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18 de novembro de 2008

Transgénicos? NÃO, obrigado!

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UM MANIFESTO EM 10 PONTOS

Os alimentos transgénicos, ou plantas geneticamente modificadas, têm sido apresentados como solução para tudo: fome no mundo, alterações climáticas, agricultura química, doenças e subnutrição... Mas a verdade pode ser bem diferente, e as razões abaixo, entre outras, justificam a proibição pura e simples destes frutos da engenharia genética.

1. Os transgénicos não resolvem a crise alimentar

"A crise climática foi usada para promover os biocombustíveis, o que ajudou a criar a crise alimentar. E agora a crise alimentar está a ser usada para dar um novo fôlego à indústria da engenharia genética."
Daniel Howden, correspondente em África do jornal britânico The Independent

"O cínico que há em mim acha que eles estão a usar a actual crise alimentar e energética como mola para impulsionar os transgénicos a nível político. Percebe-se porque é que o fazem, mas o problema é que essas alegações de que os transgénicos vão resolver os problemas da seca ou da fome no mundo não passam de palermice."
Prof Denis Murphy, Director de Biotecnologia da Universidade de Glamorgan, Reino Unido

Um relatório de 2008 do Banco Mundial concluiu que a produção de biocombustíveis é responsável pela subida dos preços dos alimentos a nível mundial. A Monsanto, a maior multinacional dos transgénicos, tem estado na primeira linha a fazer pressão política a favor deste tipo de energia, que usa os alimentos para alimentar carros, e não pessoas. Ao mesmo tempo, enquanto a crise atingia o auge, a empresa conseguia lucros inimagináveis com a venda de sementes e pesticidas a preços inflacionados. Para 2008 a Monsanto já anunciou lucros líquidos de 11 mil milhões de dólares - em relação a 2007 isto representa um aumento de três mil milhões de dólares! Para rematar, a mesma empresa tem defendido publicamente os (seus) transgénicos como solução para a crise alimentar que ajudou a criar.
...

Para ler o resto, ver as referências ou descarregar este documento em diferentes formatos, basta ir aqui: http://stopogm.net/?q=node/447

Pode aceder à apresentação deste Manifesto na apresentação seguinte: Download file.

Publicado por Vitorino às 04:58 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


Manipulação Maléfica: documentário sobre plantas GM

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Graças ao esforço de uma série de pessoas, está agora disponível online e legendado em português um excelente documentário sobre transgénicos produzido pela TVE britânica. Trata-se do filme “A Manipulação dos Campos” ("Aliens in the Field"), com a duração de cerca de 23 minutos. Para ver este filme basta ir a http://stopogm.net/?q=taxonomy/term/45.

Publicado por Vitorino às 04:16 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


Gestão Florestal Sustentável: comunicações do Seminário

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Todas as comunicações apresentadas no seminário "Gestão Florestal Sustentável e Certificação: Uma Perspectiva Operacional", organizado pela Naturlink, Instituto Superior de Agronomia e INOVISA e que decorreu em Lisboa no passado dia 31 de Outubro de 2008, foram amavelmente disponibilizadas pelos seus autores e foram alojadas na plataforma Pluridoc de partilha de documentos técnicos, bem como o respectivo livro de resumos.

Deste modo, os interessados poderão descarregar estes documentos a partir dos seguintes links (listados pela ordem de apresentação das comunicações no Seminário):
- "Gestão Florestal Sustentável e Certificação: Uma Perspectiva Operacional"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2716&lang=pt
- "Gestão e Protecção da Floresta: Planeamento e Certificação"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2717&lang=pt
- "Critérios e Indicadores de Sustentabilidade"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2719&lang=pt
- "Inventário Florestal e Certificação - Uma Reflexão Estratégica"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2723&lang=pt
- "Monitorização e Gestão da Biodiversidade Florestal: Conceitos e Aplicações"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2724&lang=pt
- "Grupo APFCertifica: Procedimentos de Conservação do Solo e da Água"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2725&lang=pt
- "Sustainable Development: a View from the Woods"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2726&lang=pt
- "A Responsabilidade Social das Empresas e a SHST - Caso Prático SHST_Silvicultura - Silvicaima"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2727&lang=pt
- "Avaliar com os Outros: Caso de Estudo do Uso de Técnicas Participativas para Avaliar a Gestão Florestal"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2728&lang=pt
- "A Certificação e a Economia da Floresta"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2729&lang=pt
- "Requisitos e Processo de Certificação de Gestão Florestal Sustentável"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2730&lang=pt
- "FSC, PEFC, Duas Faces da Mesma Moeda _ A Certificação da Gestão Florestal"
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=2731&lang=pt

Publicado por Vitorino às 03:44 PM na secção Notícias | Comentários (0)


OGM também libertam fantasmas nos genes de gerações futuras

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“The ghost in our genes” (o fantasma nos nossos genes) é um documentário a não perder por quem entender a língua inglesa e pode ser visionado em: http://video. stumbleupon. com/#p=trjny62bq 0

Este documentário informa-nos sobre as conclusões científicas de que através dos genes herdamos mais do que apenas o código genético dos nossos pais. As experiências dos nossos pais e avós passam para nós de uma forma ainda muito mal conhecida – a epigenética.
Mutações do mesmo tipo nos mesmos genes dão origem a síndromas totalmente diferentes em pessoas diferentes, porque os genes têm "memória" do sítio de onde vieram e expressam-se de forma diferente.
O simples facto de se manipularem células embrionárias fora do seu ambiente normal causa alterações na expressão dos genes.

- O quê???? Mas isso contraria completamente a teoria de que um gene expressa uma proteína e sempre a mesma proteína em qualquer contexto! E significa que o simples acto de manipulação em laboratório das células dos seres vivos altera a expressão do seu DNA, mesmo que nem lhes metam genes novos!
- Pois é, e lá se vai o fundamento todo da engenharia genética pelo cano abaixo. Mais dúvidas a acrescentar aos efeitos de médio e longo prazo das plantas geneticamente modificadas nos seres vivos que as consomem.

Há também um artigo recentemente, publicado com o mesmo nome deste documentário, que podemos descarregar gratuitamente em http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1140443#PaperDownload

Publicado por Vitorino às 03:40 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


OGM: que coexistência, quando a colheita é também a semente?

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Em 2007, a Rede de Sementes Camponesas (RSP - Réseau Sementes Paysannes) e a Bio de Aquitânia (Bio d'Aquitaine) levaram a cabo uma experiência de campo em parceria com o laboratório Eco-Innov do INRA (Institut National de la Recherche Agronomique, ou Instituto Nacional de Pesquisa Agronómica, instituto científico público em França) para estudar os fluxos de pólen entre campos de milhos híbridos amarelos e campos de milhos brancos biológicos. Os grãos amarelos presentes no milho branco aquando da colheita são indício de uma polinização pelos milhos amarelos. As percentagens de grãos amarelos observadas são da ordem dos 0,75% a 50 metros e dos 0,1% a 175 metros. Estas percentagens podem ser extrapoladas para eventuais contaminações provenientes de milhos portadores de dois OGM. Com OGM simples, como o MON 810, seria necessário dividi-las por dois.

Estes resultados, ainda preliminares, confirmam os receios já existentes quanto à continuidade das agriculturas tradicional ou de qualidade, como a agricultura biológica, no caso de contaminação por culturas de OGM, pelo que devem ser confirmados em mais anos e em diversas condições ambientais.
Estes resultados devem ser, desde já, tomados em consideração nos trabalhos desenvolvidos pelo governo [francês] para determinar as distâncias entre culturas, tendo em vista evitar a presença acidental de OGM em outras produções.

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Para adaptar as variedades que cultivam ao seu modo de produção sem adubos químicos nem pesticidas de síntese, numerosos agricultores biológicos semeiam todos os anos parte da sua colheita do ano anterior, o que é impossível com as sementes de milho híbrido comercializadas. Por isso, eles seleccionam variedades locais de milho e aproveitam a sua colheita para as sementeiras do ano seguinte. Em caso de contaminação fraca por OGM, essa colheita não perderá a certificação nos termos do novo regulamento, que tolera um pouco de OGM nos produtos bio. Mas se os agricultores utilizarem essa colheita contaminada como semente, essa primeira contaminação irá juntar-se às contaminações dos anos seguintes tornando a sua produção invendável como biológica, a prazo, devido à presença dos OGM, condenando assim também ao desaparecimento as variedades locais por eles seleccionadas.

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Parece difícil determinar com segurança as distâncias de segurança das culturas não OGM sem que se verifique previamente a evolução deste tipo de contaminações no decurso de vários anos. É também indispensável verificar-se o impacto que pode ter aquando da presença de apicultores profissionais importantes na proximidade imediata dos campos de milho. Devem ser disponibilizados suficientes meios financeiros para a prossecução destas experiências: bastarão alguns milésimos dos financiamentos que são concedidos actualmente para as pesquisas em biotecnologia.
Qualquer contaminação resultante de distâncias insuficientes, fixadas arbitrariamente na falta destes resultados da experimentação, não teria nada de acidental e colocaria problemas insolúveis de responsabilidade.

Contactos:
Patrice Gaudin, para a Bio d'Aquitaine (http://www.bio-aquitaine.com/): (França) 06 86 38 00 39
Guy Kastler, para a Réseau dês Sémences Paysannes (http://www.semencespaysannes.org/): (França) 06 03 94 57 21

Original (em francês, in http://www.semencespaysannes.org/ogm_coexisten_quand_recolte_est_aussi_semence_115-actu_57.php (tradução e adaptação nossa).

Publicado por Vitorino às 03:30 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)


05 de novembro de 2008

Viticultura Biológica e Biodinâmica

A Agridin – Associação Profissional para o Desenvolvimento da Agricultura Biodinâmica e Biológica, promove durante este mês duas acções de formação sobre viticultura.
De 17 a 19 de Novembro de 2008 realizar-se-á em Braga um pequeno curso com o programa seguinte: Download file.

cursoViticultura.jpg

No dia 20 de Novembro, na Régua, o especialista francês Pierre-Abel Simonneau dará uma conferência subordinada ao tema Vinificação em Viticultura Biológica e Biodinâmica, para o que disponibilizamos a ficha de inscrição Download file.

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Publicado por Vitorino às 01:17 PM na secção Formação | Comentários (0)


29 de outubro de 2008

A solução também está AQUI

De acordo com o Público online, referindo o relatório Planeta Vivo 2008, divulgado em Londres no passado dia 28 de Outubro, em 2030 o conjunto dos seres humanos vai consumir o dobro dos recursos naturais que a Terra é capaz de regenerar (ver o artigo “Humanidade vai precisar de dois planetas em 2030", em http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1347961&idCanal=92 e o relatório em http://www.wwf.org.br/informacoes/especiais/relatorio_planeta_vivo_2008/index.cfm).

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O jornal cita Mathis Wackernagel, responsável de uma das três organizações – WWF, Sociedade Zoológica de Londres e Global Footprint Network – responsáveis pelo referido relatório, na afirmação de que satisfazer esse nível de consumo será “fisicamente impossível” e que causará “falhas técnicas” nos ecossistemas que ameaçarão as bases económicas da sociedade, pelo que, a acontecer realmente, “A limitação de recursos e o colapso de ecossistemas vão fazer disparar os preços dos alimentos e da energia”.

Afirma-se ainda no artigo que “A ONU vai apelar aos líderes mundiais, entre eles o próximo Presidente dos Estados Unidos, para redireccionarem os investimentos na direcção da “energia limpa”, agricultura sustentável, redução da desflorestação e das emissões poluentes e para a construção de cidades e edifícios mais sustentáveis.”

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AQUI E AGORA: acções locais!

Parece óbvio que a resposta a esta situação (que não é nova mas que se tem vindo a agravar) não pode ser exclusiva das autoridades e que cada um de nós tem de assumir a sua quota-parte na mudança pessoal, mas também na exigência de alterações nacionais, regionais e locais, e no apoio às que se concretizem.

A Biorege tem apoiado e colaborado com a luta pelo desenvolvimento sustentável. Regozijamo-nos com o facto de que no município de Almada se têm desenvolvido várias iniciativas importantes em quase todos os sentidos em que o artigo indica que a ONU também aponta. Para se informar sobre a Pegada Ecológica de Almada e sobre a Estratégia Local para as Alterações Climáticas, pode aceder a http://www.m-almada.pt/portal/page/portal/AMBIENTE/ENERGIA_EF_ESTUFA/?amb=0&ambiente_energia_estufa=12899982&cboui=12899982.

Parece-nos, no entanto, que ainda não existem em Almada suficientes medidas e instrumentos para o estímulo da agricultura sustentável (principalmente a agricultura biológica), aproveitando as zonas de vocação rural que (ainda) existem no concelho.

Na Biorege, enquanto pudermos iremos ajudar a corrigir essa lacuna, nomeadamente através do apoio à criação de hortas urbanas biológicas e à aprovação de um sistema de parques agrícolas e hortícolas sustentáveis em Almada, para o que já existe um estudo muito interessante (acessível em http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=200&lang=pt).

Já agora… quantos de nós (e dos responsáveis a todos os níveis) votamos com os nossos euros (os possíveis…) em quem produz e comercializa eticamente os alimentos biológicos que, já hoje, acautelam o futuro da nossa saúde e da do nosso planeta?

Publicado por Vitorino às 07:36 PM na secção Opinião | Comentários (0)


Pesticidas em 49% das frutas, vegetais e cereais

Este nosso título reproduz o título de um artigo do Diário de Notícias do passado dia 16 de Outubro, que dá conta do perigoso recorde alcançado na alimentação europeia. Ao que há que juntar os alimentos geneticamente modificados, os medicamentos, rações e outros “aditivos” em carnes e lacticínios, e muitos outros “embaratecedores” e favorecedores do consumismo...

Obviamente, estes dados evidenciam o valor dos alimentos produzidos pela agricultura biológica e sublinham um facto: por ignorância ou inconsciência, muitos de nós estamos a envenenar-nos (e, sobretudo, a envenenar crianças e idosos) com alimentos “baratos”, adiando a opção por comer menor (suficiente) quantidade e melhor qualidade.

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O relatório referido no artigo do DN pode ser consultado (em inglês) em http://www.pan-europe.info/Highest%20ever%20levels%20of%20pesticides%20in%20food%20(15%20October).pdf.

Publicado por Vitorino às 07:03 PM na secção | Comentários (0)


21 de outubro de 2008

Ao Encontro da Semente 2008 | 22 e 23 Novembro | Sendim

Num tempo em que tudo se quer homogeneizado, calibrado e descaracterizado, as variedades tradicionais de sementes cultivadas correm um sério risco de desaparecer.
Neste contexto, a Associação “Colher para Semear” procura intervir através das recolhas efectuadas anualmente numa determinada região. Este ano, a recolha incidiu sobre o rico e diversificado espólio de sementes do Planalto Mirandês.

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Este encontro, à imagem dos anteriores, visa não só expor a riqueza transmontana – na Exposição do Património Agrícola Vegetal do Planalto Mirandês –, mas também procura dinamizá-la o mais possível, mostrando as virtudes gustativas e alimentares das variedades tradicionais encontradas. Haverá, pois, troca de sementes, provas, oficinas práticas de recolha de sementes e vária animação cultural, conforme o programa junto, que inclui ficha de inscrição e contactos.
Frente: View image
Verso: View image

Publicado por Vitorino às 02:04 PM na secção Notícias | Comentários (0)


20 de outubro de 2008

Cuidado com a Alimentação

Pelo seu interesse, divulga-se um comunicado de “Os Verdes” de 16 de Outubro Dia Mundial da Alimentação (sublinhados nossos):

«A alimentação é um factor determinante na saúde individual e pública, sendo fundamental garantir os cuidados necessários relativamente à qualidade dos alimentos.

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A Organização Mundial de Saúde tem vindo a manifestar uma crescente preocupação com os consumos alimentares das populações, essencialmente dos mais jovens.

As escolas devem apostar regularmente numa alimentação saudável e equilibrada, praticando-a no dia-a-dia e sensibilizando os pais e alunos para a prática de bons hábitos alimentares.

Como exemplos de alguns problemas alimentares temos a subnutrição, a sobrenutrição, em especial o problema da obesidade infantil que tem vindo a aumentar, a qualidade dos produtos, a diabetes, o colesterol elevado, a hipertensão e os OGM’s (Organismos Geneticamente Modificados.

Sobre os OGM’S desconhecem-se ainda os seus efeitos na saúde e no ambiente e a sua entrada nos nossos mercados trouxe um clima de desconfiança justificada.

Pela importância destas questões a Ecolojovem – “Os Verdes” considera que deve ser disponibilizado o máximo de informação, para que se possa optar correcta e conscientemente, sendo dever do Estado prestar esta informação.

Actualmente e perante a crise que se vive, também o Consumir Local deve ser apoiado e incentivado. Desta forma, temos a possibilidade de consumir produtos locais, mais frescos e que, por não haver necessidade de serem transportados ao longo de quilómetros, são mais amigos do ambiente, uma vez que se reduz a emissão de CO2.

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Assim, (...) a Ecolojovem – “Os Verdes” defende:

- a obrigatoriedade da certificação e rotulagem dos produtos alimentares;
- produtos naturais sem efeitos nocivos à saúde;
- produtos com reduzidos impactos no ambiente;
- a aplicação do princípio da precaução em matéria alimentar;
- a disponibilização de toda a informação sobre a origem e qualidade dos alimentos.

Só assim se consegue garantir a segurança alimentar e uma alimentação saudável e sustentável.

Por uma alimentação correcta, saudável e livre de OGM’S

A Ecolojovem – “Os Verdes”
»


Para mais informações, pode contactar:
Ecolojovem-«Os Verdes»
Rua da Boavista, Nº 83 - 3º Dto, 1200-066 Lisboa
Tel: (+351+) 21 396 03 08 ou (+351+) 21 396 02 91
Fax: (+351+) 21 396 04 24
E-mail: ecolojovem@osverdes.pt
Site: www.osverdes.pt

Publicado por Vitorino às 12:07 AM na secção Notícias | Comentários (0)


07 de outubro de 2008

Monsanto sob suspeita na ONU

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“… A finalidade essencial dos alimentos, que é a de alimentar as pessoas, tem sido subordinada aos objectivos económicos de um punhado de corporações internacionais que monopolizam todos os aspectos da produção alimentar, desde as sementes ás principais cadeias de distribuição, e têm sido os principais beneficiários da crise mundial. Os dados de 2007, ano em que começou a crise alimentar mundial, mostram que corporações como a Monsanto e a Cargill, que controlam o mercado de cereais, viram os seus lucros aumentar 45 e 60 por cento, respectivamente…”

(Apresentação inicial do Presidente da Assembleia Geral da ONU, H. E. M. Miguel d’Escoto Brockmann, na Iniciativa de Alto Nível sobre os Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio, ONU, Nova York, 25 de Setembro de 2008. Para aceder á intervenção completa (em língua inglesa) pode ligar-se a http://www.organicconsumers.org/articles/article_14843.cfm)

Publicado por Vitorino às 03:16 PM na secção Notícias | Comentários (0)


Seminário “Gestão Florestal Sustentável e Certificação” | 31 Out. 2008‏ | Lisboa – Auditório do Colégio Militar

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É sabido que a gestão florestal sustentável tem relações estreitas com a agricultura biológica e implicações muito importantes em termos ambientais, económicos e sociais.

Numa altura em que a certificação florestal ganha uma importância e reconhecimento crescentes, a Naturlink, o Instituto Superior de Agronomia e a INOVISA, estão a organizar o seminário "Gestão Florestal Sustentável e Certificação: Uma Perspectiva Operacional", no qual se discutirão as componentes fundamentais e a operacionalização da gestão florestal sustentável e da sua certificação. O Seminário decorrerá no próximo dia 31 de Outubro de 2008, no auditório do Colégio Militar, em Lisboa.

Este evento irá congregar trabalhos e entidades-chave associados ao sector florestal em Portugal e ao processo de certificação, para além de um investigador britânico que está a desenvolver trabalho de referência sobre a exploração sustentável dos recursos florestais. As diferentes apresentações do Seminário consideram em particular os requisitos e as componentes principais do processo de certificação florestal e a sua operacionalização prática.
 
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Os interessados poderão aceder ao programa do Seminário e descarregar a ficha de inscrição no seguinte artigo do portal Naturlink:
"Seminário Gestão Florestal Sustentável e Certificação: Uma Perspectiva Operacional"
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=24647
O período das inscrições termina no próximo dia 17 de Outubro.


NOTA: No âmbito da organização deste seminário, a CONFAGRI e a FENAFLORESTA disponibilizaram uma colecção, recentemente publicada, de quatro cadernos técnicos sobre gestão florestal sustentável e certificação, que será oferecida a cada inscrito no Seminário (entre outra documentação). A colecção é constituida pelos seguintes títulos:
- "Avaliação de Povoamentos Florestais"
- "Protecção da Floresta Contra Incêndios"
- "Conservação da Biodiversidade em Meios Florestais"
- "Guia de Implementação de Gestão Florestal Sustentável"

Publicado por Vitorino às 03:05 PM na secção Notícias | Comentários (0)


Que fazer para evitar o consumo de OGM’s ?

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«Em França, apesar de já existir a consciência de que os organismos geneticamente modificados (OGM) produzidos ao ar livre não trarão melhorias na alimentação, antes pelo contrário, constituem riscos potenciais, infelizmente constata-se que os consumidores estão insuficientemente organizados. [E em Portugal?]

O poder de compra poderá ser um poder de intervenção se assumir a forma de uma acção conjunta dos consumidores. (...).
Cada vez mais se criam alternativas à alimentação estandardizada e insípida, a partir de valores de respeito pelo ambiente e pelo trabalho dos camponeses, valores favoráveis ao fortalecimento dos laços sociais frequentemente destruídos pelo consumismo. É bom associarmo-nos a essas iniciativas de reapropriação do fazer em conjunto e do fazer nós próprios, e criar muitas outras. Talvez assim consigamos tornar os OGM definitivamente indesejáveis nos nossos pratos.
»

(Texto adaptado de resposta de Yann Fiévet - Vice-Presidente da «Action Consommation» - Site : www.actionconsommation.org - a entrevista de Denis Lebioda, de 05.06.2008, em http://www.contaminations-chimiques.info/?2008/06/05/375-rendre-les-ogm-definitivement-indesirables-dans-notre-assiette-par-yann-fievet)

Publicado por Vitorino às 02:37 PM na secção Opinião | Comentários (0)


27 de setembro de 2008

Vegetarianismo é saúde, ética e ecologia

Divulgam-se duas iniciativas interessantes no âmbito do vegetarianismo, que consideramos corresponderem tanto mais a um estilo de vida mais saudável, ético e ecológico quanto mais optam por alimentos provenientes da agricultura biológica.

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A primeira dessas iniciativas é a Semana Vegetariana, iniciativa da Associação Centro Vegetariano a decorrer em vários locais, de 29 de Setembro (2ª feira) a 5 de Outubro (domingo), cujo objectivo principal é a promoção e divulgação do vegetarianismo.

Nesta Semana participam várias associações e organizações de todo o pais, que nos propõem diferentes actividades. Para tomar conhecimento do programa completo, pode visitar o site da Semana Vegetariana, em www.semanavegetariana.com.

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A segunda iniciativa é um Jantar vegetariano acompanhado de concerto de guitarra portuguesa ao vivo, com o guitarrista João Manso. Este concerto vegetariano terá lugar no próximo dia 3 de Outubro (6ª feira), pelas ás 20 horas, n' “O Nosso Espaço”, que se situa na Rua dos Correeiros, 205, 2º andar (Baixa de Lisboa). O preço será 15 €uros por pessoa. (Jantar + concerto). Para esclarecimentos e inscrições, é favor enviar mail para migcostaper@gmail.com, ou contactar para os telem. 914907446 ou 967055233. Lugares limitados.

Publicado por Vitorino às 04:50 PM na secção Notícias | Comentários (0)


Oficinas de fabrico artesanal de sumos e conservas doces e salgadas

A Associação portuguesa Colher para Semear promove nos dias 11 e 12 de Outubro, na Quinta do Olival, em Figueiró dos Vinhos, localidade de Aguda (sede da associação), um conjunto de oficinas práticas sobre os processos de fabricação artesanal de sumos e conservas naturais.

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Condições de participação:

- O custo das oficinas é de 12 euros para não sócios e de 4 euros para sócios;
- O alojamento pode efectuar-se em tendas próprias em espaços da quinta, ou em residenciais/ hotéis na região (ficando a procura e o contacto a cargo dos próprios);
- A alimentação é da responsabilidade de cada um, pelo que podem trazer comida própria para merendar ou fazer piquenique, ou ainda, procurar alternativas na região;

O número de inscrições é limitado pelo que deverão efectuar a vossa inscrição até 5 de Outubro, através dos seguintes contactos: José Miguel Fonseca (236622218); Graça Ribeiro (914909334) ou José Mariano Fonseca (919969311).
Em caso de previsão de condições climatéricas adversas para as datas mencionadas, todos os participantes inscritos serão avisados com 48 horas de antecedência sobre possíveis alterações.

primeiras_latas_conservas.jpgPrimeiras latas de conserva.

Indicações para chegar à Quinta do Olival (Aguda):

A auto-estrada A1 é o caminho mais fácil. Sair no acesso para Pombal e apanhar o IC 8 em direcção a Castelo Branco.
Sensivelmente 20 km após entrar no IC 8 passará pela localidade de Ansião.
Após 8 km irá aparecer uma saída que indica Aguda/ Avelar, devendo virar no sentido de Aguda (à direita).
Encontra-se agora na antiga estrada de Figueiró dos Vinhos, deve seguir a estrada até à saída que indica Aguda, a qual deve ignorar e seguir em frente até encontrar do seu lado direito uma ETAR, a seguir à qual deve virar na primeira estrada à esquerda. A referida estrada sobe ao longo de 400 metros até encontrar uma fonte (mina de água) do seu lado esquerdo, atrás da qual encontra o pátio de entrada da Quinta do Olival.
Nota: No caso de ter ignorado alguma destas indicações e ter seguido até à localidade de Aguda, pergunte pelo acesso à Quinta do Olival do Zé Miguel que qualquer pessoa lhe indica ou telefone para 236 622 218/ 919969311.

P.S. – A Colher para Semear a exemplo de outras actividades que já tem vindo a desenvolver, pretende que esta oficina seja um espaço de convívio e de troca de conhecimentos e saberes entre amigos. Deste modo, endereçamos o convite aos participantes que tenham consigo receitas de conservas artesanais ou mesmo variedades de fruta que pretendam ver transformadas em sumo ou conserva, que as tragam consigo e as partilhem com todos os presentes, enriquecendo ainda mais as experiências que todos desejamos viver nestes dois dias.

Publicado por Vitorino às 04:31 PM na secção Notícias | Comentários (0)


Transgénicos são Menos Produtivos

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Em Abril de 2008, a Universidade do Kansas publicou um estudo que demonstra, depois de analisar a produção da cintura cerealífera dos Estados Unidos durante os últimos três anos, que a produtividade dos cultivos transgénicos (soja, milho, algodão e canola) foi menor que na época anterior à introdução de transgénicos. A soja apresenta uma diminuição de rendimento de até 10 por cento. A produtividade do milho transgénico foi em vários anos menor e em alguns igual ou imperceptivelmente maior, dando um resultado total negativo comparado com as variedades convencionais. Também mostram menor rendimento a canola e o algodão transgénico tomados em períodos de vários anos. (E, em todos os casos, as sementes são mais caras que as convencionais, pelo que a margem de ganho dos agricultores também é menor).

Este estudo corrobora vários anteriores. Em 2007, a Universidade de Nebraska descobriu que a soja transgénica da Monsanto produzia 6 por cento menos que a mesma variedade da empresa em versão não transgénica e até 11 por cento menos que a melhor variedade disponível de soja não transgénica. Outros estudos, inclusive um do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em Abril 2006, mostram resultados similares: definitivamente, os transgénicos não são mais produtivos.

A razão principal, explicam os estudos, é que a transgenia altera o metabolismo das plantas, o que em alguns casos inibe a absorção de nutrientes, e em general, exige maior energia para expressar características que não são naturais da planta, retirando­‑lhe capacidade para se desenvolver plenamente.
A explicação da Monsanto face ao estudo da Universidade do Kansas, foi que «os transgénicos não estão desenhados para aumentar a produtividade» (The Independent, 20/04/2008).”

Excerto do artigo de Sílvia Ribeiro “Quer baixar a produção? Use transgénicos!” publicado por La Jornada (http://www.jornada.unam.mx/2008/07/19/index.php?section=economia&article=021a1eco) em 19 de Julho de 2008. Traduzido em http://infoalternativa.org/spip.php?article46

Publicado por Vitorino às 04:14 PM na secção Sobre os transgénicos | Comentários (0)



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