rematar, a mesma empresa tem defendido publicamente os (seus) transgénicos como solução para a crise alimentar que ajudou a criar.
...

Para ler o resto, ver as referências ou descarregar este documento em diferentes formatos, basta ir aqui: http://stopogm.net/?q=node/447

Pode aceder à apresentação deste Manifesto na apresentação seguinte: Download file.

Publicado por Vitorino às 04:58 PM | Comentários (0)

Manipulação Maléfica: documentário sobre plantas GM

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Graças ao esforço de uma série de pessoas, está agora disponível online e legendado em português um excelente documentário sobre transgénicos produzido pela TVE britânica. Trata-se do filme “A Manipulação dos Campos” ("Aliens in the Field"), com a duração de cerca de 23 minutos. Para ver este filme basta ir a http://stopogm.net/?q=taxonomy/term/45.

Publicado por Vitorino às 04:16 PM | Comentários (0)

OGM também libertam fantasmas nos genes de gerações futuras

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“The ghost in our genes” (o fantasma nos nossos genes) é um documentário a não perder por quem entender a língua inglesa e pode ser visionado em: http://video. stumbleupon. com/#p=trjny62bq 0

Este documentário informa-nos sobre as conclusões científicas de que através dos genes herdamos mais do que apenas o código genético dos nossos pais. As experiências dos nossos pais e avós passam para nós de uma forma ainda muito mal conhecida – a epigenética.
Mutações do mesmo tipo nos mesmos genes dão origem a síndromas totalmente diferentes em pessoas diferentes, porque os genes têm "memória" do sítio de onde vieram e expressam-se de forma diferente.
O simples facto de se manipularem células embrionárias fora do seu ambiente normal causa alterações na expressão dos genes.

- O quê???? Mas isso contraria completamente a teoria de que um gene expressa uma proteína e sempre a mesma proteína em qualquer contexto! E significa que o simples acto de manipulação em laboratório das células dos seres vivos altera a expressão do seu DNA, mesmo que nem lhes metam genes novos!
- Pois é, e lá se vai o fundamento todo da engenharia genética pelo cano abaixo. Mais dúvidas a acrescentar aos efeitos de médio e longo prazo das plantas geneticamente modificadas nos seres vivos que as consomem.

Há também um artigo recentemente, publicado com o mesmo nome deste documentário, que podemos descarregar gratuitamente em http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1140443#PaperDownload

Publicado por Vitorino às 03:40 PM | Comentários (0)

OGM: que coexistência, quando a colheita é também a semente?

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Em 2007, a Rede de Sementes Camponesas (RSP - Réseau Sementes Paysannes) e a Bio de Aquitânia (Bio d'Aquitaine) levaram a cabo uma experiência de campo em parceria com o laboratório Eco-Innov do INRA (Institut National de la Recherche Agronomique, ou Instituto Nacional de Pesquisa Agronómica, instituto científico público em França) para estudar os fluxos de pólen entre campos de milhos híbridos amarelos e campos de milhos brancos biológicos. Os grãos amarelos presentes no milho branco aquando da colheita são indício de uma polinização pelos milhos amarelos. As percentagens de grãos amarelos observadas são da ordem dos 0,75% a 50 metros e dos 0,1% a 175 metros. Estas percentagens podem ser extrapoladas para eventuais contaminações provenientes de milhos portadores de dois OGM. Com OGM simples, como o MON 810, seria necessário dividi-las por dois.

Estes resultados, ainda preliminares, confirmam os receios já existentes quanto à continuidade das agriculturas tradicional ou de qualidade, como a agricultura biológica, no caso de contaminação por culturas de OGM, pelo que devem ser confirmados em mais anos e em diversas condições ambientais.
Estes resultados devem ser, desde já, tomados em consideração nos trabalhos desenvolvidos pelo governo [francês] para determinar as distâncias entre culturas, tendo em vista evitar a presença acidental de OGM em outras produções.

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Para adaptar as variedades que cultivam ao seu modo de produção sem adubos químicos nem pesticidas de síntese, numerosos agricultores biológicos semeiam todos os anos parte da sua colheita do ano anterior, o que é impossível com as sementes de milho híbrido comercializadas. Por isso, eles seleccionam variedades locais de milho e aproveitam a sua colheita para as sementeiras do ano seguinte. Em caso de contaminação fraca por OGM, essa colheita não perderá a certificação nos termos do novo regulamento, que tolera um pouco de OGM nos produtos bio. Mas se os agricultores utilizarem essa colheita contaminada como semente, essa primeira contaminação irá juntar-se às contaminações dos anos seguintes tornando a sua produção invendável como biológica, a prazo, devido à presença dos OGM, condenando assim também ao desaparecimento as variedades locais por eles seleccionadas.

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Parece difícil determinar com segurança as distâncias de segurança das culturas não OGM sem que se verifique previamente a evolução deste tipo de contaminações no decurso de vários anos. É também indispensável verificar-se o impacto que pode ter aquando da presença de apicultores profissionais importantes na proximidade imediata dos campos de milho. Devem ser disponibilizados suficientes meios financeiros para a prossecução destas experiências: bastarão alguns milésimos dos financiamentos que são concedidos actualmente para as pesquisas em biotecnologia.
Qualquer contaminação resultante de distâncias insuficientes, fixadas arbitrariamente na falta destes resultados da experimentação, não teria nada de acidental e colocaria problemas insolúveis de responsabilidade.

Contactos:
Patrice Gaudin, para a Bio d'Aquitaine (http://www.bio-aquitaine.com/): (França) 06 86 38 00 39
Guy Kastler, para a Réseau dês Sémences Paysannes (http://www.semencespaysannes.org/): (França) 06 03 94 57 21

Original (em francês, in http://www.semencespaysannes.org/ogm_coexisten_quand_recolte_est_aussi_semence_115-actu_57.php (tradução e adaptação nossa).

Publicado por Vitorino às 03:30 PM | Comentários (0)

setembro 27, 2008

Transgénicos são Menos Produtivos

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Em Abril de 2008, a Universidade do Kansas publicou um estudo que demonstra, depois de analisar a produção da cintura cerealífera dos Estados Unidos durante os últimos três anos, que a produtividade dos cultivos transgénicos (soja, milho, algodão e canola) foi menor que na época anterior à introdução de transgénicos. A soja apresenta uma diminuição de rendimento de até 10 por cento. A produtividade do milho transgénico foi em vários anos menor e em alguns igual ou imperceptivelmente maior, dando um resultado total negativo comparado com as variedades convencionais. Também mostram menor rendimento a canola e o algodão transgénico tomados em períodos de vários anos. (E, em todos os casos, as sementes são mais caras que as convencionais, pelo que a margem de ganho dos agricultores também é menor).

Este estudo corrobora vários anteriores. Em 2007, a Universidade de Nebraska descobriu que a soja transgénica da Monsanto produzia 6 por cento menos que a mesma variedade da empresa em versão não transgénica e até 11 por cento menos que a melhor variedade disponível de soja não transgénica. Outros estudos, inclusive um do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em Abril 2006, mostram resultados similares: definitivamente, os transgénicos não são mais produtivos.

A razão principal, explicam os estudos, é que a transgenia altera o metabolismo das plantas, o que em alguns casos inibe a absorção de nutrientes, e em general, exige maior energia para expressar características que não são naturais da planta, retirando­‑lhe capacidade para se desenvolver plenamente.
A explicação da Monsanto face ao estudo da Universidade do Kansas, foi que «os transgénicos não estão desenhados para aumentar a produtividade» (The Independent, 20/04/2008).”

Excerto do artigo de Sílvia Ribeiro “Quer baixar a produção? Use transgénicos!” publicado por La Jornada (http://www.jornada.unam.mx/2008/07/19/index.php?section=economia&article=021a1eco) em 19 de Julho de 2008. Traduzido em http://infoalternativa.org/spip.php?article46

Publicado por Vitorino às 04:14 PM | Comentários (0)

julho 29, 2008

Quem disse que os OGM têm vantagens económicas?

A existirem vantagens económicas na utilização de OGM (o que é bem possível se só tivermos em conta um período de 1 ou 2 anos) deveríamos questionar o valor dessas vantagens. Tal como fazemos quando vamos às compras e escolhemos pagar mais caro mas comprar uma coisa que vai durar mais, por exemplo.

Porque é provável que nos apareçam com uma tabela “oficial” à frente onde as contas que nos mostram parecem provar que é mais barato usar milho geneticamente modificado. Só que nessa tabela não estarão incluídos os valores acrescidos dos agroquímicos gastos, nem valores que são dificilmente quantificáveis em termos económicos: a poluição das terras e das águas, a alteração do ecosistema, a perda de variedade genética nas culturas e de variedade de alimentos disponíveis para o ser humano, a desintegração de comunidades caracterizadas por determinado tipo de agricultura minifundiária com determinado tipo de plantas endémicas, as consequências a prazo para a saúde humana e animal, etc. E estes valores... são impagáveis!

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Claro que as empresas que controlam as sementes – a Monsanto, a Dupont-Pioneer e a Syngenta são as três maiores - ganham com os OGM. Aliás, SÃO ESSAS MULTINACIONAIS AS ÚNICAS QUE SÓ TÊM A GANHAR, não só porque são também grandes produtoras dos agroquímicos a usar com as suas sementes mas, sobretudo porque todos os transgénicos são patenteados e, por isso, a contaminação converte-se num grande negócio: a contaminação é um delito imputável às vítimas e qualquer camponês ou agricultor que seja contaminado sem seu conhecimento ou que use as sementes transgénicas já compradas uma vez e que as volte a plantar (ou seja, exerça o “direito dos agricultores”) usa uma patente sem permissão e comete um delito pelo qual pode ser (e muitos já foram) processado judicialmente (Ver, por exemplo, o artigo de Sílvia Ribeiro em http://infoalternativa.org/autores/sribeiro/sribeiro024.htm).

Claro que as empresas até podem “investir” em “autoridades” que se dispõem a ganhar com o “fechar os olhos” ao princípio da precaução, pelo que OS CORRUPTOS E OPORTUNISTAS TAMBÉM PODEM GANHAR, em particular se tiverem uma débil consciência moral.

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Claro que alguns dos produtores honestos mas mal informados que cedem aos “cantos de sereia” também podem ter lucros nos primeiros anos. Mas …e depois? …e os outros? …e as outras consequências, para todos, dessa decisão de plantar OGMs a céu aberto sem consenso científico: quem paga esses prejuízos económicos, para a saúde de todos e para o ambiente? Onde estarão as multinacionais dos OGM quando se fizer esse balanço final?

Também por termos essa visão mais alargada dos benefícios económicos, defendemos a agricultura biológica e escolhemos eventualmente pagar mais caro alguns alimentos, sabendo que evitando os desperdícios, acabamos por poupar na alimentação e comer produtos saudáveis, para nós, para os restantes seres humanos e para o ambiente.

Publicado por Vitorino às 12:19 PM | Comentários (0)

julho 04, 2008

Risco consensual, escolhas opostas

Sobre os OGM (plantas ou organismos geneticamente modificados) há pelo menos consenso quanto a um aspecto: a sua disseminação na Natureza é incontrolável!

Por isso, deve-se seguir o princípio da precaução e esperar por consensos científicos mais alargados, dizem muitos (entre os quais nos encontramos), para não nos vermos futuramente confrontados com eventuais catástrofes em vidas humanas ou ecológicas.

Há que correr o risco, porque... dizem outros. Porquê? Quem fica a ganhar com isso? Quem se responsabilizará por eventuais catástrofes?

VOTEMOS COM AS NOSSAS OPÇÕES DE COMPRA

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Num mundo dominado pelo consumo de mercadorias, em que as vantagens financeiras comandam geralmente a produção, o comércio e as decisões dos poderes que governam as instituições económicas (instituições essas que, por regra, desprezam a participação dos cidadãos nas decisões e desvalorizam os valores morais e a justiça social), há que perguntar: quem ganha com os OGM´s?
Na nossa secção “Sobre os transgénicos” informamos sobre os perigos dos ogm's. As multinacionais que os produzem não desistem de os vender, compreende-se porquê... Mas porque será que agora a Comissão Europeia lhes quer facilitar o negócio?

Porque será que se ocultam e desprezam os gigantescos perigos da disseminação de plantas e animais geneticamente manipulados no ambiente? Porquê atacar o princípio da precaução nesta matéria tão importante? Porque será que há quem prescinda de testes científicos incontestáveis e se sirva da manipulação da comunicação social para intoxicar a vontade maioritária dos europeus, contrária aos alimentos geneticamente modificados? Em nome de que interesses se pode fazer mal à saúde das populações e contaminar animais e plantas?

Não seria melhor acabar com os actuais desperdícios de alimentos nos países “civilizados” e distribuir por todos os alimentos que, já hoje, chegariam para todos se a todos pudessem chegar? Não seria melhor deixar os agricultores de todo o mundo terem a terra e os outros recursos locais necessários para poderem produzir e trocar alimentos?

Afinal, o que é que eu (nós) tenho (temos) de fazer para cumprirmos com o dever de dizer NÃO aos ogm's? - leia os nossos textos e... pergunte-o à sua consciência!

Publicado por Vitorino às 12:56 AM | Comentários (0)

junho 30, 2008

400 especialistas mundiais ARRASAM os OGM

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O equivalente agrícola do IPCC ̶ o painel internacional sobre alterações climáticas, que ganhou o Prémio Nobel da Paz ̶ chama-se IAASTD (International Assessment of Agricultural Science and Technology for Development); e foi esse painel internacional sobre agricultura que durante quatro anos envolveu cerca de 400 dos maiores especialistas de todo o mundo num processo liderado por um alto funcionário do governo britânico, a pedido do Banco Mundial, FAO e Organização Mundial de Saúde, entre outros.

Em Abril de 2008 o IAASTD publicou o seu relatório cujo objectivo era clarificar qual o futuro papel da agricultura e do conhecimento e tecnologias agrícolas face aos objectivos mundiais de redução da fome e pobreza, melhoria da vida rural e facilitação de um desenvolvimento ambiental, social e economicamente equilibrado. É a primeira vez que as instituições internacionais desenvolvem tal esforço de visão global e perspectivação do que deve ser a evolução da agricultura face aos desafios da Humanidade.

Em relação aos OGM o relatório do IAASTD - que já foi ratificado por mais de 60 governos - considera-os incompatíveis com os métodos ecológicos e a produção de pequena escala, sendo que estes últimos oferecem as melhores hipóteses de solução integrada e devem ser objecto do máximo investimento por parte de países e agricultores.

In http://www.stopogm.net/?q=node/349

Publicado por Vitorino às 02:52 PM | Comentários (0)

maio 29, 2008

OGMs não permitem coexistência com outras culturas

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A delegação da Greenpeace no país vizinho publicou ontem um relatório sobre as plantas transgénicas intitulado “A coexistência continua impossível – Testemunhos da contaminação”, revelando as consequências das culturas transgénicas em Espanha.

Pode ler ou descarregar esse relatório em http://www.greenpeace.org/espana/

Publicado por Vitorino às 07:04 PM | Comentários (0)

Monsanto: um império do mal nos OGMs e não só...

Alguns dos principais argumentos contra a influência dos transgénicos e de uma das principais multinacionais que os produz e comercializa, a Monsanto, podem ser encontrados no artigo “Esta companhia pode ser a maior ameaça para a sua saúde futura” (“This Company May Be the Biggest Threat to Your Future Health”), em http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2008/05/01/this-company-may-be-the-biggest-threat-to-your-future-health.aspx?source=nl
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Uma investigação da revista Vanity Fair online revela a “Colheita de medo da Monsanto” (Monsanto’s Harvest of Fear), em
http://www.vanityfair.com/politics/features/2008/05/monsanto200805?printable=true¤tPage=all

Perante os variados factos e argumentos relativos à maléfica acção da Monsanto, são muitas as pessoas e organizações que a denunciam e combatem. Deixamos-lhe mais uma ligação importante, desta vez em língua francesa, da Combat Monsanto, “para que o mundo da Monsanto não se transforme no nosso mundo”: http://www.combat-monsanto.org/
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Publicado por Vitorino às 06:45 PM | Comentários (0)

maio 05, 2008

Uma pequena GRANDE DIFERENÇA

«Todos os organismos hoje utilizados na agricultura foram manipulados geneticamente», terá afirmado Miguel Mota cerca das 9 horas de hoje, dia 5 de Maio, na Antena 1, a propósito de um arroz novo na China, criado por manipulação genética.

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De facto, essa afirmação é, em parte, verdade: a não ser que se comam
plantas selvagens, todas as plantas de que nos alimentamos sofreram alterações genéticas ao longo dos séculos, e é por isso que temos variedades agrícolas.

MAS, ao contrário do que a referida frase parece querer dizer, NADA DISSO ACONTECEU POR ENGENHARIA GENÉTICA!

As plantas tradicionalmente utilizadas na agricultura foram obtidas por selecção natural: a sua evolução aconteceu com base em cruzamentos de acordo com as regras da Natureza, enquanto que os organismos manipulados geneticamente (os OGMs ou transgénicos) foram obtidos por uma intervenção (engenharia) humana que quebra (desrespeita) a barreira entre as espécies, que usa genes sintéticos, que induz mutações generalizadas, que cria instabilidade cromossómica e não tem nenhum dos aspectos de biocompatibilidade dos cruzamentos normais.

Não será o caso, mas há que estar atento às meias verdades que servem, entre outros, tantos agronegócios imorais. Nestes casos, é útil recordar António Aleixo: "P'ra mentira ser segura / e atingir profundidade / tem de trazer à mistura / qualquer coisa de verdade."

Publicado por Vitorino às 12:28 PM | Comentários (0)

abril 18, 2008

OGMs: fome de lucro sem ética.

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Alegoria das sementes transgénicas “terminator


A ideia que os trangénicos são a solução para a fome do mundo é, infelizmente, demasiado frequente, até na boca de quem tem informação para não o fazer.

Felizmente o discurso inverso já também já tem alguns anos. Há quase cinco anos, o director da FAO - Jaques Diouf - afirmou que a fome é um problema de vontade política política. Os OGMs podem trazer muita coisa (boa e má) ao mundo, mas a vontade política para acabar com a fome não é uma delas certamente.

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A ligação abaixo leva ao resumo (em língua inglesa) do livo 12 mitos acerca da fome, incluído na página web da Food First, uma ONG internacional dedicada aos problemas da fome. Os mitos 1 e 5 desse livro referem-se precisamente aos trangénicos.

http://www.foodfirst.org/pubs/backgrdrs/1998/s98v5n3.html

Publicado por Vitorino às 10:51 AM | Comentários (0)

abril 05, 2008

Açores: qualidade alimentar e equilíbrio ecológico... ou OGMs ?

Segundo a edição online do "Correio dos Açores" de 28 de Março de 2008 (artigo de João Paz “Cereais transgénicos dividem Governo e Lavoura”, em http://www.correiodosacores.net/view.php?id=6808), “A proibição, pela União Europeia, da importação de alguns cereais geneticamente manipulados, que estão a preços baixos no mercado internacional, gera desentendimento entre governo dos Açores e Associação Agrícola de São Miguel”.

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(Pastagens na Ilha de S. Miguel, Açores)

Jorge Rita, presidente da Associação Agrícola de São Miguel, considera “uma hipocrisia que a União Europeia proíba a comercialização de alguns cereais geneticamente modificados que estão a preços competitivos no mercado internacional e, em simultâneo, permita a entrada no mercado europeu de carnes de bovino e aves dos Estados Unidos, Argentina e Brasil que tiveram na sua cadeia alimentar os alimentos geneticamente manipulados“, com o que concordamos inteiramente. Contudo, não podemos concordar com as conclusões a que chega Jorge Rita sobre as medidas a tomar para acabar com essa hipocrisia.

De facto, “importar cereais mais baratos, [geneticamente modificados] utilizados na cadeia alimentar dos Estados Unidos”, como defende Jorge Rita, parece-nos ser a opção por imitar os dominantes, a solução aparentemente mais fácil e imediata.

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É verdade que “os aumentos de preços dos cereais a nível internacional trouxeram muitos constrangimentos quer à agricultura, quer à sociedade com o inevitável aumento dos custos de produção e subida dos preços dos produtos alimentares da alimentação”, mas optar pelos transgénicos não resolverá estes problemas e criará muitos outros. A solução passará, quanto a nós, por fortalecer a corrente de países e regiões (também em Portugal) que se tornam livres de transgénicos, e recusar a crescente utilização de cereais e outras plantas para produzir agrocombustíveis, à custa de enormes aumentos de preços e de consequências ambientais inaceitáveis.

Numa análise esclarecida e corajosa veículada pelo referido artigo do Correio dos Açores, Noé Rodrigues, Secretário Regional da Agricultura e Florestas, diz que “entre a opção de adoptar formas de pressão para obter autorização de importação de cereais geneticamente manipulados até agora proibidos e, por esta via, competir no mercado e a de manter incólume a imagem dos Açores enquanto Região com uma produção agrícola de qualidade e ambientalmente sustentável, o governo regional defende esta última forma de estar no mercado apesar dos inconvenientes em termos de custos e, consequentemente, de preços finais dos produtos."

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(Selo da R.A. Açores)

Sabendo que a qualidade do alimento dos animais se reflectirá na qualidade da carne deles proveniente para consumo humano, “Noé Rodrigues reconhece que o governo opta pela via em que o alimento animal é mais caro, reduzindo, assim, margens de competitividade. Mas, diz, é uma opção clara pela qualidade, pela diferenciação, pelo equilíbrio ambiental e pela certificação do produto. Com isso afirma estamos a ganhar oportunidades no mercado. Espreitar outros vectores comerciais que não os da massificação e da economia de escala. Porque, aliás, não temos dimensão nenhuma para termos economia de escala, realça o governante. Nesta óptica, conclui, não faz muito sentido estarmos aqui a dar vivas aos organismos geneticamente modificados pensando que vamos ser os maiores na comercialização de produtos.” (sublinhados nossos)

Talvez a competição com futuro - diremos nós - tenha de ser feita com produtos ecologicamente “puros” (a qualidade que os consumidores procuram nos produtos açoreanos) e talvez as cooperativas tenham também esse serviço a prestar aos seus associados, em São Miguel e não só...

Publicado por Vitorino às 10:39 AM | Comentários (0)

abril 04, 2008

Importação de cereais transgénicos não acaba com ruptura de stocks

Na sequência da recente alegação do grupo Valouro – o maior produtor nacional de rações animais, que também produz óleo de soja geneticamente modificada para consumo humano – de que poderia dar-se uma eventual ruptura no fabrico dos seus produtos caso a União Europeia não aprovasse a importação de cereais feitos com as novas variedades de OGM, a Plataforma Transgénicos Fora já veio esclarecer que a importação de cereais geneticamente modificados, solicitada pela Valouro não resolve o problema da ruptura de stocks que se regista em todo o mundo.

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De facto, a ligação entre a Valouro, os cereais transgénicos e os agrocombustíveis parece tornar-se cada vez mais evidente. Em 2007, a Valouro colocou em funcionamento uma unidade de produção de agrocombustíveis com capacidade de produção de 100 mil toneladas por ano (ver em http://www.biodieselbr.com/noticias/biodiesel/mercado-biocombustiveis-gera-330-milhoes-investimento-17-01-07.htm e em http://www.frenteoeste.com/modules.php?name=News&file=article&sid=3230). Agora, perante o aumento da procura global e a subida de preços de cereais, querem forçar as importações de novas variedades geneticamente modificadas.

A responsabilidade pela crescente procura de cereais para agrocombustíveis não é exclusivamente da iniciativa privada. Pelo contrário, tem sido fortemente apoiada pela meta comunitária para alcançar 10% de biocombustíveis em 2020 e por incentivos nacionais à produção destes cultivos e das suas unidades de produção.

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«Reconheço que existem problemas ao nível mundial com a subida de preço dos cereais e que começa a haver competição entre encher o prato ou o depósito [com os cereais agora usados para produzir agrocombustíveis]. Mas esses problemas de fornecimento também existem nos países onde são autorizados todos os OGM (organismos geneticamente modificados)», afirmou à Agência Lusa a Professora Margarida Silva, coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora. Mas «o problema da ruptura dos stocks tem a ver com o desvio dos cereais para os biocombustíveis, nada tem a ver com os OGM. A autorização de novas variedades de OGM em nada resolve o problema», adiantou.

Publicado por Vitorino às 06:20 PM | Comentários (0)

O cultivo de OGM é incompatível com as actividades turísticas

Pelo interesse da análise e por constituir uma nova perspectiva sobre os perigos associados às plantações de transgénicos em céu aberto, transcreve-se o seguinte trecho de um artigo de Gualter Baptista intitulado “Cultivos experimentais de OGM: um repelente para os turistas”:

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Os mesmos efeitos de risco, incerteza e indeterminação perante os produtos da engenharia genética fazem com que esta tecnologia possa ter repercussões muito graves ao nível sócio-económico. Gostaria de focar em particular nos potenciais efeitos negativos sobre o turismo..
Segundo dados da Direcção Geral do Turismo e do Instituto Nacional de Estatística,
«o sector do turismo é um dos mais importantes da economia portuguesa, representando cerca de 11% do PIB. O aumento do número de turistas e a importância estratégica deste sector, traduzida nas receitas que proporciona, na mão-de-obra que ocupa e no efeito multiplicador que induz em várias áreas, podem contribuir positivamente para reforçar a imagem externa de Portugal, para a valorização do património cultural e natural do País, bem como a melhoria da qualidade de vida dos Portugueses» [6]. As receitas do turismo ascenderam a cerca a 6600 milhões de euros em 2006, segundo dados do Banco de Portugal [6].
A libertação deliberada de organismos geneticamente modificados no ambiente, seja para fins experimentais ou para cultivo comercial, constitui um aspecto de despromoção do potencial turístico de Portugal aos olhos de uma parte significativa dos europeus que visitam o país. Este dado torna-se ainda mais relevante quando um dos grandes factores de promoção turística do país é a cultura gastronómica. Aqui podemos incluir como elementos de risco, sujeitos a contaminação, o mel ou a broa de milho. Tal risco não se materializa exclusivamente em análises de campo, pois depende largamente da percepção que os visitantes têm dos produtos e da sua percepção do risco de contaminação (e não exclusivamente da contaminação real, já em si difícil de analisar e, até ao momento, ausente de qualquer monitorização ou controlo no território português).
Os principais países de origem dos turistas são o Reino Unido (29,2%) e a Alemanha (15,2%). Estes países são dos que têm tido mais mobilizações contra o cultivo de transgénicos por parte da sociedade civil. A taxa de rejeição desta tecnologia na agricultura atinge os 79% na Alemanha e os 70% no Reino Unido. Simultaneamente, verifica-se uma elevada tendência de diminuição dos apoiantes da comercialização de alimentos geneticamente modificados entre 2002 e 2005
.”

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Para ler o artigo completo, é favor aceder a http://ingenea.pegada.net/?p=23

Publicado por Vitorino às 05:51 PM | Comentários (0)

março 05, 2008

Monforte “Livre de Transgénicos”

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Em sua reunião do passado dia 29 de Fevereiro de 2008, a Assembleia Municipal de Monforte - de acordo com proposta já anteriormente aprovada pela Câmara Municipal - decidiu por unanimidade considerar todo o território do município como "Zona Livre de Cultivo de Variedades Geneticamente Modificadas".

Esta deliberação responde corejosamente à situação criada pelo pedido de duas transnacionais da indústria da engenharia genética, a Pioneer e a Syngenta, de realização nos concelhos de Monforte (Portalegre) e de Ferreira do Alentejo (Beja), durante três anos, de ensaios de campo com duas variedades de milho transgénico tolerante a herbicida não autorizadas na União Europeia.

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Segundo declarações à Lusa, os órgãos municipais do concelho de Monforte baseiam esta decisão na cautela face ao desconhecimento existente relativamente às consequências das culturas transgénicas: "A Assembleia e a Câmara manifestaram-se, desta forma, contra o desconhecido. Não aceitamos que Monforte seja cobaia para testar algo que ninguém conhece", terá afirmado o presidente do município, Rui Maia da Silva.

Os pedidos da Pioneer e da Syngenta estiveram em processo de consulta pública entre 31 de Janeiro e 01 de Março, para o que a direcção da Biorege contribuíu com um parecer negativo, de que se salienta:

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A Biorege é uma cooperativa de consumo de produtos de agricultura biológica. Como empresa do sem fins lucrativos, só nos guia a intenção de colocar à disposição dos consumidores alimentos que comprovadamente sejam seguros e saudáveis, sem qualquer tipo de condescendência por interesses comerciais ou industriais que possam colocar em risco a saúde dos cidadãos ou o futuro dos nossos filhos.

Por isso, e porque os economicamente poderosos grupos de pressão da indústria da engenharia genética insistem em tentar realizar ensaios de campo em Portugal – o que repudiamos em geral, enquanto não houver consenso científico sobre quais e em que condições os ensaios de campo com plantas geneticamente modificadas serão completamente seguros para a agricultura e para o ambiente – vimos subscrever a solicitação para que novamente este ano, essa pretensão seja negada pelo Ministério do Ambiente, a autoridade nacional legalmente competente para o efeito. (...)

— Em Monforte a parcela prevista para testes está inserida na zona protegida que faz parte da Rede Natura 2000: trata-se da Zona de Protecção Especial de Monforte, criada especificamente para a protecção de aves estepárias, aves essas que usam as culturas de cereais para se alimentarem e nidificarem. O milho geneticamente modificado que vai ser testado não pode entrar na alimentação humana, mas nada vai poder impedi-lo de entrar na alimentação das aves que deviam estar a ser protegidas. (...)

— Ainda no caso de Monforte a parcela de testes encontra-se a escassas dezenas de metros da Ribeira Grande, uma das maiores linhas de água do distrito de Portalegre, e ainda de várias represas. (...)

De acordo com o exposto, parece-nos evidente que os ensaios em consulta pública não garantem o elevado nível de protecção que a Directiva comunitária 2001/18 prevê e os cidadãos portugueses merecem. Pelo que a cooperativa Biorege defende e apoia a reprovação do presente pedido da Pioneer e da Syngenta por parte do Ministério do Ambiente.”

Publicado por Vitorino às 03:20 PM | Comentários (0)

março 01, 2008

Contaminação transgénica no mundo - saiu o Relatório Greenpeace / GeneWatch

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O Greenpeace Internacional e o grupo GeneWatch UK acabam de lançar o Relatório sobre o Registo da Contaminação Transgénica 2007.
O Relatório original (em inglês) pode ser consultado em http://www.greenpeace.org/raw/content/brasil/documentos/transgenicos/ge-contamination-register-2007.pdf). A síntese ou o “sumário executivo” em português desse Relatório encontra-se em http://www.greenpeace.org/raw/content/brasil/documentos/transgenicos/sumario-executivo-do-registro.pdf.

Segundo esse Relatório, as empresas de biotecnologia agem impunemente enquanto os casos de contaminação transgénica continuam à escala global. O Greenpeace refere 39 novos casos em 23 países, evidenciando a falta de regras de responsabilização de empresas e governos.

A maior parte dos casos de contaminação envolve cultivos de arroz e milho, mas também inclui soja, algodão, canola, mamão, papaia e peixes. O Registro de Contaminação Transgénica existe desde 2005 e já identificou 216 eventos de contaminação em 57 países ocorridos desde 1996, quando as plantações transgénicas foram iniciadas comercialmente.

As contínuas ameaças da contaminação transgénica para a agricultura de países em desenvolvimento demonstram a necessidade de se definir regras legais e internacionais que assegurem que as empresas responsáveis pela contaminação paguem pelos danos.

Ainda de acordo com informação obtida no ecoblogue (http://www.ecoblogue.net/index.php?option=com_content&task=view&id=996&Itemid=38), governos de todo o mundo vão negociar entre os dias 12 e 19 de março, em Cartagena, na Colômbia, regras internacionais para definir a responsabilização em casos de estragos causados por organismos geneticamente modificados (OGMs). Essas negociações acontecem dentro do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança. Alguns países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia opõem-se a um acordo global desse tipo.

Publicado por Vitorino às 07:31 PM | Comentários (0)

fevereiro 11, 2008

Pragas ganham resistências a transgénicos Bt

Em artigo datado de 8 de Fevereiro de 2008, o editor de ciência do The Independent, dá conta de um estudo norte-americano que comprova a criação de resistência na mosca de casulo (“bollworm”), uma das pragas mais destrutivas das culturas do algodão e que se pensava combater eficazmente através das toxinas produzidas por plantas geneticamente modificadas (com genes Bt, ou seja, de uma bactéria chamada Bacillus thuringiensis).

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(Larva de “bollworm”)

Pode ler-se nesse em partes desse artigo que “Um estudo científico descobriu que um insecto-praga supostamente morto por um tipo de algodão geneticamente modificado no qual foi inserido um gene de toxina desenvolveu resistência e está a espalhar-se pelos Estados Unidos. (…) é o primeiro exemplo documentado de uma praga na natureza se ter tornada resistente a esta espécie de cultura GM, que se julgava imune dos problemas que têm apresentado os pesticidas convencionais. (…) A forma resistente da lagarta da mosca foi encontrada numa dúzia de campos dos estados meridionais do Arkansas e Mississippi entre 2003 e 2006 onde foram conduzidas as pesquisas.”

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(A “mosca de casulo”)

Embora escrito num tom muito calmo, este artigo (em inglês) mostra o que todos sabiam e ninguém queria ver: as pragas evoluem e tornam-se resistentes às plantas Bt.
E agora? Mais pesticidas, pesticidas mais fortes, num círculo vicioso sem fim?!... Mas as plantas transgénicas não vinham precisamente inverter essas tendências? Afinal, onde vão dar as alegadas vantagens das plantas transgénicas (ou geneticamente modificadas, ou OGM)?

Para ler o artigo original (de entomologistas da Universidade do Arizona, EUA), é favor aceder a http://uanews.org/node/18178 (Em http://uanews.org/node/18133 pode aceder ao vídeo)

Para ler o original do artigo do The Independent, é favor aceder a
http://www.independent.co.uk/news/science/pest-evolves-resistance-to-gm-crops-779794.html

Publicado por Vitorino às 01:05 PM | Comentários (0)

janeiro 18, 2008

Espanha: investigadores e sociedade civil juntos pela proibição do cultivo de transgénicos

Adaptado de PUBLICO.PT, 16.01.2008 - 20h09 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1316863&idCanal=92)

Mais de 300 investigadores e representantes da sociedade civil espanhola assinaram um manifesto promovido pelas associações Amigos de la Tierra, COAG, Ecologistas en Acción e Greenpeace, onde pedem ao Governo espanhol que proíba o cultivo de transgénicos.

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A medida - tomada dias depois da França ter proibido o cultivo do milho transgénico MON 810, da Monsanto - quer alertar para a "ameaça que representam para a agricultura e para a sustentabilidade" as sementes transgénicas, segundo o "El Mundo" online.

"Não se trata de um debate técnico, mas tão simplesmente de conservação, saúde humana e ambiente", comentou Liliane Spendeler, presidente da associação Amigos da Terra em Espanha.

"Trata-se de uma tecnologia que está a destruir a biodiversidade, e que nasceu como subproduto da indústria militar. É lamentável que Espanha seja um vector de produção destes cultivos na Europa, quando é um país rico em biodiversidade", disse o investigador do Jardim Botânico de Las Palmas de Gran Canaria, Eugenio Reyes.

O documento pretende promover um debate na sociedade sobre os OGM (organismos geneticamente modificados).

O manifesto foi apoiado por peritos de centros de investigação, universidades, jardins botânicos e de sindicatos e organizações ecologistas.

Para mais informações e/ou para conhecer o texto do manifesto, pode ir a http://www.tierra.org/spip/spip.php?article332a
ou a
http://www.ecologistasenaccion.org/spip.php?article6049

Publicado por Vitorino às 07:11 PM | Comentários (0)

janeiro 10, 2008

«Elementos negativos» em milho transgénico

Portugal Diário | 2008/01/09 | 22:10
IMPACTOS NA FLORA E NA FAUNA, REVELA ESTUDO FEITO EM FRANÇA

Um grupo de especialistas franceses detectou elementos «científicos negativos» em milho transgénico da variedade MON 810, o único que até agora se cultiva no país, e as suas conclusões figuram num boletim oficial divulgado esta quarta-feira.
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O estudo foi elaborado pela Alta Autoridade para os Organismos Geneticamente Modificados e dado a conhecer pelo presidente daquela entidade, Jean-François Legrand, que entregou uma cópia da análise ao ministro da Ecologia, Jean-Louis Borloo.

Legrand, senador do partido governamental UMP, disse à imprensa que o estudo permitiu detectar «elementos científicos negativos novos e com impacto sobretudo na flora e na fauna».

«Temos sérias dúvidas» acerca do comportamento do milho MON 810, afirmou Legrand, empregando uma frase que pode influenciar a decisão do governo acerca do cultivo deste organismo geneticamente modificado (OGM).(…)

Pode ler a totalidade do artigo em

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=901324&div_id=291

Ler também

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1316181&idCanal=92

Publicado por Vitorino às 12:07 PM | Comentários (0)

janeiro 09, 2008

França: quinze grevistas da fome contra OGM´s

Desde o dia 3 de Janeiro que uma quinzena de activistas franceses anti-OGM se encontram em greve de fome de duração indeterminada para exigir que o Governo cumpra as promessas feitas em Outubro de 2007 e accione em Bruxelas a cláusula de salvaguarda que permitirá proibir o cultivo de plantas geneticamente modificadas em França.

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Entre os grevistas da fome encontra-se José Bové, antigo porta-voz do sindicato da Confederação Camponesa e ex-candidato à presidência francesa, conhecido pela sua luta contra os transgénicos. Em causa está o milho 'MON 810', do grupo norte-americano Monsanto, actualmente o único tipo de milho geneticamente modificado que é cultivado na França.

Se em Fevereiro voltar a ser autorizado o cultivo de milho transgénico em França, as hipóteses de travar a implantação de OGM neste país desvanecem-se por muito tempo. Esperemos que Bové e os ambientalistas que se dispuseram a esta acção radical não cedam e possam contribuir decisivamente para vergar o governo à vontade da maioria dos franceses.

Informação sobre acções complementares à dos grevistas da fome estão disponíveis em:
http://grevedelafaim-moratoire-ogm.org/

Petição contra ogm’s: http://www.stop-ogm.org/
http://www.confederationpaysanne.fr/

Informação de imprensa:
José Bové et les altermondialistes entament leur grève de la faim contre les OGM
http://www.liberation.fr/actualite/economie_terre/301680.FR.php
OGM: Ségolène Royal solidaire de la grève de la faim de Bové
http://www.liberation.fr/actualite/economie_terre/301610.FR.php

Para os interessados, indica-se um endereço para o qual poderão ser enviadas mensagens de apoio a esta greve da fome e sugere-se um texto em francês para exprimir esse apoio:

grevedelafaim.moratoire@gmail.com

Chers amis, Cher Mr. Bové:
Je désire exprimer mon appuy à vos propos.
Merci de votre courage,
Je vous accompagne.
Avec des salutations amicales
(nome)

Publicado por Vitorino às 05:57 PM | Comentários (0)

dezembro 12, 2007

Almargem suspeita que milho transgénico dizima colmeias

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Adaptado de artigo de JV/RS, 03 Dezembro 2007 – em http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=79370

A Almargem suspeita que plantações de milho transgénico em Silves estejam na origem da morte de 7 colmeias e do prejuízo de outras 18 na mesma zona, todas do mesmo apicultor de Poço Barreto.

Esta é uma situação grave que torna a colocar em cima da mesa a possível relação entre o cultivo de milho transgénico e a perda de vitalidade das colmeias situadas nos arredores da plantação”, defende a Almargem.

A associação ambientalista baseia-se num estudo de investigadores portugueses da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, publicado primeiro no «Journal of Apicultural Research» e depois na revista «O Apicultor».

De acordo com o estudo, o milho transgénico produz uma toxina que mata lagartas e borboletas que limpam os favos desocupados das colmeias. Sem estas lagartas a limpeza não é feita e proliferam agentes patogénicos prejudiciais às abelhas.

Perante isto, a Almargem considera que o Ministério da Agricultura deve “suspender imediatamente qualquer nova autorização para cultivo comercial de plantas transgénicas em Portugal e, em particular, no Algarve”, e que o ministério deve mandar fazer “análises independentes às amostras de mel produzido na zona de Poço Barreto, com vista a detectar uma eventual contaminação que ponha em risco a saúde pública”.

A situação já terá sido comunicada à Direcção Regional de Agricultura do Algarve.

Publicado por Vitorino às 12:46 PM | Comentários (0)

Uma reflexão sobre a engenharia genética da vida

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A ERA DA NATUREZA TRANSGÉNICA

Não é um sacramento se a hóstia é transgénica.
A tradição fala de pão de cereal, não é consentida outra coisa.

Cardeal-arcebispo Tarcisio Bertone, de Génova

Vivi 16 anos nos Estados Unidos e comi de tudo, incluindo transgénicos.
[...] Quando se tem fome, não se pode ser esquisito.

Cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz

Que nova tecnologia é esta que desperta atitudes tão diametralmente antagónicas no seio de altos dignitários da Igreja? A engenharia genética permite a manipulação da base molecular da vida - os genes - por forma a criar combinações inatingíveis pelos processos naturais que requerem compatibilidade reprodutiva. Actualmente existe já produção de milho com genes oriundos de bactérias (para resistir a insectos), arroz com genes humanos (para tratar a diarreia), levedura de pão com genes de peixe (para usar em gelados) e coelho com genes de medusa (para ficar fluorescente), entre muitos outros. O que é a vida, à luz das ferramentas de transformação da própria evolução?

Para ler o resto do artigo basta ir a http://stopogm.net/?q=node/282

Publicado por Vitorino às 12:41 PM | Comentários (0)

"Montes" de filmes esclarecem riscos dos OGM

A página da Plataforma Transgénicos Fora na Internet reúne mais de 30 filmes, pequenas e grandes metragens, em português e noutras línguas, todos eles dedicados a fundamentar e divulgar os riscos associados às plantas geneticamente modificadas (OGM). Basta ir a http://stopogm.net/?q=taxonomy/term/45 e pode deleitar-se com muitas horas de informação audiovisual. Experimente, e diga o que pensa. Se conhece outros trabalhos que devam figurar, é favor escrever para info@stopogm.net

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Publicado por Vitorino às 12:33 PM | Comentários (0)

novembro 08, 2007

Concelho de Lagos é a primeira zona legalmente livre de cultivo de milho OGM

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Foi publicado no Diário da Republica nº 202, Série II, de 5 de Novembro o Despacho nº 25306 do Director Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, que reconhece o estabelecimento de uma Zona Livre do cultivo de milho geneticamente modificado (OGM) no Concelho de Lagos.

Esta Zona Livre foi requerida pela Assembleia Municipal de Lagos e abrange a totalidade da área do Concelho de Lagos. O Município completou o processo de estabelecimento desta Zona Livre, cumprindo todos os procedimentos legalmente instituídos, tendo a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve acompanhado todo o processo. As organizações representativas dos agricultores do Concelho foram previamente contactadas, não se tendo manifestado contra o estabelecimento desta Zona Livre.

Publicado por Vitorino às 01:49 PM | Comentários (0)

novembro 01, 2007

OGM: as provas existem

por Margarida Silva
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No seu editorial de 25 de Agosto do corrente ano o semanário Expresso afirmava, taxativamente: “Não há qualquer – uma só – prova científica de que o milho transgénico (da qualidade que é autorizado em Portugal e na Europa) seja pernicioso para a saúde.” A segurança alimentar e ambiental dos organismos geneticamente modificados (OGM, transgénicos) em circulação no espaço europeu é certamente uma das questões centrais na contestação que lhes é movida e a posição do editorialista, a estar correcta, desarmaria muitas das críticas que se têm ouvido ao longo da última década.

Vale pois a pena verificar a (in)existência de provas científicas. Claro que a ausência de prova, por si só, não prova a ausência de riscos. Mas sem qualquer prova documentada de impacto negativo dificilmente se justifica accionar medidas restritivas contra os OGM, mesmo ao abrigo do Princípio da Precaução.

Para ler o resto do artigo, é favor aceder ao endereço http://www.stopogm.net/?q=node/251

Publicado por Vitorino às 09:43 PM | Comentários (0)

outubro 18, 2007

BE recomenda uma moratória sobre o cultivo de sementes Geneticamente Modificadas (OGM)

No passado mês de Setembro de 2007, os/as deputados/as do Bloco de Esquerda na Assembleia da República propuseram um projecto de resolução no sentido de se recomendar ao Governo que aprove uma moratória sobre o cultivo de sementes que contenham ou sejam constituídas por organismos geneticamente modificados pelo período de três anos, findos os quais deverá ser feita uma reavaliação das garantias se segurança dos produtos alimentares deles resultantes para a saúde humana e sobre a possibilidade técnica de monitorizar e conter a polinização de culturas convencionais e biológicas por pólenes provenientes de culturas com produtos geneticamente modificados.

Para aceder ao documento apresentado, é favor clicar na ligação abaixo:

Download file

Publicado por Vitorino às 05:30 PM | Comentários (0)

agosto 21, 2007

Almargem: milho transgénico deve ser removido !

De acordo com o jornal Público online (publico.pt) de 17.08.2007, o presidente da direcção da associação ambientalista Almargem, João Santos, referindo-se à recente destruição de um hectare de milho transgénico na Herdade da Lameira, em Silves, afirmou: "A Almargem não tem nada a ver com isto e nem somos a favor deste tipo de iniciativa".

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Apesar disso, a Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve manteve o alerta que emitiu no dia 13 de Agosto de 2007. Em comunicado, a Almargem denunciou a ameaça dos 51 hectares de milho transgénico PR32R43 naquela herdade, uma plantação autorizada pela Ministério da Agricultura.

Na altura, a associação classificou o consentimento como uma "atitude irresponsável e mesmo insultuosa para os algarvios".

"Consideramos que o milho deve ser removido mas dentro dos mecanismos legais previstos", pelo Ministério da Agricultura ou pelo próprio proprietário, acrescentou João Santos.

Ainda segundo o Publico.pt, a Almargem já enviou um requerimento a pedir "medidas de emergência" aos ministérios da Agricultura e do Ambiente, bem como ao primeiro-ministro, José Sócrates, e à Câmara de Silves.

João Santos considera que, perante a gravidade da situação, deveria ser revogada a autorização dada ao agricultor ou até ser removido o foco de milho tóxico.

O milho em causa é um derivado da variedade MON810, produtor de toxinas para combater a praga da broca do milho (ver artigo abaixo sobre este assunto).

"O principal perigo advém da disseminação de pólen pelo vento na altura da floração das espigas. Este pólen irá certamente contaminar os campos de milho vizinhos", alerta a Almargem. Além disso, "pode causar graves problemas para a saúde das populações vizinhas".

Publicado por Vitorino às 06:40 PM | Comentários (0)

Os alimentos geneticamente modificados podem aumentar as alergias

Parte 2 - MILHO GENETICAMENTE MODIFICADO

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A indústria da engenharia genética gosta de dizer que vende culturas geneticamente modificadas (GM) que resistem às pragas. Isto poderia induzir a imagem de insectos a afastar-se dos campos com culturas GM. Mas “resistir às pragas” é apenas um eufemismo que na verdade significa “contém um pesticida letal”. Quando os insectos ingerem a planta GM o pesticida perfura-lhes o estômago e morrem.

>>> é favor aceder ao sítio da Plataforma Transgénicos Fora, em http://www.stopogm.net/ para ler o resto da tradução deste artigo do Boletim de Junho de 2007 do INSTITUTE FOR RESPONSIBLE TECHNOLOGY, cujo original pode ser lido em http://www.seedsofdeception.com/utility/showArticle/?objectID=1264/),

Publicado por Vitorino às 06:19 PM | Comentários (0)

junho 13, 2007

Ministros da Agricultura da UE optam pela contaminação

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Contrariando a vontade da maioria dos europeus e uma votação recente do Parlamento Europeu em sentido contrário, no Conselho de Agricultura de dia 12 de Junho de 2007, em Bruxelas, a maioria dos ministros europeus do sector aprovaram uma autorização de contaminação dos alimentos biológicos com organismos geneticamente modificados (OGM).

Trata-se da revisão do Regulamento da agricultura biológica, que até agora previa tolerância zero à presença de OGM contaminantes. O ministro português da agricultura também votou a favor da contaminação da agricultura biológica autorizada nesta revisão do regulamento, que entrará em vigor a 1 de Janeiro de 2009.

Com esta decisão passará a permitir-se até 0,9% de OGM “adventícios ou tecnicamente inevitáveis”... Ou seja, a multinacional de ogm's Monsanto e outros lobies da agricultura industrial e genética acabam de abrir uma enorme porta para a progressiva e generalizada contaminação descontrolada dos alimentos (e da Natureza) na Europa.

Mais uma vez, resta aos europeus tomarem em suas mãos a defesa da sua saúde, do ambiente, e de uma agricultura sustentável. Nasceu a necessidade de uma alternativa produtiva, de transformação e de comercialização COMPLETAMENTE SEM OGM.

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Na ligação abaixo poderá aceder ao comunicado sobre este assunto recentemente emitido pela Plataforma Trangénicos Fora!, fonte desta notícia.

Download file

Publicado por Vitorino às 01:44 PM | Comentários (0)

junho 06, 2007

Consulta da Comissão Europeia sobre contaminação de sementes com OGM

Depois de um longo período de silêncio a Comissão Europeia relançou o processo de alteração das Directivas das Sementes por forma a que se legalize um patamar de contaminação com organismos geneticamente modificados (OGM) nas sementes convencionais, incluindo as biológicas.

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ATÉ HOJE , DIA 6 DE JUNHO DE 2007 está disponível na Internet um questionário, que a Comissão divulgou a apenas algumas entidades e só recentemente se tornou do conhecimento público. Este questionário é a primeira oportunidade que os europeus têm de dizer o que pensam sobre a contaminação com transgénicos das sementes convencionais e biológicas.

O objectivo, já anunciado, da Comissão, é de permitir a contaminação até 0,3% ou 0,5% ou 0,7%, consoante as espécies. Mas se as sementes estiverem contaminadas, torna-se impossível manter como até aqui uma cadeia alimentar sem OGM. É essencial que sejam rejeitadas todas as tentativas de legalizar uma presença permanente e irreversível logo no primeiro elo da cadeia alimentar!

A Comissão optou por fazer a consulta só em inglês, e só através da internet. O questionário está aqui: http://ec.europa.eu/yourvoice/ipm/forms/dispatch?form=Seedlabel

As perguntas são complicadas, enviesadas, e por vezes tão ambíguas que se torna difícil responder. O formulário contém perguntas de múltipla escolha e também espaços para comentários adicionais (só aceitam 200-300 caracteres - são minúsculos!). Todos os comentários mais longos têm de ser enviados para: env-seed-label@ec.europa.eu

Para quaisquer dúvidas pode contactar:

Plataforma Transgénicos Fora
info@stopogm.net
http://www.stopogm.net

Publicado por Vitorino às 07:43 AM | Comentários (0)

maio 19, 2007

A AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DOS OGM SOBRE A SAÚDE E O AMBIENTE NÃO TEM RIGOR

(entrevista ao Prof. Gilles-Éric Séralini)

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Reproduz-se abaixo (com adaptações) um trecho da entrevista da revista francesa LA REVUE DURABLE, nº 24 (Março/Abril 2007) com Gilles-Éric Séralini, Professor de Biologia Molecular na Universidade de Caen (França):

Desde o começo do seu percurso científico que Gilles-Éric Séralini se apaixona pelo funcionamento do ser vivo e pelo impacto dos poluentes – os pesticidas em particular - sobre a saúde.

Com a Comissão de investigação e informação independentes sobre a engenharia genética (Crii-gen), a cujo Conselho científico preside, este biólogo molecular procura fazer progredir a legislação internacional sobre a avaliação dos organismos geneticamente modificados (OGM). Os OGM, considera, permanecerão inaceitáveis enquanto não sairmos de uma situação caracterizada pela ausência de controlos credíveis.

A sua meta principal é assim a de melhorar a avaliação dos OGM. Por um lado, testando muito melhor os efeitos sobre a saúde dos OGM destinados à alimentação que produzam e/ou absorvam pesticidas, por outro, analisando nos campos as contaminações das culturas não OGM. Além disso Gilles-Éric Séralini luta pela rastreabilidade da etiquetagem.

A entrevista:

R. D. - Para si as manipulações genéticas são uma ferramenta de trabalho quotidiano. Poderá relembrar-nos as razões que o levaram a assinar o Apelo dos cientistas e dos médicos para uma moratória sobre os OGM, quando em Maio de 1996 os primeiros OGM comerciais chegaram à Europa?

G.-É. Séralini - Assinei esse apelo porque os efeitos sobre a saúde dos primeiros OGM comerciais - plantas inteiramente concebidas para absorver ou produzir um pesticida - foram mal avaliados. Informei-me lendo os relatórios da Comissão de Engenharia Molecular (CGB) que na França avalia todos os pedidos de comercialização de OGM. Com mais de 3 000 ensaios de 1986 a 1996, a França era na época líder na Europa das experiências no campo dos OGM. Esses relatórios fizeram-me compreender que esta primeira geração de OGM comerciais fazia regredir a avaliação sanitária dos pesticidas, que aliás já não era satisfatória. Os pesticidas aumentam as doenças de reprodução nos animais e no homem. Favorecem as doenças crónicas da sociedade: cancros, doenças imunitárias ou nervosas, etc.

Para ler o resto, ir a: http://www.stopogm.net/

Publicado por Vitorino às 11:42 AM | Comentários (0)

Cientistas russos apresentam novos dados sobre prejuízos dos OGM para a saúde humana

Agência Noticiosa Regnum, 11 de Maio de 2007 - «Os resultados das nossas pesquisas sobre a influência dos organismos geneticamente modificados (OGM) nos organismos vivos tornam duvidosa a sua inocuidade» disse hoje Alaxander Baranov, presidente da Associação Nacional para a Segurança Genética, numa conferência de imprensa no Centro REGNUM em Moscovo.

Para ler o resto da notícia e ver as imagens, clique em http://www.stopogm.net/?q=node/212

Publicado por Vitorino às 11:38 AM | Comentários (0)

abril 17, 2007

Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora

Empresas esconderam informação e Ministério deixou-se enganar
PLATAFORMA E AUTARQUIA EXIGEM ANULAÇÃO DE ENSAIOS DE TRANSGÉNICOS JÁ APROVADOS

O Instituto do Ambiente recebeu, através do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Engº Carlos Nazaré, um documento de um munícipe que plantou milho nas proximidades do recém-aprovado campo para ensaios com transgénicos. Este documento mostra que a empresa Syngenta faltou à verdade com o Ministério do Ambiente e que este foi complacente com a posição da empresa, ao não verificar a veracidade dos documentos associados ao processo.

No passado dia 28 de Março o Ministério do Ambiente (MA) aprovou o pedido da empresa Syngenta para a realização de testes sobre milho transgénico no concelho de Rio Maior. MAS ESSA AUTORIZAçãO TEM DE SER IMEDIATAMENTE REVOGADA VISTO QUE O PRINCIPAL ARGUMENTO EM QUE SE SUSTENTA - A EXISTêNCIA DE UMA FAIXA DE SEGURANçA DE 400 METROS EM TORNO DO TERRENO PREVISTO POR FORMA A EVITAR A CONTAMINAçãO - ACABOU DE SE REVELAR INVáLIDO.*

Em Alcochete e em Salvaterra de Magos, outros dois concelhos visados no pedido, a autorização foi negada pois o MA considerou que nesses locais a distância mínima de segurança de 400 metros até aos restantes campos de milho não estava salvaguardada. No entanto, no caso de Rio Maior, a empresa Syngenta** apresentou duas declarações de vizinhos do terreno visado, dando assim a entender que os tais 400 metros exigidos de faixa de segurança estavam garantidos. Baseado nessa informação, o MA aprovou os ensaios.

Agora a verdade acabou de vir ao de cima: AS EMPRESAS ESCONDERAM O FACTO DE QUE HAVIA MAIS VIZINHOS NO PERíMETRO DA ZONA DE SEGURANçA, VIZINHOS ESSES QUE NãO SE COMPROMETERAM A PRESCINDIR DO CULTIVO DE MILHO E QUE NãO FORAM SEQUER AVISADOS OU CONTACTADOS. O MA já se encontra neste momento na posse da declaração de um desses vizinhos, que aliás tem milho doce semeado no seu terreno, situado a não mais de 150 metros da zona de ensaios.

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Para além da evidente má fé e deplorável falta de rigor técnico por parte das empresas em causa (algo que levanta sérias dúvidas sobre o seu comportamento e cuidado durante os ensaios, se eles avançassem), é de salientar a manifesta incapacidade, por parte do Ministério do Ambiente, de analisar com cuidado o processo sobre o qual emitiu decisão. Em vez de verificar activamente os dados apresentados pelas empresas, o Ministério limitou-se a acreditar, ingenuamente, no que leu.

Segundo o Eng. Gualter Baptista, da Plataforma Transgénicos Fora, "o Ministério do Ambiente revelou não possuir capacidade técnica e humana enquanto Autoridade Competente para os transgénicos. Ao aprovar ensaios experimentais às cegas, o próprio Governo sai descredibilizado, perante a sua total incapacidade de salvaguarda da saúde humana, do ambiente e da própria economia da região". O activista acrescenta que "NãO SE COMPREENDE COMO é QUE UM ORGANISMO PúBLICO ACEITA E APROVA, SEM VERIFICAçãO, OS DOCUMENTOS APRESENTADOS POR UMA EMPRESA QUE TEM UM INTERESSE ECONóMICO ASSOCIADO à APROVAçãO DO PROJECTO."

Na opinião de Gualter Baptista, "ao Ministério do Ambiente não resta outra alternativa senão REVOGAR IMEDIATAMENTE A SUA DECISãO DE APROVAçãO DOS ENSAIOS EXPERIMENTAIS e COLOCAR UMA MORATóRIA A QUAISQUER NOVOS ENSAIOS DURANTE UM PERíODO MíNIMO DE 3 ANOS. No interesse dos cidadãos e dos agricultores que colocou em risco, deverá também apresentar a sua justificação perante esta grave negligência."

---

* Muitas outras razões haveria para chumbar os ensaios – a Plataforma Transgénicos Fora emitiu, durante a consulta pública, um parecer técnico fundamentado onde expõe numerosas falhas de segurança e questões de fundo que não estão devidamente salvaguardadas pelas empresas... parecer esse que o Ministério optou por ignorar. O documento está disponível em www.stopogm.net/?q=taxonomy/term/31/

** E também a empresa Pioneer, que pretende igualmente realizar testes com milho transgénico no mesmo terreno e ao longo dos mesmos três anos e sobre a qual o Ministério do Ambiente deverá em breve emitir decisão.

Para mais informações contactar INFO@STOPOGM.NET ou WWW.STOPOGM.NET, ou GUALTER BAPTISTA, 91 909 0807.

Publicado por Vitorino às 11:41 PM | Comentários (1)

fevereiro 10, 2007

"Transgénicos são poluição viva"

Pelo seu interesse, sugere-se a leitura da entrevista – intitulada "Transgénicos são poluição viva" - feita pelo jornal O Algarve a Amílcar Duarte, docente da Faculdade de Engenharia e Recursos Naturais cujo original se pode ler em
http://www.jornalregional.com/?p=cfcd208495d565ef66e7dff9f98764da&distrito=&concelho=&op=noticia&n=73393d81ea4db537934390c808cda93a

milho_ogm_granada.jpg

A PROPÓSITO…

Se compreender o francês falado, poderá aceder a http://video.google.fr/videoplay?docid=-8996055986353195886, onde poderá ver um filme produzido por Michel Despratx, Stephane Rossi, Jean-Pierre Vesperini, Nicolas de Marinis e Veronique Leroy, do Canal +, muito interessante e esclarecedor sobre os riscos das plantas geneticamente modificadas (OGMs), intitulado “OGM: l’étude qui acuse”. Vale a pena: como diriam os franceses, “malhereusement ça a l’air vrai”.

Publicado por Vitorino às 07:48 PM | Comentários (1)

janeiro 30, 2007

Biologia sintética: a vida descartável

Artigo de Silvia Ribeiro * em La Jornada, traduzido em http://infoalternativa.org

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A biologia sintética é uma nova rubrica científica e industrial, cujo objectivo é criar formas de vida artificiais para cumprir tarefas ao gosto do desenhador. Não satisfeitos com os problemas criados com os transgénicos – seres vivos nos que se inserem genes de outras espécies –, agora trata-se de construir organismos vivos do zero, desenhados à la carte, a partir da fabricação de módulos de ADN artificial, programados para serem montados uns com os outros. Não é ficção científica, mas uma realidade que se está a desenvolver para além de qualquer controle social e responsabilidade ética.

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Segundo uma investigação do Grupo ETC, existem pelo menos 39 empresas, com financiamento privado e público – incluídos exércitos –, que se dedicam a fabricar ADN artificial ou partes deste. A Codon Devices (Cambridge, Massachussets), por exemplo, foi fundada este ano por investigadores de universidades públicas e empresas. Oferece troços de ADN sintetizado, que os compradores podem montar segundo o que queiram construir.

Diferentes grupos de investigadores têm sintetizado vírus completos: bacteriófagos, vírus da pólio e outros. Recentemente reconstruíram o vírus que provocou a epidemia de influenza espanhola em 1918. Ainda que os “avanços” sejam rápidos, os cientistas estão longe de controlar tudo o que sucede nestes processos. Os seres vivos criados artificialmente actuam muitas vezes de maneira inexplicável para eles. A vida, apesar dos esforços destes cientistas, não se pode reduzir a tijolos montáveis nem a programas de computação. (… continua...)

(*) Investigadora do Grupo ETC.

Se está interessad@ em ler o resto do artigo, é favor aceder ao sítio indicado abaixo:

http://infoalternativa.org/autores/sribeiro/sribeiro004.htm

Publicado por Vitorino às 06:58 PM | Comentários (1)

dezembro 06, 2006

Comida, Compras e Engenharia Genética

Ninguém esperava encontrar dificuldades. Nos Estados Unidos os resultados confirmavam o sucesso dos planos, os governos europeus mostravam-se deslumbrados, os produtos estavam a postos e o lucro em perspectiva excedia o dos melhores períodos da história destas empresas. Por isso a surpresa foi ainda maior quando o desastre se materializou...

Para ler o resto do texto, clique em http://stopogm.net/?q=node/139
ogms1.jpg

Publicado por Vitorino às 01:17 AM | Comentários (0)

agosto 28, 2006

OGM no leite não biológico (artigo científico)

No texto abaixo (pedimos desculpa por ser em inglês) pode encontrar o resumo de um artigo científico onde se constata a existência de DNA transgénico em leite de vacas alimentadas com ogm’s. Que influência é que isso pode ter na saúde de quem o bebe é algo que não se sabe... mas não deveria haver respostas a esse tipo de perguntas antes de ser dada autorização para comercializar?

copoleite.jpg

http://www.sciencedirect.com/
International Journal of Hygiene and Environmental Health
Volume 209, Issue 1 , 10 January 2006, Pages 81-88

doi:10.1016/j.ijheh.2005.08.005      
Copyright © 2005 Elsevier GmbH All rights reserved.
Detection of genetically modified DNA sequences in milk from The Italian market
Antonella Agodia, , , Martina Barchittaa, Agata Grillob and Salvatore Sciaccac

aDepartment of Biomedical Sciences, University of Catania, Via S. Sofia n. 87, 95123 Catania, Italy
bLabogen s.a.s., Catania, Italy
cDepartment G.F. Ingrassia University of Catania, Italy

Received 20 May 2005;  revised 27 July 2005;  accepted 14 August 2005.  Available online 29 September 2005.


Abstract
The possible transfer and accumulation of novel DNA and/or proteins in food for human consumption derived from animals receiving genetically modified (GM) feed is at present the object of scientific dispute. A number of studies failed to identify GM DNA in milk, meat, or eggs derived from livestock receiving GM feed ingredients. The present study was performed in order to: (i) develop a valid protocol by PCR and multicomponent analysis for the detection of specific DNA sequences in milk, focused on GM maize and GM soybean; (ii) assess the stability of transgenic DNA after pasteurization treatment and (iii) determine the presence of GM DNA sequences in milk samples collected from the Italian market. Results from the screening of 60 samples of 12 different milk brands demonstrated the presence of GM maize sequences in 15 (25%) and of GM soybean sequences in 7 samples (11.7%). Our screening methodology shows a very high sensitivity and the use of an automatic identification of the amplified products increases its specificity and reliability.
Moreover, we demonstrated that the pasteurization process is not able to degrade the DNA sequences in spiked milk samples. The detection of GM DNA in milk can be interpreted as an indicator of fecal or airborne contamination, respectively, with feed DNA or feed particles, although an alternative source of contamination, possibly recognizable in the natural environment can be suggested. Further studies, performed on a larger number of milk samples, are needed to understand the likely source of contamination of milk collected from the Italian market.
Keywords: Genetically modified DNA; Milk; PCR


Corresponding author. Tel.: +39 095 3782076; fax: +39 095 3782158.

Publicado por Vitorino às 09:35 PM | Comentários (0)

julho 19, 2006

OGM e Agricultura

campo_cultivado.jpg

Na ligação abaixo poderá aceder ao resumo de um documento intitulado “Organismos Geneticamente Modificados e Agricultura”, da autoria de Maria Alexandre Azevedo e com revisão de Fátima Teixeira, Filomena Conde, João Vieira e Niels Rump.

Este documento é uma síntese do conhecimento científico e de outros conhecimentos actuais sobre os OGM, nos aspectos com maior repercussão na agricultura e na pecuária.

Download file

Publicado por Vitorino às 01:24 PM | Comentários (0)

julho 04, 2006

Soja transgénica, não serve!

No endereço abaixo poderá encontrar o vídeo de uma reportagem sobre o desastre que foi a cultura de soja transgénica da Monsanto no Paraguai, com alerta do governador do Estado do Paraná (Brasil) aos agricultores, para não semearem soja transgénica.

http://youtube.com/watch?v=w5KPmBy5rYI

Publicado por Vitorino às 12:52 PM | Comentários (0)

abril 27, 2006

Alimentos transgénicos: devemos consumi-los?


milho injectado - transgenicos.jpg

Está interessante a resposta a esta questão dada pelos 6 rapazes e pelas 12 raparigas da turma D do 6º ano da Escola Básica 2,3 José Régio em Portalegre.

O trabalho destes jovens com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos de idade, que dizem ser bem comportados e muito preocupados com o meio ambiente, pode ser visto em http://escola-contra-transgenicos.naturlink.pt/. Vá lá ver!

Publicado por Vitorino às 01:29 PM | Comentários (0)

março 15, 2006

Tecnologia Terminator: transgénicos suicidas estão de volta!

A tecnologia Terminator refere-se a plantas que foram geneticamente modificadas (GM ou OGM) para tornar as sementes estéreis quando da colheita. A tecnologia Terminator foi inicialmente desenvolvida pela indústria multinacional de sementes/agroquímicos e pelo governo dos EUA para evitar que os agricultores replantassem as sementes colhidas maximizando, assim, os lucros dessa indústria.

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Tecnologia Genética de Restrição do Uso (em inglês, GURTs ) é o termo “oficial” utilizado pelas Nações Unidas e pela comunidade científica para se referir ao Terminator. Tecnologia Genética de Restrição do Uso é uma expressão ampla que se refere à utilização de um indutor químico externo para controlar a expressão de um traço genético de uma planta. GURTs é freqüentemente usado como sinônimo para esterilização genética de sementes ou tecnologia Terminator.

Antecedentes: Download file

Há poucas semanas, numa reunião das Nações Unidas realizada em Espanha, tornou-se mais evidente do que nunca o objetivo de alguns governos e da indústria de aprovar a tecnologia Terminator – falamos do Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que agora auxiliam a Monsanto, Syngenta e outras companhias a terminar com a moratória “de facto” estabelecida pelas Nações Unidas relativamente à tecnologia Terminator.

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Camponeses, agricultores em pequena escala, comunidades rurais e povos indígenas de todo o mundo estão a protestar contra a tecnologia Terminator porque o Terminator procura liquidar a guarda e troca de sementes, aumentando a sua dependência da indústria biotecnológica.

Campanha Internacional para Terminar Terminator

A Campanha Internacional para Terminar Terminator é uma iniciativa para mobilizar os cidadãos de todo o mundo antes da mais importante reunião da Convenção de Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas no Brasil, de 20 a 31 de Março de 2006. Nessa reunião da COP8 – 8ª Conferência das Partes – o órgão que governa a CDB, composto por delegações oficiais dos diferentes países – deverá ser decidido o futuro próximo da tecnologia Terminator.

É hora de agir!
Informe-se sobre a tecnologia Terminator aqui, no blog da Biorege, e em http://pt.banterminator.org/. Depois, dê o seu contributo. A sua participação é importante.

Biossegurança

As corporações, agora, argumentam que a tecnologia Terminator poderia ser utilizada para conter contaminação indesejada de plantas geneticamente modificadas. Isso não é verdade. Não somente o Terminator falhará miseravelmente como ferramenta de biosegurança, como apresenta os seus próprios riscos de biosegurança.

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milho ogm-armadilhado.jpg

Governos e Órgãos Intergovernamentais

A tecnologia Terminator tornar-se-á uma realidade comercial a menos que os governos desenvolvam legislações que proíbam os testes a campo e o uso comercial do Terminator. Experiências anteriores mostram que não podemos confiar nas promessas das corporações de que não usarão o Terminator.

O Terminator, actualmente, está sendo desenvolvido e promovido pelas companhias de sementes e, em Fevereiro de 2005, o governo canadense tentou derrubar a existente moratória internacional de facto da Convenção de Diversidade Biológica das Nações Unidas (CDB) sobre o Terminator.

Entendemos que a moratória de facto da CDB deve ser reforçada de forma a barrar a tecnologia Terminator. Alguns governos nacionais já baniram o Terminator (Brasil e Índia) e são necessárias outras proibições nacionais para se garantir que a tecnologia não seja testada em céu aberto nem comercializada.

Tomates biodiversidade.jpg

Proteste! Vá a http://greenpeace.org.br/biossegurança/?lang=pt&ref=GPI, e envie uma carta para o presidente Lula, exigindo-lhe que defenda o avanço do Protocolo de Cartagena sobre a diversidade biológica e que defenda claramente a manutenção da moratória relativa á tecnologia Terminator.

Publicado por Vitorino às 12:04 PM | Comentários (0)

fevereiro 03, 2006

Abaixo-assinado para rotulagem de produtos de origem animal

Que os transgénicos são uma praga, já se sabe. Mas o segredo bem guardado (até agora) é que eles só são produzidos porque têm um nicho de mercado muito especial: as rações animais.
Nos alimentos transformados de origem vegetal os transgénicos são, em princípio, identificáveis, graças à lei da rotulagem. Esta lei, embora não proíba os transgénicos, na prática limita-os grandemente, devido à sua rejeição pela maioria dos consumidores europeus. Mas no caso dos produtos alimentares de origem animal (leite, ovos, carne, peixe de aquacultura) não há qualquer legislação, não há rotulagem, não há direito à escolha. SE houvesse rotulagem, é certo e sabido que o mercado para matérias primas transgénicas se evaporava em pouco tempo.

É por isso que quem preza a segurança e a liberdade de escolha alimentar pode (e deve) exprimir a sua opinião, nomeadamente através do abaixo-assinado da Greenpeace que se junta, que a Plataforma Transgénicos Fora do Prato está a dinamizar em Portugal, também com o apoio da Biorege. Com a colaboração de todos podemos marcar presença positiva neste esforço europeu.

Colabore nesta iniciativa. É bom para todos!

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Publicado por Vitorino às 02:19 PM | Comentários (0)

janeiro 18, 2006

Transgénicos: Os Aprendizes de Feiticeiro do Século XXI

Ao clicar na ligação abaixo acederá ao texto do comunicado conjunto da Quercus e da Deco datado de Março de 1999, com o título "Transgénicos: Os Aprendizes de Feiticeiro do Século XXI", publicado no Boletim de Biotecnologia.

Apesar da data já "longínqua", consideramos que este é um texto introdutório que vale a pena (re)ler.

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Publicado por Vitorino às 06:00 PM | Comentários (0)

junho 16, 2005

Como se aprovam os OGM

Um dos grandes buracos do sistema europeu de aprovação de OGM é o facto de que todas as decisões são tomadas apenas e exclusivamente com base no estudos realizados pela indústria. É preciso ser muito anjinho para achar que esta situação não coloca a indústria em conflito de interesses e pode levar a manipulação de resultados. Numa notícia da agência de notícias Reuters do passado dia 30 de Maio (http://www.reuters.com/newsArticle.jhtml?type=scienceNews&storyID=8643298) a Itália põe o dedo na ferida e diz que a Agência Europeia de Segurança Alimentar tem de ser capaz de conduzir avaliações independentes das da indústria.

(Baseado em texto de Margarida Silva, da Plataforma Transgénicos Fora do Prato - msilva@esb.ucp.pt)

Publicado por Vitorino às 01:59 PM

maio 23, 2005

Ponte da Barca recusa cultura de milho transgénico.

Segundo o jornal Público, na sua edição de 18 de Maio, o município de Ponte da Barca recusa a cultura de milho transgénico no seu território.

Em conferência de imprensa realizada no dia 17/05/2005, o Presidente da Câmara de Ponte da Barca, Armindo Silva, “anunciou que, no âmbito do respectivo processo de consulta pública em curso até 15 de Julho, emitiu o seu parecer desfavorável e de «total oposição» a um programa de ensaios de cultura de milho transgénico proposto pela empresa Pionneer Hib-Bred Sementes de Portugal para a freguesia de Vila Nova de Muía.”

“A preservação e a valorização das variedades tradicionais de milho cultivadas na actividade agrícola do concelho, a salvaguarda do equilíbrio ecológico dos ecossistemas agrícolas e selvagens, o risco de contaminação das produções que não empregam tecnologia OGM e a probabilidade de o milho transgénico se tornar ambientalmente persistente e invasor, sob a forma de infestante”, constituem os principais argumentos com que esta autarquia sustenta a reclamação do direito a declarar Ponte da Barca Zona Livre de Transgénicos.

Em Portugal, os concelhos de Mora, Aljezur e Cadaval, nomeadamente, que já se declararam como Zonas Livres de Transgénicos, continuam à espera da prometida regulamentação com vista à formalização legal deste objectivo de protecção ambiental e agrícola.

Na sequência da decisão da Comissão Europeia, tomada em Setembro 2004, de autorizar o cultivo de dezassete variedades de milho transgénico do tipo MON 810 em toda a União Europeia sem a prévia existência de regras de coexistência credíveis, países como a Áustria, Polónia, Hungria e Itália optaram por impor moratórias, de lei ou de facto, para proteger a sua agricultura da contaminação que um cultivo desregrado de plantas transgénicas inevitavelmente acarreta.

Pode ler aqui o parecer da Plataforma Transgénicos Fora do Prato sobre os ensaios de plantações trangénicas para os quais a Pioneer pretende autorização.

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Publicado por Vitorino às 01:05 PM

maio 19, 2005

Quer comer OGM's?

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Publicado por Vitorino às 05:31 PM